{"id":1465,"date":"2023-06-21T19:31:18","date_gmt":"2023-06-21T22:31:18","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=1465"},"modified":"2023-06-22T17:22:32","modified_gmt":"2023-06-22T20:22:32","slug":"livro-escrito-somente-por-autores-negros-e-lancado-em-sorocaba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2023\/06\/21\/livro-escrito-somente-por-autores-negros-e-lancado-em-sorocaba\/","title":{"rendered":"Livro escrito somente por autores negros \u00e9 lan\u00e7ado em Sorocaba"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A colet\u00e2nea foi escrita por homens e mulheres de pele preta, de Sorocaba, de v\u00e1rias partes do Brasil e at\u00e9 do exterior<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Rafael Filho (Ag\u00eancia Focs &#8211; Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1466\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/1-300x200.jpg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/1-768x512.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/1-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>(Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><em>A Minha Pele Preta<\/em><\/strong>. Com este t\u00edtulo, que leva \u00e0 reflex\u00e3o sobre o real pertencimento da pr\u00f3pria pele, entre tantas outras provoca\u00e7\u00f5es e entendimentos, foi lan\u00e7ado em Sorocaba, no m\u00eas de maio, um livro totalmente escrito por autores de pele preta.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 que ponto a minha pele preta \u00e9 minha? \u00c9 um dos questionamentos de partida provocados por esta obra. A indaga\u00e7\u00e3o pode parecer estranha, mas \u00e9 muito pertinente, tendo em vista que a partir da invas\u00e3o da \u00c1frica a pele preta passou a ser do outro, no caso, o invasor europeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos registros hist\u00f3ricos seguiram e a pele preta continuou numa condi\u00e7\u00e3o rompida com a pessoalidade, se tornou produto de lucro entre mercadores de negros. A minha pele n\u00e3o foi minha, nas m\u00e3os dos senhores de engenho ou do capit\u00e3o do mato. Mesmo ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, a minha pele preta n\u00e3o era minha. Era controlada por fatores como a lei da vadiagem e a eugenia. Mesmo hoje, a minha pele preta ainda n\u00e3o \u00e9 minha, pois os negros n\u00e3o podem ter uma vida sem preocupa\u00e7\u00f5es e sensa\u00e7\u00e3o de liberdade, negros s\u00e3o ref\u00e9ns de um dos piores males do mundo: o racismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado oficialmente no Sindicato dos Metal\u00fargicos de Sorocaba, o livro foi organizado pelo escritor e pedagogo Manoel Francisco Filho. Segundo ele, a antologia (como \u00e9 chamada a colet\u00e2nea de textos) trouxe uma sensa\u00e7\u00e3o de aquilombamento para aqueles que fizeram parte do processo. \u201cFoi uma grande experi\u00eancia, ainda mais partindo da nossa cidade, que teve a maior participa\u00e7\u00e3o em n\u00famero de autores. \u00c9 uma satisfa\u00e7\u00e3o enorme poder estar realizando esta antologia com tantos amigos aqui de Sorocaba\u201d, afirma Manoel.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a import\u00e2ncia para a representatividade negra, o organizador afirma que o livro prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre diversos pontos de vista, j\u00e1 que a pele preta pode ter tonalidades e experi\u00eancias diferentes. Para Manoel, \u201ca quest\u00e3o negra aglutina toda essa diversidade. N\u00f3s acreditamos que a contribui\u00e7\u00e3o deste livro \u00e9 propor diversos pontos de vista, de reflex\u00e3o sobre a condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do negro no Brasil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/2-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1467\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/2-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/2-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/2-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/2-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/2-1-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>\u00a0Manoel Filho: <\/strong><em>\u201cA editora A Arte das Palavras \u00e9 nova no mercado, mas j\u00e1 est\u00e1 trabalhando muito bem os diversos recortes sociais existentes. Fiquei muito feliz com o convite dela para organizar esta obra, que conta tamb\u00e9m com dois colaboradores estrangeiros (de Mo\u00e7ambique)\u201d <\/em><strong>(Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Falando sobre o processo produtivo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sele\u00e7\u00e3o dos textos, Manoel conta que foi muito dif\u00edcil, j\u00e1 que ele recebeu mais de 40 contribui\u00e7\u00f5es de autores do Brasil todo. O escritor confidenciou que a ideia foi unir na obra, n\u00e3o somente escritores, mas homens e mulheres dos mais variados recortes sociais, sendo artistas ou n\u00e3o. Ele afirma que o principal crit\u00e9rio foi privilegiar primeiro a diversidade. Foram abordados desde temas ligados \u00e0 sexualidade at\u00e9 a cultura, passando por religi\u00f5es de matriz africana. \u201cO crit\u00e9rio foi tentar agregar o m\u00e1ximo de diversidade nessa produ\u00e7\u00e3o, para que ela pudesse ser um exemplar representativo e mostrar como as experi\u00eancias negras s\u00e3o diferentes tanto no Brasil quanto fora dele\u201d, destaca Manoel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/3-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1468\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/3-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/3-300x200.jpg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/3-768x512.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/3.jpg 1297w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Durante o evento, os visitantes puderam ter acesso a outras obras onde Manoel Filho e escritores negros participaram<strong> (Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cEstou orgulhoso de estar participando dessa obra. Feliz e honrado porque \u00e9 o momento da gente poder colocar para fora sentimentos, pensamentos e compartilhar com pessoas que talvez n\u00f3s n\u00e3o tiv\u00e9ssemos acesso\u201d, conta o funcion\u00e1rio p\u00fablico sorocabano e participante do livro Melquisedeque Luiz da Silva. Segundo Melqui (como \u00e9 conhecido), a obra \u00e9 muito importante para o povo preto, justamente por demonstrar que eles n\u00e3o est\u00e3o sozinhos independentemente de onde estejam. \u201cA dor que bate na zona norte \u00e9 a mesma que bate na zona leste, na capital e no interior. Ser preto, \u00e9 ser preto em qualquer lugar do mundo\u201d, ele afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/4-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1469\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/4-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/4-300x200.jpg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/4-768x512.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/4.jpg 1297w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Melquisedeque da Silva: <\/strong><em>\u201cAcredito que essa cr\u00f4nica que eu pude compartilhar, traz um pouco da minha an\u00e1lise de vida, como observo o mundo na conjuntura atual. Me marcou muito saber que um pouco da minha pessoa ser\u00e1 compartilhado com outras, em locais, formas e \u00e9pocas diferentes. \u00c9 bacana, enriquecedor\u201d <\/em><strong>(Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Melqui salienta com tristeza, que apesar de toda a riqueza e a hist\u00f3ria do povo africano, a escraviza\u00e7\u00e3o foi uma a\u00e7\u00e3o de desumaniza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o preta, sendo necess\u00e1rio um intenso processo de reconstru\u00e7\u00e3o. \u201cEssa obra vem mostrar que n\u00e3o somos submissos, n\u00e3o somos uma sub-ra\u00e7a e temos um legado muito forte. Somos africanos em di\u00e1sporas\u201d, ele conta. Melqui afirma tamb\u00e9m que essa africanidade traz um legado de solidariedade \u201ccom os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s pretos e pretas e refor\u00e7a a nossa resist\u00eancia e resili\u00eancia no mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazendo uma analogia com as formas da \u00e1gua, para enaltecer a for\u00e7a do povo negro seja na \u00c1frica ou em qualquer parte do mundo, Melqui pediu para que se imagine o continente africano como um grande espa\u00e7o de \u00e1gua. \u201cN\u00f3s somos \u00e1guas dentro dele. A \u00e1gua, ela evapora, congela, ela tem v\u00e1rias quest\u00f5es do seu tempo e estado, mas toda vez ela vai voltar. Seja atrav\u00e9s da chuva, ela vai para o rio, que corre para o mar voltando a ser \u00e1gua. A \u00e1gua \u00e9 \u00e1gua em qualquer lugar do mundo. Ent\u00e3o como ela, somos africanos em qualquer lugar do mundo. N\u00e3o importa o que aconte\u00e7a, o tempo, as nossas modifica\u00e7\u00f5es, continuamos a ser africanos, assim como a \u00e1gua continua sendo \u00e1gua\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/5-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1470\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/5-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/5-300x200.jpg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/5-768x512.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/5-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/5-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Autores do livro e pessoas das mais diversas \u00e1reas da sociedade sorocabana estiveram presentes no lan\u00e7amento de <em>A Minha Pele Preta<\/em> <strong>(Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para o sambista sorocabano Claudio Silva, a participa\u00e7\u00e3o no livro foi de extrema valia e legitimou uma sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento e de colabora\u00e7\u00e3o. \u201cAdentrar por essa seara foi importante para mim por conta de que \u00e9 uma antologia onde eu contribuo com um poema que denuncia o racismo\u201d, pontuou Claudio. Ele afirma tamb\u00e9m que a experi\u00eancia pode se tornar um pontap\u00e9 para colocar em pr\u00e1tica, v\u00e1rios projetos que est\u00e3o arquivados. \u201cTenho conte\u00fados que quero colocar em pauta para ter registros dentro de uma literatura afro-brasileira, utilizando at\u00e9 algumas linguagens de literatura Bantu e Yorub\u00e1\u201d contou Claudio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1297\" height=\"793\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/6-1024x626.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1471\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/6-1024x626.jpg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/6-300x183.jpg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/6-768x470.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/6.jpg 1297w\" sizes=\"auto, (max-width: 1297px) 100vw, 1297px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Claudio Silva: <\/strong><em>\u201cApesar de algumas pessoas vincularem, eu n\u00e3o sou escritor, sou um compositor (letrista). Nessa antologia tem diversos modos de escrita, diversas faces e facetas das pessoas que a escreveram\u201d <\/em><strong>(Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O poema de Claudio \u201cGrite feito um demente\u201d faz refer\u00eancia a uma situa\u00e7\u00e3o ocorrida em 2022, quando a deputada Carla Zambelli perseguiu com uma arma de fogo em punho, um homem negro em algumas ruas de S\u00e3o Paulo. Segundo Claudio, os gritos do homem o salvaram de um poss\u00edvel homic\u00eddio. \u201cEu sempre digo que cada vez que um preto grita ele chama aten\u00e7\u00e3o. Porque quando ele n\u00e3o grita, ele sucumbe, morre e vai para a vala an\u00f4nimo. Acontece igual ao Pato N\u2019\u00c1gua [sambista negro, morto em 1969] que foi encontrado no outro dia, baleado com dois tiros e ainda com um relat\u00f3rio do IML dizendo que foi suic\u00eddio\u201d, pondera Claudio. O sambista conclui refor\u00e7ando que \u201cse os gritos n\u00e3o forem ouvidos pela elite e por essa estrutura racista que existe no Brasil, eles ser\u00e3o ouvidos pelos nossos irm\u00e3os pretos e pretas. Ent\u00e3o sempre grite feito um demente que \u00e9 para que todos possam te ouvir\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/7-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1472\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/7-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/7-300x200.jpg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/7-768x512.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/7.jpg 1297w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O evento no Sindicato do Metal\u00fargicos de Sorocaba\/SP, foi encerrado com uma roda de conversa, onde foram discutidos assuntos n\u00e3o somente sobre o livro, mas tamb\u00e9m sobre as mais diversas quest\u00f5es \u00e9tnico-raciais<em> <\/em><strong>(Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Aos interessados em ter o exemplar, \u00e9 poss\u00edvel adquirir pelo site: <a href=\"https:\/\/nocaminhodosol.com.br\/loja-virtual\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/nocaminhodosol.com.br\/loja-virtual\">nocaminhodosol.com.br<\/a>, que dar\u00e1 acesso e possibilidade de entrar em contato diretamente com o organizador da obra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A colet\u00e2nea foi escrita por homens e mulheres de pele preta, de Sorocaba, de v\u00e1rias partes do Brasil e at\u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1465","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uncategorized\/\" rel=\"category tag\">Uncategorized<\/a>","tag_info":"Uncategorized","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1465","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1465"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1465\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1480,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1465\/revisions\/1480"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1465"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1465"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1465"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}