{"id":3030,"date":"2025-04-24T11:20:25","date_gmt":"2025-04-24T14:20:25","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=3030"},"modified":"2025-04-24T11:20:26","modified_gmt":"2025-04-24T14:20:26","slug":"relicarios-casas-e-memorias-uma-entrevista-com-laura-mello-de-mattos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/04\/24\/relicarios-casas-e-memorias-uma-entrevista-com-laura-mello-de-mattos\/","title":{"rendered":"Relic\u00e1rios, Casas e Mem\u00f3rias: uma entrevista com Laura Mello de Mattos"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Gustavo Guebert (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<p>Com Laura Mello de Mattos, as fronteiras n\u00e3o est\u00e3o definidas. No laborat\u00f3rio de Moda da Uniso, curso do qual \u00e9 coordenadora, ela chega estampada da cabe\u00e7a aos p\u00e9s: blusa listrada, cal\u00e7a xadrez e sand\u00e1lias com estampa de vaca. Por\u00e9m, o toque pessoal de Laura, torna a composi\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica, cheia de personalidade e conforto. Ela \u00e9 uma pessoa acolhedora, e isso se reflete no seu trabalho, profundamente ligado \u00e0 afetividade e \u00e0 mem\u00f3ria. E \u00e9 justamente em busca de mem\u00f3rias e afetos que Laura, tanto a artista pl\u00e1stica quanto a acad\u00eamica, vai at\u00e9 Portugal para uma resid\u00eancia, uma imers\u00e3o na cultura portuguesa. Seus destinos incluir\u00e3o Lisboa e Caldas da Rainha, famosa pelos bordados em linho branco, sim\u00e9tricos e em fios dourados. A viagem, que durar\u00e1 dez dias, promete reverberar n\u00e3o s\u00f3 no trabalho art\u00edstico de Laura, mas tamb\u00e9m no curso de Moda da Uniso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> Como surgiu a ideia dessa resid\u00eancia em Portugal?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> Eu j\u00e1 mantenho contato com essa pessoa da resid\u00eancia h\u00e1 mais de um ano. Eu comecei a perceber que o meu trabalho de artista estava se comunicando com o meu trabalho acad\u00eamico, por meio da quest\u00e3o dos t\u00eaxteis, que t\u00eam uma forte presen\u00e7a dentro da minha consolida\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, que est\u00e1 ligada a pesquisas sobre tecnologia t\u00eaxtil e sustentabilidade. Mas, dentro da minha pesquisa de artista, veio um interesse nos t\u00eaxteis da casa e em pensar na casa como um grande relic\u00e1rio, onde guardamos emo\u00e7\u00f5es, mem\u00f3rias, afetos \u2013 e tamb\u00e9m desafetos \u2013 e que tem a fun\u00e7\u00e3o de organizar as nossas rotinas. Ent\u00e3o, comecei a buscar t\u00eaxteis do dom\u00e9stico e criar uma rela\u00e7\u00e3o com a moda, como numa s\u00e9rie minha que se chama \u201cVisto-me de Pintura\u201d, em que pego esses t\u00eaxteis e coloco como se fossem trajes, e trago tamb\u00e9m objetos da casa, como talheres, e tamb\u00e9m caracter\u00edsticas de espelhamento. Al\u00e9m disso, a resid\u00eancia surgiu como uma oportunidade de fazer um encontro de culturas, inclusive com a minha anterioridade, como descendente de portugueses que imigraram para o Rio Grande do Sul, que tem uma comunidade portuguesa dos A\u00e7ores, que preserva a cultura dos bordados, dos fazeres, das manualidades, algo que \u00e9 muito forte para mim.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas: <\/strong>Ent\u00e3o existe uma quest\u00e3o de mem\u00f3ria afetiva, de resgate familiar nessa resid\u00eancia?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> Sim, numa busca por resgatar elementos dessa casa, desse relic\u00e1rio e dessas mem\u00f3rias que, de alguma forma, me representam e que podem aparecer na minha produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> Voc\u00ea tem um olhar sens\u00edvel para as coisas triviais, como na s\u00e9rie sobre os banheiros, e agora na s\u00e9rie sobre as mesas com as toalhas e os talheres. Como podemos agu\u00e7ar nosso olhar para o banal, para o trivial? E como isso se comunica com a sua resid\u00eancia em Portugal?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> Tem uma dupla de artistas, Jeanne-Claude e Christo, que encapou edifica\u00e7\u00f5es importantes em diferentes locais do mundo para, justamente, destac\u00e1-las. No momento em que voc\u00ea cobre as coisas pelas quais voc\u00ea passa todos os dias, voc\u00ea nota que elas existem. E eu tento fazer isso, dar destaque a objetos ordin\u00e1rios, de uso cont\u00ednuo, que t\u00eam uma fun\u00e7\u00e3o organizadora nas nossas vidas, que nos d\u00e3o conforto. Eu os destaco para que eles sejam enaltecidos, porque n\u00f3s os banalizamos. Muitos desses objetos est\u00e3o ligados a fazeres femininos, e eu tenho a inten\u00e7\u00e3o de pacific\u00e1-los, de traz\u00ea-los n\u00e3o como um fardo feminino, mas de coloc\u00e1-los num lugar de conforto e mem\u00f3ria. E, quando eu vou para Portugal, a minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 buscar esses objetos ordin\u00e1rios daquele local, daquelas casas, ver o que pacifica e organiza as tradi\u00e7\u00f5es daquele lugar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> Voc\u00ea espera encontrar mais diferen\u00e7as ou mais semelhan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> Eu espero encontrar mem\u00f3rias. Mem\u00f3rias de coisas que as minhas av\u00f3s e tias me passavam e mostravam, que estavam muito fortes na cultura delas, e que eu fui deixando para tr\u00e1s. Ent\u00e3o, eu espero reencontr\u00e1-las nesses lugares. Reencontrar essas mulheres que me constitu\u00edram. Nas mesas, que s\u00e3o um grande lugar de encontro, nos bordados, nos objetos que pertencem \u00e0s afetividades das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> E onde exatamente se dar\u00e1 a resid\u00eancia?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> Em Lisboa e em Caldas da Rainha, que tem um bordado tradicional e hist\u00f3rico. Minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 trazer o aprendizado dessa pesquisa para a semana de moda da Uniso. Quero descobrir como inserir esse conhecimento nas nossas produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> Qual \u00e9 o papel do detalhe na arte, na moda e no seu trabalho?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> Eu penso que o detalhe traz um aprimoramento de t\u00e9cnica. Ele serve para que o artista torne vis\u00edvel o seu mundo de fic\u00e7\u00e3o invis\u00edvel. A preocupa\u00e7\u00e3o dos artistas que trazem uma \u00eanfase no detalhe est\u00e1 em tornar a fala cada vez menor, porque a obra fala por si s\u00f3, sem que se precise explic\u00e1-la, pois tudo est\u00e1 presente nos detalhes dessa imagem. Essa \u00e9 a minha maior inten\u00e7\u00e3o quando eu me preocupo com o detalhe no meu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> O que tem de \u00fanico nesse bordado espec\u00edfico que voc\u00ea vai estudar?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos: <\/strong>O que n\u00f3s sabemos sobre as culturas \u00e9 que elas se misturaram muito, e que hoje n\u00f3s tentamos separ\u00e1-las, dizer \u201cessa \u00e9 minha\u201d, \u201cessa \u00e9 sua\u201d. Eu n\u00e3o penso dessa forma. O que eu quero encontrar l\u00e1 s\u00e3o v\u00e1rias culturas presentes nos fazeres que vou pesquisar. Por exemplo, Portugal teve um per\u00edodo de invas\u00e3o \u00e1rabe na sua hist\u00f3ria, e isso est\u00e1 l\u00e1 na cultura do lugar. \u00c9 bom saber que existem essas comunica\u00e7\u00f5es entre as culturas, porque assim deixamos de ser preciosistas e excludentes. Minha ideia, novamente, \u00e9 trazer a pacifica\u00e7\u00e3o, a ideia de que somos constru\u00eddos de muitas pe\u00e7as. Eu tenho um peda\u00e7o meu l\u00e1 em Portugal, mas existem outros peda\u00e7os de l\u00e1 que n\u00e3o s\u00e3o meus, e eu quero me encontrar com eles tamb\u00e9m. \u00c0s vezes eu me surpreendo com essa mentalidade separatista que estamos vivendo no contempor\u00e2neo. O mundo n\u00e3o quer ser globalista? Como podemos ser globalistas se estamos pensando em separar? As pessoas precisam estar abertas para receber o que o mundo est\u00e1 pronto hoje para lhes entregar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> Voc\u00ea acha que essa pesquisa \u00e9 mais da Laura acad\u00eamica ou mais da Laura artista?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> \u00c9 mais da Laura artista. Mas a Laura artista nunca se separa da Laura acad\u00eamica, porque ela sempre pensa numa finalidade para o que ela pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> O seu trabalho lida com quest\u00f5es do feminino e do olhar masculino sobre o feminino. Voc\u00ea espera encontrar diferen\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero no Brasil e em Portugal?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> Eu n\u00e3o trago muito isso no meu trabalho. Eu penso mais numa consolida\u00e7\u00e3o de um feminino que se coloca, generosamente, como acolhedor. Ent\u00e3o, o meu trabalho \u00e9 um trabalho delicado, e as pessoas rapidamente percebem essa delicadeza. E a delicadeza est\u00e1 nas rela\u00e7\u00f5es humanas, de ser uma pessoa muito mais acolhedora do que excludente. Ent\u00e3o, o que eu penso, sem levantar nenhuma bandeira, \u00e9 simplesmente em transformar os sentimentos, as mentalidades. A arte n\u00e3o pode ficar num selo s\u00f3, se n\u00e3o, ela deixa de ser arte e se torna propaganda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> Se n\u00e3o, ela fica panflet\u00e1ria e cafona, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> Isso! Fica limitante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> A arte tem grande influ\u00eancia na moda, como no vestido Mondrian de Yves Saint Laurent. Mas e o contr\u00e1rio? A moda tamb\u00e9m influencia a arte?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> Sim. H\u00e1 artistas contempor\u00e2neos trabalhando com isso. Tem uma artista brasileira, Nazareth Pacheco, que usa o vestu\u00e1rio como forma de comunica\u00e7\u00e3o. Ela nasceu com l\u00e1bio leporino, teve que fazer muitas cirurgias ao longo da vida, ent\u00e3o a quest\u00e3o da beleza e da est\u00e9tica \u00e9 importante para ela. Ela construiu vestidos de giletes, de agulhas, e usa o vestu\u00e1rio como elemento de comunica\u00e7\u00e3o de uma impossibilidade para ela. Outra brasileira, Janaina Tsch\u00e4pe, que est\u00e1 sediada nos Estados Unidos, usa na s\u00e9rie \u201cLacrima Corpus\u201d um vestu\u00e1rio feito de bexigas para representar as deforma\u00e7\u00f5es corp\u00f3reas. H\u00e9lio Oiticica, Fl\u00e1vio de Carvalho, Salvador Dal\u00ed, muitos artistas usaram vestu\u00e1rio e tecidos na sua arte. A arte t\u00eaxtil hoje est\u00e1 em alta. No SP Arte vemos muitos trabalhos usando a tecelagem como fundamento t\u00e9cnico para construir uma linguagem. Para a arte, n\u00e3o existem fronteiras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas: <\/strong>Vivemos em um mundo muito acelerado. Voc\u00ea acredita que a arte deve acompanhar essa acelera\u00e7\u00e3o ou que a fun\u00e7\u00e3o dela deve ser a de \u201cdesacelerar\u201d?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> A arte \u00e9 uma antena que capta as ondas do que est\u00e1 acontecendo no mundo. O artista vai traduzir o esp\u00edrito do seu tempo, o <em>zeitgeist<\/em>. Ent\u00e3o, o papel da arte \u00e9 justamente n\u00e3o ter papel, mas apenas manifestar o que os artistas captam de seu tempo. No meu trabalho, eu pretendo brindar \u00e0 casa como um lugar de tranquilidade, de reorganiza\u00e7\u00e3o. E eu estou vendo outros artistas tamb\u00e9m trazerem esses elementos do ordin\u00e1rio nas suas obras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> At\u00e9 porque as pessoas ficam bem menos em casa hoje em dia, n\u00e3o \u00e9? Ent\u00e3o a casa, mais do que nunca, fica necess\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> E a casa \u00e9 um lugar de reorganiza\u00e7\u00e3o, um local onde voc\u00ea pode se sentir acolhido ou n\u00e3o. Eu coloco a casa como um relic\u00e1rio justamente por isso. O que \u00e9 um relic\u00e1rio? \u00c9 um objeto de joalheria onde voc\u00ea guarda mem\u00f3ria, afeto ou desafeto. A casa tem esse papel, muito mais de afeto do que de desafeto. E eu acho que o artista tenta lan\u00e7ar suas ideias para o mundo contempor\u00e2neo para ver se contamina as pessoas, como um comportamento de moda, de repeti\u00e7\u00e3o. No meu trabalho, entendo que a casa \u00e9 um lugar onde voc\u00ea pode ter paz, onde h\u00e1 os objetos que te organizam, onde voc\u00ea pode ter prazer com as pequenas coisas que voc\u00ea tem que fazer todos os dias, porque essas coisas te organizam como ser humano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> A ideia do relic\u00e1rio tem a ver com escolher certas mem\u00f3rias em detrimento de outras?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> Sim, \u00e9 um processo de fazer as coletas que te interessam, de trazer para dentro o que fazer sentido para voc\u00ea. E n\u00e3o \u00e9 igual para todo mundo. Para outras pessoas, a casa pode ter outro significado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> Qual vai ser a dura\u00e7\u00e3o da viagem e quais ser\u00e3o os lugares que voc\u00ea visitar\u00e1?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> Ficarei dez dias, de 24 de abril a 4 de maio. Terei visitas t\u00e9cnicas, visitarei o ateli\u00ea de uma grande artista portuguesa, Joana Vasconcelos. L\u00e1, teremos uma reuni\u00e3o expositiva dos trabalhos que forem sendo feitos ao longo da resid\u00eancia. Tamb\u00e9m iremos a uma f\u00e1brica de porcelanas e de bordados em Caldas da Rainha, e tamb\u00e9m ao museu da cidade. Eu tamb\u00e9m estou preparando alguns trabalhos meus para levar e finalizar l\u00e1 conforme os elementos que encontrarei. Minha ideia \u00e9 levar as coisas mais ou menos definidas para chegar e ser contaminada pelo que tiver l\u00e1. Teremos outras visitas a museus, onde veremos exposi\u00e7\u00f5es de artistas como Paula R\u00eago e Adriana Varej\u00e3o. Tamb\u00e9m vou visitar muitas feiras de antiguidades, porque \u00e9 nelas que est\u00e3o as mem\u00f3rias que me interessam e \u00e9 nelas que vou fazer os encontros entre passado e presente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focas:<\/strong> Qual voc\u00ea acha que \u00e9 o papel da mem\u00f3ria na arte?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Laura Mello de Mattos:<\/strong> Nossa, esse \u00e9 um assunto que est\u00e1 sendo muito trabalhado ultimamente, principalmente porque as pessoas t\u00eam uma necessidade de voltar ao passado e entender o que ele pode produzir de efeito no presente. O futuro \u00e9 incerto, ningu\u00e9m sabe; mas voc\u00ea precisa da mem\u00f3ria para consolidar rela\u00e7\u00f5es no presente. Esse \u00e9 o papel da mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" data-id=\"3032\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-10.41.28-1024x682.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3032\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-10.41.28-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-10.41.28-300x200.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-10.41.28-768x512.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-24-at-10.41.28-1536x1023.jpeg 1536w, 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