{"id":2542,"date":"2024-12-06T10:50:56","date_gmt":"2024-12-06T13:50:56","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=2542"},"modified":"2024-12-06T10:50:56","modified_gmt":"2024-12-06T13:50:56","slug":"ainda-somos-os-mesmos-e-vivemos-como-nossos-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2024\/12\/06\/ainda-somos-os-mesmos-e-vivemos-como-nossos-pais\/","title":{"rendered":"Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Jo\u00e3o Torres (Ag\u00eancia Focs &#8211; Jornalismo Uniso) <\/p>\n\n\n\n<p><em>Desde a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 a carga hor\u00e1ria de trabalho no Brasil \u00e9 de 44 horas semanais. Fim da escala 6&#215;1 e redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho \u00e9 expectativa entre a classe trabalhadora brasileira<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.21.21-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2547\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.21.21-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.21.21-225x300.jpeg 225w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.21.21-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.21.21.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Jo\u00e3o Torres<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Foi nas f\u00e9rias da escola, quando tinha oito anos, que Izadi de Almeida trabalhou pela primeira vez. Morava na zona rural de Salto de Pirapora, cidade do interior de S\u00e3o Paulo, seus pais tinham um s\u00edtio e 14 filhos, viviam da agricultura. Seu primeiro trabalho na ro\u00e7a foi raleamento de algod\u00e3o. Para isso, devia-se esperar um pouco mais de 20 dias ap\u00f3s uma m\u00e1quina despejar sementes pelo solo, assim Izadi ia \u201ctirando os p\u00e9zinhos e deixando s\u00f3 os mais fortes para crescer bonito\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando estava gr\u00e1vida pela primeira vez, ainda trabalhava na ro\u00e7a, debaixo de muito sol, arrancando quatro tarefas de feij\u00e3o\u201d. Izadi relembra das hist\u00f3rias enquanto falta uma hora para \u00e0s quatro da tarde, hor\u00e1rio que entra para &nbsp;trabalhar. Hoje, aos 60 anos, \u00e9 auxiliar de cozinha em uma rede de fast food de frango frito 100% delivery, em Sorocaba, mas na verdade faz de tudo no local junto da sua colega de trabalho Lurdinha. Abrem a loja, limpam o ambiente, ficam no caixa, atendem pedidos, temperam e empanam os frangos, cozinham, montam os pedidos, fecham o caixa, somam o valor di\u00e1rio, limpam o local de novo e fecham. Somente as duas. Tudo isso seis dias na semana, at\u00e9 meia noite.<\/p>\n\n\n\n<p>Izadi folga nas segundas-feiras, dia que pode passar com sua filha, Anna J\u00falia de Almeida, que tamb\u00e9m s\u00f3 folga no mesmo dia. Anna tem 25 anos e \u00e9 auxiliar de enfermagem, trabalha seis dias na semana, entra \u00e0s sete da manh\u00e3 e sai uma da tarde. Na sua casa \u00e9 a primeira a levantar da cama, \u00e0s cinco. \u00c0s seis, seu marido acorda e prepara o filho para levar para a creche, que \u00e9 pr\u00f3xima ao seu trabalho, que \u00e9 pr\u00f3ximo a casa deles.<\/p>\n\n\n\n<p>A fam\u00edlia mora em um condom\u00ednio de casas CDHU no bairro Wanel Ville. H\u00e1 31 blocos com 16 apartamentos distribu\u00eddos em quatro andares, ou seja, 496 lares. \u201cAqui a grande maioria trabalha na escala 6&#215;1\u201d, destaca Anna. Em feriados como o desta sexta-feira, 15 de novembro, as crian\u00e7as do condom\u00ednio aproveitam o dia sem aula para serem crian\u00e7as e brincarem at\u00e9 quando o sol permitir. Elas talvez n\u00e3o saibam, mas a data pode ser um marco para o futuro delas. Em todo o pa\u00eds acontece o primeiro ato pelo fim da escala de trabalho que subjuga seus pais a n\u00e3o terem tempo com elas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"655\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.22.54-655x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2546\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.22.54-655x1024.jpeg 655w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.22.54-192x300.jpeg 192w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.22.54-768x1200.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.22.54-983x1536.jpeg 983w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.22.54.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 655px) 100vw, 655px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Anna mora no bloco nove do condom\u00ednio, enquanto a m\u00e3e mora no bloco cinco &#8211; Foto: Jo\u00e3o Torres<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Anna acaba de voltar do trabalho e precisa subir dois lances de escadas para chegar at\u00e9 o apartamento 12 do bloco nove. Sua casa. Quem te espera do lado de dentro \u00e9 sua m\u00e3e e seu filho. Seu marido, Lucas Souza Orf\u00e3os, deveria estar ali tamb\u00e9m, porque \u00e9 feriado, e ele n\u00e3o ia trabalhar no feriado, mas um dia antes avisaram que ele teria de ir trabalhar.<\/p>\n\n\n\n<p>O plano do casal para o feriado era outro. Era ir para o centro da cidade, na principal pra\u00e7a de Sorocaba. L\u00e1 estavam reunidas por volta de 200 pessoas, e n\u00e3o era para alguma missa na catedral. Exigiam o fim da escala 6&#215;1. Anna j\u00e1 tinha se idealizado com cartazes ao lado do marido e do filho nos ombros do pai. N\u00e3o aconteceu, porque eles tiveram que trabalhar. Izadi gostaria de ter ido tamb\u00e9m, mas ela teve que ficar com o neto, para a m\u00e3e e o pai poderem ir trabalhar. A creche n\u00e3o abre no feriado, mas as empresas abrem. O trabalho nunca pode parar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando eu acordo eu penso: \u2018De novo? Parece um ciclo sem fim\u2019. Parece que voc\u00ea nunca sai do servi\u00e7o. Tem dia que chego e olho para a tela do computador e parece que nem sai daqui. A tela do computador \u00e9 igual todo dia. E quando eu t\u00f4 de folga eu lembro que amanh\u00e3 vou trabalhar\u201d. O sentimento de Anna \u00e9 o mesmo de sua m\u00e3e que quando chega em casa do trabalho, toma um caf\u00e9, liga a televis\u00e3o e quando percebe j\u00e1 s\u00e3o duas horas, \u201cvou dormir\u2026 a\u00ed acordo 11h e daqui a pouco j\u00e1 tenho que trabalhar de novo. D\u00e1 tempo de nada, n\u00e3o d\u00e1\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A exaust\u00e3o, a falta de tempo e a impossibilidade de viver a vida n\u00e3o compensam o quanto ganham. Izadi e Anna fazem parte dos 70% de brasileiros que recebem de um a dois sal\u00e1rios m\u00ednimos, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) de 2022. &nbsp;Por\u00e9m, Izadi n\u00e3o \u00e9 registrada pela empresa que trabalha. Esta \u00e9 a terceira vez que a trabalhadora est\u00e1 neste trabalho, e todas as vezes ela entrou como freelancer, modelo de trabalho que a pessoa recebe por horas trabalhadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu fiz as contas, eu n\u00e3o recebo por hora trabalhada. N\u00e3o tenho um sal\u00e1rio fixo, tem m\u00eas que eu recebo menos. N\u00e3o tenho nenhum benef\u00edcio, \u00e9 s\u00f3 o sal\u00e1rio seco\u201d. Izadi n\u00e3o v\u00ea sua chefe h\u00e1 cinco meses, o \u00fanico contato que tem com ela \u00e9 por mensagem. \u201cTem m\u00eas que ela atrasa meu vale, ela n\u00e3o paga hora extra, se trabalha em feriado n\u00e3o paga 100%, n\u00e3o paga\u201d, indignada, Izadi decide que vai faltar no pr\u00f3ximo domingo para poder aproveitar o \u00fanico domingo de folga da Anna, e o tempo com seu neto. \u201c\u00c9 Lorenzzo Davi Almeida Orf\u00e3os, com dois Z mesmo, foi ela que escolheu\u201d, Anna aponta a m\u00e3e sorrindo.<\/p>\n\n\n\n<p>Lolo, como carinhosamente chamam a m\u00e3e e a av\u00f3, tem quatro anos e tamb\u00e9m j\u00e1 sente os impactos de sua m\u00e3e trabalhar seis dias e folgar um. \u00c9 normal durante as noites o filho perguntar \u00e0 Anna, \u201cvoc\u00ea est\u00e1 de folga agora, mam\u00e3e?\u201d. Ele entende que quando Anna est\u00e1 em casa \u00e9 o dia que pode aproveitar a m\u00e3e e o pai. Dificilmente Lorenzzo acorda e os pais est\u00e3o em casa, o pr\u00f3ximo domingo ser\u00e1 um desses dias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.21.06-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2545\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.21.06-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.21.06-225x300.jpeg 225w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.21.06-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-06-at-10.21.06.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Izadi \u00e9 a \u00fanica rede de apoio para ajudar o casal a cuidar de Lorenzzo, diz Anna &#8211; Foto: Jo\u00e3o Torres <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cA escala 6&#215;1 para mulher \u00e9 mais sofrido. Para todas mulheres que s\u00e3o &#8220;donas de casa\u201d, Izadi ainda completa que ou aproveita a folga para limpar a casa ou para passear e deixar a casa um \u201clix\u00e3o\u201d. O censo do IBGE de 2022 aponta uma realidade mais do que conhecida por Izadi, mais de 40 milh\u00f5es de mulheres exercem mais uma jornada de trabalho em casa e sustentam financeiramente o lar. A trabalhadora cuidou de cinco filhos sozinha e nunca deixou faltar nada. \u201cLembro quando eu tinha seis anos e morava no s\u00edtio. Lembro de toda necessidade que a gente passou. Eu n\u00e3o queria que meus filhos passassem por isso. Eles comiam tudo que queriam, eu me matava mas eu comprava tudo\u201d, recorda.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas deixou a escala 6&#215;1 h\u00e1 uns oito meses, atualmente \u00e9 auxiliar de produ\u00e7\u00e3o em uma empresa de produtos de limpeza, mas tamb\u00e9m \u00e9 encarregado e faz de tudo um pouco. No Brasil ser \u201cauxiliar\u201d em algum setor nunca \u00e9 s\u00f3 auxiliar. \u201cTinha \u00e9poca que eu sa\u00eda \u00e0s oito da manh\u00e3 e chegava meia noite em casa. Eu sa\u00eda, a Anna e o Lo estavam dormindo, eu chegava e eles estavam dormindo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O fim da escala 6&#215;1 \u00e9 assunto na fam\u00edlia e h\u00e1 esperan\u00e7a de que o filho n\u00e3o precise passar pelo o que os pais e av\u00f3 passam. \u201cTudo que \u00e9 para benef\u00edcio do trabalhador falam que o pa\u00eds vai quebrar, mas eu sei que vai dar certo. Se n\u00e3o der certo pra mim, vai dar certo pro Lorenzzo, e pra mim t\u00e1 ganho\u201d, afirma Anna.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de quase cinco d\u00e9cadas da cantora Elis Regina ter cantado pela primeira vez que \u201cainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais\u201d, h\u00e1 real possibilidade de a vida de milh\u00f5es de brasileiros ser diferente da vida que seus pais tiveram. Se Anna trabalha o tanto quanto Izadi, ferve no seio da fam\u00edlia que Lorenzzo possa desfrutar a vida de maneira diferente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jo\u00e3o Torres (Ag\u00eancia Focs &#8211; Jornalismo Uniso) Desde a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 a carga hor\u00e1ria de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-2542","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2542","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2542"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2542\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2548,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2542\/revisions\/2548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2542"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2542"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2542"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}