{"id":2689,"date":"2025-02-10T12:11:36","date_gmt":"2025-02-10T15:11:36","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=2689"},"modified":"2025-02-10T12:11:36","modified_gmt":"2025-02-10T15:11:36","slug":"do-pesadelo-ao-prestigio-os-tccs-de-comunicacao-que-fazem-historia-na-uniso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/02\/10\/do-pesadelo-ao-prestigio-os-tccs-de-comunicacao-que-fazem-historia-na-uniso\/","title":{"rendered":"Do Pesadelo ao Prest\u00edgio: Os TCCs de Comunica\u00e7\u00e3o que Fazem Hist\u00f3ria na UNISO"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Jo\u00e3o Pedro de Andrade Gon\u00e7alves (Ag\u00eancia Focas &#8211; Jornalismo da Uniso)<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos 30 anos, os cursos de comunica\u00e7\u00e3o da Universidade de Sorocaba (UNISO) t\u00eam sido um celeiro de ideias inovadoras, formando profissionais preparados para enfrentar os desafios de um mercado em constante transforma\u00e7\u00e3o. Dentro dessa trajet\u00f3ria, os Trabalhos de Conclus\u00e3o de Curso (TCCs) se consolidaram como uma etapa decisiva na forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica dos estudantes, sendo n\u00e3o apenas a conclus\u00e3o de um ciclo, mas tamb\u00e9m a oportunidade de deixar uma marca criativa e autoral no campo da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A diversidade de temas abordados nos TCCs reflete a pluralidade dos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo, que incentivam a originalidade e o pensamento cr\u00edtico. Essas produ\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas muitas vezes ultrapassam o ambiente universit\u00e1rio, impactando a sociedade e at\u00e9 abrindo caminhos para novos formatos de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O TCC \u00e9 mais do que uma simples exig\u00eancia curricular. Ele \u00e9 um laborat\u00f3rio onde ideias se tornam projetos reais e onde os alunos podem experimentar, inovar e propor novas formas de entender o mundo atrav\u00e9s da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta reportagem, apresentamos uma sele\u00e7\u00e3o de TCCs que, pelo impacto de suas propostas e pela criatividade de suas abordagens, se destacam como exemplos do potencial transformador dos estudantes de comunica\u00e7\u00e3o da UNISO. Embora o foco n\u00e3o seja uma retrospectiva completa das tr\u00eas d\u00e9cadas do curso, os trabalhos escolhidos ilustram como o TCC pode ir al\u00e9m das expectativas acad\u00eamicas, inspirando discuss\u00f5es e deixando contribui\u00e7\u00f5es relevantes no campo da comunica\u00e7\u00e3o. Com curadoria da Professora Mara Ferreira Rovida e do Professor Bruno Martins.<\/p>\n\n\n\n<p>O Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (TCC) \u00e9 um componente obrigat\u00f3rio, desenvolvido sob supervis\u00e3o docente e avaliado por uma banca composta por professores da \u00e1rea e profissionais convidados. Cada curso segue as Diretrizes Curriculares do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura (MEC) para a composi\u00e7\u00e3o das suas matrizes curriculares e isso inclui a quantidade de horas e o formato dos TCCs e outros trabalhos que s\u00e3o requisito para a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No curso de Jornalismo da Uniso, por exemplo, a Monografia, produzida por meio de uma pesquisa \u00e9 a etapa individual conforme as diretrizes determinam. Mas antes de finalizar o curso, o futuro jornalista passa, ainda, pela etapa do Projeto Experimental, que consiste na elabora\u00e7\u00e3o de um produto jornal\u00edstico completo. Podendo ser desenvolvido em v\u00e1rias modalidades, como livro-reportagem, produto radiof\u00f4nico, de fotojornalismo ou v\u00eddeo-reportagem, o trabalho \u00e9 feito em grupo ou individualmente (em algumas modalidades). O Projeto Experimental com produ\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica jornal\u00edstica \u00e9 acompanhado de um relat\u00f3rio t\u00e9cnico com documenta\u00e7\u00e3o e embasamento do processo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o curso de Publicidade e Propaganda n\u00e3o h\u00e1 etapa individual e os alunos desenvolvem durante todo o \u00faltimo ano de forma\u00e7\u00e3o uma campanha pr\u00e1tica, seguindo todas as etapas de elabora\u00e7\u00e3o, a come\u00e7ar com a cria\u00e7\u00e3o de uma ag\u00eancia e a escolha de um cliente real. Pesquisa de Mercado, briefing, projeto, apresenta\u00e7\u00e3o ao cliente, or\u00e7amentos, elabora\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as em todas as m\u00eddias e suportes compat\u00edveis com a proposta fazem parte do trabalho. A finaliza\u00e7\u00e3o se d\u00e1 com a apresenta\u00e7\u00e3o completa e avalia\u00e7\u00e3o da banca examinadora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jornalismo em Quadrinhos: Explorando Novas Formas de Narrativa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>Wellington Torres<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Um dos TCCs mais inovadores dos \u00faltimos anos no curso de Jornalismo foi o projeto de Wellington Torres, orientado pela professora Mara. Intitulado \u201cJornalismo em Quadrinhos: Entre a Teoria e a Pr\u00e1tica\u201d, o trabalho resultou em um livro que mergulhou profundamente nessa modalidade jornal\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Wellington entrou na gradua\u00e7\u00e3o j\u00e1 com o objetivo de explorar formatos alternativos de jornalismo. Desde cedo, ele notou uma mudan\u00e7a no comportamento dos leitores, que, com a ascens\u00e3o das redes sociais e dos dispositivos m\u00f3veis, estavam cada vez menos dispostos a consumir reportagens extensas. Como ele mesmo colocou: <em>\u201c\u00c9 muito dif\u00edcil das pessoas pararem e lerem de fato uma reportagem extensa&#8230; Isso n\u00e3o quer dizer que o trabalho jornal\u00edstico seja ruim. Quer dizer que o comportamento social tem mudado e tem mudado muito r\u00e1pido.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Foi durante os quatro anos de curso que ele come\u00e7ou a experimentar e aprofundar seu interesse no jornalismo em quadrinhos, um formato que j\u00e1 conhecia antes de entrar na universidade. Ao longo desse per\u00edodo, ele aproveitou v\u00e1rias oportunidades acad\u00eamicas para explorar essa forma de narrativa, culminando no desenvolvimento de seu TCC. Wellington realizou uma extensa pesquisa sobre a hist\u00f3ria do jornalismo em quadrinhos, indo atr\u00e1s de refer\u00eancias como Joe Sacco, considerado o pioneiro na pr\u00e1tica: <em>\u201cEle \u00e9 o primeiro jornalista que assina um material como jornalismo em quadrinhos de forma oficial. Ele fala sobre pautas marginais, como a guerra, a prostitui\u00e7\u00e3o e o aborto, o que muito me inspirou.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"552\" height=\"554\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2690\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem1.png 552w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem1-300x300.png 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem1-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 552px) 100vw, 552px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Livro Jornalismo em Quadrinhos, Entre o Lead e a Narrativa Gr\u00e1fica &#8211; Foto: Wellington Torres<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O TCC de Wellington foi dividido em duas partes principais: uma monografia te\u00f3rica, onde ele analisou o contexto hist\u00f3rico e a relev\u00e2ncia do formato, e um livro-reportagem pr\u00e1tico. Para a segunda parte, ele entrevistou produtores e jornalistas que atuam no segmento, buscando entender as motiva\u00e7\u00f5es e desafios dessa abordagem. O projeto foi al\u00e9m da simples an\u00e1lise de reportagens j\u00e1 existentes: <em>\u201cEu n\u00e3o queria s\u00f3 analisar reportagens&#8230; Eu queria entender o processo, como ele foi constru\u00eddo e quais eram as motiva\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s do trabalho.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Embora Wellington n\u00e3o se considerasse um ilustrador profissional, ele decidiu incluir duas p\u00e1ginas desenhadas por ele pr\u00f3prio no projeto final. A sugest\u00e3o veio da professora Mara, que o incentivou a dar um toque pessoal ao livro: <em>\u201cEu j\u00e1 havia rabiscado algo, mas n\u00e3o era o planejado&#8230; Essas p\u00e1ginas acabaram sendo a cereja do bolo, uma forma de aproximar ainda mais o leitor da obra.\u201d<\/em> Essas ilustra\u00e7\u00f5es serviram como uma introdu\u00e7\u00e3o ao livro, oferecendo ao p\u00fablico um convite visual para mergulhar na leitura.<\/p>\n\n\n\n<p>Wellington tamb\u00e9m destacou o potencial dos quadrinhos como ferramenta educacional, capaz de abordar quest\u00f5es sociais complexas de forma acess\u00edvel. Ele acreditava que, ao transformar reportagens em hist\u00f3rias visuais, era poss\u00edvel alcan\u00e7ar p\u00fablicos mais amplos e criar maior empatia pelas causas retratadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s concluir o projeto, Wellington lan\u00e7ou o livro na plataforma Amazon, no formato de ebook, acreditando que esse meio digital complementava a proposta inovadora de seu trabalho: <em>\u201cEu lancei ele pela Amazon&#8230; N\u00e3o pensei em lan\u00e7ar ele f\u00edsico, mesmo preferindo livros f\u00edsicos, mas isso casou bem com a ideia do projeto.\u201d<\/em> O livro foi bem recebido e refor\u00e7ou a import\u00e2ncia de explorar novas formas de se fazer jornalismo, algo que Wellington continua a aplicar em sua vida profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do TCC, ele se especializou em M\u00eddia, Informa\u00e7\u00e3o e Cultura pelo CELACC-USP, onde desenvolveu novas pesquisas voltadas para formatos alternativos de jornalismo. Em um de seus trabalhos mais recentes, Wellington explorou o uso de memes no jornalismo, discutindo como essa linguagem, t\u00e3o presente nas redes sociais, pode ser adaptada para narrativas jornal\u00edsticas: <em>\u201cNo meu artigo final, falei sobre o uso dos memes&#8230; Como essa linguagem, hoje t\u00e3o difundida, pode ser utilizada dentro do jornalismo e at\u00e9 servir de base para uma fonte, dependendo de como responde ao lide.\u201d<\/em> Sua pesquisa continua a buscar formas criativas de adaptar o jornalismo \u00e0s novas din\u00e2micas de consumo de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>Considera\u00e7\u00f5es da Professora Mara<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A professora Mara, que orientou Wellington durante todo o processo, refor\u00e7ou a import\u00e2ncia do projeto e a dedica\u00e7\u00e3o do aluno ao explorar esse novo formato de jornalismo. Segundo ela:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O livro do Wellington Torres traz experi\u00eancias de jornalistas que produzem jornalismo em quadrinhos e a forma como ele escreveu essas hist\u00f3rias tamb\u00e9m \u00e9 muito especial. Ele testou o livro, por assim dizer, antes de entregar o TCC. Ele pediu para algumas pessoas com o perfil do p\u00fablico-alvo ler o livro, mas na presen\u00e7a dele. Ele queria ver a rea\u00e7\u00e3o dessas pessoas para ter certeza de que tinha um produto adequado. Essa foi uma sacada dele e deu certo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Onde Est\u00e1 Luara?<\/strong> <strong>Podcast aborda crime contra mulher trans e contribui para a condena\u00e7\u00e3o do assassino<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nicole Annunciato<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rodrigo Andrade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Kally Momesso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"244\" height=\"244\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2691\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem2.png 244w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem2-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 244px) 100vw, 244px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Capa Podcast Onde Est\u00e1 Luara &#8211; Foto: Nicole Annunciato<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em agosto de 2020, o desaparecimento e assassinato de Luara, uma mulher trans, em Mairinque, interior de S\u00e3o Paulo, se tornou o tema central do podcast Onde Est\u00e1 Luara, produzido por Nicole, Rodrigo e Kally. O projeto surgiu da cobertura jornal\u00edstica que os tr\u00eas realizavam no G1 e Cruzeiro do Sul durante o acompanhamento do caso, o que motivou a equipe a homenagear Luara atrav\u00e9s do podcast, al\u00e9m de trazer \u00e0 tona quest\u00f5es relacionadas \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o da comunidade trans no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Nicole explica que o processo de produ\u00e7\u00e3o envolveu um levantamento detalhado de informa\u00e7\u00f5es, incluindo dados de um dossi\u00ea sobre a viol\u00eancia contra pessoas trans no Brasil, pa\u00eds com a maior taxa de assassinatos de pessoas trans no mundo. Al\u00e9m de entrevistar profissionais sobre o tema, eles conversaram com vereadores de Mairinque, como Emily, amiga de Luara, que tinha projetos voltados para a prote\u00e7\u00e3o da comunidade LGBTQ+ na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Fomos a Mairinque e passamos o dia inteiro entrevistando pessoas como o pai de Luara e a vereadora Emily. Acho que o maior desafio foi condensar todo o material em epis\u00f3dios curtos, pois t\u00ednhamos muitas informa\u00e7\u00f5es e quer\u00edamos ser cuidadosos ao tratar de um assunto t\u00e3o sens\u00edvel&#8221;, conta Nicole.<\/p>\n\n\n\n<p>O podcast tamb\u00e9m foi relevante no desenvolvimento do caso. Dois anos ap\u00f3s o crime, em 2022, o julgamento do assassino de Luara resultou em sua condena\u00e7\u00e3o a 14 anos de pris\u00e3o. Durante o julgamento, o promotor utilizou os primeiros epis\u00f3dios do podcast como parte da sustenta\u00e7\u00e3o de sua acusa\u00e7\u00e3o, o que evidenciou o impacto direto que o trabalho do grupo teve no desenrolar da justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Nicole menciona que a produ\u00e7\u00e3o do podcast foi mais que um simples TCC: &#8220;Foi uma promessa que fizemos na banca, de que levar\u00edamos o projeto adiante. Tenho muito orgulho disso, foi o trabalho mais importante que j\u00e1 fiz.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O nome do podcast faz refer\u00eancia \u00e0 hashtag #OndeEst\u00e1Luara, que circulava no Twitter na \u00e9poca de seu desaparecimento. Al\u00e9m disso, os t\u00edtulos dos epis\u00f3dios formam um poema escrito pelo pai de Luara, transformando o podcast em uma homenagem sens\u00edvel e profunda \u00e0 vida dela.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es da Professora Mara<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O podcast Onde Est\u00e1 Luara \u00e9 uma experi\u00eancia pioneira no curso porque a proposta era contar uma hist\u00f3ria que n\u00e3o cabia no tempo m\u00e1ximo do regulamento dos TCCs em Jornalismo. O grupo optou por apresentar um projeto em produ\u00e7\u00e3o, ou seja, a banca avaliou dois dos cinco epis\u00f3dios que comp\u00f5em a s\u00e9rie completa. Essa foi a alternativa escolhida porque a hist\u00f3ria precisava de mais tempo, e eles realmente queriam trabalhar no material de forma adequada. O resultado foi t\u00e3o bom que os quatro primeiros epis\u00f3dios foram usados pelo promotor no julgamento do assassino de Luara.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nas Margens da Hist\u00f3ria: A Vida e o Legado de Jorge Narciso em \u2018Um Mestre Sala nos Mares Sociais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rafael Filho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro TCC de Jornalismo escolhido para esta reportagem \u00e9 o de Rafael Filho, intitulado &#8220;Um Mestre Sala nos Mares Sociais&#8221;. Este livro-reportagem aborda a trajet\u00f3ria de Jorge Narciso de Matos, uma figura not\u00e1vel em diversos setores da sociedade sorocabana, que mesmo diante de um cen\u00e1rio de racismo e repress\u00e3o durante a ditadura militar, ascendeu e transformou sua comunidade. Jorge foi presidente ou at\u00e9 mesmo fundador de institui\u00e7\u00f5es como o Nucab, INSS, Rotary Clube, Academia Sorocabana de Letras, Uniso, entre outras, sempre com o objetivo de ajudar o pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>A sinopse do livro nos apresenta esse homem como algu\u00e9m que, desde cedo, superou grandes desafios sociais: de engraxate na pra\u00e7a da matriz de Sorocaba\/SP, ele navegou pelos mares da sociedade sorocabana, conquistando espa\u00e7os e se dedicando a causas que promoviam a inclus\u00e3o e a igualdade. Em uma cidade que, historicamente, ofereceu poucas oportunidades para a popula\u00e7\u00e3o negra, a hist\u00f3ria de Jorge Narciso destaca a qu\u00e3o significativa foi sua contribui\u00e7\u00e3o para Sorocaba e, especialmente, para o movimento negro.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a entrevista com Rafael, foi evidente que o tema da invisibilidade da figura negra foi central em sua pesquisa. Ele revela como a ideia do livro nasceu de uma sequ\u00eancia de encontros com o nome de Jorge, desde os estudos sobre africanidade na imprensa sorocabana at\u00e9 o momento em que ele decidiu focar seu TCC nesse personagem espec\u00edfico. Rafael conta que o ponto de virada ocorreu quando ele se reuniu com a professora Mara, que percebeu que a paix\u00e3o dele pelo projeto s\u00f3 se manifestaria com mais for\u00e7a ao explorar a vida de Jorge Narciso: &#8220;Falei \u2018ah, eu tenho um personagem aqui, o Jorge Narciso\u2019&#8230; Ela respondeu: \u2018Por que voc\u00ea n\u00e3o faz a reportagem s\u00f3 dele?\u2019&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A busca por informa\u00e7\u00f5es foi desafiadora, especialmente pela falta de reconhecimento formal de Jorge nas institui\u00e7\u00f5es onde ele atuou. Rafael enfrentou dificuldades em conseguir dados de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, como a FUNDEC, onde Jorge foi presidente. A invisibilidade de Jorge, como figura hist\u00f3rica, reflete o apagamento cont\u00ednuo da mem\u00f3ria negra em Sorocaba, e Rafael destaca o quanto isso impacta a preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria: &#8220;A mem\u00f3ria precisa ser criada, a hist\u00f3ria precisa ser contada, ela precisa ser mantida&#8230; nossa ancestralidade tem que ser continuada.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O livro n\u00e3o apenas narra a vida de um homem, mas tamb\u00e9m evidencia a luta contra o apagamento hist\u00f3rico que as figuras negras sofrem. A pesquisa de Rafael demonstra que, apesar de Jorge ter fundado ou sido parte de institui\u00e7\u00f5es importantes, seu nome e sua contribui\u00e7\u00e3o continuam sendo minimizados ou esquecidos, enquanto outras figuras locais recebem maior visibilidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"567\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2692\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem3.png 425w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem3-225x300.png 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rafael Filho com o seu Livro impresso &#8211; Foto: Jo\u00e3o Pedro Gon\u00e7alves<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A obra de Rafael Filho sobre Jorge Narciso de Matos tamb\u00e9m nos permite uma reflex\u00e3o mais ampla sobre o conceito de necropol\u00edtica, um termo introduzido pelo fil\u00f3sofo camaron\u00eas Achille Mbembe. A necropol\u00edtica, em ess\u00eancia, descreve como o poder soberano decide quem pode viver e quem pode morrer, destacando a maneira como certos corpos, principalmente os negros, s\u00e3o continuamente expostos \u00e0 morte ou \u00e0 exclus\u00e3o social. Quando olhamos para a trajet\u00f3ria de figuras como Jorge, \u00e9 evidente que, mesmo aqueles que conseguiram se destacar socialmente enfrentam, de maneira simb\u00f3lica ou literal, os efeitos dessa pol\u00edtica de morte e apagamento hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>O apagamento e a invisibilidade das figuras negras n\u00e3o acontecem por acaso; s\u00e3o parte de uma estrutura que controla n\u00e3o apenas quem \u00e9 lembrado, mas tamb\u00e9m como a mem\u00f3ria \u00e9 preservada. O fato de Jorge Narciso de Matos, mesmo tendo sido um l\u00edder em v\u00e1rias frentes, ser amplamente desconhecido ou ignorado, \u00e9 um reflexo claro de como a necropol\u00edtica se manifesta. N\u00e3o se trata apenas de quem \u00e9 diretamente assassinado ou marginalizado, mas tamb\u00e9m de quem tem o direito de existir plenamente, de ser reconhecido como protagonista de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro desse contexto, a invisibilidade de Jorge representa mais do que uma simples omiss\u00e3o hist\u00f3rica \u2014 \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de como a popula\u00e7\u00e3o negra em Sorocaba (e no Brasil como um todo) foi e continua sendo sistematicamente exclu\u00edda das narrativas oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>A mem\u00f3ria, nesse caso, torna-se um campo de batalha: ao documentar e narrar a hist\u00f3ria de Jorge, Rafael luta contra o poder que define quem merece ser lembrado e quem \u00e9 condenado ao esquecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A marginaliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra, atrav\u00e9s de pol\u00edticas estatais, educacionais e culturais, refor\u00e7a a invisibilidade dessas hist\u00f3rias, contribuindo para a manuten\u00e7\u00e3o de um sistema em que poucos t\u00eam o direito \u00e0 mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, o TCC de Rafael Filho sobre Jorge Narciso n\u00e3o \u00e9 apenas uma biografia de um l\u00edder comunit\u00e1rio. Ele tamb\u00e9m \u00e9 um manifesto contra o esquecimento, uma den\u00fancia sobre a forma como a necropol\u00edtica se infiltra em cada aspecto da vida de pessoas negras, decidindo n\u00e3o apenas sobre a morte f\u00edsica, mas tamb\u00e9m sobre a morte simb\u00f3lica daqueles que n\u00e3o t\u00eam seus nomes registrados na hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Gay Talese, em seu ic\u00f4nico perfil &#8220;Frank Sinatra est\u00e1 resfriado&#8221;, nos mostra como \u00e9 poss\u00edvel criar uma narrativa rica e envolvente sem a presen\u00e7a direta do biografado. Assim como Rafael Filho construiu a trajet\u00f3ria de Jorge Narciso de Matos a partir de entrevistas e documentos, Talese tamb\u00e9m precisou contar a hist\u00f3ria de Sinatra com base em observa\u00e7\u00f5es perif\u00e9ricas e relatos de pessoas ao redor do astro, o que conferiu \u00e0 sua escrita uma profundidade \u00fanica, mesmo sem o contato pessoal com Sinatra.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>Considera\u00e7\u00f5es da professora Mara<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O TCC de Rafael Filho, segundo a professora Mara, cumpre um papel vital na recupera\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria negra, tanto em Sorocaba quanto no cen\u00e1rio nacional. Ela ressalta a relev\u00e2ncia do trabalho para a comunidade acad\u00eamica e para a sociedade em geral:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO TCC do Rafael tem uma relev\u00e2ncia que vai do \u00e2mbito local ao nacional porque ele chega na proposta do projeto experimental depois de analisar a aus\u00eancia das africanidades na cobertura da imprensa sorocabana, ele analisou o jornal Cruzeiro do Sul. Ent\u00e3o ele usa o TCC como um espa\u00e7o de contribui\u00e7\u00e3o para falar de pessoas, acontecimentos e datas ligados ao movimento negro e \u00e0s pessoas negras da cidade. Mas o Jorge Narciso, perfilado no livro do Rafael, \u00e9 uma figura importante para a pr\u00f3pria Uniso. Ent\u00e3o vejo um trabalho que alcan\u00e7a tudo que se espera de um projeto de jornalismo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>Estrat\u00e9gia Publicit\u00e1ria de Impacto: Ciclonel e o Rebranding do Mercado<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Eduardo Valentim Gomes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Francisco Franchin Pinto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Isabela Machado Benevenute<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Joel de Souza Junior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pedro Henrique Maia Sanchez<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vitor Augusto Peres Ramos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (TCC) de Publicidade e Propaganda que vamos abordar \u00e9 o projeto desenvolvido por Eduardo Valentim e seu grupo, voltado para a empresa Ciclonel, um Bike Shop familiar com sede em Votorantim e uma nova loja em Sorocaba. O objetivo do TCC era criar um plano de comunica\u00e7\u00e3o completo, utilizando um or\u00e7amento fict\u00edcio de R$ 100.000, para reposicionar a marca e impulsionar seu crescimento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"602\" height=\"401\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2693\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem4.png 602w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem4-300x200.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Eduardo e todo o seu grupo de TCC &#8211; Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A escolha da Ciclonel como cliente n\u00e3o foi por acaso. Eduardo e sua equipe queriam trabalhar com uma empresa de pequeno ou m\u00e9dio porte que estivesse enfrentando desafios no mercado, mas que tamb\u00e9m tivesse um impacto social em Sorocaba e regi\u00e3o. \u201cPensamos em uma empresa que j\u00e1 estivesse atuando no mercado e que estivesse encontrando dificuldades em \u2018evoluir\u2019\u201d, explica Eduardo.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dessa premissa, o grupo conduziu uma pesquisa detalhada sobre o mercado de ciclismo de alta performance, realizando visitas \u00e0 empresa, participa\u00e7\u00f5es em eventos cicl\u00edsticos e encontros para discuss\u00e3o na biblioteca da UNISO. O processo de pesquisa foi intenso e revelou o potencial da Ciclonel. \u201cO contato com o cliente foi sempre bem realizado, com pouqu\u00edssimos ru\u00eddos e de grande parceria\u201d, comenta Eduardo.<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais desafios enfrentados pelo grupo foi gerenciar a equipe e lidar com os altos e baixos naturais de um projeto de longa dura\u00e7\u00e3o. \u201cO grande desafio foi trazer a consci\u00eancia de que o trabalho era de extrema import\u00e2ncia para n\u00f3s e para o cliente\u201d, reflete Eduardo. O processo de orienta\u00e7\u00e3o, que ocorria semanalmente, ajudou a alinhar as expectativas e ajustar o projeto conforme necess\u00e1rio, sem perder o foco nos objetivos centrais.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a execu\u00e7\u00e3o do TCC, o grupo analisou os 4 P\u2019s (Pre\u00e7o, Pra\u00e7a, Produto e Promo\u00e7\u00e3o) para entender melhor a situa\u00e7\u00e3o da Ciclonel no mercado. Com base nessa an\u00e1lise, decidiram realizar o rebranding da marca, reposicionando-a com um novo visual e estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o direcionadas, especialmente nas m\u00eddias mais relevantes.<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O feedback final foi extremamente positivo, tanto dos professores quanto do cliente. Eduardo destaca o orgulho de ter conclu\u00eddo um trabalho que trouxe resultados reais e concretos para a empresa, al\u00e9m de agregar valor \u00e0 trajet\u00f3ria do grupo. \u201cFoi uma oportunidade \u00fanica de trazer para a fam\u00edlia dona do empreendimento o resultado do trabalho, reafirmando a miss\u00e3o, vis\u00e3o e valores da empresa que busca prosperar ainda mais\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>O TCC proporcionou uma experi\u00eancia valiosa, dando aos alunos a oportunidade de vivenciar o processo completo de desenvolvimento de uma campanha publicit\u00e1ria, desde o briefing inicial at\u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o final e presta\u00e7\u00e3o de contas. Essa viv\u00eancia pr\u00e1tica permitiu que eles compreendessem a complexidade e as responsabilidades da profiss\u00e3o, al\u00e9m de fortalecer suas habilidades de planejamento estrat\u00e9gico, comunica\u00e7\u00e3o e trabalho em equipe.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es do Professor Bruno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO projeto criado pela Ag\u00eancia Braza para a Ciclonel Bike Shop captou a ess\u00eancia do ciclista, o grupo foi fez um excelente esfor\u00e7o de levantamento de dados secund\u00e1rios que foi complementado com uma primorosa pesquisa prim\u00e1ria, que somadas contribu\u00edram para construir, primeiro, um belo redesign de marca somado a um conceito de campanha muito adequado, para uma loja de bicicletas em ascens\u00e3o na cidade de Votorantim. O grupo soube aproveitar o bum de novos ciclistas al\u00e9m de explorarem muito bem a ideia de comunidade em torno do esporte, algo que ficou evidenciado na entrega audiovisual.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jo\u00e3o Pedro de Andrade Gon\u00e7alves (Ag\u00eancia Focas &#8211; Jornalismo da Uniso) Nos \u00faltimos 30 anos, os cursos de comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-2689","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2689","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2689"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2689\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2694,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2689\/revisions\/2694"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2689"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}