{"id":2734,"date":"2025-02-17T11:27:10","date_gmt":"2025-02-17T14:27:10","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=2734"},"modified":"2025-02-17T11:27:10","modified_gmt":"2025-02-17T14:27:10","slug":"uniso-internacional-a-comunicacao-que-atravessa-fronteiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/02\/17\/uniso-internacional-a-comunicacao-que-atravessa-fronteiras\/","title":{"rendered":"Uniso Internacional \u2013 a comunica\u00e7\u00e3o que atravessa fronteiras"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Samyra Alves (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo da Uniso) \u2013 <strong><em>S\u00e9rie De repente 30<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Jap\u00e3o, Chile e Bol\u00edvia, lugares t\u00e3o distantes, mas que est\u00e3o presentes na hist\u00f3ria dos cursos de comunica\u00e7\u00e3o da Uniso e que marcaram a vida de alguns alunos que j\u00e1 sa\u00edram da faculdade, mas sempre estar\u00e3o ligados a ela.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"774\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-2-1024x774.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2739\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-2-1024x774.jpeg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-2-300x227.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-2-768x581.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-2.jpeg 1123w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">P\u00e1gina do livro Projeto Hibakusha &#8211; Foto de reprodu\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Neste m\u00eas a Uniso celebra os 30 anos dos cursos de Comunica\u00e7\u00e3o e \u00e9 poss\u00edvel imaginar quantas hist\u00f3rias aconteceram neste lugar, quantas pessoas caminharam pelos corredores com os olhos brilhando de ansiedade e expectativas para o futuro enquanto acompanhavam as evolu\u00e7\u00f5es dos cursos e aos poucos se despediam para dar espa\u00e7o aos novos alunos que entravam com a mesma \u00e2nsia de aprendizado que um dia eles tiveram.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembrar de tudo isso \u00e9 muito nost\u00e1lgico, mas ao mesmo tempo percebemos que n\u00e3o conhecemos tanto quanto dever\u00edamos a respeito da hist\u00f3ria dos cursos, ent\u00e3o vamos embarcar nesta jornada, voltar para o passado e acompanhar as hist\u00f3rias de alunos que levaram um pedacinho da faculdade para outros lugares do mundo e trouxeram materiais incr\u00edveis para dentro da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa primeira parada ser\u00e1 na Bol\u00edvia, lugar em que o ex-aluno de jornalismo e professor dos cursos de comunica\u00e7\u00e3o, Marcel Stefano de 48 anos esteve a 26 anos atr\u00e1s, explorando e mergulhando em cavernas, descobrindo fosseis e vivendo uma das melhores experi\u00eancias de sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcel tinha apenas 23 anos quando foi convidado pela ONG europeia chamada Akakor, que \u00e9 conhecida por realizar expedi\u00e7\u00f5es pelo mundo, para os acompanhar em uma expedi\u00e7\u00e3o de cavernas em uma pequena cidade chamada Torotoro na Bol\u00edvia durante 20 dias, sendo 5 de viagem e 15 de explora\u00e7\u00e3o. Ele j\u00e1 tinha experi\u00eancia com a atividade pois explorava as cavernas no Parque Estadual Tur\u00edstico do Alto Ribeira, tamb\u00e9m conhecido como Petar, localizado em Iporanga e aceitou o convite.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da viagem acontecer foi necess\u00e1rio conversar com os professores a respeito da aus\u00eancia, pois a expedi\u00e7\u00e3o aconteceria em agosto, m\u00eas de aulas letivas e conseguiu se organizar para que seu desempenho acad\u00eamico n\u00e3o fosse prejudicado durante este per\u00edodo. A faculdade fez o empr\u00e9stimo de uma c\u00e2mera, flash e alguns rolos de filmes, por\u00e9m todo o custo da viagem, hospedagem e alimenta\u00e7\u00e3o ficou sobre responsabilidade de Marcel.<\/p>\n\n\n\n<p>A cidade de Torotoro fica a 3.800 metros acima do n\u00edvel mar, tornando imposs\u00edvel o cozimento de alguns alimentos, entre eles o p\u00e3o e o feij\u00e3o. A alimenta\u00e7\u00e3o se limitava a um p\u00e3o sem fermento que se tornava duro ao passar do dia, mas que era a \u00fanica op\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel para matar a fome, por\u00e9m sua maior dificuldade foi em rela\u00e7\u00e3o a falta de \u00e1gua quente para banho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"689\" height=\"1024\" data-id=\"2736\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-689x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2736\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-689x1024.jpeg 689w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-202x300.jpeg 202w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05.jpeg 741w\" sizes=\"auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Marcel Stefano em montanha na cidade de Torotoro &#8211; Foto: Acervo pessoal de Marcel Stefano<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Ao retornar para o Brasil, Marcel passou a valorizar mais as pequenas coisas, refletindo sobre a vida em uma cidade que n\u00e3o possui tantos benef\u00edcios e estruturas consideradas b\u00e1sicas, relembrando que as ruas eram utilizadas como mercados, carnes eram expostas a c\u00e9u aberto e as pessoas utilizavam as ruas como banheiros \u201cCausa estranhamento, mas n\u00e3o podemos julgar. \u00c9 cultural\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando paramos para avaliar as quest\u00f5es culturais ficamos surpresos como cada pessoa \u00e9 diferente podendo ter olhares e opini\u00f5es divergentes para a mesma coisa, tudo depende do ambiente que a pessoa nasce, os recursos que s\u00e3o oferecidos, a sociedade que ela \u00e9 inserida e as condi\u00e7\u00f5es que s\u00e3o impostas.<\/p>\n\n\n\n<p>O olhar aventureiro de Marcel n\u00e3o o levou apenas a viver uma experi\u00eancia impressionante, mas tamb\u00e9m a desenvolver o primeiro livro de jornalismo cient\u00edfico a ser apresentado como TCC na universidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s voltar, ele se dedicou a terminar seu livro, j\u00e1 que durante a expedi\u00e7\u00e3o anotou os eventos e reteve as informa\u00e7\u00f5es essenciais para focar na escrita ao retornar.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia e todo o conhecimento adquiridos na viagem foram insubstitu\u00edveis. A viv\u00eancia foi registrada em seu livro, intitulado \u201cHumajalanta 98\u201d, refletindo sua hist\u00f3ria de forma pessoal \u201cO TCC tem que ser algo pessoal, algo seu,\u201d enfatiza Marcel, ressaltando que n\u00e3o h\u00e1 certo ou errado, mas sim a experi\u00eancia de quem viveu e presenciou.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o livro nunca tenha sido divulgado externamente, os la\u00e7os criados foram t\u00e3o fortes que ele mant\u00e9m contato com algumas pessoas da equipe de explora\u00e7\u00e3o at\u00e9 os dias atuais de 2024. A paix\u00e3o pela experi\u00eancia foi t\u00e3o grande que em 1999, Marcel explorou uma caverna na Isl\u00e2ndia e, em 2000, retornou \u00e0 Bol\u00edvia para mergulhar no lago Titicaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando pensamos em TCC o cora\u00e7\u00e3o dispara e o pensamento de \u201cSer\u00e1 que sou capaz?\u201d invade a cabe\u00e7a de todos os alunos, mas para o explorador o TCC deve ser baseado em algo que voc\u00ea goste e que reflita sua ess\u00eancia, permitindo a produ\u00e7\u00e3o de algo significativo, agregando os ensinamentos adquiridos ao longo dos anos na faculdade. Essa liberdade, segundo ele, \u00e9 rara no mercado de trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"674\" height=\"496\" data-id=\"2735\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2735\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-1.jpeg 674w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-1-300x221.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Marcel Stefano reunido com a sua equipe de explora\u00e7\u00e3o- Foto: Acervo pessoal de Marcel Stefano<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>De volta a nossa linha do tempo vamos para 2016, acompanhar Vanessa Nunes, uma ex-aluna do curso de jornalismo da Uniso em seu interc\u00e2mbio para o Chile.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazer interc\u00e2mbio \u00e9 o sonho de muitos jovens n\u00e3o apenas do Brasil, mas pa\u00eds a fora tamb\u00e9m e poder realizar esse sonho \u00e9 m\u00e1gico e Vanessa sabe o quanto essa oportunidade foi gratificante e \u00fanica na sua vida, por mais que o desejo do sonho Americano tenha ficado para uma pr\u00f3xima.<\/p>\n\n\n\n<p>As faculdades dos Estados Unidos eram muito caras, ent\u00e3o optou por pa\u00edses mais pr\u00f3ximos do Brasil j\u00e1 que os custos eram mais acess\u00edveis. A Uniso arcava com os custos acad\u00eamicos, mas n\u00e3o cobria moradia ou necessidades pessoais, como alimenta\u00e7\u00e3o, ficando a cargo do aluno lidar com essas quest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a divulga\u00e7\u00e3o do programa de interc\u00e2mbio n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o forte, mas em 2016 havia mais facilidade, permitindo conversas diretas com os respons\u00e1veis e coordenadores do curso para analisar quais disciplinas poderiam ser validadas no Brasil ao retornar. Vanessa expressou sua gratid\u00e3o \u00e0 coordenadora, Andr\u00e9a Sanhudo, que a ajudou a organizar e planejar seu plano de estudos no exterior, oferecendo dicas sobre as mat\u00e9rias e suporte para garantir uma experi\u00eancia enriquecedora. A prova para aprova\u00e7\u00e3o no programa foi desafiadora contando com 30 quest\u00f5es e uma reda\u00e7\u00e3o extensa.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando passamos uma noite fora de casa j\u00e1 ficamos ansiosos pensando se tudo que precisamos estar\u00e1 conosco durante a noite, mas ficar mais tempo que isso exige uma prepara\u00e7\u00e3o e um planejamento maior e melhor estruturado.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante os seis que passou no Chile sua renda foi equivalente a R$ 1.300 por m\u00eas, sendo o suficiente para viver, por\u00e9m o desafio de dividir moradia e alimenta\u00e7\u00e3o com outras meninas exigia mais organiza\u00e7\u00e3o do que lidar com a sua pr\u00f3pria quest\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.06-1024x576.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2737\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.06-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.06-300x169.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.06-768x432.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.06-1536x864.jpeg 1536w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.06.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"> Vanessa Nunes em frente a museu do Chile &#8211; Foto: Acervo pessoal Vanessa Nunes<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia foi um grande amadurecimento, mas \u00e9 importante ir preparado para lidar com as novas situa\u00e7\u00f5es, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 a rede de apoio familiar \u00e0 qual estamos acostumados. Aprender a se comunicar e conviver com os outros, al\u00e9m de compartilhar experi\u00eancias, transformou sua viv\u00eancia em uma das melhores lembran\u00e7as do interc\u00e2mbio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTudo deve ter planejamento,\u201d afirma Vanessa, ressaltando que n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de decidir ir e deixar a vida fluir, como muitos estudantes fazem. \u00c9 necess\u00e1rio organizar despesas, sal\u00e1rio, moradia e sa\u00fade, al\u00e9m de ter condi\u00e7\u00f5es para se concentrar nas aulas, j\u00e1 que o ambiente diferente pode causar um choque inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a experi\u00eancia tenha sido maravilhosa, nem tudo foi f\u00e1cil. \u201cOs primeiros dois meses foram os mais dif\u00edceis,\u201d relembra Nunes, ao falar sobre a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova rotina de alimenta\u00e7\u00e3o, estudos e conviv\u00eancia, especialmente com suas colegas de moradia, que tinham uma organiza\u00e7\u00e3o diferente. Foi preciso entender e aceitar as diferen\u00e7as culturais, al\u00e9m de dialogar e chegar a acordos para uma boa conviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Novamente estamos frente a frente com quest\u00f5es culturais, mas n\u00e3o paramos por a\u00ed, fazendo uma \u00faltima parada em 2020, ano que o livro intitulado \u201cProjeto Hibakusha\u201d escrito pelo professor dos cursos de comunica\u00e7\u00e3o e doutorado, Guilherme Profeta e ilustrado pela Ligia Zanella, foi publicado contando a hist\u00f3ria dos sobreviventes das bombas de Hiroshima e Nagasaki.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"784\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-3-1024x784.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2738\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-3-1024x784.jpeg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-3-300x230.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-3-768x588.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-3-1536x1176.jpeg 1536w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/WhatsApp-Image-2025-02-17-at-11.11.05-3.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">P\u00e1gina do livro Projeto Hibakusha &#8211; Foto por Samyra Alves<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A obra escrita pelo professor \u00e9 um livro-reportagem em quadrinhos, trazendo algumas hist\u00f3rias sobre os sobreviventes de uma das maiores barb\u00e1ries que o mundo j\u00e1 presenciou, escrevendo que \u201ca hist\u00f3ria da bomba at\u00f4mica \u00e9 tamb\u00e9m a minha hist\u00f3ria\u201d e como falamos sobre os efeitos dos textos sobre os leitores, mas n\u00e3o falamos sobre os efeitos em n\u00f3s mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia de ler o livro \u00e9 surreal, nos teletransportado para os momentos e sentindo a ang\u00fastia daqueles que viveram, sobreviveram e que querem que suas vozes sejam ouvidas, pois sobreviver n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de felicidade ou paz, pois os impactos dos acontecimentos daquele dia os perseguiriam durante a vida toda, n\u00e3o apenas eles, mas aos seus entes queridos tamb\u00e9m, trazendo a mensagem que n\u00e3o devemos nos esquecer e nem deixar a hist\u00f3ria morrer.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro-reportagem em quadrinho \u00e9 uma \u00f3tima forma de mostrar para o leitor, n\u00e3o apenas por palavras, mas por imagens, o ambiente que os di\u00e1logos e a\u00e7\u00f5es se passam.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro de 2019, o avi\u00e3o em que o professor Guilherme Profeta estava chegou ao Jap\u00e3o e em janeiro de 2020 ele estava parado na entrada de Hiroshima observando o local totalmente reconstruindo, por\u00e9m com as lembran\u00e7as dos acontecimentos passados enraizados em sua hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O Museu Memorial da Paz e o Monumento das Crian\u00e7as pela Paz foi visitado pelo professor que observou de perto o que at\u00e9 ent\u00e3o s\u00f3 tinha ouvido como relato de seus entrevistados.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada pessoa lida com o acontecimento de uma forma diferente, por\u00e9m para Guilherme era dif\u00edcil ver os dias atuais sem lembrar da tragedia, pensando o quanto tudo aquilo era irreal, at\u00e9 ter sua \u00faltima entrevista, a com a morte, percebendo que a vida sempre persiste e persistir\u00e1, que a tragedia que levou a vida de muitos n\u00e3o destruiu a vida, pois Hiroshima se tornou uma hist\u00f3ria de resili\u00eancia a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Profeta voltou ao Brasil determinado a fazer com que as vozes das pessoas que passaram por tamanha viol\u00eancia sejam escutadas, que a hist\u00f3ria n\u00e3o seja esquecida e que n\u00e3o se repita.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro est\u00e1 dispon\u00edvel apenas para ser emprestado na biblioteca da Uniso em formato f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa viagem no tempo e a locais diferentes pelo mundo se encerram aqui, mas as hist\u00f3rias n\u00e3o acabam com um ponto final, ainda existem muitas outras hist\u00f3rias presentes nestes 30 anos e muitas que ainda est\u00e3o por vir, j\u00e1 que a vida n\u00e3o para e as oportunidades sempre aparecem, basta sabermos aproveitar e tirar o m\u00e1ximo de conhecimento que conseguirmos delas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Interc\u00e2mbio Uniso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es obtidas pela Assessoria de Rela\u00e7\u00f5es Nacionais e Internacionais (ARNI), apenas tr\u00eas alunos dos cursos de comunica\u00e7\u00e3o participaram do Programa de Mobilidade da Uniso, sendo dois de Publicidade e Propaganda e um de Jornalismo nos anos de 2013 a 2024. &nbsp;Em rela\u00e7\u00e3o aos outros cursos, 73 estudantes participaram do programa ao longo deste per\u00edodo de 30 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para participar do programa o primeiro requisito \u00e9 ter conhecimento sobre o idioma falado no pa\u00eds de origem, sendo comprovado atrav\u00e9s de provas de profici\u00eancia e cada institui\u00e7\u00e3o determina como se dar\u00e1 a aprova\u00e7\u00e3o do aluno e quais plataformas podem ser utilizadas. Alguns exemplos de plataformas utilizadas s\u00e3o TOEFL, IELTS, PTE ou Duolingo.<\/p>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo para se candidatar \u00e9 entre o segundo e o pen\u00faltimo semestre do curso, lembrando que o tempo m\u00e9dio para providenciar os documentos, tramitar os documentos junto \u00e0 institui\u00e7\u00e3o de Ensino estrangeira, solicitar visto de estudante, entre outras solicita\u00e7\u00f5es \u00e9 de aproximadamente seis meses, podendo participar do programa no tempo m\u00ednimo de um semestre e no m\u00e1ximo dois semestres.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uniso isenta os alunos do pagamento de mensalidades na institui\u00e7\u00e3o de origem e de destino durante o per\u00edodo em que estiver participando do programa, por\u00e9m o aluno ter\u00e1 que arcar com todos os custos referentes a alimenta\u00e7\u00e3o, passaporte, hospedagem e demais gastos.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns pa\u00edses que t\u00eam conv\u00eanio com a Uniso s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estados Unidos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pittsburg State University<\/p>\n\n\n\n<p>Mississippi College<\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00e9xico:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Universidade Aut\u00f3noma de Zacatecas<\/p>\n\n\n\n<p>Universidade Aut\u00f3noma de Ciudad Ju\u00e1rez<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Chile:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Universidade Mayor<\/p>\n\n\n\n<p>Universidade de Los Lagos<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Colombia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Universidade Externado de Colombia<\/p>\n\n\n\n<p>Universidade de Ibagu\u00e9<\/p>\n\n\n\n<p>Universidade Icesi<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Espanha:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Universidade de Virgo<\/p>\n\n\n\n<p>Universidade de Le\u00f3n<\/p>\n\n\n\n<p>Universidade de Sevilla<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portugal:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Universidade Nova de Lisboa<\/p>\n\n\n\n<p>Instituto Polit\u00e9cnico de Beja<\/p>\n\n\n\n<p>Universidade Fernando Pessoa<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alemanha:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Steinbeis University Berlin<\/p>\n\n\n\n<p>Alice-Salomon-Fachhochschule<\/p>\n\n\n\n<p><strong>It\u00e1lia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Universit\u00e0 Politecnica delle Marche<\/p>\n\n\n\n<p><strong>R\u00fassia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Voronezh State University<\/p>\n\n\n\n<p><strong>China:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Jiangxi Normal University<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mal\u00e1sia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>International University &amp; Colleges<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Samyra Alves (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo da Uniso) \u2013 S\u00e9rie De repente 30 Jap\u00e3o, Chile e Bol\u00edvia, lugares t\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-2734","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2734","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2734"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2734\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2740,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2734\/revisions\/2740"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2734"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2734"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2734"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}