{"id":1647,"date":"2023-11-06T19:34:25","date_gmt":"2023-11-06T22:34:25","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=1647"},"modified":"2023-11-06T19:35:55","modified_gmt":"2023-11-06T22:35:55","slug":"a-rotina-dos-tios-de-van-na-uniso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2023\/11\/06\/a-rotina-dos-tios-de-van-na-uniso\/","title":{"rendered":"A ROTINA DOS \u201cTIOS DE VAN\u201d NA UNISO"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Motoristas ficam por mais de quatro horas no campus universit\u00e1rio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por Ana Carolina Cirullo (Ag\u00eancia Focs Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1600\" height=\"720\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/1-1024x461.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1648\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/1-1024x461.png 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/1-300x135.png 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/1-768x346.png 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/1-1536x691.png 1536w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/1.png 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Aproximadamente 70 vans passam pela Uniso por per\u00edodo <strong>(Foto: Ana Carolina Cirullo)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Alunos, professores e funcion\u00e1rios. Esses s\u00e3o os principais frequentadores do campus que geralmente nos v\u00eam \u00e0 mente quando pensamos na vida cotidiana da universidade. No entanto, h\u00e1 outro grupo de pessoas que est\u00e1 presente todos os dias na Cidade Universit\u00e1ria. Eles s\u00e3o os respons\u00e1veis pelo transporte de diversos estudantes, especialmente daqueles que n\u00e3o moram na cidade de Sorocaba.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns &#8220;tios de van&#8221;, como s\u00e3o carinhosamente chamados, ficam pelo menos quatro horas por dia dentro da Uniso, aguardando seus alunos desde o hor\u00e1rio de in\u00edcio das aulas at\u00e9 o de suas sa\u00eddas. Basta passar pelo estacionamento do bloco D que \u00e9 poss\u00edvel ver uma quantidade de vans estacionadas, durante a manh\u00e3 ou \u00e0 noite.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E O QUE ELES FAZEM NESSE TEMPO?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para sanar essa curiosidade, o motorista M\u00e1rio S\u00e9rgio revelou algumas atividades que ele e seus colegas realizam durante a manh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rio trabalha h\u00e1 10 anos com transporte universit\u00e1rio e vem de segunda \u00e0 sexta-feira da cidade de Boituva. Seu turno come\u00e7a \u00e0s 5h30, quando busca o primeiro aluno em sua cidade. &#8220;De l\u00e1, eu saio umas 6h25, 6h30. Aqui chego umas 7h, e a\u00ed a gente costuma dormir quando chega de manh\u00e3 ou quando chega \u00e0 noite. J\u00e1 coloco o travesseiro, trago a coberta e j\u00e1 deito e durmo aqui na van quando est\u00e1 muito frio&#8221;, diz o motorista.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob a sombra de uma \u00e1rvore, S\u00e9rgio e mais tr\u00eas colegas tamb\u00e9m comentam sobre as instala\u00e7\u00f5es da universidade que utilizam, uma vez que \u00e9 disponibilizada para toda a comunidade. &#8220;Eles t\u00eam uma estrutura muito boa aqui. As outras [faculdades] n\u00e3o deixam nem parar. Aqui tem l\u00e1 as lanchonetes, colocaram agora uns micro-ondas, banheiro, bebedouro e academia que a gente pode usar&#8221;, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o \u00fanico pedido espec\u00edfico que fizeram \u00e0 Uniso foi por um banco onde pudessem se sentar, conversar e desfrutar do caf\u00e9 da manh\u00e3 que compartilham e trazem diariamente. Em 2023, o pedido foi atendido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRADI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de M\u00e1rio S\u00e9rgio que trabalha h\u00e1 tantos anos com transportes, tem outros motoristas mais novos que frequentam o estacionamento da Cidade Universit\u00e1ria. Como \u00e9 o caso de Bruno Souza, que herdou dos pais a profiss\u00e3o. O motorista \u00e9 de Cerquilho e faz parte do grupo de tr\u00eas motoristas da cidade que v\u00eam todo dia a Sorocaba. S\u00e3o mais de 50 alunos que pagam por esse trajeto at\u00e9 a Uniso. \u201cEu tinha uma van, mas vendi quando chegou a pandemia. Voltei a trabalhar agora nesse ano, mas meus pais sempre estiveram aqui\u201d, comenta o jovem.<\/p>\n\n\n\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o dos pais fortalece a amizade com os \u201ctios de van\u201d veteranos. Eles compartilham desde a \u201cresenha\u201d na hora do caf\u00e9 at\u00e9 orienta\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica dos ve\u00edculos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E POR QUE ESPERAR OS ALUNOS NO ESTACIONAMENTO?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa resposta \u00e9 simples. Bruno explica que a op\u00e7\u00e3o de ficarem durante quatro horas no campus \u00e9 unicamente por uma raz\u00e3o financeira. Uma vez que ele e v\u00e1rios desses outros motoristas v\u00eam de cidades vizinhas na regi\u00e3o metropolitana de Sorocaba, n\u00e3o compensa financeiramente gastar o dobro de combust\u00edvel e ped\u00e1gio para fazer viagens de ida e volta. Sendo assim, a rotina desses motoristas se mant\u00e9m dessa forma, fortalecendo amizades, mas, principalmente, economizando dinheiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Motoristas ficam por mais de quatro horas no campus universit\u00e1rio Por Ana Carolina Cirullo (Ag\u00eancia Focs Jornalismo Uniso) Alunos, professores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[16,20,14],"tags":[],"class_list":["post-1647","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo-digital","category-noticias","category-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-digital\/\" rel=\"category tag\">jornalismo digital<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1647","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1647"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1647\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1650,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1647\/revisions\/1650"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}