{"id":2506,"date":"2024-11-29T09:48:32","date_gmt":"2024-11-29T12:48:32","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=2506"},"modified":"2024-12-02T10:46:44","modified_gmt":"2024-12-02T13:46:44","slug":"entre-calcadas-e-quebradas-o-slam-015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2024\/11\/29\/entre-calcadas-e-quebradas-o-slam-015\/","title":{"rendered":"Entre cal\u00e7adas e quebradas: O Slam 015"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Ana Helo\u00edsa Ros\u00e1rio (Ag\u00eancia Focs- Jornalismo Uniso) <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.42.38-1024x576.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2508\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.42.38-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.42.38-300x169.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.42.38-768x432.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.42.38-1536x864.jpeg 1536w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.42.38.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Performance \u201cMeus Her\u00f3is s\u00e3o negros!\u201d do poeta Vini Alceu &#8211; Foto: Arquivo pessoal <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Sob a luz amarela dos postes, a Pra\u00e7a Frei Bara\u00fana ganha vida. Nas escadarias do F\u00f3rum da Comarca, que h\u00e1 84 anos observa o passar do tempo, um grupo de jovens se re\u00fane e aguarda o in\u00edcio da batalha. A noite avan\u00e7a, quando o <em>slammaster <\/em>(mestre de cerim\u00f4nias) apresenta o coletivo, mas n\u00e3o chama os participantes imediatamente. Antes disso, ele toma para si o palco improvisado. Com o punho erguido em dire\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u, ele faz uma pausa, deixando o sil\u00eancio se acomodar. Sua voz irrompe, e a pra\u00e7a se transforma em um templo, onde as palavras ganham forma, intensidade e significado:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCortando paradigmas como um Machado<\/p>\n\n\n\n<p>Antes mesmo de assumirem que Assis era preto<\/p>\n\n\n\n<p>Her\u00f3is no topo do topo, de punho cerrado<\/p>\n\n\n\n<p>Onde a lei, era o preconceito<\/p>\n\n\n\n<p>Her\u00f3is em Soweto, um povo segregado<\/p>\n\n\n\n<p>Madiba sai de tr\u00e1s das grades para ser eleito<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de T\u2019chala, j\u00e1 ouvia falar de Zumbi<\/p>\n\n\n\n<p>Nos Palmares se escutava o estrondo<\/p>\n\n\n\n<p>For\u00e7a raiz, resiste o quilombo<\/p>\n\n\n\n<p>Nos livros de filosofia queimados Sabedoria Gri\u00f4, resiste o Banto<\/p>\n\n\n\n<p>Para tirar os pretos dos cantos<\/p>\n\n\n\n<p>Resgatar o nosso orgulho com acalanto<\/p>\n\n\n\n<p>Em verdade vos digo<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez era preto o Santo dos Santos [..]\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Vinicius Alceu da Silva Cunha, poeta, mestre de cerim\u00f4nias e artista independente, se apresenta com uma energia que reverbera. Aos 37 anos, vindo de Ind, Vinicius \u00e9 um dos principais respons\u00e1veis pelo resgate e pela continuidade do Slam Sorocaba, hoje conhecido como Slam 015.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento come\u00e7a, e com ele, a promessa de duas horas de pura troca. &#8220;Poesia de cal\u00e7ada, entre becos e quebradas: Slam 015!&#8221;, Vinicius grita, incitando o p\u00fablico a repetir o mantra que, mais do que um slogan, se tornou s\u00edmbolo do coletivo. A plateia responde em un\u00edssono. E ent\u00e3o, com energia, ele d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 batalha: &#8220;Poeta na voz!&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A paix\u00e3o de Vinicius pela escrita surgiu de maneira inesperada. Aos 14 anos, sentado na cal\u00e7ada de casa, ele ouviu pela primeira vez a m\u00fasica &#8220;Jesus Chorou&#8221; dos Racionais MC\u2019s. As palavras, cruas e diretas, o impactaram. &#8220;Senti interesse naquilo, porque n\u00e3o gostava da forma como as escolas mostravam a poesia. Queria escrever daquele jeito&#8221;, conta com um brilho nost\u00e1lgico nos olhos. E assim, com uma caneta nas m\u00e3os, come\u00e7ou a sua busca por ritmo, poesia e rap.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o slam, de origem em Chicago em Illinois, s\u00f3 entrou na sua vida aos 29 anos. Imerso na cultura da sua cidade, ele conheceu os coletivos de cidades vizinhas como Jundia\u00ed e Indaiatuba. Mas s\u00f3 em 2022 ele conheceu o Slam Sorocaba. O coletivo, ent\u00e3o amea\u00e7ado de desaparecer por conta da rotatividade de pessoas, encontrou nele a lideran\u00e7a que resgataria a chama do movimento. &#8220;O slam \u00e9 um movimento cultural, algo coletivo. Conforme passa o tempo, o pessoal vai tendo outras prioridades e acaba deixando de lado&#8221;, reflete Vinicius.<\/p>\n\n\n\n<p>O slam, mais do que uma competi\u00e7\u00e3o, \u00e9 um espa\u00e7o de celebra\u00e7\u00e3o da poesia. \u201cOs poetas est\u00e3o ali para mostrar a sua poesia, n\u00e3o para batalhar. O slam \u00e9 um formato din\u00e2mico que promove a nossa arte, que faz com que a intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico exista e refor\u00e7a esse contato entre poeta e plateia. Para o pessoal jovem, isso \u00e9 uma porta de entrada para o conhecimento, permitindo descobrir grandes nomes como Machado de Assis, Carolina Maria de Jesus e por a\u00ed vai\u201d, comenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O <em>slammaster <\/em>introduz as regras da batalha ap\u00f3s os aplausos para sua performance. Ele, juntamente com Sabah Machado Farah, escolhe os jurados e apresenta a tem\u00e1tica daquela noite calorosa, \u201co tema desse m\u00eas \u00e9 chamego: poesias sobre amor e qualquer forma de amor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, Sabah n\u00e3o sobe ao palco nem disputa a batalha. Seu papel \u00e9 outro: organizar a sequ\u00eancia das apresenta\u00e7\u00f5es e contabilizar as notas. Professora de hist\u00f3ria, aos 24 anos, Sabah carrega desde a inf\u00e2ncia um profundo interesse por coletivos. Na adolesc\u00eancia, sua paix\u00e3o floresceu, levando-a a viajar pelo pa\u00eds atrav\u00e9s do Movimento Estudantil. Foi assim que seu amor pela educa\u00e7\u00e3o tomou forma. \u201cO slam \u00e9 algo org\u00e2nico, natural. Ele surgiu aqui em Sorocaba em 2016, e vi de perto todo esse cen\u00e1rio mudando. Naquela \u00e9poca, a gente tinha poucos espa\u00e7os para se apresentar\u201d, ela compartilha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.42.52-1024x683.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2509\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.42.52-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.42.52-300x200.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.42.52-768x512.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.42.52.jpeg 1500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Em uma das raras ocasi\u00f5es, Sabah se apresentou em uma Feira Liter\u00e1ria &#8211; Foto: Arquivo pessoal <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Poeta de longa data, Sabah prefere n\u00e3o participar das batalhas, \u201c\u00e9 delicado para mim, n\u00e3o curto a sensa\u00e7\u00e3o de estar sendo julgada. Adoro ver as notas, as competi\u00e7\u00f5es, mas quando eu me coloco naquela posi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o consigo\u201d. Nas raras vezes que decidiu batalhar, Sabah recitou uma poesia que expressa o seu sentimento pelo coletivo:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cSE LIGA<\/strong>,<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00f3 congestionamento na castelo:<\/p>\n\n\n\n<p>Produzindo cultura e cura<\/p>\n\n\n\n<p>Dia de ocupar a grande otelo<\/p>\n\n\n\n<p>Escrevi essa no domingo do habiteto<\/p>\n\n\n\n<p>Passei a arte no d\u00e9bito<\/p>\n\n\n\n<p>O olhar deles? No cr\u00e9dito<\/p>\n\n\n\n<p>[&#8230;]<\/p>\n\n\n\n<p>Gargalhando e tirando relo<\/p>\n\n\n\n<p>Eles sentem dor de cotovelo<\/p>\n\n\n\n<p>A gente livre feito cachorro caramelo<\/p>\n\n\n\n<p>Ressignificando essa pra\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>Acordando do pesadelo<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Salve quem Salva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa eu recitei sem sentir medo\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O pen\u00faltimo verso, imortalizado na pele de Sabah por meio de tatuagem, \u00e9 uma homenagem \u00e0 poesia e ao slam. \u201cEle \u00e9 um caminho para o conhecimento. Principalmente aos mais jovens. Como professora, percebo que a arte tem esse poder de troca. Ele auxilia na forma\u00e7\u00e3o de identidade e no reconhecimento com as poesias. \u00c9 um caminho para diversas possibilidades\u201d, descreve com orgulho.<\/p>\n\n\n\n<p>A noite avan\u00e7a para a \u00faltima fase da batalha, e duas vozes se destacam: Ana Cris e Nandona. As poetas finalistas se preparam para recitar sobre amor. \u00c9 neste pequeno espa\u00e7o de tempo, infinito a seu modo, que entramos em realidades \u00edntimas, amostra de experi\u00eancias desses poetas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, h\u00e1 uma figura essencial do Slam 015 que n\u00e3o est\u00e1 no palco naquela noite, mas tamb\u00e9m \u00e9 um dos pilares do coletivo: Tainara dos Santos Oliveira, a Thay. Bombeira civil, pedagoga e m\u00e3e, Thay tem auxiliado a manter o movimento vivo em Sorocaba. Aos 29 anos, ela representou o interior de S\u00e3o Paulo com orgulho, e competiu pela primeira vez no Campeonato Paulista de Poesia Falada em 2024, ao lado de Ana Cris e Nandona.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.43.13-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2510\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.43.13-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.43.13-300x300.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.43.13-150x150.jpeg 150w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.43.13-768x768.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-29-at-09.43.13.jpeg 1440w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Thay representou Sorocaba no Campeonato Paulista de Poesia Falada &#8211; Foto:  Arquivo pessoal <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 sensacional voc\u00ea ver de perto poetas que voc\u00ea admira, como a Roberta Estrela D\u2019Alva e Mel Duarte. O slam tem me oferecido oportunidades que eu jamais pensei que teria\u201d, ela comenta. Para Thay, o slam vai al\u00e9m da simples competi\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9 um espa\u00e7o cognitivo, onde se compartilha arte e consci\u00eancia. \u201cEu quero que as pessoas sejam salvas atrav\u00e9s da poesia, por que ela tamb\u00e9m fez isso comigo. Ela me deu um meio para expressar toda a ang\u00fastia que eu sentia internamente\u201d, ela conta que mais do que um local de den\u00fancias sociais, ela tamb\u00e9m queria falar sobre amor, e foi no Slam 015 que viu essa oportunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao t\u00e9rmino da disputa, n\u00e3o houve vencedor, pois as advers\u00e1rias empataram. Livros s\u00e3o espalhados pela cal\u00e7ada e os poetas, que antes proclamavam a c\u00e9u aberto, escolhem quais palavras levar\u00e3o consigo para casa. Assim, o slam em sua ess\u00eancia cumpre seu prop\u00f3sito maior: o de criar um espa\u00e7o de reflex\u00e3o, de partilha e de transforma\u00e7\u00e3o, onde a arte se torna um meio de conex\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ana Helo\u00edsa Ros\u00e1rio (Ag\u00eancia Focs- Jornalismo Uniso) Sob a luz amarela dos postes, a Pra\u00e7a Frei Bara\u00fana ganha vida.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-2506","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2506","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2506"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2506\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2519,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2506\/revisions\/2519"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2506"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2506"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2506"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}