{"id":2664,"date":"2025-01-29T10:58:39","date_gmt":"2025-01-29T13:58:39","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=2664"},"modified":"2025-01-29T10:59:45","modified_gmt":"2025-01-29T13:59:45","slug":"lacos-de-amor-o-poder-e-a-forca-do-vinculo-entre-mae-e-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/01\/29\/lacos-de-amor-o-poder-e-a-forca-do-vinculo-entre-mae-e-filho\/","title":{"rendered":"La\u00e7os de Amor, o poder e a for\u00e7a do v\u00ednculo entre m\u00e3e e filho"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Maria Carolina Ribeiro Mendes (Ag\u00eancia Focs \u2013 Jornalismo da Uniso)<\/p>\n\n\n\n<p><em>O cord\u00e3o umbilical \u00e9 o la\u00e7o que une a m\u00e3e e o filho desde antes do nascimento e mesmo depois de ser rompido, esse v\u00ednculo nunca mais ser\u00e1 totalmente desfeito<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Afeto, carinho, contato, amor e sintonia s\u00e3o algumas palavras que descrevem a rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o sincera entre m\u00e3es e filhos. O que poucos sabem \u00e9 que o relacionamento entre m\u00e3es e filhos at\u00edpicos nem sempre \u00e9 assim.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas pessoas idealizam a maternidade, nutrindo o desejo de gerar e criar uma nova vida. E, quando esse sonho finalmente se concretiza, uma avalanche de sentimentos toma conta. As responsabilidades chegam e o medo se torna mais intenso. No entanto, tudo isso se dissolve com o primeiro olhar, quando uma conex\u00e3o silenciosa, mas profunda, \u00e9 estabelecida.<\/p>\n\n\n\n<p>A dist\u00e2ncia no toque, a falta de olhar e resist\u00eancia a mudan\u00e7as se revelam uma nova preocupa\u00e7\u00e3o e \u00e9 nesse instante que a ajuda m\u00e9dica e a procura por um diagn\u00f3stico, por mais dif\u00edcil que seja, se torna t\u00e3o essencial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00e9m das Palavras: Uma Busca Constante por Entendimento e Afeto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um ambiente aconchegante, sobre as mesas livros s\u00e3o empilhados, em alguns porta-retratos fotos apresentam o afeto e o amor presente naquele lugar. Gilvanete da Silva Leite \u00e9 m\u00e3e de Rafael Cardoso da Silva, de 11 anos, diagnosticado com autismo de suporte 1, TDAH, TOD, TEPAC, crises de p\u00e2nico, depress\u00e3o e problemas de crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Psicopedagoga, ela iniciou a terapia para Rafael desde cedo, mas o diagn\u00f3stico completo veio apenas em 2024. Quando Rafael completou 10 anos, enfrentou mais um desafio: a dificuldade de se identificar e de se sentir pertencente ao ambiente em que vivia. Foi a\u00ed que come\u00e7ou um longo caminho para conhecer e entender seu diagn\u00f3stico completo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os desafios emocionais e sociais que se imp\u00f5em, o lar se torna um espa\u00e7o de transforma\u00e7\u00e3o. Cada gesto, cada palavra, cada momento juntos \u00e9 uma tentativa de ajudar o filho a superar a dificuldade de seguir regras e fortalecer os la\u00e7os afetivos que unem a fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta da dificuldade de identifica\u00e7\u00e3o de Rafael, quando crian\u00e7a, ele n\u00e3o mantinha afeto algum com a m\u00e3e, Gil. Mesmo sendo uma crian\u00e7a negra, igual \u00e0 sua m\u00e3e, ele n\u00e3o se enxergava dessa forma e, por conta disso, n\u00e3o aceitava cham\u00e1-la de m\u00e3e, pois dizia que ele era uma pessoa branca. Foi com psicoterapia que a conex\u00e3o come\u00e7ou a florescer, transformando-se em um v\u00ednculo de aprendizado m\u00fatuo que Gil define como &#8220;Fam\u00edlia Educativa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Fam\u00edlia \u00e9 considerada a primeira escola de uma crian\u00e7a, \u00e9 nela que elas aprendem a se relacionar, a se expressar e a se compreender. \u00c9 a partir desses la\u00e7os que os pais transmitem os valores e princ\u00edpios, ajudam as crian\u00e7as a constru\u00edrem suas responsabilidades pessoais e incentivam a educa\u00e7\u00e3o, a confian\u00e7a e o conhecimento para seus filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com um brilho no olhar e gratid\u00e3o nas palavras, Gil destaca a import\u00e2ncia da fam\u00edlia para o desenvolvimento dessas crian\u00e7as. Hoje em dia, o principal sentimento que ela expressa em rela\u00e7\u00e3o ao filho \u00e9 uni\u00e3o e conex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos utilizar o exemplo da borboleta, que passa por diferentes transforma\u00e7\u00f5es durante a vida. Quando uma fam\u00edlia tem uma crian\u00e7a at\u00edpica, ela precisa mudar, evoluir, aprender e transformar essa nova forma de se relacionar entre si e com as pessoas ao redor.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"277\" height=\"374\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Imagem2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2665\" style=\"width:807px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Imagem2.jpg 277w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Imagem2-222x300.jpg 222w\" sizes=\"auto, (max-width: 277px) 100vw, 277px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Gil e o filho Rafael &#8211; Foto: arquivo pessoal\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Desafios, obst\u00e1culos, foco e determina\u00e7\u00e3o s\u00e3o palavras que descrevem o pensamento e a luta de todas as m\u00e3es de crian\u00e7as at\u00edpicas. A neuropsic\u00f3loga Let\u00edcia Gon\u00e7alves salienta que essas m\u00e3es est\u00e3o sempre preocupadas, principalmente, com o futuro das crian\u00e7as, \u201cmeu filho vai aprender a ler? Meu filho vai para a faculdade? Meu filho vai conseguir brincar com outras crian\u00e7as?\u201d Essa luta constante por melhorias fortalece o elo entre m\u00e3e e filho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nos Sil\u00eancios e Gestos: A Profundidade de um V\u00ednculo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Roberta Fernanda Bas\u00edlio de Souza \u00e9 m\u00e3e de Elton Rafael Bas\u00edlio de Souza Filho, de 8 anos, diagnosticado tardiamente com autismo. A situa\u00e7\u00e3o de um diagn\u00f3stico pode ser considerada assustadora e desafiadora, mas por outro lado pode ser libertadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s alguns tratamentos e terapias intensas mais um diagn\u00f3stico foi entregue, autismo com comorbidade para mutismo seletivo, que \u00e9 percebido na crian\u00e7a como uma ansiedade na fala, onde ela consegue se comunicar apenas com uma pessoa da fam\u00edlia, sua figura de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Que crian\u00e7a n\u00e3o gosta de brincar, de se divertir e de se entrosar com outras crian\u00e7as? Por\u00e9m, Roberta reconheceu que durante esses momentos Rafael apresentava rea\u00e7\u00f5es diferentes, eram detalhes sutis que foram se agravando e se destacando para reconhecer as necessidades do filho. Atualmente faz quase tr\u00eas anos que Rafael realiza diversos tratamentos, e o resultado disso foi a liberta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, com progressos emocionais, sociais e independ\u00eancia nas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No dicion\u00e1rio, v\u00ednculo significa \u201cO que tem capacidade de ligar, unir, atar uma coisa \u00e0 outra\u201d. E \u00e9 essa conex\u00e3o que Roberta e o filho sentem, como ela mesmo fala \u00e9 um \u201cv\u00ednculo de outras vidas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o primeiro suspiro, a conex\u00e3o entre m\u00e3e e filho \u00e9 baseada em harmonia. Antes mesmo de qualquer diagn\u00f3stico, a m\u00e3e sabia que o espa\u00e7o para a liberdade do filho era essencial, nunca o for\u00e7ou a nada e sempre lhe deu espa\u00e7o para decidir por si mesmo e para se adaptar, com a leveza de quem entende que o crescimento acontece no tempo de cada um.<\/p>\n\n\n\n<p>Um la\u00e7o verdadeiro e sincero, a demonstra\u00e7\u00e3o do mais puro amor e a recorda\u00e7\u00e3o de momentos especiais ficar\u00e3o guardados para sempre. Uma das formas que Roberta encontrou para fortalecer o la\u00e7o emocional com o filho \u00e9 por meio de cartinhas, em diferentes momentos especiais eles costumam escrever cartas, um para o outro, para estreitar o contato de maneira respeitosa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cEssa experi\u00eancia de ser m\u00e3e de uma crian\u00e7a com necessidades faz voc\u00ea olhar o mundo de forma diferente. Voc\u00ea come\u00e7a a notar o quanto pessoas com necessidades precisam de um olhar de amor, de conex\u00e3o, e isso me trouxe mais empatia para olhar as diferen\u00e7as, algo que eu n\u00e3o tinha antes\u201d<\/strong>, comenta a m\u00e3e Roberta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"341\" height=\"226\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Imagem1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2666\" style=\"width:935px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Imagem1.jpg 341w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Imagem1-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 341px) 100vw, 341px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Roberta e o filho Elton Rafael &#8211; Foto: arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em suas falas, Gilvanete e Roberta compartilham um desejo profundo em comum: o de um futuro mais promissor para seus filhos. Ambas revelam o \u00edmpeto de estender a m\u00e3o para outras m\u00e3es e crian\u00e7as que, como elas, enfrentam dificuldades semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Gil, como psicopedagoga, atende crian\u00e7as at\u00edpicas e as ajuda a se desenvolver de forma saud\u00e1vel, com atividades cognitivas que contribuem para a inclus\u00e3o da crian\u00e7a no ambiente familiar, na escola e na sociedade, de modo geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Roberta est\u00e1 iniciando a faculdade de Psicologia com o intuito de ajudar outras fam\u00edlias a entenderem as necessidades de seus filhos e a aprenderem a lidar com as situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis do dia a dia.<\/p>\n\n\n\n<p>A profissional Let\u00edcia destaca o valor dessas informa\u00e7\u00f5es. Ela enfatiza a import\u00e2ncia de os profissionais se aproximarem das fam\u00edlias, n\u00e3o como autoridades, mas como aliados. Assim, \u00e9 poss\u00edvel criar v\u00ednculos mais leves e saud\u00e1veis, onde o tempo dedicado \u00e0 crian\u00e7a e \u00e0 pr\u00f3pria pessoa se entrela\u00e7am.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Maria Carolina Ribeiro Mendes (Ag\u00eancia Focs \u2013 Jornalismo da Uniso) O cord\u00e3o umbilical \u00e9 o la\u00e7o que une a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-2664","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2664","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2664"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2664\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2668,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2664\/revisions\/2668"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2664"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2664"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2664"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}