{"id":3153,"date":"2025-05-09T12:40:28","date_gmt":"2025-05-09T15:40:28","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=3153"},"modified":"2025-05-09T12:40:29","modified_gmt":"2025-05-09T15:40:29","slug":"mae-aluna-e-invisivel-os-desafios-que-as-maes-universitarias-enfrentam-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/05\/09\/mae-aluna-e-invisivel-os-desafios-que-as-maes-universitarias-enfrentam-no-brasil\/","title":{"rendered":"M\u00e3e, aluna e invis\u00edvel: Os desafios que as m\u00e3es universit\u00e1rias enfrentam no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Felipe Dias, Maria Paula Estevam, Giulia Andrade e Pedro Eg\u00eddio&nbsp;(Focas na Ci\u00eancia e Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<p>Engravidar transforma a rotina de qualquer mulher, mas quando acontece durante a vida universit\u00e1ria, a maternidade representa um desafio a mais, pois tarefas que antes se adequavam \u00e0 rotina, tornam-se sobrecarga quando h\u00e1 um filho pequeno demandando aten\u00e7\u00e3o constante.<a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/universa\/noticias\/redacao\/2016\/06\/23\/maes-universitarias-falam-sobre-a-batalha-para-continuar-estudando.htm?utm_source=chatgpt.com\"> <\/a>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa reportagem, vamos entender melhor as dificuldades, desafios e at\u00e9 a discrimina\u00e7\u00e3o vividas por m\u00e3es na universidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-09-at-11.02.15-1024x682.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3154\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-09-at-11.02.15-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-09-at-11.02.15-300x200.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-09-at-11.02.15-768x512.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-09-at-11.02.15.jpeg 1036w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9dito: Freepik<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><em>Um panorama mais comum do que se imagina<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de filhos, especialmente durante os anos iniciais de vida da crian\u00e7a, \u00e9 um percurso trabalhoso que exige dedica\u00e7\u00e3o constante. No Brasil, por uma constru\u00e7\u00e3o cultural, a responsabilidade dos cuidados recai, majoritariamente, sobre as mulheres, e esse contrapeso acarreta enormes consequ\u00eancias para a vida profissional e acad\u00eamica das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa do Datafolha, realizada em 2024 com 2.022 pessoas de 147 munic\u00edpios de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, revela que 69% dos brasileiros consideram que as mulheres devem ser as principais cuidadoras de filhos rec\u00e9m-nascidos, e com uma crescente evolu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o das mulheres no ensino superior, chegando a um aumento de 138% entre 2013 e 2023, essas realidades acabam por colidir.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um pa\u00eds que sofre com paradigmas machistas, muitas m\u00e3es relatam faltar \u00e0s aulas por inseguran\u00e7a em deixar o beb\u00ea aos cuidados de terceiros ou por ju\u00edzos de valor de colegas e professores, que interrogam sua \u201ccapacidade de foco\u201d e sugerem que abandonem o curso em prol da maternidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A escassez de creches universit\u00e1rias e a falta de pol\u00edticas de flexibiliza\u00e7\u00e3o de prazos e presen\u00e7a penalizam m\u00e3es em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e sem rede de apoio, impossibilitando as m\u00e3es de assistir a aulas integralmente e cumprir atividades extracurriculares, tornando-se uma tarefa praticamente imposs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>As pesquisas que ajudam a entender<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para entendermos melhor essa realidade, conversamos com a pesquisadora Bruna Costa, que com o objetivo de identificar singularidades da viv\u00eancia do p\u00fablico feminino no ambiente universit\u00e1rio, por quest\u00f5es de identifica\u00e7\u00e3o, de relev\u00e2ncia social, come\u00e7ou a se aprofundar nesse tema pouco explorado, e t\u00e3o importante nas universidades.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA motiva\u00e7\u00e3o inicial desta pesquisa surgiu do desdobramento da primeira Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica que eu realizei, intitulada \u2018Pol\u00edticas p\u00fablicas de perman\u00eancia estudantil no ensino superior na Am\u00e9rica Latina\u2019, \u00e0 qual me vinculei pelo Programa de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da Universidade de Sorocaba (Uniso), e que me permitiu aprofundar sobre o quanto as marca\u00e7\u00f5es sociais de classe, ra\u00e7a e g\u00eanero influenciam na evas\u00e3o universit\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo atrav\u00e9s de dificuldades, como a falta de informa\u00e7\u00f5es e dados sobre isso, a pesquisadora analisa o que a literatura diz sobre os desafios de ser m\u00e3e, mulher e estudante no ambiente acad\u00eamico, e compreender qual a assist\u00eancia que as Institui\u00e7\u00f5es de ensino superior est\u00e3o oferecendo nesses casos. Para Bruna, a universidade tem um papel social importante, e, portanto, deveria garantir, al\u00e9m do acesso, a perman\u00eancia da estudante, atrav\u00e9s de meios que a fa\u00e7am aproveitar a universidade em sua plenitude.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ela aponta que o aspecto psicol\u00f3gico \u00e9 algo pouco abordado e de pouca assist\u00eancia \u00e0s m\u00e3es estudantes, \u201c[&#8230;] por n\u00e3o atenderem \u00e0s expectativas sociais da maternidade, o sentimento de culpa \u00e9 recorrente, e isso afeta diretamente a sa\u00fade mental dessas mulheres. Essas problem\u00e1ticas demonstram um gargalo estrutural no espa\u00e7o acad\u00eamico, que n\u00e3o considera as necessidades singulares deste p\u00fablico, singularidades estas que foram estipuladas socialmente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Um panorama mais comum do que se imagina<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de filhos, especialmente durante os anos iniciais de vida da crian\u00e7a, \u00e9 um percurso trabalhoso que exige dedica\u00e7\u00e3o constante. No Brasil, por uma constru\u00e7\u00e3o cultural, a responsabilidade dos cuidados recai, majoritariamente, sobre as mulheres, e esse contrapeso acarreta enormes consequ\u00eancias para a vida profissional e acad\u00eamica das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa do Datafolha, realizada em 2024 com 2.022 pessoas de 147 munic\u00edpios de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, revela que 69% dos brasileiros consideram que as mulheres devem ser as principais cuidadoras de filhos rec\u00e9m-nascidos, e com uma crescente evolu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o das mulheres no ensino superior, chegando a um aumento de 138% entre 2013 e 2023, essas realidades acabam por colidir.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um pa\u00eds que sofre com paradigmas machistas, muitas m\u00e3es relatam faltar \u00e0s aulas por inseguran\u00e7a em deixar o beb\u00ea aos cuidados de terceiros ou por ju\u00edzos de valor de colegas e professores, que interrogam sua \u201ccapacidade de foco\u201d e sugerem que abandonem o curso em prol da maternidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A escassez de creches universit\u00e1rias e a falta de pol\u00edticas de flexibiliza\u00e7\u00e3o de prazos e presen\u00e7a penalizam m\u00e3es em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e sem rede de apoio, impossibilitando as m\u00e3es de assistir a aulas integralmente e cumprir atividades extracurriculares, tornando-se uma tarefa praticamente imposs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>As pesquisas que ajudam a entender<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para entendermos melhor essa realidade, conversamos com a pesquisadora Bruna Costa, que com o objetivo de identificar singularidades da viv\u00eancia do p\u00fablico feminino no ambiente universit\u00e1rio, por quest\u00f5es de identifica\u00e7\u00e3o, de relev\u00e2ncia social, come\u00e7ou a se aprofundar nesse tema pouco explorado, e t\u00e3o importante nas universidades.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA motiva\u00e7\u00e3o inicial desta pesquisa surgiu do desdobramento da primeira Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica que eu realizei, intitulada \u2018Pol\u00edticas p\u00fablicas de perman\u00eancia estudantil no ensino superior na Am\u00e9rica Latina\u2019, \u00e0 qual me vinculei pelo Programa de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da Universidade de Sorocaba (Uniso), e que me permitiu aprofundar sobre o quanto as marca\u00e7\u00f5es sociais de classe, ra\u00e7a e g\u00eanero influenciam na evas\u00e3o universit\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo atrav\u00e9s de dificuldades, como a falta de informa\u00e7\u00f5es e dados sobre isso, a pesquisadora analisa o que a literatura diz sobre os desafios de ser m\u00e3e, mulher e estudante no ambiente acad\u00eamico, e compreender qual a assist\u00eancia que as Institui\u00e7\u00f5es de ensino superior est\u00e3o oferecendo nesses casos. Para Bruna, a universidade tem um papel social importante, e, portanto, deveria garantir, al\u00e9m do acesso, a perman\u00eancia da estudante, atrav\u00e9s de meios que a fa\u00e7am aproveitar a universidade em sua plenitude.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ela aponta que o aspecto psicol\u00f3gico \u00e9 algo pouco abordado e de pouca assist\u00eancia \u00e0s m\u00e3es estudantes, \u201c[&#8230;] por n\u00e3o atenderem \u00e0s expectativas sociais da maternidade, o sentimento de culpa \u00e9 recorrente, e isso afeta diretamente a sa\u00fade mental dessas mulheres. Essas problem\u00e1ticas demonstram um gargalo estrutural no espa\u00e7o acad\u00eamico, que n\u00e3o considera as necessidades singulares deste p\u00fablico, singularidades estas que foram estipuladas socialmente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>A hist\u00f3ria contada pelas m\u00e3es<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cQuando a gente vira m\u00e3e, a mentalidade muda e o amadurecimento naturalmente acontece\u2026 quando a Lara nasceu, eu quis fazer por ela. Me doeu saber que para isso teria que abrir m\u00e3o de uma parte do meu dia com ela, mas tamb\u00e9m sabia que a longo prazo eu poderia proporcion\u00e1-la um futuro muito melhor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O desabafo de Clara Sanches, estudante do 4\u00b0 semestre de Odontologia na Faculdade Anhanguera, em Sorocaba (SP) e m\u00e3e da Lara de 2 anos, \u00e9 uma realidade que muitas m\u00e3es acabam enfrentando quando o mundo da maternidade e universit\u00e1rio colidem.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo m\u00e3e aos 19 anos, Clara se viu \u00e0 beira de desistir do sonho do ensino superior ao ser confrontada com as responsabilidades que uma crian\u00e7a oferece, mas gra\u00e7as a uma rede de apoio forte, consegue conciliar a vida com a pequena Lara, a faculdade de odontologia e o trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTenho muitos privil\u00e9gios, mas o maior desafio \u00e9 saber que no final do dia preciso terminar um trabalho da faculdade ou estudar para uma prova e ainda sim tenho minha filha que precisa de mim ou a minha casa faltando coisas para fazer.\u201d<strong><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"307\" height=\"379\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-09-at-11.02.24.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3155\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-09-at-11.02.24.jpeg 307w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-09-at-11.02.24-243x300.jpeg 243w\" sizes=\"auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cTenho muitos privil\u00e9gios, mas o maior desafio \u00e9 saber que no final do dia preciso terminar um trabalho da faculdade ou estudar para uma prova e ainda sim tenho minha filha que precisa de mim ou a minha casa faltando coisas para fazer.\u201d<strong><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A futura dentista desabafa ao falar sobre a flexibilidade da faculdade, e como isso dificulta o seu desempenho acad\u00eamico: \u201cGrande parte das notas finais vem de semin\u00e1rios presenciais ou trabalhos que demandam muito tempo de n\u00f3s\u2026 acredito que uma m\u00e3e sem rede de apoio e principalmente para m\u00e3es solos, seja quase imposs\u00edvel concluir os estudos, infelizmente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos ver que a base de apoio \u00e9 algo crucial no bom balanceamento entre os dois mundos que uma m\u00e3e universit\u00e1ria vive todos os dias, e Lu\u00edsa Toledo nos conta sobre outro ponto de vista de um dos fatores que assolam todos os estudantes: o cansa\u00e7o. \u201c\u00c9 extremamente dif\u00edcil e cansativo, principalmente com rec\u00e9m-nascido. A priva\u00e7\u00e3o de sono no puerp\u00e9rio \u00e9 muito presente na minha vida e n\u00e3o posso dormir quando ele dorme pois tenho que cumprir com as demandas da faculdade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Lu\u00edsa conta que \u00e9 dif\u00edcil se manter disposta, concentrada e a disposi\u00e7\u00e3o para a universidade com uma crian\u00e7a dependente da m\u00e3e, e que mesmo com ajuda da fam\u00edlia e do pai, sente a press\u00e3o do ac\u00famulo de mat\u00e9rias e trabalhos: \u201cA sobrecarga emocional e f\u00edsica \u00e9 muito grande, j\u00e1 \u00e9 grande para m\u00e3es que s\u00f3 cuidam do beb\u00ea, se juntar \u00e0s demandas da faculdade \u00e9 uma exaust\u00e3o enorme\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e3e ainda coloca a acessibilidade como um ponto a ser melhorado, apontando rampas ao inv\u00e9s de escadas ligando ao estacionamento e ponto de \u00f4nibus, principalmente para as m\u00e3es com carrinho. Salas no t\u00e9rreo tamb\u00e9m facilitariam muito a vida de quem tem dificuldade de mobilidade como as gr\u00e1vidas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Caminhos para apoio e inclus\u00e3o<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Caminhos para apoio e inclus\u00e3o de m\u00e3es universit\u00e1rias passam, necessariamente, por pol\u00edticas institucionais que reconhe\u00e7am as m\u00faltiplas jornadas dessas mulheres. A pesquisadora Bruna Costa se assusta com a falta de avan\u00e7o: \u201cA Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (LDB), criada em 1996, n\u00e3o abrange este tema em nenhum artigo. Somente no ano passado, em 2024, houve a altera\u00e7\u00e3o pela Lei no 14.9524, que estabeleceu o regime escolar especial para atendimento a educandos nas institui\u00e7\u00f5es, como m\u00e3es estudantes lactantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para colocar de volta no mapa esse grupo t\u00e3o marginalizado, a\u00e7\u00f5es como a cria\u00e7\u00e3o de creches nos campi, a flexibiliza\u00e7\u00e3o de prazos acad\u00eamicos e a garantia de licen\u00e7a-maternidade estudantil s\u00e3o medidas urgentes para combater a evas\u00e3o. Al\u00e9m disso, programas de apoio psicol\u00f3gico, aux\u00edlio financeiro direcionado e redes de acolhimento entre estudantes podem oferecer suporte emocional e pr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Investir nessas pol\u00edticas \u00e9 reconhecer que criar filhos e construir conhecimento s\u00e3o jornadas que se potencializam mutuamente, e tirando a ideia de que se anulam, tornando a comunidade universit\u00e1ria mais forte e diversa. Porque, quando m\u00e3es t\u00eam vez, toda a sociedade aprende que a maior nota de todas \u00e9 a coragem de quem n\u00e3o abre m\u00e3o de ser estudante e m\u00e3e ao mesmo tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Felipe Dias, Maria Paula Estevam, Giulia Andrade e Pedro Eg\u00eddio&nbsp;(Focas na Ci\u00eancia e Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso) Engravidar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-3153","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3153","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3153"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3153\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3156,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3153\/revisions\/3156"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3153"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3153"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3153"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}