{"id":2642,"date":"2024-12-20T09:24:12","date_gmt":"2024-12-20T12:24:12","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=2642"},"modified":"2024-12-20T09:24:13","modified_gmt":"2024-12-20T12:24:13","slug":"jornalismo-literario-uma-nova-tecnica-para-produzir-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2024\/12\/20\/jornalismo-literario-uma-nova-tecnica-para-produzir-jornalismo\/","title":{"rendered":"Jornalismo Liter\u00e1rio: Uma nova t\u00e9cnica para produzir jornalismo?"},"content":{"rendered":"\n<p>Grupo de pesquisa da Uniso estuda, tanto no Brasil quanto no exterior, um novo m\u00e9todo de trabalhar com o jornalismo diante de \u201cnovas dificuldades\u201d da profiss\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Por  Thamires Vict\u00f3ria Silva Souza (Ag\u00eancia Focs &#8211; Jornalismo Uniso) <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"523\" height=\"399\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem1-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2643\" style=\"width:935px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem1-1.jpg 523w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem1-1-300x229.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 523px) 100vw, 523px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Por entre as p\u00e1ginas do livro-reportagem Projeto Hibakusha \u2013 Foto: Thamires Vict\u00f3ria<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Estudos defendem que o jornalismo possui diversas vertentes e a literatura passou a fazer parte de determinadas abordagens nos \u00faltimos anos. Esta pr\u00e1tica, tamb\u00e9m conhecida como \u201cNovo Jornalismo\u201d, surgiu entre a d\u00e9cada de 1960 e 1970. Atualmente, grupos de pesquisa buscam refor\u00e7ar a relev\u00e2ncia desta pauta, ainda mais em meio \u00e0 esfera inovadora do atual cen\u00e1rio jornal\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p>Criado em 2021 e certificado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), na Universidade de Sorocaba (Uniso), o <strong>Jorlit \u2013 Grupo de Pesquisa Jornalismo Liter\u00e1rio (JL) e Narrativas de Transforma\u00e7\u00e3o Pessoal e Social<\/strong>, por exemplo, busca envolver diversos n\u00edveis de pesquisa \u2013 te\u00f3rico, metodol\u00f3gico e t\u00e9cnico \u2013 e m\u00faltiplos aspectos \u2013 como o est\u00e9tico, g\u00eanero, hist\u00f3rico, ideol\u00f3gico, t\u00e9cnico e \u00e9tico \u2013 acerca do JL, que, por eles, \u00e9 entendido na perspectiva do <em>jornalismo como literatura<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo pontua que a pr\u00e1tica pode ser abordada nas diversas plataformas em que se apresenta \u2013 impressa, eletr\u00f4nica e digital \u2013, bem como pesquisas que, no \u00e2mbito das \u201cNarrativas de Transforma\u00e7\u00e3o Pessoal e Social\u201d, buscam promover o di\u00e1logo transdisciplinar com outros campos de estudo e disciplinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Coordenado pela Prof\u00aa. Dra. Monica Martinez, docente do programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura da Uniso, o grupo conta com v\u00e1rios integrantes. Alguns, ainda em n\u00edvel de gradua\u00e7\u00e3o e realizando inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas que s\u00e3o parceiros de outras institui\u00e7\u00f5es, possibilitando a rela\u00e7\u00e3o de um coletivo de pesquisadores tanto do nosso pa\u00eds quanto do exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Monica foi a pesquisadora respons\u00e1vel por um projeto cujo objetivo era o mapeamento do Jornalismo Liter\u00e1rio como disciplina, agora o estudo tamb\u00e9m faz parte das atividades do Jorlit. \u201cJ\u00e1 foram publicados dois artigos em revistas cient\u00edficas. Foram dados que trabalhamos buscando no pa\u00eds todo. \u2018Onde eram as institui\u00e7\u00f5es brasileiras que ofereciam a disciplina do J.L.?\u2019. A\u00ed descobrimos 42 institui\u00e7\u00f5es do Brasil al\u00e9m da Uniso, e \u00e9 interessante conseguir esse n\u00famero porque, nessa equipe, tem alunos de inicia\u00e7\u00e3o cientifica. Eu estava conversando com outro professor e pesquisador, o BAK, e ele falou: \u2018se no Brasil voc\u00eas est\u00e3o em 42 institui\u00e7\u00f5es que ensinam Jornalismo Liter\u00e1rio em n\u00edvel superior, o Brasil est\u00e1 na lideran\u00e7a do ensino de JL no mundo\u2019\u201d, conta Monica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem2-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2644\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem2-1024x576.png 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem2-300x169.png 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem2-768x432.png 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem2-1536x864.png 1536w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem2.png 1599w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Refer\u00eancia completa: https:\/\/www.revistas.usp.br\/anagrama\/article\/view\/193876<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cNos anos 90 a gente sempre ouvia essa hist\u00f3ria de que n\u00e3o existe Jornalismo Liter\u00e1rio, que ele n\u00e3o \u00e9 praticado e \u2018bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1\u2019, ent\u00e3o o que a gente descobriu com esse time de pesquisadores do programa da Uniso \u00e9 que n\u00e3o s\u00f3 existe como tamb\u00e9m estamos na lideran\u00e7a.\u201d, refor\u00e7a Monica. \u201cEle est\u00e1 sendo muito ensinado, ou seja, uma coisa que \u00e9 muito ensinada dificilmente n\u00e3o ser\u00e1 praticada em alguma medida, n\u00e9? Embora hoje, no caso brasileiro, seja mais comum a pr\u00e1tica nos livros-reportagens\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Prof. Dr. Guilherme Augusto Caruso Profeta, jornalista e doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela Uniso, acredita que o jornalismo est\u00e1 enfrentando um processo de mudan\u00e7as. \u201cExistem outros tipos de jornalismo al\u00e9m do modelo ocidental, sejam \u2018jornalismos\u2019 que j\u00e1 existiram no passado ou existem em outros lugares do mundo. Aqui mesmo [no Brasil] o jornalismo est\u00e1 em transi\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 muitos autores, pesquisadores e professores, entre os quais eu me incluo, que acreditam que o jornalismo factual est\u00e1 mudando, ou mesmo morrendo. O que vai sobrar ent\u00e3o? Jornalismo feito por \u2018n\u00e3o-jornalistas\u2019? Intelig\u00eancia artificial fazendo jornalismo? Talvez todas essas coisas, mas eu aposto bastante em uma \u2018literaliza\u00e7\u00e3o\u2019 do notici\u00e1rio. O Jornalismo Liter\u00e1rio \u00e9 uma alternativa \u00e0s hard news, que talvez ser\u00e3o substitu\u00eddas por outra(s) coisa(s).\u201d, explica Guilherme. \u201cN\u00e3o quer dizer que, no futuro, todo jornalismo ser\u00e1 liter\u00e1rio, mas talvez seja um dos tipos de jornalismo que mais tem chance de sobreviv\u00eancia neste mundo ca\u00f3tico que estamos vivendo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Guilherme tamb\u00e9m \u00e9 autor do livro-reportagem em quadrinhos \u201cProjeto Hibakusha\u201d, publicado em 2020 na ocasi\u00e3o dos 75 anos do bombardeio at\u00f4mico de Hiroshima. A obra faz parte do acervo do Museu Memorial da Paz (Hiroshima Peace Memorial Museum), no Jap\u00e3o. Em entrevista com o jornalista, foi levantada a possibilidade de caracter\u00edsticas do Jornalismo Liter\u00e1rio terem sido usadas em sua produ\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEntendo que a linguagem pode ser mais ou menos liter\u00e1ria, n\u00e3o por ser uma hist\u00f3ria em quadrinhos, mas por fazer uso das subjetividades. O quadrinho \u00e9 a m\u00eddia. Da mesma forma que temos o jornalismo de TV, de r\u00e1dio, de jornal impresso e revistas, tamb\u00e9m temos essa m\u00eddia marginal que \u00e9 o quadrinho. No caso do meu livro, entendo que estamos apostando fortemente numa subjetividade, especialmente no \u00faltimo cap\u00edtulo\u201d, destaca Guilherme.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir das experi\u00eancias de Monica e Guilherme, chega-se \u00e0 conclus\u00e3o de que o JL \u00e9 uma vertente que est\u00e1 crescendo e ocupando cada vez mais espa\u00e7o, especialmente no Brasil. Como indica Monica sobre os pesquisadores da Uniso, \u201c\u00e9 interessante perceber duas frentes importantes. A primeira \u00e9 na Uniso: temos o professor Guilherme Profeta, que ensina Jornalismo Liter\u00e1rio na gradua\u00e7\u00e3o de Jornalismo, e ainda conseguimos treazer a disciplina para a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura, fazendo com que a gente suba o n\u00famero para 43, ent\u00e3o. A segunda, para mim, foi ter conhecido em 2016 e hoje integrar a IALJS (Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Estudos de Jornalismo Liter\u00e1rio, <em>traduzido do Ingl\u00eas<\/em>: International Association for Literary Journalism Studies).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFaz muita diferen\u00e7a estar conectada a um grupo no exterior onde h\u00e1 mais de 70 pesquisadores de mais de 20 pa\u00edses se dedicando ao estudo do Jornalismo Liter\u00e1rio, ent\u00e3o tem alguns denominadores comuns que chegam \u00e0 frente e todo mundo conhece. Se voc\u00ea perguntar qual a obra mais estudada no mundo todo, \u00e9 a do Truman Capote, \u201cA Sangue Frio\u201d, e quando isso \u00e9 dito, pessoas de todos os pa\u00edses j\u00e1 sabem do que estamos falando. Portanto, foi um grande divisor de \u00e1guas participar dessa associa\u00e7\u00e3o, onde se encontram pares de diferentes lugares do mundo para apresentar resultados\u201d, finaliza Monica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"270\" height=\"371\" data-id=\"2646\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2646\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem3.jpg 270w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem3-218x300.jpg 218w\" sizes=\"auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Monica Martinez \u2013 Foto: Arquivo Pessoal <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"680\" height=\"850\" data-id=\"2645\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2645\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem4.jpg 680w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem4-240x300.jpg 240w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Guilherme Profeta \u2013 Foto: Arquivo Pessoal  <\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"730\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem5-730x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2647\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem5-730x1024.png 730w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem5-214x300.png 214w, 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