{"id":2385,"date":"2024-11-07T13:20:56","date_gmt":"2024-11-07T16:20:56","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=2385"},"modified":"2024-11-07T13:20:57","modified_gmt":"2024-11-07T16:20:57","slug":"jornalista-sem-diploma-e-o-futuro-da-profissao-o-que-se-pensa-em-sorocaba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2024\/11\/07\/jornalista-sem-diploma-e-o-futuro-da-profissao-o-que-se-pensa-em-sorocaba\/","title":{"rendered":"Jornalista sem diploma e o futuro da profiss\u00e3o: o que se pensa em Sorocaba"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Jo\u00e3o Torres (Ag\u00eancia Focs &#8211; Jornalismo Uniso) <\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cA volta da exig\u00eancia (do diploma) pode ser um s\u00edmbolo de como a sociedade brasileira valoriza o profissional jornalista, pois isso est\u00e1 diretamente relacionado com a dissemina\u00e7\u00e3o das fake news, porque a partir do momento que voc\u00ea consome informa\u00e7\u00e3o de qualquer pessoa e toma isso como verdade \u00e9 um problema\u201d, diz Thiago Rizan, professor de jornalismo da Uniso.<\/em><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"819\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image5-1024x819.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2386\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image5-1024x819.jpg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image5-300x240.jpg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image5-768x614.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image5-1536x1229.jpg 1536w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image5.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9dito: Giuliana Ribeiro\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O diploma de gradua\u00e7\u00e3o em ensino superior n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de jornalista desde 2009, ap\u00f3s o Supremo Tribunal Federal (STF) votar a decis\u00e3o em 17 de junho daquele ano com oito votos favor\u00e1veis \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da obrigatoriedade e apenas um contr\u00e1rio. Na \u00e9poca, o debate se apoiava na ideia de que a obrigatoriedade do documento restringia a liberdade de express\u00e3o assegurada pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>Obviamente, o fim da obrigatoriedade do diploma n\u00e3o foi um tema restrito ao ano de 2009, as tentativas de derrubar a exig\u00eancia perduraram por uma d\u00e9cada, apesar do debate sobre a profiss\u00e3o \u201cjornalista\u201d ser contundente h\u00e1 s\u00e9culos. Em <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4_4DJ9yGpnk\">encontro<\/a> organizado pela Rede de Pesquisa Narrativas Midi\u00e1ticas (Renami), ligada \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), em outubro deste ano, Bruno Souza Leal, professor de comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por exemplo, enxerga o jornalismo permanentemente em crise, por estar disputando legitimidade e credibilidade desde que existe, e considera importante a crise para que o jornalismo seja desafiado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para tanto, 15 anos depois da decis\u00e3o do STF muita coisa mudou. Novas ferramentas para disseminar informa\u00e7\u00e3o surgiram, novos instrumentos para a pr\u00e1tica jornal\u00edstica se desenvolveram e at\u00e9 novas fun\u00e7\u00f5es e estilos de divulgar not\u00edcias, afetando drasticamente o mercado de trabalho jornal\u00edstico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com as mudan\u00e7as impulsionadas pelo r\u00e1pido desenvolvimento de tecnologias digitais e o surgimento de redes sociais digitais resultaram em novas formas de consumo de m\u00eddia e, consequentemente, de m\u00eddia informativa. Assim, em 15 anos vimos o jornalismo tradicional perder ainda mais poder financeiro. A redu\u00e7\u00e3o de for\u00e7a de trabalho, a descredibilidade e desconfian\u00e7a para com o profissional de jornalismo aumentaram ao mesmo tempo em que crescia o fen\u00f4meno das fake news.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta realidade, muito bem conhecida nas grandes capitais, \u00e9 pouco vasculhada nos interiores dos estados. Em Sorocaba, o jornalista e assessor de imprensa Pedro Courbassier coleciona passagens pelos principais ve\u00edculos da cidade, como a TV Alian\u00e7a, TV Tem e jornal Cruzeiro do Sul, e relembra que a din\u00e2mica em empresas de maior porte, j\u00e1 na d\u00e9cada de 1990 &#8211; quando come\u00e7ou sua carreira -, poderia se assemelhar \u00e0 da capital. \u201cEm regra, quanto maior o ve\u00edculo que voc\u00ea est\u00e1 trabalhando, mais v\u00e3o perguntar sobre seu curr\u00edculo e sua forma\u00e7\u00e3o. Quando voc\u00ea diminui o tamanho, vai qualquer pessoa. Em cidades menores, j\u00e1 vi advogados e professores de literatura virando os jornalistas da cidade. Eu trabalhei em ve\u00edculos com uma certa estrutura, ent\u00e3o perguntavam se eu tinha diploma, at\u00e9 para n\u00e3o surgir muitos problemas e processos judiciais\u201d, recorda.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora esse cen\u00e1rio prevalecesse pelo menos nos principais meios de comunica\u00e7\u00e3o, Pedro aponta um fator que considera determinante pela maior profissionaliza\u00e7\u00e3o dos jornalistas na regi\u00e3o, \u201cat\u00e9 o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, Sorocaba n\u00e3o tinha um curso de jornalismo, por isso eu tive que fazer minha forma\u00e7\u00e3o em Bauru, inclusive. Entre 1993 e 1994, eu estava no Cruzeiro, foi quando surgiu o curso de jornalismo na Uniso. Eu lembro que muitos colegas de reda\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinham o diploma e trabalhavam h\u00e1 mais tempo do que eu com jornalismo, eles foram incentivados a fazer a faculdade para terminar a forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e institucional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image1-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2387\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image1-768x1024.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image1-225x300.jpg 225w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image1-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pedro Courbassier representando o Sindicato dos Jornalistas em protesto contra a PL do Estupro (1904\/2024) em Sorocaba &#8211; Foto: Twitter do Sindicato dos Jornalistas de Sorocaba\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A tentativa para a volta da exig\u00eancia do diploma perdura h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, desde a apresenta\u00e7\u00e3o da Proposta de Emenda Constitucional 2026\/2012 na C\u00e2mara dos Deputados, que se popularizou como a PEC do Diploma. Ao longo dos anos, a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vem fazendo um amplo trabalho para conquistar o apoio de deputados no Congresso Nacional para restabelecer o diploma de curso superior em Jornalismo. Atualmente, <a href=\"https:\/\/pecdodiploma.fenaj.org.br\/?_ga=2.15349809.627996811.1727877384-725586147.1727877384&amp;_gl=1*u84gf*_ga*NzI1NTg2MTQ3LjE3Mjc4NzczODQ.*_ga_3QD0P993EK*MTcyNzg3NzM4NC4xLjEuMTcyNzg3ODEzNi4wLjAuMA..\">169<\/a> deputados s\u00e3o favor\u00e1veis \u00e0 PEC do Diploma, segundo o site da Fenaj destinado ao projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o podemos deixar de acompanhar que na contemporaneidade o surgimento da internet e das redes sociais fez com que qualquer cidad\u00e3o seja provedor de conte\u00fado, possa dar informa\u00e7\u00e3o e opini\u00e3o, vivemos o auge disso. Mas olha como isso pode comprometer a qualidade de vida da sociedade, como as fake news, pessoas j\u00e1 foram linchadas ou mortas por informa\u00e7\u00e3o falsa\u201d, comenta Pedro, tamb\u00e9m se posicionando favor\u00e1vel \u00e0 PEC do Diploma. Desta maneira entende que para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de jornalista \u00e9 necess\u00e1rio que a pessoa tenha passado por um curso superior, em contato com obras te\u00f3ricas e se preparando para o mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O sindicato em Sorocaba<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da FENAJ que atua nacionalmente, em Sorocaba, a categoria tamb\u00e9m pode contar com o apoio da dire\u00e7\u00e3o regional do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de S\u00e3o Paulo. Na cidadade, a entidade realizou importantes a\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos anos &#8211; tendo o pr\u00f3prio Pedro a frente da diretoria de 2022 a 2024 &#8211; como a inclus\u00e3o da categoria na vacina\u00e7\u00e3o antecipada contra a Covid-19, orienta\u00e7\u00e3o e condu\u00e7\u00e3o em negocia\u00e7\u00e3o de reajustes salariais, apoio do Departamento Jur\u00eddico do sindicato para profissionais v\u00edtimas de viol\u00eancia, press\u00e3o para portais e sites noticiosos legalizarem v\u00ednculo trabalhista e encontros com estudantes de jornalismo da Uniso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image4-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2388\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image4-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image4-300x225.jpg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image4-768x576.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image4-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image4.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pedro Courbassier apresentando o Sindicato dos Jornalistas  para estudantes de jornalismo da Uniso &#8211; Foto: Twitter do Sindicato dos Jornalistas de Sorocaba\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Agora no in\u00edcio de uma nova coordena\u00e7\u00e3o &#8211; eleita em setembro de 2024 -, a diretoria regional de Sorocaba estar\u00e1 com \u00c9rica Arag\u00e3o, jornalista e coordenadora de comunica\u00e7\u00e3o do Sindicato dos Metal\u00fargicos de Sorocaba. \u201cTemos muito poucos sindicalizados (na regi\u00e3o) e este \u00e9 um dos principais desafios desta nova dire\u00e7\u00e3o\u201d, ressalta \u00c9rica. A falta de reconhecimento de classe \u00e9 apontado pela diretora como um dos fatores da desmobiliza\u00e7\u00e3o, \u201co jornalista, muitas vezes, n\u00e3o se reconhece enquanto trabalhador e tem preconceito com o trabalho do sindicato\u201d e exalta, \u201co sindicato \u00e9 uma ferramenta que a categoria pode usar para ajudar a melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e valoriza\u00e7\u00e3o profissional\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9rica vivenciou a queda do diploma enquanto estava na faculdade e relembra que muitas pessoas deixaram o curso de jornalismo no mesmo m\u00eas da decis\u00e3o do STF. Hoje, diplomada e na luta pela valoriza\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o, reconhece que a derrubada da exig\u00eancia do diploma foi um dos piores ataques \u00e0 categoria. \u201cPosso dizer com toda certeza: a amplia\u00e7\u00e3o da possibilidade de mais pessoas para atuar na \u00e1rea sem os fundamentos b\u00e1sicos do jornalismo s\u00f3 potencializou a precariza\u00e7\u00e3o e a piora da qualidade da informa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma \u00c9rica. A diretora tamb\u00e9m destaca a falta de regulamentariza\u00e7\u00e3o das redes sociais e da profiss\u00e3o de influenciadores como um potencializador dos recentes problemas na profiss\u00e3o, \u201cmuitos influenciadores ocuparam os espa\u00e7os de jornalistas em v\u00e1rias frentes do mundo digital\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image2-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2389\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image2-768x1024.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image2-225x300.jpg 225w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image2-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image2.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00c9rica Arag\u00e3o (esquerda) tamb\u00e9m presente na manifesta\u00e7\u00e3o contra a PL do Estupro em Sorocaba &#8211; Foto: Twitter do Sindicato dos Jornalistas de Sorocaba\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O diploma como s\u00edmbolo&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Gilmar Mendes, presidente do STF em 2009 e relator do processo,<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/Noticias\/Brasil\/0,,MUL1198310-5598,00-STF+DERRUBA+EXIGENCIA+DE+DIPLOMA+PARA+EXERCICIO+DA+PROFISSAO+DE+JORNALISTA.html\"> opinou \u00e0 \u00e9poca:<\/a> \u201cA forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em cursos de jornalismo n\u00e3o \u00e9 meio id\u00f4neo para evitar eventuais riscos \u00e0 coletividade ou danos a terceiros.\u201d Al\u00e9m da declara\u00e7\u00e3o ter envelhecido muito mal, \u00e9 senso comum nesse debate desconsiderar os efeitos do jornalismo na materialidade da vida das pessoas, no cotidiano e na concretude das rela\u00e7\u00f5es humanas. Classificado, muitas vezes, como n\u00e3o t\u00e3o importante quanto cursos como medicina e engenharias para o desenvolvimento da sociedade, sendo profiss\u00f5es que abordam a vida humana diretamente e produzem aquilo que se v\u00ea e se toca, a forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, ou n\u00e3o, de um comunicador deve impactar diretamente aquilo que se pensa, portanto, como se age.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA volta da exig\u00eancia (do diploma) pode ser um s\u00edmbolo de como a sociedade brasileira valoriza o profissional jornalista, pois isso est\u00e1 diretamente relacionado com a dissemina\u00e7\u00e3o das fake news, porque a partir do momento que voc\u00ea consome informa\u00e7\u00e3o de qualquer pessoa e toma isso como verdade \u00e9 um problema\u201d, diz Thiago Rizan, jornalista e professor no curso de jornalismo da Uniso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"795\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image3-1024x795.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2390\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image3-1024x795.jpg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image3-300x233.jpg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image3-768x596.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/image3.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Thiago Rizan defende que o curso de jornalismo tem a capacidade de desenvolver o pensamento cr\u00edtico-reflexivo dos estudantes &#8211; Foto: Arquivo pessoal\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Tema muito presente na atual conjuntura pol\u00edtica brasileira, a fake news, est\u00e1 intrinsecamente conectada com o aumento da viol\u00eancia sofrida pelos jornalistas e tamb\u00e9m com a desconfian\u00e7a das not\u00edcias de grandes ve\u00edculos, mas n\u00e3o uma desconfian\u00e7a trabalhada pelo senso cr\u00edtico, e sim pela falta dele, pela banaliza\u00e7\u00e3o da reflex\u00e3o, ocasionada pelas not\u00edcias falsas e as din\u00e2micas das redes sociais, como tamb\u00e9m aponta Thiago.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVivemos em uma sociedade que n\u00e3o est\u00e1 olhando para isso, a gente vive em uma din\u00e2mica social para o consumo r\u00e1pido, emiss\u00e3o de opini\u00e3o rapidamente, sem tudo aquilo que o jornalista precisa fazer, que \u00e9 a checagem dos fatos, a apura\u00e7\u00e3o, a entrevista, a investiga\u00e7\u00e3o, tudo isso que s\u00e3o compet\u00eancias e habilidades que o jornalista tem que fazer est\u00e3o desvalorizadas\u201d, explica. O professor&nbsp; tamb\u00e9m pensa que a volta da exig\u00eancia do diploma pode ser uma pista para a valoriza\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o, mas que o debate deve ser ampliado e enxerga que o problema \u00e9 mais profundo, \u201ceu acredito que o caminho \u00e9 pela valoriza\u00e7\u00e3o do pensamento cr\u00edtico, que \u00e9 o que nos falta nesse momento s\u00f3cio-hist\u00f3rico que a gente se localiza. Tem uma desvaloriza\u00e7\u00e3o do pensamento cr\u00edtico de modo geral, tem uma supervaloriza\u00e7\u00e3o do consumo r\u00e1pido de informa\u00e7\u00e3o, tem uma hiperestimula\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o da opini\u00e3o sem argumenta\u00e7\u00e3o e sem embasamento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A liberdade de express\u00e3o foi o mote utilizado pela maioria dos ministros do STF e de quem estava no plen\u00e1rio em junho de 2009, para cavar o buraco onde derrubaram seus argumentos atingindo a opini\u00e3o p\u00fablica. Ta\u00eds Gasparian, advogada do Sindicato das Empresas de R\u00e1dio e Televis\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo (Sertesp), presente no plen\u00e1rio, qualificou a exig\u00eancia do diploma como inconstitucional, indesej\u00e1vel e impratic\u00e1vel. \u201cComo se proibir\u00e1 o exerc\u00edcio da dissemina\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o pela internet?\u201d, tentou prever Ta\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma poss\u00edvel restri\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade pela exig\u00eancia do diploma \u00e9 considerada uma vis\u00e3o limitada da pr\u00f3pria comunica\u00e7\u00e3o e das novas m\u00eddias por Thiago. O professor tamb\u00e9m esclarece que os ve\u00edculos nunca foram obrigados a contratar somente jornalistas, pois sempre houve espa\u00e7o para contribui\u00e7\u00f5es de outros profissionais, destinados para os artigos e colunas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQue tipo de profissional voc\u00ea quer? Um profissional instrumentalizado, mecanicista, que vai produzir 15 not\u00edcias por dia de jornalismo informativo? N\u00e3o sei nem se a sociedade quer isso hoje. Agora, o jornalismo investigativo, liter\u00e1rio, comunit\u00e1rio, perif\u00e9rico, esse jornalismo s\u00f3 vai ser produzido por um jornalista, n\u00e3o porque se exige ou n\u00e3o o diploma, mas porque s\u00f3 ele vai desenvolver o pensamento cr\u00edtico-reflexivo &#8211; que permite fazer esse tipo de jornalismo -, no curso de jornalismo, ou espera-se pelo menos\u201d, afirma Thiago.<\/p>\n\n\n\n<p>O caminho \u00e9 incerto em um per\u00edodo em que al\u00e9m de se reinventar, a categoria est\u00e1 tentando se encontrar em um novo mundo, onde n\u00e3o se tem conclus\u00f5es e as atualiza\u00e7\u00f5es nunca param.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O professor admite que ainda \u00e9 dif\u00edcil falar sobre o que est\u00e1 acontecendo com o jornalismo, mas frisa que \u201cna tentativa de se reinventar temos que ir por teste e erro\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jo\u00e3o Torres (Ag\u00eancia Focs &#8211; Jornalismo Uniso) \u201cA volta da exig\u00eancia (do diploma) pode ser um s\u00edmbolo de como<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,68,28],"class_list":["post-2385","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-nosso-trampo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2385","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2385"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2385\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2391,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2385\/revisions\/2391"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2385"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2385"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2385"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}