{"id":1824,"date":"2024-01-16T08:35:45","date_gmt":"2024-01-16T11:35:45","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=1824"},"modified":"2024-01-16T08:35:46","modified_gmt":"2024-01-16T11:35:46","slug":"projeto-de-extensao-ajuda-adolescentes-em-situacao-vulneravel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2024\/01\/16\/projeto-de-extensao-ajuda-adolescentes-em-situacao-vulneravel\/","title":{"rendered":"Projeto de extens\u00e3o ajuda adolescentes em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por Rafael Filho (Ag\u00eancia Focs &#8211; Jornalismo Uniso<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><br>Buscando a reinser\u00e7\u00e3o social de adolescentes que estiveram envolvidos em alguma situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, os cursos de Psicologia e Pedagogia da Uniso, em conjunto com o Poder Judici\u00e1rio e por meio do programa Justi\u00e7a Restaurativa com o projeto Educa\u00e7\u00e3o e Cidadania, realizam atividades de extens\u00e3o universit\u00e1ria no c\u00e2mpus Trujillo da Universidade. \u201cA Sueli, que trabalha com a Justi\u00e7a Restaurativa, demonstrou o desejo da parceria e fez o convite. E assim como outras universidades de todo o Brasil, aceitamos, e a Uniso abra\u00e7ou a ideia\u201d, conta Albertina Paes Sarmento, professora do curso de Pedagogia, que est\u00e1 no projeto desde o come\u00e7o, em 2021.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"284\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1825\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/1.jpg 425w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Profa. Cristina Bachert, durante oficina de pipas para os menores <strong>(Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo a professora do curso de Psicologia Cristina Maria D\u2019Antona Bachert, que participa do projeto, a ideia original era trabalhar com crian\u00e7as abrigadas em casas-lares, por motivos de viol\u00eancia familiar, ficando a Pedagogia respons\u00e1vel por acompanhar essas crian\u00e7as no aspecto de aprendizagem (alfabetiza\u00e7\u00e3o, matem\u00e1tica, conceitos b\u00e1sicos), e a Psicologia respons\u00e1vel por acompanhar a socializa\u00e7\u00e3o dessas crian\u00e7as na escola. \u201cNo in\u00edcio de 2022, a Sueli trouxe uma demanda muito importante com adolescentes em medida socioeducativa. Topamos a ideia e nos preparamos para atend\u00ea-la\u201d, conta Cristina.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Sueli Aparecida Corr\u00eaa, articuladora de a\u00e7\u00f5es de Justi\u00e7a Restaurativa na Comarca de Sorocaba\/TJSP, o Projeto Educa\u00e7\u00e3o e Cidadania \u00e9 uma parceria da Uniso (cursos de Pedagogia e Psicologia) e da Vara da Inf\u00e2ncia e Juventude, com o fornecimento do vale-transporte aos participantes feito pela Prefeitura.<br>Ela conta que esse projeto nasceu de uma necessidade percebida nas pr\u00e1ticas restaurativas, referentes ao engajamento e motiva\u00e7\u00e3o para escolaridade. \u201cEle foi constru\u00eddo pelas professoras da Uniso, Cristina e Albertina, para propor formas concretas de lidar e transformar essa realidade aos que foram convidados\u201d detalha Sueli.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Albertina, o projeto tem uma import\u00e2ncia muito grande no desenvolvimento da autoestima dos assistidos e tamb\u00e9m os ajuda a perceberem que existem outras possibilidades e perspectivas de futuro. \u201cBuscamos mostrar para eles que \u00e9 poss\u00edvel se escrever uma nova hist\u00f3ria de vida. Que n\u00e3o existem s\u00f3 aquelas que eles conhecem e est\u00e3o vivenciando. A ideia \u00e9 abrir esses novos horizontes para eles\u201d, relata a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre as principais atividades que as crian\u00e7as desenvolvem no projeto, no \u00e2mbito pedag\u00f3gico, Albertina explica que s\u00e3o trabalhados principalmente o letramento e o entendimento de mundo. \u201cN\u00f3s trabalhamos com poesias, letras de m\u00fasica e incentivamos a pesquisa. S\u00e3o v\u00e1rias atividades voltadas sempre ao letramento, alfabetiza\u00e7\u00e3o e matem\u00e1tica\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"284\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1826\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem2.jpg 425w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Professora Albertina Sarmento, no espa\u00e7o l\u00fadico do C\u00e2mpus Trujillo da Uniso<strong> (Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no \u00e2mbito psicol\u00f3gico, Cristina conta que s\u00e3o desenvolvidas atividades que buscam a evolu\u00e7\u00e3o pessoal de cada adolescente, no intuito de que ele possa responder a tr\u00eas perguntas b\u00e1sicas da Psicologia: Quem eu sou? (Autoconhecimento), O que eu fiz? (Autorregula\u00e7\u00e3o \u2013 como posso mudar o meu modo de agir\/reagir) e quem eu quero ser? (Olhar para o futuro em uma perspectiva ampliada. Como posso trazer melhoras tanto para mim quanto para a comunidade).<\/p>\n\n\n\n<p>Cristina explica que a Psicologia tem a fun\u00e7\u00e3o de ajudar esses adolescentes a entender que s\u00e3o encaminhados para o projeto educativo n\u00e3o como forma de puni\u00e7\u00e3o, mas para repensarem e se reposicionarem sobre aquilo que aconteceu. \u201cInfelizmente, a maioria est\u00e1 afastada da escola e com dificuldades de alfabetiza\u00e7\u00e3o. A uni\u00e3o da Psicologia com a Pedagogia serve para desenvolver os jovens, desde a escrita e a leitura at\u00e9 a habilidade de comunica\u00e7\u00e3o\u201d, detalha a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>O que \u00e9 Justi\u00e7a Restaurativa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"284\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1827\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem3.jpg 425w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Sueli Corr\u00eaa:<\/strong> <em>\u201cA Justi\u00e7a Restaurativa trabalha com o princ\u00edpio da voluntariedade, ent\u00e3o sempre \u00e9 um convite que pode ser aceito ou n\u00e3o pelo adolescente (envolvido em conflito) e sua fam\u00edlia.\u201c <\/em><strong>(Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Sueli \u2014 que trabalha com Justi\u00e7a Restaurativa desde 2017, quando iniciou o projeto de implanta\u00e7\u00e3o \u2014, essa abordagem nasceu atrav\u00e9s do descontentamento com a Justi\u00e7a Tradicional de profissionais da \u00e1rea do Direito na d\u00e9cada de 70. Sueli conta que eles realizaram estudos em maneiras de viver em comunidade que considerassem a coopera\u00e7\u00e3o, a colabora\u00e7\u00e3o e o di\u00e1logo respeitoso. \u201cAssim, a defini\u00e7\u00e3o de Justi\u00e7a Restaurativa apresenta na sua constitui\u00e7\u00e3o um olhar ampliado da sociedade e sua organiza\u00e7\u00e3o, preconizando essas formas de conviv\u00eancia\u201d, sintetiza Sueli.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizando uma fala de Susan Sharp (2018), que tem como uma de suas pesquisas as pol\u00edticas penitenci\u00e1rias nas fam\u00edlias dos infratores, Sueli explica que, na Justi\u00e7a Restaurativa, \u201co envolvimento do \u2018infrator\u2019 se torna significativo, n\u00e3o apenas para que ele se sinta mal pelo ato cometido, mas para que tome consci\u00eancia da responsabilidade pelo dano que cometeu e, ent\u00e3o, possa encontrar maneiras de fazer as coisas certas\u201d. De acordo com Sueli, nessa abordagem a v\u00edtima tem um papel central e n\u00e3o apenas passivo no que se refere a ter voz e vez como o autor da transgress\u00e3o, para falar dos seus sentimentos e necessidades, bem como os impactos em sua vida ap\u00f3s esse ato ou fato que gerou uma ofensa ou viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><br>\u201cIsso \u00e9 feito por meio de um di\u00e1logo respeitoso e sistematizado com profissionais preparados para esse encontro em local seguro\u201d, ela pondera.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Sueli, na Justi\u00e7a Restaurativa, ao estar de frente com a viol\u00eancia, o foco n\u00e3o \u00e9 apenas a pessoa e sua fam\u00edlia, mas sua comunidade e a estrutura social do seu tempo. Segundo ela, em Sorocaba\/SP, a Justi\u00e7a Restaurativa foi implantada em agosto de 2017, na \u00e1rea da Justi\u00e7a Juvenil, para adolescentes em conflito com a lei. Por\u00e9m, foram realizados acordos e articula\u00e7\u00f5es entre diversos setores do munic\u00edpio para in\u00edcio efetivo dos atendimentos em agosto de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Explicando o fluxo do processo, Sueli conta que quando ocorre um boletim de ocorr\u00eancia em que o suposto ofensor \u00e9 um adolescente, s\u00e3o enviadas c\u00f3pias para tr\u00eas \u00f3rg\u00e3os distintos: o cart\u00f3rio da Vara da Inf\u00e2ncia e Juventude, Minist\u00e9rio P\u00fablico e uma institui\u00e7\u00e3o que atenda medidas socioeducativas por meio de conv\u00eanio com a Prefeitura. \u201cQuando o boletim de ocorr\u00eancia chega na organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil, o adolescente e seus respons\u00e1veis s\u00e3o convidados a participar das pr\u00e1ticas da Justi\u00e7a Restaurativa e de suas atividades complementares\u201d, relata Sueli.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"284\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1828\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem4.jpg 425w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem4-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A<strong> Justi\u00e7a Restaurativa<\/strong> traz oportunidade de mudan\u00e7a, transforma\u00e7\u00e3o pessoal e da vida em comunidade, por meio de atividades de Educa\u00e7\u00e3o, Psicologia, Filosofia, Servi\u00e7o Social e outras <strong>(Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Sobre como as pessoas e institui\u00e7\u00f5es podem ajudar a Justi\u00e7a Restaurativa, Sueli explica que a principal forma de apoiar em qualquer munic\u00edpio \u201c\u00e9 a abertura para conhecer e entender que trabalhamos com o di\u00e1logo respeitoso inclusive nos conflitos mais complexos que envolvem viol\u00eancias diretas ou indiretas, atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas que promovam a reflex\u00e3o e a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos envolvidos e o protagonismo da v\u00edtima em seus sentimentos e necessidades, assim como do autor do ato que causou o dano\u201d. Ela salienta tamb\u00e9m que a divulga\u00e7\u00e3o e o financiamento dos projetos s\u00e3o outras formas de apoio que podem ajudar na amplia\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPraticamos a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta al\u00e9m de todas as pr\u00e1ticas dial\u00f3gicas que envolvem coopera\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o e formas concretas de responsabiliza\u00e7\u00e3o\u201d, relembra Sueli. Para quem tiver interesse nas a\u00e7\u00f5es da Justi\u00e7a Restaurativa, ela refor\u00e7a que em Sorocaba existe o Grupo Gestor de Justi\u00e7a Restaurativa, que, al\u00e9m de avaliar os projetos da a\u00e7\u00e3o, promove cursos de introdu\u00e7\u00e3o ao tema. Quem quiser saber mais \u00e9 s\u00f3 entrar em contato pelo e-mail: cursointroducaojrsorocaba@gmail.com.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>A import\u00e2ncia para os cursos e o retorno de quem leciona<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"284\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1829\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem5.jpg 425w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem5-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Profa. Cristina Bachert e seus alunos de Psicologia, durante as reuni\u00f5es do projeto <strong>(Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Sobre a import\u00e2ncia do projeto para o curso de Pedagogia, a professora Albertina cita que j\u00e1 teve mais de 18 alunos envolvidos, e que a cada semestre s\u00e3o formados grupos diferentes, para que todos os interessados possam participar. \u201cEu percebo o quanto meus alunos evoluem trabalhando com esses adolescentes. O objetivo maior \u00e9 que eles entendam essa diversidade e as dificuldades que \u00e0s vezes muitos adolescentes encontram dentro do ambiente escolar\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela refor\u00e7a que muitos destes futuros profissionais da Educa\u00e7\u00e3o ir\u00e3o se deparar com crian\u00e7as, principalmente nas s\u00e9ries iniciais do ensino fundamental, que apresentar\u00e3o grandes dificuldades com letramento, alfabetiza\u00e7\u00e3o e matem\u00e1tica. \u201cEles ser\u00e3o professores, diretores de escola etc., ent\u00e3o \u00e9 importante que conhe\u00e7am essas dificuldades. O projeto contribui para que eles avancem nesses conhecimentos t\u00e3o importantes\u201d, conclui Albertina.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a professora Cristina, o projeto Educa\u00e7\u00e3o e Cidadania \u00e9 muito importante para o curso de Psicologia. Ela afirma que, por meio dele, \u00e9 poss\u00edvel demonstrar para seus alunos o tamanho do privil\u00e9gio que \u00e9 poder trabalhar em a\u00e7\u00f5es como esta. \u201cEu consigo mostrar para meus alunos que essa situa\u00e7\u00e3o fragilizada, em conflito com a lei, pode mudar; n\u00e3o \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o definitiva. Houve um erro, mas um processo de mudan\u00e7a \u00e9 poss\u00edvel\u201d, confidencia Cristina.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a nossa \u00fanica garantia de tentar construir um mundo melhor. E se a gente cuida dessa gera\u00e7\u00e3o que hoje s\u00e3o crian\u00e7as e adolescentes, a gente est\u00e1 cuidando do nosso futuro\u201d, enfatiza Cristina. Ela complementa dizendo que se as crian\u00e7as e adolescentes tiverem uma qualidade de educa\u00e7\u00e3o melhor, podem ir muito mais longe e fazer coisas muito mais significativas tanto para eles quanto para a sociedade, melhorando a qualidade de vida de todo mundo. \u201cO trabalho n\u00e3o se resume \u00e0s horas do projeto e ao momento da supervis\u00e3o que ocorre no fim do dia. Durante a semana ocorrem muitas discuss\u00f5es sobre os temas. \u00c0s vezes s\u00e3o onze horas da noite e eu estou respondendo mensagens\u201d, comenta Cristina.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>O que os alunos universit\u00e1rios sentem?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"284\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1830\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem6.jpg 425w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem6-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Luisa Campioni, estudante de Pedagogia durante a feira de ci\u00eancias organizada pelos adolescentes do projeto <strong>(Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cEu acho que, diferentemente de todo o conte\u00fado te\u00f3rico que a gente administra dentro da Universidade, esse momento de projeto de extens\u00e3o, esse trabalho junto aos adolescentes traz realmente o motivo de n\u00f3s termos escolhido a Psicologia como futura profiss\u00e3o\u201d, confidencia o estudante Murilo Cachale, do s\u00e9timo semestre do Curso. Ele comenta que a experi\u00eancia do projeto \u00e9 uma via de m\u00e3o dupla, em que os adolescentes assistidos aprendem com os alunos universit\u00e1rios e vice-versa. \u201cEles desmistificaram muitas quest\u00f5es para n\u00f3s, e n\u00f3s desmistificamos muitas quest\u00f5es para eles tamb\u00e9m\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Demonstrando que o projeto pode trazer uma evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente profissional, mas tamb\u00e9m enquanto cidad\u00e3o, Cachale comenta que participar de atividades como esta pode ajudar as pessoas a quebrarem paradigmas e poss\u00edveis preconceitos existentes em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho com jovens infratores, entendendo a perspectiva de que existe solu\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7a de vida para todo mundo. \u201cN\u00e3o \u00e9 porque uma pessoa cometeu um erro, vive numa situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria ou com dificuldades, que ela n\u00e3o tem oportunidade de tra\u00e7ar novos rumos e a vida mudar de perspectiva no futuro\u201d, enfatiza Cachale.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a aluna Luisa Campioni Montes Garcia, de Pedagogia, sua participa\u00e7\u00e3o no projeto a ajudou a lidar com as situa\u00e7\u00f5es de uma sala de aula, na viv\u00eancia com os alunos e principalmente a ter mais empatia e compreender mais cada aluno.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Segundo ela, os profissionais de Educa\u00e7\u00e3o precisam estar preparados para enxergar os potenciais dos alunos, e n\u00e3o ficar evidenciando somente as dificuldades existentes. \u201cTive a oportunidade tamb\u00e9m de ter um pouquinho de no\u00e7\u00e3o do que vou encarar no mercado, na hora que eu for para as escolas. Posso dizer que saio transformada deste projeto\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Luisa, o educador precisa estar atento para entender o contexto da pessoa, as suas dificuldades e as problem\u00e1ticas da realidade em que ela se encontra, tendo um olhar sempre al\u00e9m do que est\u00e1 sendo visto. \u201c\u00c9 preciso olhar al\u00e9m do aluno. Muitas vezes ele \u00e9 visto nas escolas como apenas uma nota. Nosso maior desafio \u00e9 ensinar, mas tamb\u00e9m ensin\u00e1-los a gostarem de aprender\u201d, detalha Luisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo estando ainda no come\u00e7o do Curso, a aluna Thais Albuquerque, do terceiro per\u00edodo de Psicologia, j\u00e1 est\u00e1 envolvida em um projeto de extens\u00e3o universit\u00e1ria, e classifica a experi\u00eancia como \u00fanica e enriquecedora, j\u00e1 que \u00e9 poss\u00edvel se entender a teoria da sala de aula na pr\u00e1tica, em campo. Segundo Thais, o projeto fez com que ela tivesse ainda mais certeza sobre a sua escolha. \u201cProcure os professores, o coordenador de seu curso. Sempre tem algo que a Universidade est\u00e1 fazendo com a comunidade ou uma inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dispon\u00edvel. Sempre tem projetos a serem feitos, e os professores precisam de n\u00f3s, alunos, para o desenvolvimento\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a import\u00e2ncia de projetos como este para o aspecto psicol\u00f3gico dos adolescentes assistidos, Thais comenta que \u00e9 uma experi\u00eancia \u00fanica na vida deles, e que se todos pudessem ter essa oportunidade seria de grande valia, j\u00e1 que nos encontros eles podem compartilhar seus sentimentos e ter uma perspectiva de futuro. \u201cIsso vai fazer uma diferen\u00e7a muito grande na vida deles, uma vez que est\u00e3o tendo contato com outras pessoas na mesma situa\u00e7\u00e3o. E s\u00f3 deles aceitarem estar aqui j\u00e1 \u00e9 v\u00e1lido\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Evolu\u00e7\u00e3o dos jovens e resultados obtidos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"284\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem7.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1831\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem7.jpg 425w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem7-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Adolescente assistido pelo projeto:<\/strong> <em>\u201cEstou gostando muito de aprender coisas novas, \u00e9 divertido. Eu me senti acolhido desde o come\u00e7o\u201d<\/em> <strong>(Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br>Cristina comenta que a maioria dos assistidos pelo projeto est\u00e1 na faixa entre 14 e 17 anos, momento para se come\u00e7ar a olhar as habilidade e interesses que possuem, para que j\u00e1 possam ser direcionados. Sobre um dos participantes, ela comenta que tanto ele quanto outros adolescentes podem ser superdotados, e os pais e professores muitas vezes n\u00e3o conseguem identificar isso. \u201cEstando perto de profissionais da Psicologia, ele pode ser orientado para unir a curiosidade que ele tem com os interesses e definir uma carreira profissional\u201d, explica Cristina.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Segundo ela, o projeto tem sido tamb\u00e9m uma ponte para os assistidos conhecerem alunos de outros cursos. \u201cIsso \u00e9 fundamental na orienta\u00e7\u00e3o profissional, para ajudar eles a entenderem se a realidade est\u00e1 de acordo com a expectativa. J\u00e1 tivemos alunos de Est\u00e9tica, Moda e outros\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Albertina, os resultados do projeto t\u00eam sidos satisfat\u00f3rios. Ela conta que um adolescente que foi assistido confidenciou durante as atividades que tinha um gosto muito grande pela \u00e1rea de mec\u00e2nica, e que, depois de muitos esfor\u00e7os, hoje ele est\u00e1 trabalhando como jovem aprendiz em uma grande multinacional de Sorocaba\/SP. \u201cFomos atr\u00e1s e conseguimos. O diretor da empresa disse que ele precisaria fazer uma prova. Chamei professores de Portugu\u00eas e Matem\u00e1tica, fizemos um intenso refor\u00e7o escolar e ele conseguiu. Ficamos muito felizes\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora conta o exemplo de outro assistido, que na \u00e9poca estava envolvido com tr\u00e1fico de drogas; ele sinalizou que gostaria de mudar sua condi\u00e7\u00e3o e recebeu apoio. \u201cEle mudou totalmente. Conseguiu um emprego e conheceu uma pessoa. Hoje eles vivem em Santos\/SP, est\u00e3o trabalhando e construindo uma fam\u00edlia\u201d, declara Albertina. A professora confidenciou tamb\u00e9m uma situa\u00e7\u00e3o que a emociona muito, e que ela chama carinhosamente de \u201ca queda dos bon\u00e9s\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"332\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem8.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1832\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem8.jpg 425w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem8-300x234.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nathalia Pastorello, do Col\u00e9gio Dom, ajudou na organiza\u00e7\u00e3o da feira de ci\u00eancias <strong>(Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cEles chegam muitas vezes t\u00edmidos, calados e, \u00e0s vezes, com o bon\u00e9 tampando todo o rosto. Logo v\u00e3o se abrindo, os olhos come\u00e7am a aparecer abaixo do bon\u00e9. At\u00e9 que chega o momento que eles tiram o bon\u00e9 e podemos ver seus rostos felizes por completo\u201d, afirma Albertina, que complementa dizendo que os assistidos recebem tamb\u00e9m orienta\u00e7\u00f5es sobre programas educacionais como Prouni e Fies.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s verem uma feira de ci\u00eancias realizada pelos alunos do Col\u00e9gio Dom, os assistidos pelo projeto gostaram muito da ideia, tiveram vontade de fazer uma tamb\u00e9m e sinalizaram isso para suas orientadoras. A estudante de Matem\u00e1tica e estagi\u00e1ria de refor\u00e7o escolar no Col\u00e9gio, Nathalia Pastorello, recebeu o convite para auxiliar os assistidos na parte da Qu\u00edmica, j\u00e1 que faz parte de sua forma\u00e7\u00e3o. Nathalia explicou que a organiza\u00e7\u00e3o da feira foi toda dos alunos de Pedagogia, e que seu aux\u00edlio foi mais na finaliza\u00e7\u00e3o dos experimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A favor da inclus\u00e3o e defensora de ideias como a de mais meninas na ci\u00eancia, Nathalia ficou feliz com o resultado da feira e pelo fato de a pesquisa cient\u00edfica ter despertado a aten\u00e7\u00e3o dos adolescentes. \u201cFizemos um ensaio\/teste uma semana antes, e deu tudo certo. Eles ficaram bem contentes\u201d, declara Nathalia. Uma das adolescentes ir\u00e1 escrever um jornalzinho contando como foi a experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Cristina conta que, a cada semestre, os participantes est\u00e3o muito mais envolvidos, mesmo os encontros sendo aos finais de semana, quando para muitos seria um dia de descanso. \u201cMesmo existindo uma ordem judicial para o comparecimento, eles fazem quest\u00e3o de estar aqui. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento, engajamento, de se sentirem vistos e respeitados\u201d, relata Cristina. Em rela\u00e7\u00e3o aos alunos de Psicologia, ela comenta que eles est\u00e3o comprometidos h\u00e1 um ano e meio com o projeto, e que eles t\u00eam se especializados em formas de acolhimento e apoio aos participantes.<\/p>\n\n\n\n<p><br>\u201cEles t\u00eam alcan\u00e7ado um grande desenvolvimento e evolu\u00eddo muito na forma\u00e7\u00e3o a cada dia. Alguns j\u00e1 se formaram, mas querem voltar ao projeto\u201d, enfatiza Cristina.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"284\" data-id=\"1834\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem11.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1834\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem11.jpg 425w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem11-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Feira de Ci\u00eancias<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"284\" data-id=\"1833\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem10.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1833\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem10.jpg 425w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem10-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Feira de Ci\u00eancias<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"284\" data-id=\"1835\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem9.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1835\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem9.jpg 425w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem9-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Feira de Ci\u00eancias<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Sueli, de 2018 a 2019, o \u00edndice de reincid\u00eancia dos adolescentes que aceitaram essa abordagem foi de 12,7%, e entre 2020 e 2021, de 19%. Para ela, esses \u00edndices considerados positivos e semelhantes a cidades que come\u00e7aram h\u00e1 mais de 10 anos. \u201cPor\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a estat\u00edstica o nosso foco, e sim a transforma\u00e7\u00e3o da vida pessoal e social que vai al\u00e9m do assistencialismo e foca no protagonismo da pessoa que constr\u00f3i novas formas de viver e conviver. \u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a articuladora de a\u00e7\u00f5es da Justi\u00e7a Restaurativa, em dois anos, mais de 32 crian\u00e7as retornaram \u00e0 sua fam\u00edlia de origem, e que elas transformaram sua forma de conviver e cuidar dos filhos, com dignidade e protagonismo. Sueli finaliza refor\u00e7ando a necessidade de apoio e financiamentos para projetos como este, j\u00e1 que, segundo ela, quem perde s\u00e3o as fam\u00edlias em alt\u00edssima vulnerabilidade. \u201cElas recebem, caso aceitem, uma aten\u00e7\u00e3o personalizada, com recursos para lidar com a situa\u00e7\u00e3o que deu origem ao acolhimento, al\u00e9m da garantia de direitos que o munic\u00edpio proporciona, como um apoio a mais dentro das m\u00faltiplas necessidades que vivenciam\u201d pondera Sueli.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"284\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem12.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1836\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem12.jpg 425w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Imagem12-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">No pen\u00faltimo dia do projeto no primeiro semestre de 2023, os adolescentes fizeram piquenique na Cidade Universit\u00e1ria e puderam brincar com as pipas que eles confeccionaram em oficina<strong> (Foto: Rafael Filho)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rafael Filho (Ag\u00eancia Focs &#8211; Jornalismo Uniso) Buscando a reinser\u00e7\u00e3o social de adolescentes que estiveram envolvidos em alguma situa\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[17,19,15],"tags":[29,28],"class_list":["post-1824","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-criatividade","category-educacao","category-jornalismo","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/criatividade\/\" rel=\"category tag\">criatividade<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/educacao\/\" rel=\"category tag\">Educa\u00e7\u00e3o<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a>","tag_info":"Jornalismo","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1824","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1824"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1824\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1837,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1824\/revisions\/1837"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}