{"id":3170,"date":"2025-05-12T11:44:54","date_gmt":"2025-05-12T14:44:54","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=3170"},"modified":"2025-05-12T11:44:55","modified_gmt":"2025-05-12T14:44:55","slug":"o-fotojornalismo-e-sua-evolucao-uma-visao-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/05\/12\/o-fotojornalismo-e-sua-evolucao-uma-visao-contemporanea\/","title":{"rendered":"O Fotojornalismo e sua Evolu\u00e7\u00e3o: Uma Vis\u00e3o Contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Enrico Domingues (Ag\u00eancia Focas &#8211; Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fotojornalismo \u00e9 uma forma de jornalismo que vai al\u00e9m da simples captura de imagens; ele busca contar hist\u00f3rias, transmitir a emo\u00e7\u00e3o e o contexto de um evento, utilizando a fotografia como principal ferramenta de comunica\u00e7\u00e3o. A pr\u00e1tica de inserir fotos nas publica\u00e7\u00f5es come\u00e7ou a ganhar for\u00e7a nos anos 1880, com o jornal <em>Daily<\/em> de Nova Iorque, mas o termo &#8220;fotojornalismo&#8221; s\u00f3 se consolidou nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Na d\u00e9cada de 1930, foi na Alemanha que essa forma de contar hist\u00f3rias por meio da combina\u00e7\u00e3o de textos e imagens se popularizou, especialmente nas revistas ilustradas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"562\" height=\"634\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-09.55.47.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3171\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-09.55.47.jpeg 562w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-09.55.47-266x300.jpeg 266w\" sizes=\"auto, (max-width: 562px) 100vw, 562px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">   Professor Jos\u00e9 Ferreira da Silva Neto &#8211; Foto: Arquivo pessoal <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jos\u00e9 Ferreira da Silva Neto, conhecido como Neto, \u00e9 um fot\u00f3grafo com anos de experi\u00eancia em fotografia, natural de Jacarezinho (PR). Em uma entrevista para a revista De Repente 30, ele compartilhou um pouco sobre sua trajet\u00f3ria e a evolu\u00e7\u00e3o do fotojornalismo. Neto lembra que sua especializa\u00e7\u00e3o aconteceu de maneira um pouco at\u00edpica: \u201cMinha forma\u00e7\u00e3o foi constru\u00edda de forma pr\u00e1tica. Comecei como assistente de fotografia em est\u00fadios em S\u00e3o Paulo, at\u00e9 que surgiram oportunidades de coberturas de assessoria de imprensa e eventos. O fotojornalismo, na d\u00e9cada de 80, se apresentou como uma possibilidade dentro de um mercado em crescimento, que demandava mais profissionais dessa \u00e1rea.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele tamb\u00e9m falou sobre a regulamenta\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o nos anos passados. \u201cAntigamente, para ser fotojornalista, n\u00e3o era necess\u00e1rio um diploma espec\u00edfico. Era poss\u00edvel se registrar no Minist\u00e9rio do Trabalho, desde que o profissional j\u00e1 estivesse atuando na fun\u00e7\u00e3o. Esse processo era validado pelos sindicatos de jornalistas e, se aprovado, o fot\u00f3grafo poderia publicar suas imagens em grandes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o. Isso fez com que o fotojornalismo fosse um campo mais profissionalizado em compara\u00e7\u00e3o com os dias de hoje.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre o mercado de trabalho atual, Neto observa a flexibiliza\u00e7\u00e3o que ocorreu com o avan\u00e7o da tecnologia. \u201cHoje, a fotografia ficou mais acess\u00edvel. As c\u00e2meras se tornaram mais f\u00e1ceis de usar, permitindo que qualquer pessoa consiga tirar boas fotos. Isso tem um impacto direto na demanda por profissionais especializados. A profiss\u00e3o perdeu um pouco do seu valor e, consequentemente, os sal\u00e1rios tamb\u00e9m ca\u00edram. Mas, por outro lado, isso tamb\u00e9m abriu portas para novos caminhos, especialmente com o crescimento das m\u00eddias digitais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A adapta\u00e7\u00e3o ao novo cen\u00e1rio digital \u00e9 uma das grandes mudan\u00e7as que Neto observa. \u201cMuitos jornais e revistas diminu\u00edram suas equipes de fotojornalismo, mas isso tamb\u00e9m gerou novas possibilidades. Hoje, um fotojornalista pode criar seu pr\u00f3prio conte\u00fado, desenvolver projetos e public\u00e1-los em plataformas digitais, ganhando mais autonomia no processo. \u00c9 um novo cen\u00e1rio, mas que mant\u00e9m a miss\u00e3o de documentar a realidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"497\" height=\"648\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-09.57.04.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3172\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-09.57.04.jpeg 497w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-09.57.04-230x300.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 497px) 100vw, 497px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fotografia Migrant Mother, de Dorothea Lange, tirada em 1936 &#8211; Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neto tamb\u00e9m fala sobre a import\u00e2ncia do fotojornalismo na documenta\u00e7\u00e3o de momentos hist\u00f3ricos e na den\u00fancia de injusti\u00e7as sociais. &#8220;Fotos ic\u00f4nicas, como a de <em>Migrant Mother<\/em>, de Dorothea Lange, t\u00eam o poder de n\u00e3o apenas informar, mas de despertar sentimentos profundos. Elas nos fazem refletir sobre a condi\u00e7\u00e3o humana e nos conectam com eventos de maneira visceral. Durante conflitos, como a Guerra da Crimeia, em 1854, as imagens de fotojornalistas ajudaram a formar a percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobre esses eventos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>G\u00eaneros do Fotojornalismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fotojornalismo engloba v\u00e1rios g\u00eaneros, e cada um tem um papel espec\u00edfico na sociedade:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fotografia Social: retrata quest\u00f5es pol\u00edticas, econ\u00f4micas e sociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fotografia Desportiva: registra momentos decisivos de eventos esportivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fotografia Cultural: foca em eventos culturais e art\u00edsticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fotografia Policial: documenta a\u00e7\u00f5es policiais e crimes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses profissionais, como Neto bem aponta, enfrentam desafios \u00fanicos. Eles precisam estar no lugar certo, na hora certa, e t\u00eam a responsabilidade de retratar a realidade de maneira precisa e \u00e9tica. A manipula\u00e7\u00e3o de imagens \u00e9 uma quest\u00e3o sens\u00edvel, pois pode comprometer a integridade da informa\u00e7\u00e3o, algo que \u00e9 sempre observado com cuidado no campo do fotojornalismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A Evolu\u00e7\u00e3o com a Tecnologia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tecnologia digital transformou profundamente o fotojornalismo, mas a ess\u00eancia dessa pr\u00e1tica continua a mesma: capturar a verdade e contar hist\u00f3rias que tocam o p\u00fablico. As c\u00e2meras digitais e as ferramentas de edi\u00e7\u00e3o tornaram o trabalho mais \u00e1gil e acess\u00edvel, mas tamb\u00e9m trouxeram novos desafios, como o aumento da competi\u00e7\u00e3o e a desvaloriza\u00e7\u00e3o do trabalho especializado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o mercado de trabalho tenha mudado, e o fotojornalismo tenha se adaptado \u00e0 era digital, sua miss\u00e3o permanece: documentar o mundo de maneira fiel e impactante, usando imagens para preservar a hist\u00f3ria e fomentar discuss\u00f5es sociais e culturais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como conclui Neto, o fotojornalismo pode estar passando por transforma\u00e7\u00f5es, mas seu papel na sociedade continua sendo o de contar hist\u00f3rias com um poder \u00fanico de sensibilizar e inspirar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Enrico Domingues (Ag\u00eancia Focas &#8211; Jornalismo Uniso) O fotojornalismo \u00e9 uma forma de jornalismo que vai al\u00e9m da simples<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-3170","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3170","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3170"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3170\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3173,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3170\/revisions\/3173"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}