{"id":1134,"date":"2022-10-24T23:58:39","date_gmt":"2022-10-25T02:58:39","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=1134"},"modified":"2022-10-24T23:58:40","modified_gmt":"2022-10-25T02:58:40","slug":"invasao-da-ucrania-completa-oito-meses-e-pode-gerar-mais-impacto-a-producao-de-alimentos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2022\/10\/24\/invasao-da-ucrania-completa-oito-meses-e-pode-gerar-mais-impacto-a-producao-de-alimentos-2\/","title":{"rendered":"Invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia completa oito meses e pode gerar\u00a0mais impacto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>RAFAEL FILHO&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(AG\u00caNCIA FOCS \/ JORNALISMO UNISO)\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A guerra na Ucr\u00e2nia completa oito meses nesta segunda-feira (24).&nbsp; Planejada pelo presidente russo, Vladmir Putin, a invas\u00e3o do pa\u00eds vizinho ocorreu em 24 de fevereiro de 2022 e nesses 242 dias tem impactado a vida de milhares de pessoas n\u00e3o apenas no Leste Europeu. Uma das preocupa\u00e7\u00f5es crescentes \u00e9 quanto \u00e0 disponibilidade de fertilizantes no mercado global, o que pode repercutir de maneira mais acentuada na oferta de alimentos no mundo todo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio-geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), Ant\u00f3nio Guterres, j\u00e1 havia refor\u00e7ado este alerta em pronunciamento divulgado pelo portal da r\u00e1dio francesa RFI, no \u00faltimo m\u00eas de agosto. \u201cSem fertilizantes em 2022, pode n\u00e3o haver comida suficiente em 2023. Obter mais alimentos e fertilizantes da Ucr\u00e2nia e da R\u00fassia \u00e9 fundamental para acalmar os mercados e reduzir os pre\u00e7os para os consumidores\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas qual a import\u00e2ncia dos fertilizantes para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos no Brasil? Segundo o professor Paulo Jos\u00e9 Sanchez, formado em Medicina Veterin\u00e1ria e Administra\u00e7\u00e3o de empresas, o Brasil re\u00fane algumas caracter\u00edsticas que favorecem essa produ\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s temos \u00e1reas e clima favor\u00e1veis. O grande problema \u00e9 a diversifica\u00e7\u00e3o do solo\u201d.\u00a0\u00a0\u00a0 Por todo territ\u00f3rio nacional, existem dois extremos: \u00e1reas onde o solo \u00e9 muito f\u00e9rtil, ou seja, tem muitos nutrientes, e outras onde ocorre o contr\u00e1rio, o solo \u00e9 muito pobre. \u00c9 justamente no segundo tipo de \u00e1rea, cuja extens\u00e3o \u00e9 consider\u00e1vel, segundo Sanchez, que h\u00e1 maior demanda de suplementa\u00e7\u00e3o de nutrientes, ou seja, fertiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"760\" height=\"511\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1135\"\/><figcaption><strong>Paulo Sanchez: <\/strong><em>\u201cIndependente da cultura, qualquer tipo de produ\u00e7\u00e3o s\u00f3 consegue atingir o seu pico de qualidade se o solo e o clima derem condi\u00e7\u00f5es para que o ciclo vegetativo aconte\u00e7a\u201d <\/em><strong>Foto: Rafael Filho<\/strong>\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A coordenadora do curso de Engenharia Agron\u00f4mica da Universidade de Sorocaba\/SP (Uniso), Patr\u00edcia Favoretto Renci explica que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas t\u00eam impacto na acelera\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, influenciam no ciclo das pragas e na redu\u00e7\u00e3o da qualidade dos solos. Os fertilizantes ajudam a garantir a sustentabilidade dos sistemas agr\u00edcolas. \u201cUm solo f\u00e9rtil n\u00e3o s\u00f3 melhora a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, mas tamb\u00e9m ajuda a prevenir a eros\u00e3o e degrada\u00e7\u00e3o do solo, garantindo assim a sustentabilidade produtiva\u201d.\u00a0 Paulo Sanchez, que ministra a disciplina de Agroneg\u00f3cio para os cursos de Medicina Veterin\u00e1ria e Engenharia Agron\u00f4mica, concorda com a ideia de que o Brasil \u00e9 o celeiro do mundo por diversos motivos como o tamanho de seu territ\u00f3rio e a qualidade de terras agricult\u00e1veis. Por\u00e9m, a produ\u00e7\u00e3o brasileira precisa de fertiliza\u00e7\u00e3o para corre\u00e7\u00e3o do solo. Ele conta que \u201cos nutrientes dos fertilizantes acabam indo para o fruto. Ent\u00e3o toda vez que tem uma colheita, aqueles ingredientes\/nutrientes s\u00e3o retirados do solo e v\u00e3o direto para mesa do consumidor\u201d. Sendo assim, \u201cperiodicamente e sistematicamente \u00e9 preciso ir repondo esses nutrientes no solo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"756\" height=\"503\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1136\"\/><figcaption><strong>Patr\u00edcia Renci: <\/strong><em>\u201cOs fertilizantes corrigem o solo, de acordo com os resultados das an\u00e1lises de solo para poder proporcionar os nutrientes nas propor\u00e7\u00f5es adequadas \u00e0s necessidades de cada cultura. Al\u00e9m disso, s\u00e3o importantes na seguran\u00e7a alimentar\u201d. <\/em><strong>Foto: Rafael Filho<\/strong>\u00a0<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Devido ao conflito entre Ucr\u00e2nia e R\u00fassia surgiu um debate sobre a concentra\u00e7\u00e3o da oferta de fertilizantes. Renci, que \u00e9 doutora em Agronomia, explica que apenas quatro pa\u00edses respondem por aproximadamente 80% da produ\u00e7\u00e3o mundial de fertilizantes: Canad\u00e1 (32%); R\u00fassia (18%); China (12%) e Belarus (18%). Em 2021, o Brasil importou aproximadamente 12,8 milh\u00f5es de toneladas de cloreto de pot\u00e1ssio (32,6% do Canad\u00e1; 28,2% da R\u00fassia e 18,7% de Belarus). \u201cA R\u00fassia sempre foi um importante fornecedor de fertilizantes para o Brasil e nos \u00faltimos anos a demanda por fertilizantes cresceu muito. Neste cen\u00e1rio, 23% dos fertilizantes importados pelo Brasil vem da R\u00fassia, a China representa 14% das importa\u00e7\u00f5es.\u201d\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o existe um monop\u00f3lio. Ocorre que alguns pa\u00edses, por conta das caracter\u00edsticas de seus solos, s\u00e3o mais abastados de fontes minerais, facilitando a extra\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e a venda de fertilizantes\u201d, acentua Paulo Sanchez. Ele ressalta que, n\u00e3o deixando de lado as quest\u00f5es ambientais, produzir esses fertilizantes \u00e9 uma moeda e esse material gera divisas, riquezas para esses pa\u00edses. J\u00e1 Patr\u00edcia Renci, comenta que o mercado mundial \u00e9 de 100 milh\u00f5es de toneladas. \u201cOs fertilizantes nitrogenados s\u00e3o os mais exportados na R\u00fassia; no Canad\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de pot\u00e1ssio se destaca e a China concentra suas exporta\u00e7\u00f5es em pot\u00e1ssio, tamb\u00e9m exportando nitrog\u00eanio em menor propor\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDevido ao com\u00e9rcio internacional e quest\u00f5es de acordos comerciais, grande parte das importa\u00e7\u00f5es vem dos russos\u201d, explica Sanchez. Segundo ele, o Brasil tamb\u00e9m produz fertilizantes, mas a quantidade \u00e9 muito pequena em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 necessidade. \u201cO Brasil n\u00e3o \u00e9 autossuficiente na produ\u00e7\u00e3o, muito pelo contr\u00e1rio, o que ele produz aqui n\u00e3o consegue nem nas melhores condi\u00e7\u00f5es atender a sua demanda. \u201cEle comenta tamb\u00e9m que a R\u00fassia \u00e9 um potencial fornecedor principalmente de pot\u00e1ssio. \u201c90% do que o Brasil consome de pot\u00e1ssio \u00e9 importado, ou seja, a gente fica ref\u00e9m dessa importa\u00e7\u00e3o.\u201d\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como<\/strong><strong> a guerra na Ucr\u00e2nia pode afetar o agroneg\u00f3cio no Brasil?&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 preciso salientar que coincidiu com a quest\u00e3o da guerra, um c\u00e2mbio desvalorizado da nossa moeda. O d\u00f3lar estava muito mais alto, e isso impacta nas quest\u00f5es de custeio de produ\u00e7\u00e3o\u201d, explica Sanchez. Ele exemplifica essa situa\u00e7\u00e3o usando a imagem de um produtor que eventualmente pagava 50 d\u00f3lares em um saco de fertilizante. \u201cFoi projetado por ele, um custo de produ\u00e7\u00e3o para aquela lavoura. O d\u00f3lar estava a R$ 3,50&nbsp; Ent\u00e3o ele tinha um panorama na cabe\u00e7a. Com as quest\u00f5es de mercado, a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar atingiu patamares de R$ 5,50. Aquele custo de produ\u00e7\u00e3o que estava embasado mudou no meio do caminho\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sanchez segue com seu exemplo,\u202f\u201cimagina voc\u00ea jogando uma partida de futebol e depois do intervalo, na volta, mudou a regra. Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 no jogo, n\u00e3o tem como voc\u00ea voltar a tr\u00e1s. Ent\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode parar. Muitos produtores seguiram o plano, por\u00e9m esse custo aumentou demais.\u201d Ele avalia que seria imposs\u00edvel evitar que o aumento de pre\u00e7os chegasse \u00e0 mesa do consumidor. \u201c\u00c9 \u00f3bvio que o consumidor final iria sentir esse reflexo. Ent\u00e3o muitas pessoas at\u00e9 acabam jogando, de m\u00e1 f\u00e9, a culpa no agroneg\u00f3cio. A carne ficou cara porque o boi tem que comer ra\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 feita do milho que foi produzido nesse alto custo. Ent\u00e3o \u00e9 uma bola de neve, um efeito domin\u00f3\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u202fPor conta da posi\u00e7\u00e3o adotada pela R\u00fassia na guerra, o pa\u00eds sofreu algumas san\u00e7\u00f5es, uma mudan\u00e7a no meio do jogo. Por outro lado, a pol\u00edtica externa brasileira optou pela neutralidade. Nosso pa\u00eds fez um jogo pol\u00edtico, na minha opini\u00e3o, bastante inteligente, no sentido de estreitar o contato com a R\u00fassia. Ent\u00e3o o fornecimento para o mercado brasileiro foi mantido\u201d. Essa fala de Sanchez vai ao encontro da ideia do presidente da CropLife Brasil, Christian Lohbauer apresentada na palestra \u201cGuerra e Seguran\u00e7a Alimentar Mundial\u201d. \u201cO Brasil depende 90% de fertilizantes importados. O pa\u00eds tem interesses, e n\u00e3o amizade. Tem que manter a neutralidade. A diplomacia tem que estar acima de qualquer figura pol\u00edtica.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Sanchez, enfrentamos uma onda de desespero e alguns pa\u00edses ficaram sem abastecimento de fertilizante, por terem tomado partido. Segundo ele, apesar da oscila\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o, nossa produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi muito afetada. \u201cNa minha opini\u00e3o foi muito mais um stress do mercado. A am\u00f4nia por exemplo que \u00e9 utilizada como fertilizante era comercializada a\u00ed a 2.500 d\u00f3lares a tonelada, foi para 5.500. Mas foi algo sazonal.\u201d Ainda segundo ele, os neg\u00f3cios come\u00e7aram a melhorar quando houve o entendimento da situa\u00e7\u00e3o. Aquele fervor do momento esfriou, o cen\u00e1rio se equalizou e os pre\u00e7os baixaram. \u201cAquela altera\u00e7\u00e3o de valores, no cen\u00e1rio Brasil, foi muito mais um medo do mercado, do que de fato aconteceu\u201d, aponta Sanchez.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O futuro preocupa?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o ter ocorrido a falta de insumos para a produ\u00e7\u00e3o brasileira, o momento requer monitoramento. Segundo Sanchez, todos os recursos s\u00e3o finitos. Em um per\u00edodo de guerra, s\u00e3o registradas baixas com v\u00e1rias pessoas saindo do mercado de trabalho. \u201cSem a for\u00e7a de trabalho, a produ\u00e7\u00e3o acaba ficando escassa e isso acaba aumentando os custos e diminuindo a produ\u00e7\u00e3o, que demanda n\u00e3o s\u00f3 de tecnologia, mas tamb\u00e9m de m\u00e3o de obra humana.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Renci refor\u00e7a que a R\u00fassia \u00e9 a segunda maior produtora e exportadora de nitrog\u00eanio (obtido a partir do g\u00e1s natural) do mundo. Al\u00e9m disso, os russos possuem minas abundantes de outros dois minerais importantes, o f\u00f3sforo e o pot\u00e1ssio. \u201cO Brasil vem se destacando no agroneg\u00f3cio, batendo recordes de produ\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos. Entretanto, a demanda por fertilizantes continua alta. Portanto, a guerra ainda pode influenciar diretamente no aumento dos custos de produ\u00e7\u00e3o das culturas\u201d, opina Renci. Para Sanchez, o Brasil conta com m\u00e3o de obra, clima e solo de qualidade, al\u00e9m de produtores com expertise, mas a guerra preocupa. \u201cO Brasil \u00e9 extremamente dependente de fertilizantes de outros pa\u00edses, e isso gera preocupa\u00e7\u00e3o nas tomadas de decis\u00e3o e tamb\u00e9m numa perspectiva de futuro.\u201d&nbsp; No fim de julho, representantes da R\u00fassia e da Ucr\u00e2nia assinaram um acordo na Turquia para a retomada da exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os atrav\u00e9s do Mar Negro. \u201cHoje, h\u00e1 um farol no Mar Negro. Um farol de esperan\u00e7a. Farol de possibilidades. Um farol de al\u00edvio, em um mundo que precisa disso mais do que nunca\u201d, disse Guterres para a r\u00e1dio francesa RFI. Discutido desde abril, o acordo representa uma esperan\u00e7a para a crise alimentar, uma vez que a\u202fUcr\u00e2nia est\u00e1 entre os principais exportadores de gr\u00e3os do mundo, fornecendo mais de 45 milh\u00f5es de toneladas anualmente ao mercado global. O acordo, segundo o secret\u00e1rio-geral da ONU, \u201ctrar\u00e1 al\u00edvio para os pa\u00edses em desenvolvimento \u00e0 beira da fal\u00eancia e as pessoas mais vulner\u00e1veis \u200b\u200b\u00e0 beira da fome. [&#8230;] Desde que a guerra come\u00e7ou, venho destacando que n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o para a crise alimentar global sem garantir acesso global total aos produtos aliment\u00edcios da Ucr\u00e2nia e alimentos e fertilizantes russos.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RAFAEL FILHO&nbsp; (AG\u00caNCIA FOCS \/ JORNALISMO UNISO)\u00a0 A guerra na Ucr\u00e2nia completa oito meses nesta segunda-feira (24).&nbsp; Planejada pelo presidente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1134","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uncategorized\/\" rel=\"category tag\">Uncategorized<\/a>","tag_info":"Uncategorized","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1134","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1134"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1134\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1137,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1134\/revisions\/1137"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}