{"id":155,"date":"2018-10-29T02:42:00","date_gmt":"2018-10-29T02:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2018\/10\/29\/o-protagonismo-feminino-em-sorocaba\/"},"modified":"2018-10-29T02:42:00","modified_gmt":"2018-10-29T02:42:00","slug":"o-protagonismo-feminino-em-sorocaba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2018\/10\/29\/o-protagonismo-feminino-em-sorocaba\/","title":{"rendered":"O protagonismo feminino em Sorocaba"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-SNsrov8KVFM\/W9NeDviucGI\/AAAAAAAAH4M\/-WHiwH_UFqUHzBovsbxiaKdd2AxGb71XwCLcBGAs\/s1600\/3.jpeg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"266\" data-original-width=\"400\" height=\"212\" src=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-SNsrov8KVFM\/W9NeDviucGI\/AAAAAAAAH4M\/-WHiwH_UFqUHzBovsbxiaKdd2AxGb71XwCLcBGAs\/s320\/3.jpeg\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\"><br \/><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">Vozes femininas ecoam, indignadas, pelas ruas da cidade de S\u00e3o Paulo. Elas imploram para que n\u00e3o ocorra o retrocesso de suas conquistas. Elas suplicam pelo direito de andar livremente sem que sejam assediadas. Elas entendem, assim como a fil\u00f3sofa Simone de Beauvoir, que basta &#8220;uma crise pol\u00edtica, econ\u00f4mica e religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados\u201d. O ato refere-se a outubro de 2015, quando milhares de mulheres foram \u00e0s ruas de grandes cidades brasileiras com o objetivo de manter conquistas, como o direito ao aborto para mulheres estupradas, e combater o machismo. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">Tr\u00eas anos depois, em 2018, o acontecimento, nomeado &#8220;Primavera Feminista&#8221;, \u00e9 tido como um reflexo do aumento de mulheres no movimento feminista em diversas regi\u00f5es do Brasil. A cidade de Sorocaba n\u00e3o ficou de fora desse tipo de milit\u00e2ncia. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\"><br \/><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"float: left; margin-right: 1em; text-align: left;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-qJBTYHshhgc\/W9NeD4OHqzI\/AAAAAAAAH4Q\/q-whf2tlfLMh3LJlr9sWyOG1yQjv0jScACLcBGAs\/s1600\/1.jpg\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"400\" data-original-width=\"400\" height=\"320\" src=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-qJBTYHshhgc\/W9NeD4OHqzI\/AAAAAAAAH4Q\/q-whf2tlfLMh3LJlr9sWyOG1yQjv0jScACLcBGAs\/s320\/1.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">Giovanna Nunes, Maria Teresa Ferreira e Gabriela Pereira<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10pt; text-align: justify;\">Gabriela Pereira, macapaense de 31 anos, \u00e9 uma dessas mulheres. Ela \u00e9 idealizadora e atual coordenadora geral do Projeto Ampara, que oferece apoio e informa\u00e7\u00f5es a pessoas com defici\u00eancia. O seu primeiro contato com o feminismo se deu atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o do projeto, em 2017, por meio do qual compartilha sua experi\u00eancia como m\u00e3e de uma crian\u00e7a com defici\u00eancia e auxilia pessoas em vulnerabilidade social. Assim, foi inserida em um grupo de movimento de mulheres em Sorocaba e come\u00e7ou a frequentar reuni\u00f5es. &#8220;No in\u00edcio, eu n\u00e3o sabia o que era feminismo. S\u00f3 queria estar com mulheres que estavam lutando por algum direito&#8221;.<\/span><\/p>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><o:p><\/o:p><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">Gabriela se utilizava das redes sociais, de palestras e de reuni\u00f5es para dar visibilidade ao movimento social das pessoas com defici\u00eancia. Dentro desse contexto, notou a exist\u00eancia das mulheres com defici\u00eancia e sentiu a necessidade de encoraj\u00e1-las a criar seu pr\u00f3prio movimento em Sorocaba. &#8220;Ningu\u00e9m falava sobre a mulher com defici\u00eancia, a\u00ed eu comecei a levar as demandas que recebia delas&#8221;.&nbsp; <\/span><o:p><\/o:p><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">A partir disso, Gabriela incentivou a cria\u00e7\u00e3o da primeira extens\u00e3o do Projeto Ampara, denominado Ampara Mulher, em que defende e discute pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para as mulheres com defici\u00eancia. &#8220;Eu n\u00e3o tenho nenhuma defici\u00eancia, mas eu tenho aprendido muito com elas&#8221;. Por meio do Ampara Mulher, realizam mensalmente um caf\u00e9 aberto ao p\u00fablico para dar oportunidade a mulheres com defici\u00eancia de compartilharem experi\u00eancias pessoais. <\/span><o:p><\/o:p><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">Giovanna Nunes, 22 anos, estudante de Direito e integrante do coletivo interseccional feminista Rosa Lil\u00e1s, por sua vez, afirma que o seu contato com o feminismo surgiu na internet, por meio da qual conheceu o Rosa Lil\u00e1s e come\u00e7ou a acompanhar as reuni\u00f5es do coletivo. &#8220;Seguimos a linha do feminismo interseccional, pois acreditamos que se n\u00e3o abranger todas as mulheres, muitas outras ficar\u00e3o exclu\u00eddas. Entendemos que o feminismo tem que englobar todas as mulheres\u201d.<\/span><o:p><\/o:p><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">Ela ressalta que, al\u00e9m da p\u00e1gina no Facebook, o coletivo busca distribuir panfletos como meio de informar a popula\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s atividades que realizam com as mulheres, organizam cine debates, rodas de conversa e piqueniques. &#8220;Os piqueniques s\u00e3o uma forma que encontramos para trazer as mulheres para dar aquele pontap\u00e9. Quando tem comida e uma roda de conversa com assuntos mais amenos, conseguimos fazer as coisas flu\u00edrem mais naturalmente&#8221;.&nbsp;&nbsp; <\/span><o:p><\/o:p><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">J\u00e1 a integrante do Movimento de Mulheres Negras de Sorocaba (Momunes), Maria Teresa, come\u00e7ou a ter contato com o feminismo atrav\u00e9s da filia\u00e7\u00e3o ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), por meio do qual esteve pr\u00f3xima a movimentos sociais. Entretanto, conheceu o feminismo negro por meio da Uni\u00e3o de Negros pela Igualdade (Unegro). Atualmente, busca colocar o racismo e o preconceito como tema central dos debates de que participa.&nbsp; \u201cVivemos em um pa\u00eds aonde o racismo \u00e9 estrutural e comp\u00f5e as rela\u00e7\u00f5es. As mulheres negras est\u00e3o mais fragilizadas nessas rela\u00e7\u00f5es raciais, pois vem de uma constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que se d\u00e1 a partir da escravid\u00e3o\u201d. <\/span><o:p><\/o:p><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">Ela afirma que leva a discuss\u00e3o sobre o feminismo negro, com o apoio da Coordenadoria de Igualdade Social, para a Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m retrata o mesmo tema em escolas e Conselhos Municipais. &#8220;Sempre que somos chamados para falar sobre o racismo, fazemos o recorte do feminismo negro como um elemento da luta das mulheres e transforma\u00e7\u00e3o da sociedade&#8221;, destaca.&nbsp;<\/span><o:p><\/o:p><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\"><br \/><\/span><\/div>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-PSzZaZSqaiA\/W9NeDvSvrkI\/AAAAAAAAH4I\/sLpVMSJNltU_vrhK2WjVpnlaj3C5E0o6QCLcBGAs\/s1600\/2.jpeg\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"282\" data-original-width=\"400\" height=\"225\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-PSzZaZSqaiA\/W9NeDvSvrkI\/AAAAAAAAH4I\/sLpVMSJNltU_vrhK2WjVpnlaj3C5E0o6QCLcBGAs\/s320\/2.jpeg\" width=\"320\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">Maria Teresa Ferreira \u00e9 integrante do Momunes<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\"><span style=\"mso-spacerun: yes;\"><br \/><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\"><span style=\"mso-spacerun: yes;\"><br \/><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><b><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Dificuldades enfrentadas pelos movimentos<\/span><\/b><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">Em rela\u00e7\u00e3o aos desafios enfrentados pelas pessoas com defici\u00eancia em Sorocaba, a idealizadora do Projeto Ampara destaca tr\u00eas: sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e transporte. Sobre sa\u00fade, sente a necessidade de especialistas na \u00e1rea e afirma observar dificuldades para conseguir recursos como medicamentos, fraldas e realiza\u00e7\u00e3o de exames. J\u00e1 na \u00e1rea do transporte, critica a falta de acessibilidade e \u00f4nibus antigos que costumam quebrar frequentemente. Al\u00e9m disso, Gabriela ressalta os desafios enfrentados pelas mulheres com defici\u00eancia no feminismo. &#8220;A mulher com defici\u00eancia \u00e0s vezes est\u00e1 querendo falar, mesmo em rodas de conversa, mas ela n\u00e3o \u00e9 ouvida. Por isso precisamos que o movimento feminista esteja pronto para reconhecer essas mulheres&#8221;. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">Do mesmo modo, Giovanna destaca como dificuldade enfrentada pelas sorocabanas a falta de di\u00e1logo entre as redes de apoio para mulheres. Dessa forma, relembra uma ocasi\u00e3o em que o Rosa Lil\u00e1s realizou um abaixo-assinado para que a Delegacia da Mulher funcionasse vinte e quatro horas por dia. Conseguiram mais de dez mil assinaturas e obtiveram como resposta a indisponibilidade de renda do governo estadual para atender ao pedido. &#8220;N\u00f3s fizemos tamb\u00e9m uma pesquisa com rela\u00e7\u00e3o ao mapa da viol\u00eancia da mulher em Sorocaba. A cada quarenta dias, uma mulher \u00e9 v\u00edtima de feminic\u00eddio. Ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma coisa isolada. Mulheres est\u00e3o morrendo por conta da omiss\u00e3o do estado e do munic\u00edpio&#8221;. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">A integrante do Rosa Lil\u00e1s tamb\u00e9m ressalta a dificuldade enfrentada pelo coletivo no momento de levar pautas do feminismo para serem discutidas em escolas. Giovanna afirma que quando cedem espa\u00e7o nas escolas para conversarem com os alunos, oferecem um tempo muito reduzido, equivalente \u00e0 aula de apenas um professor. &#8220;Entendemos que a fase da adolesc\u00eancia \u00e9 muito importante para as meninas descobrirem o empoderamento, pois \u00e9 a\u00ed que come\u00e7am os relacionamentos afetivos&#8221;. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">J\u00e1 Teresa afirma a falta de informa\u00e7\u00e3o como uma dificuldade. Al\u00e9m disso, faz uma reflex\u00e3o sobre o movimento negro em Sorocaba. &#8220;Temos pessoas que se colocam como movimento negro, e isso \u00e9 muito dif\u00edcil de lidar porque hoje em dia n\u00e3o discutimos mais o movimento negro enquanto o movimento que fala s\u00f3 a respeito do preconceito. Hoje discutimos quest\u00f5es raciais. Em Sorocaba tenho a sensa\u00e7\u00e3o de que ficou todo mundo muito estagnado nessas lutas pessoais de vaidade, poder ou demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rio, o que acabou fragmentando o movimento&#8221;. Tamb\u00e9m elogia a nova gest\u00e3o do Conselho Municipal de Participa\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Comunidade Negra e coletivos feministas de Sorocaba, os quais, segundo ela, possuem uma vis\u00e3o mais ampliada e discutem essas quest\u00f5es sociais. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><b><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/span><\/b><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia na pol\u00edtica, Gabriela destaca benef\u00edcios dados e segrega\u00e7\u00e3o por defici\u00eancia dentro do movimento PcD como dificuldades. &#8220;Todas as pessoas que me procuram querem fazer um projeto de lei para dar algo de gra\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 isso que queremos. Se todos conseguem trabalhar, por que a pessoa com defici\u00eancia n\u00e3o pode estar no mercado de trabalho e ter autonomia para fazer o que todos fazem? Vai ter que adaptar e vai demorar um pouco, mas n\u00f3s queremos isso: dignidade&#8221;. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">Por outro lado, ao comentar sobre a participa\u00e7\u00e3o feminina na pol\u00edtica de Sorocaba <span style=\"color: #545454;\">\u2014<\/span> local em que apenas duas mulheres foram eleitas vereadoras na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o <span style=\"color: #545454;\">\u2014<\/span>, Giovanna e Teresa destacam as cotas de candidaturas por g\u00eanero nos partidos pol\u00edticos como recursos ainda utilizados apenas para estar de acordo com a lei, e n\u00e3o efetivamente para fazer com que mulheres realmente ganhem elei\u00e7\u00f5es. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">Giovanna tamb\u00e9m faz uma an\u00e1lise do cotidiano: &#8220;Eu acho que tem a quest\u00e3o de que n\u00f3s mulheres n\u00e3o fomos ensinadas que estar dentro da pol\u00edtica \u00e9 um ato e lugar para n\u00f3s. Quando estamos em reuni\u00e3o de churrasco de fam\u00edlia, onde est\u00e3o as mulheres? Elas est\u00e3o cuidando dos filhos, lavando lou\u00e7a e fazendo a comida. Enquanto isso, os homens est\u00e3o conversando sobre a pol\u00edtica. Inclusive, quando tem mulheres que entram nesses debates com a fam\u00edlia, \u00e9 muito f\u00e1cil voc\u00ea ver a opini\u00e3o delas sendo relativizada&#8221;. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 115%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;arial&quot; , sans-serif; font-size: 10.0pt; line-height: 115%;\">Do mesmo modo, Maria Teresa afirma que a quest\u00e3o do voto \u00e9 reflexo de uma sociedade sorocabana que ainda \u00e9 conservadora. E acredita que a uni\u00e3o feminina pode aumentar o n\u00famero de mulheres em cargos pol\u00edticos nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es. &#8220;Estamos vendo, por exemplo, nesse movimento contra o candidato \u00e0 presid\u00eancia Jair Bolsonaro o peso da mobiliza\u00e7\u00e3o feminina. Ent\u00e3o, a partir do momento em que as mulheres v\u00e3o tendo mais capacidade de olhar para si como agente transformador, mais elas v\u00e3o se libertar dos grilh\u00f5es que a prendem. Voc\u00ea vai se desprendendo desses indicadores de feminilidade para poder alcan\u00e7ar um posto maior: o de ser agente de transforma\u00e7\u00e3o&#8221;. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<p><i><span style=\"font-family: inherit; font-size: x-small;\"><b>Texto:<\/b> Carol Fernandes &#8211;&nbsp;<span style=\"background-color: white; color: #444444;\"><span style=\"color: #1d2129; text-align: justify; white-space: pre-wrap;\">Ag\u00eancia Experimental de Jornalismo (Ag\u00eanciaJOR\/Uniso)<\/span><\/span><\/span><\/i><br \/><i><span style=\"font-family: inherit; font-size: x-small;\"><b>Imagens:<\/b> Arquivo Pessoal<\/span><\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vozes femininas ecoam, indignadas, pelas ruas da cidade de S\u00e3o Paulo. 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