{"id":3132,"date":"2025-05-08T09:30:44","date_gmt":"2025-05-08T12:30:44","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=3132"},"modified":"2025-05-08T09:30:45","modified_gmt":"2025-05-08T12:30:45","slug":"a-arte-se-encontra-no-interior-conheca-as-historia-de-valtinho-da-2-e-discordia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/05\/08\/a-arte-se-encontra-no-interior-conheca-as-historia-de-valtinho-da-2-e-discordia\/","title":{"rendered":"A arte se encontra no interior: conhe\u00e7a as hist\u00f3ria de Valtinho da 2 e Disc\u00f3rdia"},"content":{"rendered":"\n<p>Artistas fazem parte da identidade visual da cidade de Sorocaba <\/p>\n\n\n\n<p>Por Camila Alves (Ag\u00eancia Focas- Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<p>Andar pelas ruas de Sorocaba \u00e9 ter a certeza de que ir\u00e1 se deparar com manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas pelos muros, viadutos, placas e, at\u00e9 mesmo, cal\u00e7adas. S\u00e3o pinturas, desenhos, cores, luzes, sombras e contornos espalhados pelos cantos que trazem um pouco de vida a conservadora cidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"940\" height=\"729\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.17.49.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3133\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.17.49.jpeg 940w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.17.49-300x233.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.17.49-768x596.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pedro Caboatan grafitando na cidade de Sorocaba (SP) &#8211; Imagem cedida por Pedro Caboatan.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O concreto \u00e9 como uma tela em branco para o t\u00e9cnico de enfermagem Valter Luiz, conhecido popularmente como Valtinho da 2, figura ic\u00f4nica que se tornou, ao longo dos anos, s\u00edmbolo sorocabano. Nascido em Diadema, e criado na capital paulista, Valtinho iniciou seus passos no grafite no Jardim Miriam, bairro em que morava . Para ele, tudo come\u00e7ou como uma brincadeira. No auge dos anos 80 o grafite estava em efervesc\u00eancia no Brasil, principalmente na forma de Stencil &#8211; t\u00e9cnica de arte urbana que utiliza um molde vazado ou m\u00e1scara para aplicar desenhos ou ilustra\u00e7\u00f5es em superf\u00edcies &#8211; e, aos poucos, chegava aos grandes centros urbanos, como a grande S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Outubro de 1987, ap\u00f3s ganhar um tubo de spray dos colegas, Valtinho realizou, pela primeira vez, o gesto de escrever, letra ap\u00f3s letra, o nome que se tornaria conhecido em toda a regi\u00e3o de Sorocaba: Valtinho da 2. A assinatura faz refer\u00eancia a rua em que Valter morava, a \u201cRua 2 do bairro\u201d. \u201c De l\u00e1 para c\u00e1, n\u00e3o parei mais, se tornou como um v\u00edcio.\u201d completa o artista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"940\" height=\"704\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.00.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3134\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.00.jpeg 940w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.00-300x225.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.00-768x575.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Assinatura de Valtinho da 2 no centro de Sorocaba (SP) &#8211; Foto por: Camila Alves<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao longo de quase 40 anos espalhando seu nome pelos lugares, o t\u00e9cnico de enfermagem j\u00e1 perdeu as contas de quantas assinaturas s\u00e3o. Quase que \u201conipresente\u201d na regi\u00e3o, ele refor\u00e7a que seu nome n\u00e3o est\u00e1 apenas por aqui. \u201c Tem assinaturas minhas no litoral e at\u00e9 em outros estados, n\u00e3o sei quantas t\u00eam, e isso n\u00e3o me importa, na verdade; mas s\u00e3o muitas.\u201d Descontente com o preconceito contra as picha\u00e7\u00f5es e ap\u00f3s uma abordagem policial que o marcou bastante, em 2013, Valtinho decidiu dedicar-se mais ao grafite, o estilo de <em>Street Art <\/em>que, geralmente, vem acompanhado de alguma cr\u00edtica social. \u201cMe interessei em grafitar, pela primeira vez, quando vi um homem grafitando na Av. Rebou\u00e7as, em S\u00e3o Paulo. Aquilo me encantou porque, at\u00e9 ent\u00e3o, eu s\u00f3 pichava o meu nome\u201d. Embora ainda n\u00e3o seja considerado por muitos como arte, o grafite \u00e9 mais socialmente aceito. \u201cDepois de ver aquele homem grafitando com <em>Stencil<\/em>, quis muito grafitar, mas no come\u00e7o foi dif\u00edcil, n\u00e3o tinha ningu\u00e9m para me ensinar, fui aprendendo sozinho.\u201d completa.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Atualmente, vivendo em Sorocaba desde 2003, o artista foca em grafitar personagens e super herois muito conhecidos pelo p\u00fablico. \u201cGosto de retratar nos meus grafites personagens de desenhos dos anos 80 e 90, lembram a minha inf\u00e2ncia.\u201d Ele refor\u00e7a que segue assinando apenas seu nome, mas agora, com menos frequ\u00eancia.<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"591\" height=\"787\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.09.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3135\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.09.jpeg 591w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.09-225x300.jpeg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 591px) 100vw, 591px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Valtinho da 2 tamb\u00e9m produz telas para venda &#8211; Foto por: Camila Alves<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>A arte se encontra no interior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O tamb\u00e9m morador da cidade, Pedro Caboatan, de 33 anos, \u00e9 outra figura conhecida sorocabana, mas, diferente de Valtinho, n\u00e3o pela assinatura de seu nome. O artista, que n\u00e3o gosta de mostrar seu rosto, \u00e9 o famoso \u201c Disc\u00f3rdia\u201d que ilustra diversos grafites e artes por Sorocaba. Seus trabalhos contestam o modo de viver dos centros urbanos, nos convidando a refletir sobre o pr\u00f3prio conceito de normalidade.O nome Disc\u00f3rdia veio da letra de uma m\u00fasica da banda de alguns colegas e sua marca registrada, um rosto gritando, tem um significado mais complexo. Segundo o multi-artista, a imagem incorpora o nome. A pessoa gritando, para ele, representa indiv\u00edduos tidos como loucos na sociedade, exclu\u00eddos, mas que existem e merecem espa\u00e7o, fazendo uma alus\u00e3o aos pr\u00f3prios artistas de rua. \u201c Assim, todo mundo que faz arte na rua \u00e9, tipo, considerado como louco, de alguma forma. Por isso, pra mim, o grito faz total sentido.\u201d finaliza.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"837\" height=\"762\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.21.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3136\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.21.jpeg 837w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.21-300x273.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.21-768x699.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 837px) 100vw, 837px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Grito de disc\u00f3rdia &#8211; Foto por: Camila Alves<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Grito de disc\u00f3rdia &#8211; Foto por: Camila Alves<\/p>\n\n\n\n<p>Pela discri\u00e7\u00e3o desde que come\u00e7ou a espalhar arte, assim como Valter Luiz, poucas pessoas associam sua imagem f\u00edsica aos grafites que veem no dia a dia. \u201cTive meu primeiro contato com a arte dentro de casa, minha av\u00f3 costurava e pintava, ent\u00e3o, todo mundo da fam\u00edlia j\u00e1 estava meio que inserido nesse meio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1998, ainda crian\u00e7a, Pedro, o Disc\u00f3rdia, ao andar de skate, come\u00e7ou a observar e se inserir no meio da arte de rua. \u201cNessa \u00e9poca, em Sorocaba, as picha\u00e7\u00f5es estavam muito presentes. \u201cPicha\u00e7\u00e3o e grafite s\u00e3o coisas diferentes mas, a partir do momento que t\u00e1 na rua, \u00e9 arte, pra mim, n\u00e3o h\u00e1 restri\u00e7\u00f5es.\u201d Desde ent\u00e3o, o artista passou a se interessar cada vez mais por esse tipo de manifesta\u00e7\u00e3o, buscando refer\u00eancias nacionais e internacionais, principalmente, por meio de revistas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00e9m do grafite<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSempre morei muito longe do centro, tinham poucos meios e disponibilidade para me encontrar com os outros grafiteiros; al\u00e9m disso, acontecia muita briga na rua, ent\u00e3o comecei a estudar em casa outras t\u00e9cnicas de arte, como as colagens e os lambe-lambes.\u201d O lambe-lambe come\u00e7ou a aparecer no s\u00e9culo XIX com o surgimento da impress\u00e3o em massa, o que possibilitou a cria\u00e7\u00e3o de uma nova maneira de propaganda: o cartaz. Hoje, pessoas de diversas \u00e1reas utilizam essa t\u00e9cnica para transmitir mensagens, provocar reflex\u00f5es e embelezar o ambiente urbano, como \u00e9 o caso de Pedro. Ele revela que, como a produ\u00e7\u00e3o em gr\u00e1ficas era muito cara, aprendeu a fazer seus \u201clambes\u201d sozinho. \u201cConsigo produzir bastante lambe e stencil sozinho, e a\u00ed, tiro um dia para colar pela cidade\u201d. Todo o processo de produ\u00e7\u00e3o da cola \u00e9 feito por ele tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>O artista diz que nunca se limitou, espalhando suas artes desde 2005, busca refer\u00eancias na din\u00e2mica da cidade para criar as composi\u00e7\u00f5es. Tendo o costume de fazer a\u00e7\u00f5es sociais na zona perif\u00e9rica, ensinando, por exemplo, grafite para crian\u00e7as, Disc\u00f3rdia tem o h\u00e1bito de\u00a0 fotografar tudo e depois usar as imagens como inspira\u00e7\u00e3o nas artes. Um de seus grafites espalhados pela cidade, \u201cO menino no cavalo\u201d, surgiu ap\u00f3s um desses eventos. Pedro conta que, ap\u00f3s fotografar um menino cavalgando na periferia, refletiu sobre aquilo, e transformou em <em>Stencil<\/em>. \u201c A brisa do moleque e do cavalinho \u00e9 essa, refleti na quest\u00e3o da cidade de Sorocaba estar sendo destru\u00edda para crescer e para construir mais pr\u00e9dio, t\u00e1 ligado? E a\u00ed, o moleque com o cavalo traz essa reflex\u00e3o: por mais que a gente esteja nesse ritmo, querendo \u201cse transformar\u201d em S\u00e3o Paulo, aqui ainda \u00e9 interior. Era isso que eu queria mostrar, ainda tem gente que anda a cavalo aqui, somos uma metr\u00f3pole rural.\u201d completa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"940\" height=\"704\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.36.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3137\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.36.jpeg 940w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.36-300x225.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.36-768x575.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Grafite \u201cO menino no cavalo\u201d, do artista Disc\u00f3rdia &#8211; Foto por: Camila Alves<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Apesar de terem trabalhos espalhados por toda a cidade e de gerarem muita curiosidade nos moradores, os artistas n\u00e3o se consideram pessoas conhecidas ou \u201cs\u00edmbolos da cidade\u201d. \u201cPara mim, n\u00e3o \u00e9 uma realidade, n\u00e3o me vejo dessa forma. As pessoas conhecem meus trampos, mas n\u00e3o sabem quem eu sou.\u201d Para Valtinho, a realidade \u00e9 a mesma. O t\u00e9cnico de enfermagem n\u00e3o se considera famoso e, segundo ele, poucas pessoas sabem quem ele realmente \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cJ\u00e1 aconteceu de pessoas que trabalhavam comigo falarem: \u2018Mas quem \u00e9 esse cara que tem o nome em todo lugar?\u2019 Quando falo que sou eu, ningu\u00e9m acredita.&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m lembra o ar de mist\u00e9rio que envolvia suas picha\u00e7\u00f5es. \u201cMuita gente achava que onde estava escrito \u2018Valtinho da 2\u2019 era um ponto de drogas, mas nunca teve isso. Escolhia os lugares ao acaso&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Viver de arte e incentivos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As hist\u00f3rias de Pedro e Valtinho se cruzaram na Feira do Beco do Inferno, em Sorocaba. Os artistas exp\u00f5em seus trabalhos com certa frequ\u00eancia no evento, que acontece a cada dois meses na cidade. \u201cEu acho que \u00e9 o \u00fanico evento cultural de Sorocaba que realmente d\u00e1 ao artista a liberdade de expor o que ele quer. Tem desde a senhora que vende croch\u00ea, at\u00e9 um moleque expondo suas artes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para os dois, a feira proporciona uma oportunidade de ganhar dinheiro com o que produzem. Atualmente, Pedro coloca \u00e0 venda grande parte das telas que faz em seu ateli\u00ea com as t\u00e9cnicas de colagem e <em>stencil<\/em>, tornou-se sua fonte de renda. Para Valtinho, a arte n\u00e3o \u00e9 fonte prim\u00e1ria de renda e o artista considera mais um <em>hobby. <\/em>Apesar do amor pela <em>street art<\/em> , Valter diz que nunca pensou em fazer carreira com o grafite, por n\u00e3o haver &#8220;valoriza\u00e7\u00e3o da arte&#8221;. &#8220;Gasto, em m\u00e9dia, R$150 por desenho que fa\u00e7o, e n\u00e3o cobro nada. Fa\u00e7o por paix\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"507\" height=\"627\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.48.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3138\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.48.jpeg 507w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-08-at-00.18.48-243x300.jpeg 243w\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Valtinho da 2 e Disc\u00f3rdia na Feira do Beco do Inferno, em Sorocaba (SP) &#8211; Imagem cedida por Valter Luiz<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da Feira do Beco, as palestras em escolas e institui\u00e7\u00f5es de ensino, lazer e cultura, s\u00e3o formas que os artistas encontram para espalharem a arte e seus conhecimentos. \u201cNos \u00faltimos anos fui em, mais ou menos, seis col\u00e9gios dar palestras. \u00c9 muito legal ver o pessoal se divertindo com os <em>sprays.\u201d <\/em>comenta Valtinho, que finaliza dizendo que, h\u00e1 n\u00e3o muito tempo, foi convidado para palestrar em uma universidade na cidade de Sorocaba.<\/p>\n\n\n\n<p>Na forma de Lei de incentivo \u00e0 cultura, promovida pela prefeitura de Sorocaba, oportunidades de expor projetos chegaram ao artista Disc\u00f3rdia. Pedro diz que essas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes, mas ainda faltam mais est\u00edmulos do poder p\u00fablico. \u201c J\u00e1 participei de uma oficina da prefeitura, chamava \u201cProjeto aerosol\u201d. A ideia era legal, mas n\u00e3o senti que podia me expressar da forma que queria. As aulas eram de arte, mas n\u00e3o de grafite, tudo muito engessado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Caboatan, o pouco investimento se deve, tamb\u00e9m, ao conservadorismo extremo na cidade e ao preconceito com a arte de rua. Al\u00e9m disso, outras intoler\u00e2ncias s\u00e3o enfrentadas pelos artistas. Para os dois, as abordagens policiais s\u00e3o desanimadoras, e causam medo. \u201cEm uma abordagem, h\u00e1 alguns anos, os policiais levaram todos os meus objetos de trabalho e uma cole\u00e7\u00e3o de lambe-lambes que eu guardava h\u00e1 anos. Tinham v\u00e1rios que eram de outros pa\u00edses, tinha um valor sentimental enorme, foi bem ruim\u201d, relata Pedro. Para Valtinho, as abordagens nunca foram violentas, mas causam medo. \u201cEu tenho fam\u00edlia, filhos, n\u00e3o quero \u201crodar\u201d por bobeira, eles precisam de mim. Por isso n\u00e3o fico me arriscando e n\u00e3o picho em locais privados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Seja nos muros, em pr\u00e9dios abandonados ou nos viadutos e pontes da cidade, essas duas figuras imponentes se fazem presentes diariamente no cotidiano do cidad\u00e3o sorocabano. Em comum, al\u00e9m do amor pelo grafite, pela picha\u00e7\u00e3o e pela arte urbana, hist\u00f3rias que v\u00e3o al\u00e9m das assinaturas e desenhos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artistas fazem parte da identidade visual da cidade de Sorocaba Por Camila Alves (Ag\u00eancia Focas- Jornalismo Uniso) Andar pelas ruas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-3132","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3132","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3132"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3132\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3139,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3132\/revisions\/3139"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3132"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3132"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3132"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}