{"id":2536,"date":"2024-12-03T10:21:01","date_gmt":"2024-12-03T13:21:01","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=2536"},"modified":"2024-12-17T13:57:29","modified_gmt":"2024-12-17T16:57:29","slug":"samba-o-meu-professor-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2024\/12\/03\/samba-o-meu-professor-da-vida\/","title":{"rendered":"Samba, o meu professor da vida!"},"content":{"rendered":"\n<p>Ontem foi o dia de um dos amores da minha vida: o <strong>Samba<\/strong>! Aquele que \u201c<em>a gente n\u00e3o perde o prazer de cantar, e fazem de tudo pra silenciar\u201d<\/em>.Ele \u00e9 uma paix\u00e3o di\u00e1ria e eterna, e \u201cdepois que o bichinho do samba te pica, n\u00e3o tem mais volta\u201d, como diz meu amigo e <strong>Mestre Cl\u00e1udio Silva<\/strong>. O samba \u00e9 uma t\u00edpica representa\u00e7\u00e3o das africanidades brasileiras, desde suas liga\u00e7\u00f5es com o <strong><em>Semba<\/em><\/strong> (a matriz africana do Samba) at\u00e9 suas varia\u00e7\u00f5es no tempo atrav\u00e9s de um povo em di\u00e1spora.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>Dia Nacional do Samba<\/strong> come\u00e7ou a ser comemorado primeiramente em Salvador. A data (2 de dezembro) \u00e9 uma refer\u00eancia \u00e0 primeira vez em que o compositor Ary Barroso pisou em solo baiano. Apesar das comemora\u00e7\u00f5es se iniciarem por volta de 1940, a data se tornou nacional em 1963.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo minha amiga e pesquisadora do Samba, a professora J\u00e9ssica Bastida Raszl,<\/p>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o Paulo, os primeiros sambas de que se tem not\u00edcia nasceram quando da importa\u00e7\u00e3o de escravos do nordeste brasileiro para trabalhar nas lavouras de caf\u00e9, no s\u00e9culo XVIII, e, posteriormente, no bairro da Barra Funda, onde muitos negros trabalhavam como carregadores de caf\u00e9 na linha do trem, sendo essenciais para o nascimento do samba paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se falar da can\u00e7\u00e3o &#8220;<strong>Pelo Telefone<\/strong>&#8221; (1920, considerado o primeiro samba brasileiro gravado em vinil), escrita por Donga e Mauro de Almeida, algumas pessoas se esquecem de uma figura important\u00edssima no processo de difus\u00e3o do ritmo: <strong>Tia Ciata<\/strong>, a grande m\u00e3e do samba, como intitula o livro de <strong>Nei Lopes<\/strong> e <strong>Rui de Oliveira<\/strong>. Hil\u00e1ria Batista de Almeida, a Tia Ciata, era uma famosa m\u00e3e de santo do candombl\u00e9 carioca que recebia (e muitas vezes escondia da pol\u00edcia, devido \u00e0 lei da vadiagem) em sua casa, grandes m\u00fasicos da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Falando em criminaliza\u00e7\u00e3o, trago outro trecho interessante do texto da professora J\u00e9ssica (que foi escrito em conjunto com a professora M\u00edriam Cristina Carlos Silva) que ilustra bem como foi:<\/p>\n\n\n\n<p>No Rio de Janeiro, a imprensa coagia compositores a abdicarem a tem\u00e1tica da malandragem nos seus sambas, na base da censura. Tal fato \u00e9 enfatizado em dezembro de 1939, com a cria\u00e7\u00e3o pelo governo, do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), que tinha como principal objetivo difundir a ideologia do Estado Novo junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de procurar impedir que as injusti\u00e7as sociais fossem denunciadas por meio das letras dos sambas. S\u00f3 em 1940, o DIP vetou mais de 300 letras de m\u00fasicas e, em 1941, proibiu a divulga\u00e7\u00e3o do samba &#8220;O Bonde de S\u00e3o Janu\u00e1rio&#8221;, de Ataulfo Alves e Wilson Batista, por considerar uma exalta\u00e7\u00e3o \u00e0 malandragem.<\/p>\n\n\n\n<p>Falando em Tia Ciata, me lembrei de uma palestra que fiz para alunos de comunica\u00e7\u00e3o da Uniso em 2024, onde eu colocava fotos de pessoas negras famosas e outras que foram muito importantes, mas que quase ningu\u00e9m conhecia ou lembrava. Me recordo de ter dito que, se existia um P\u00e9ricles cantando samba hoje, \u00e9 porque teve uma Tia Ciata que defendeu e abriu o caminho l\u00e1 atr\u00e1s. Mostrei tamb\u00e9m que, para uma artista como a Iza poder estar cantando samba livremente hoje, foi preciso muita luta como as de <strong>Clementina de Jesus<\/strong>, <strong>Jovelina P\u00e9rola Negra <\/strong>e <strong>Dona Ivone Lara<\/strong>. Mulheres que, como muitas outras, tiveram que lutar contra o machismo (que ainda existe) dentro das rodas de samba. Para quem n\u00e3o sabe, essas mulheres precisavam que um amigo, um primo ou qualquer outro homem que fosse, assinassem seus sambas para que eles fossem divulgados, pois letras escritas por m\u00e3os femininas n\u00e3o eram aceitas. Ah, <a>Rafa<\/a>, mas faz tempo isso. N\u00e3o. Falo dos anos 1980, logo ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Obrigado, Samba, por ajudar a formar o meu car\u00e1ter!<\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s de voc\u00ea, aprendi muita coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprendi hist\u00f3ria, pois sempre \u201c<em>disseram que a \u00c1urea foi assinada para libertar. Mentira! Foi pura hipocrisia, pois nenhum Negreiro obteve volta ao lar<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprendi sobre o sofrimento dos escravizados. Que \u201c<em>na senzala, o negro n\u00e3o tinha sossego, ao ver a chibata tremia de medo, faziam de tudo para n\u00e3o apanhar. S\u00f3 sentia em seu rosto suor escorria, trabalhando embaixo do sol de meio-dia, se sacrificando para se libertar<\/em>\u201d. Negros que com seus gritos disseram: \u201c<em>Senhor, eu n\u00e3o tenho a sua f\u00e9, e nem tenho a sua cor, tenho sangue avermelhado. O mesmo que escorre da ferida, mostra que a vida se lamenta por n\u00f3s dois. <strong>Mas falta em seu peito um cora\u00e7\u00e3o, ao me dar a escravid\u00e3o e um prato de feij\u00e3o com arroz<\/strong><\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprendi geografia, pois Pernambuco \u00e9 gigante e \u201cn<em>o Capibaribe tamb\u00e9m tem mar\u00e9<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprendi Filosofia, j\u00e1 que \u00e9 preciso \u201c<em>sonhar e agir o meu sonho. A quem n\u00e3o age o sonho s\u00f3 resta sonhar<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprendi sobre sa\u00fade, que o \u00e1lcool n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para os nossos problemas: \u201cp<em>rocuro afogar no \u00e1lcool a tua lembran\u00e7a, mas noto que \u00e9 rid\u00edcula a minha vingan\u00e7a. Vou seguir os conselhos de amigos e garanto que n\u00e3o beberei nunca mais<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E at\u00e9 sobre pol\u00edtica voc\u00ea me ensinou: \u201c<em>Jantou no meu barrac\u00e3o e l\u00e1 usou lata de goiabada como prato. Eu logo percebi \u00e9 mais um candidato para a pr\u00f3xima elei\u00e7\u00e3o. O guia que estava incorporado disse: esse pol\u00edtico \u00e9 safado, cuidado na hora de votar<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprendi quest\u00f5es raciais. Que \u201c<em>temos a cor da noite, filhos de todo a\u00e7oite, <a>fato real<\/a> de nossa hist\u00f3ria. Se preto de alma branca <a>pra<\/a> voc\u00ea, \u00e9 o exemplo da dignidade, n\u00e3o nos ajuda, s\u00f3 nos faz sofrer, nem resgata nossa identidade<\/em>\u201d. Que \u201c<strong><em>na pir\u00e2mide social, o povo negro<\/em><\/strong><em> \u00e9 a base. Assassinado pelo estado, padece silenciado as desumanas condi\u00e7\u00f5es. Pretos presos em grilh\u00f5es, desde a dita aboli\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprendi poesias de amor como: \u201ce<em>u me confesso, literalmente em suas m\u00e3os, apaixonado, noutro planeta eu j\u00e1 fui seu namorado, esta paix\u00e3o entre n\u00f3s dois \u00e9 coisa l\u00e1 Deus. Cuida de mim, porque <strong>voc\u00ea \u00e9 o mais real dos sonhos meus, no temporal, voc\u00ea \u00e9 meu farol de milha, meu sol n\u00e3o brilha sem a luz dos olhos teus<\/strong><\/em>\u201d. E \u201cs<em>e voc\u00ea chegar e me encontrar, no samba eu lhe pe\u00e7o um favor, respeite o <strong>insano, sagrado e profano<\/strong>, que foi o nosso amor<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprendi que \u201c<em>arroz com feij\u00e3o e um torresmo \u00e0 Milanesa<\/em>\u201d, \u00e9 um banquete na marmita de quem tem fome. E a n\u00e3o ter medo de responder h\u00e1 quem vem cuidar da minha vida, pois \u201c<em>se eu quiser fumar eu fumo, se eu quiser beber eu bebo, eu pago tudo que eu consumo, com o suor de meu emprego<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea me ensinou a te defender: \u201c<em>N\u00e3o, n\u00e3o basta ter inspira\u00e7\u00e3o. N\u00e3o basta fazer uma linda can\u00e7\u00e3o. <a>Pra<\/a> cantar samba se precisa muito mais. Samba \u00e9 lamento, \u00e9 sofrimento, \u00e9 fuga dos meus ais<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Como grande defensor da ancestralidade, aprendi com voc\u00ea a respeitar a partida de um sambista: \u201c<em>escolas, eu pe\u00e7o sil\u00eancio de um minuto. O Bexiga est\u00e1 de luto, o apito de Pato N&#8217;\u00e1gua emudeceu. Partiu. N\u00e3o tem placa de bronze, n\u00e3o fica na hist\u00f3ria. Artista de rua morre sem gl\u00f3ria, depois de tanta alegria que ele nos deu<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com voc\u00ea, aprendi sobre religiosidade, que meu santo \u201c<em>na Bahia \u00e9 S\u00e3o Jorge, no Rio, S\u00e3o Sebasti\u00e3o, <strong>Ox\u00f3ssi \u00e9 quem manda, nas bandas do meu cora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em>\u201d. Me relembrando todos os dias da \u201c<em>intoler\u00e2ncia que chutou a santa e queimou terreiros. Santa ignor\u00e2ncia que remete aos tempos l\u00e1 do cativeiro. Em nome de qual o Senhor esculacha morador, que na sexta veste branco? Esse \u00e9 o meu povo de santo sob a lei do opressor. Mas, por favor <strong>respeita meu alguidar, respeita o povo de santo, que eu respeito o seu altar<\/strong><\/em>\u201d. E pedindo para que sempre \u201c<em>Respeitem minha ancestralidade, tolere a diferen\u00e7a na raiz. Meu samba luta pela igualdade. No il\u00ea da Cantareira sou feliz. Negra cultura, nossa ess\u00eancia na filosofia, na religi\u00e3o. Heran\u00e7a de If\u00e1 \u00e9 resist\u00eancia, <strong>me abra\u00e7a somos irm\u00e3os!<\/strong><\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em voc\u00ea meu professor Samba, encontrei at\u00e9 meu testamento: \u201c<em>Quando eu morrer, n\u00e3o quero vela nem pranto, quero um caix\u00e3o em preto e branco, com a bandeira do meu Coring\u00e3o. Pe\u00e7o, cantem um samba maneiro, com repique, tant\u00e3 e pandeiro, cavaquinho e viol\u00e3o<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo para o final deste texto, deixo alguns recados importantes:<\/p>\n\n\n\n<p>O samba marca como um giz, \u00e9 eterno porque \u00e9 raiz. N\u00e3o quero dizer que viver \u00e9 s\u00f3 sambar, mas sambar \u00e9 viver, \u00e9 saber se encontrar. S\u00f3 o samba faz a tristeza se acabar, s\u00f3 o samba \u00e9 capaz desse povo alegrar.<br>Ser sambista \u00e9 ver com olhos do cora\u00e7\u00e3o. Ser sambista \u00e9 crer que existe uma solu\u00e7\u00e3o.<br>\u00c9 a certeza de ter escolhido o que conv\u00e9m. \u00c9 se engrandecer e sem menosprezar ningu\u00e9m<\/p>\n\n\n\n<p>Digo \u201c<em>Pra voc\u00ea que vive a falar, a criticar, querendo esnobar, querendo <strong>acabar com a nossa cultura popular<\/strong><\/em>\u201d, \u201c<em>Olha, eu vou te d\u00e1 um al\u00f4 que \u00e9 pr\u00e1 voc\u00ea se mancar\u201d<\/em>: aqui comigo, \u201c<strong><em>falador passa mal<\/em><\/strong><em> rapaz<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Vou parando por aqui, pois \u201c<em>logo as l\u00e1grimas v\u00e3o rolar, e vou chorar de tanta emo\u00e7\u00e3o pois eu sei que minha miss\u00e3o \u00e9 fazer esse povo sambar e cantar. Meu samba, vou levando \u00e0 frente, sou um elo da corrente que n\u00e3o pode se quebrar<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong><em>Aconselho a voc\u00ea que seja sambista tamb\u00e9m<\/em><\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u201c<em>Antes de me despedir, deixo ao sambista mais novo, o meu pedido final: n\u00e3o deixe o samba morrer, n\u00e3o deixe o samba acabar<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lista das can\u00e7\u00f5es citadas, por ordem de apari\u00e7\u00e3o no texto<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>A Batucada Dos Nossos Tant\u00e3s \u2013 Grupo de Fundo de Quintal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ra\u00edzes \u2013 Claudio Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Orgulho Negro \u2013 Jovelina P\u00e9rola Negra.<\/p>\n\n\n\n<p>Samba-Enredo 2018: Meu Deus, Meu Deus, Est\u00e1 Extinta a Escravid\u00e3o? &#8211; G.R.E.S Para\u00edso do Tuiuti.<\/p>\n\n\n\n<p>No Capibaribe Tamb\u00e9m Tem Mar\u00e9 \u2013 Paulo Perdig\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>For\u00e7a Maior \u2013 Samba da Opini\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Peito Vazio \u2013 Cartola.<\/p>\n\n\n\n<p>Candidato Ca\u00f4 <a>Ca\u00f4<\/a> &#8211; Bezerra da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Identidade \u2013 Jorge Arag\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Filho da Rua \u2013 Agr\u00edcio Costa e Marcelo Lopes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais Feliz \u2013 Zeca Pagodinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a fila andar \u2013 Toninho Geraes.<\/p>\n\n\n\n<p>Torresmo \u00e0 Milanesa \u2013 Adoniran Barbosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Maneiras \u2013 Zeca Pagodinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Pintura sem Arte \u2013 Candeia.<\/p>\n\n\n\n<p>Sil\u00eancio no Bexiga \u2013 Geraldo Filme.<\/p>\n\n\n\n<p>Ox\u00f3ssi \u2013 Mariene de Castro.<\/p>\n\n\n\n<p>Povo de Santo \u2013 Luciano Bom Cabelo e Jo\u00e3o Martins.<\/p>\n\n\n\n<p>Samba-Enredo 2024: If\u00e1 &#8211; G.R.C.S.E.S Acad\u00eamicos do Tucuruvi.<\/p>\n\n\n\n<p>Epit\u00e1fio Corinthiano \u2013 G.R.E.S. Gavi\u00f5es Da Fiel.<\/p>\n\n\n\n<p>Seja Sambista Tamb\u00e9m \u2013 Fundo de Quintal.<\/p>\n\n\n\n<p>Falador Passa Mal \u2013 Os Originais do Samba.<\/p>\n\n\n\n<p>Miss\u00e3o do Sambista \u2013 Denis Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o Deixe o Samba Morrer \u2013 Alcione.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Artigo<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dia Nacional do Samba: Da descriminaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o do ritmo<\/strong>, J\u00e9ssica Bastida Raszl e M\u00edriam Cristina Carlos Silva. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www2.jornalcruzeiro.com.br\/materia\/438489\/dia-nacional-do-samba-da-descriminalizacao-a-globalizacao-do-ritmo#:~:text=*%20J%C3%A9ssica%20Bastida%20Raszl%20e%20M%C3%ADriam,capital%20baiana%20pela%20primeira%20vez\">https:\/\/www2.jornalcruzeiro.com.br\/materia\/438489\/dia-nacional-do-samba-da-descriminalizacao-a-globalizacao-do-ritmo#:~:text=*%20J%C3%A9ssica%20Bastida%20Raszl%20e%20M%C3%ADriam,capital%20baiana%20pela%20primeira%20vez<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"851\" height=\"315\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RAFAEL_ASS-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2212\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RAFAEL_ASS-2.png 851w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RAFAEL_ASS-2-300x111.png 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/RAFAEL_ASS-2-768x284.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 851px) 100vw, 851px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ontem foi o dia de um dos amores da minha vida: o Samba! 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