{"id":3275,"date":"2025-05-20T10:06:59","date_gmt":"2025-05-20T13:06:59","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=3275"},"modified":"2025-05-20T10:06:59","modified_gmt":"2025-05-20T13:06:59","slug":"um-maio-maio-sera-que-deu-para-entender-a-mensagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/05\/20\/um-maio-maio-sera-que-deu-para-entender-a-mensagem\/","title":{"rendered":"Um maio \u201cmai\u00f3\u201d. Ser\u00e1 que deu para entender a mensagem?"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Ia u\u00ea erer\u00ea ai\u00f4 gomb\u00ea,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Com licen\u00e7a do curiandamba,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Com licen\u00e7a do curiacuca,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Com licen\u00e7a do sinh\u00f4 m\u00f4\u00e7o,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Com licen\u00e7a do dono de tera.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO cantador pede licen\u00e7a ao mais velho, ao cozinheiro que tamb\u00e9m sabe cantar, ao sinh\u00f4 mo\u00e7o e ao dono da terra (ou lavra) para poder cantar\u201d (Machado Filho 1985, p. 94).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como no <strong><em>Canto I<\/em><\/strong> do disco <strong><em>O Canto dos Escravos<\/em><\/strong>, gravado por <strong><em>Clementina de Jesus<\/em><\/strong>, <strong><em>Tia Doca<\/em><\/strong> e <strong><em>Geraldo Filme<\/em><\/strong>, come\u00e7o os trabalhos hoje pedindo licen\u00e7a aos meus ancestrais e a quem me l\u00ea, para falar. Ou melhor, escrever. Pois a coluna de hoje apesar de ser em um m\u00eas que possui uma data t\u00e3o controversa, o 13 de maio, \u00c9 HIST\u00d3RICA!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por qual motivo a data \u00e9 controversa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201c<em>O problema n\u00e3o \u00e9 o 13 de maio, \u00e9 o 14<\/em>\u201d. Ouvi essa frase em uma palestra certa vez. Em uma entrevista para o meu livro-reportagem <strong>Jorge <em>Narciso de Matos<\/em><\/strong><em>, <\/em>um Mestre Sala nos Mares Sociais, a <strong><em>professora Ana Maria de Souza Mendes<\/em><\/strong>, co-fundadora do <strong><em>Nucab<\/em><\/strong> (N\u00facleo de Cultura Afro-Brasileira de Sorocaba) me disse outra frase impactante: \u201c<em>O 14 de maio<\/em> <em>continua at\u00e9 hoje. Ele nunca foi falado nas escolas<\/em>\u201d<em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Agora eu lan\u00e7o a minha:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Pessoas pretas s\u00e3o espancadas e assassinadas pela pol\u00edcia. Mulheres pretas tem seus corpos visados somente como pe\u00e7a de satisfa\u00e7\u00e3o sexual. Popula\u00e7\u00e3o 60+ preta trabalhando at\u00e9 a morte para n\u00e3o morrer de fome. Criminaliza\u00e7\u00e3o de todo tipo de arte e cultura proveniente da pele preta. Predomin\u00e2ncia de pessoas pretas em situa\u00e7\u00e3o de rua. Todos os tipos de racismos sendo praticados diariamente. Falta de pol\u00edticas p\u00fablicas que valorizem as pessoas de pele preta. Pense bem. Reflita: <strong>ser\u00e1 que estou falando de 14 de maio de 1888 ou de 2025?<\/strong><\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Complemento com a c\u00e9lebre <strong><em>can\u00e7\u00e3o 14 de Maio<\/em><\/strong> \u2014 que fa\u00e7o quest\u00e3o de transcrev\u00ea-la por completa \u2014 interpretada pelo cantor baiano <strong><em>Lazzo Matumbi<\/em><\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p><em>No dia 14 de maio, eu sa\u00ed por a\u00ed<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>N\u00e3o tinha trabalho, nem casa, nem pra onde ir<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Levando a senzala na alma, eu subi a favela<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Pensando em um dia descer, mas eu nunca desci<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Zanzei zonzo em todas as zonas da grande agonia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Um dia com fome, no outro sem o que comer<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sem nome, sem identidade, sem fotografia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O mundo me olhava, mas ningu\u00e9m queria me ver<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>No dia 14 de maio, ningu\u00e9m me deu bola<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Eu tive que ser bom de bola pra sobreviver<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Nenhuma li\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havia lugar na escola<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Pensaram que poderiam me fazer perder<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mas minha alma resiste, meu corpo \u00e9 de luta<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Eu sei o que \u00e9 bom, e o que \u00e9 bom tamb\u00e9m deve ser meu<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A coisa mais certa tem que ser a coisa mais justa<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Eu sou o que sou, pois agora eu sei quem sou eu<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ser\u00e1 que deu pra entender a mensagem?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Se ligue no Il\u00ea Aiy\u00ea<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Agora que voc\u00ea me v\u00ea<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Repare como \u00e9 belo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00cah, nosso povo lindo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Repare que \u00e9 o maior prazer<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Bom pra mim, bom pra voc\u00ea<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Estou de olho aberto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Olha mo\u00e7o, fique esperto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Que eu n\u00e3o sou menino<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que faz a coluna de hoje hist\u00f3rica<\/strong>?<\/p>\n\n\n\n<p>Hist\u00f3rica pois falarei de algo muito importante para mim e para meus irm\u00e3os de ra\u00e7a: a <strong><em>I Confer\u00eancia Municipal <\/em><\/strong><strong><em>de Promo\u00e7\u00e3o de Igualdade Racial de Sorocaba<\/em><\/strong>. Cidade que possui, segundo o IBGE, 233.365 mil habitantes autodeclarados Pretos ou Pardos. De acordo com o <strong><em>COMPIR<\/em><\/strong> (Conselho Municipal de Participa\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Comunidade Negra e Promo\u00e7\u00e3o de Igualdade Racial) \u00f3rg\u00e3o que convocou a Confer\u00eancia, ela \u201c<em>representa o anseio dos movimentos negros e aliados, e de toda uma sociedade, em refletir, formular e construir, junto ao coletivo, pol\u00edticas p\u00fablicas para combater todas as formas de viol\u00eancias<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Contando com a parceria da Associa\u00e7\u00e3o A\u00e7\u00e3o Perif\u00e9rica e do N\u00facleo ETC UFSCar\/Sorocaba, a Confer\u00eancia fechou a Semana de Cultura e Arte Negra de Sorocaba. Foram quatro dias de muitas atividades: apresenta\u00e7\u00f5es musicais e art\u00edsticas; Feira de empreendedorismo Afro com talentos locais; exibi\u00e7\u00e3o de curta-metragem e document\u00e1rios; Slam de poesia; Exposi\u00e7\u00f5es que contaram a hist\u00f3ria da cultura negra e debates importantes sobre a 2\u00aa D\u00e9cada Internacional Afrodescendentes definida pela ONU e os temas da 5\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Promo\u00e7\u00e3o de Igualdade Racial.<\/p>\n\n\n\n<p>A Confer\u00eancia Municipal precedeu a Estadual que est\u00e1 prevista para acontecer no Memorial da Am\u00e9rica Latina entre os dias 25 e 27 de julho, na cidade de S\u00e3o Paulo, e a Nacional, prevista para o m\u00eas de setembro em Bras\u00edlia. Tive a no\u00e7\u00e3o da sua import\u00e2ncia ao perceber que uma ideia\/proposta apresentada em Sorocaba pode se tornar uma pol\u00edtica p\u00fablica nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhei como facilitador de um Grupo de Trabalho que coletou ideias\/propostas da popula\u00e7\u00e3o dentro da tem\u00e1tica do Eixo III \u2013 Repara\u00e7\u00e3o. Tivemos mais dois eixos: I \u2013 Democracia e II \u2013 Justi\u00e7a Racial, oriundos do Tema Central da Confer\u00eancia: \u201c<strong><em>Igualdade e Democracia: Repara\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a Racial<\/em><\/strong>\u201d. Fechamos o GT com dez propostas, sendo todas aprovadas por unanimidade na plen\u00e1ria final.<\/p>\n\n\n\n<p>Tive ansiedade e receios de n\u00e3o dar conta? Tive sim. Mas fui muito bem orientado pelo Mestre Jos\u00e9 Marcos de Oliveira (um dos organizadores do evento) e acolhido pela minha relatora e colega de GT, professora Adilene Cavalheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Que experi\u00eancia incr\u00edvel. Vi o quanto n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil realizar uma confer\u00eancia. Visualizei todo o rito. Aprendi a diferen\u00e7a entre mo\u00e7\u00e3o, proposta e tese. Vi o quanto nossa cidade \u00e9 deficit\u00e1ria nas quest\u00f5es do cuidado e prote\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra, povos ind\u00edgenas, quilombolas, povos ciganos;<a><\/a><a><\/a> p\u00fablico LGBTQIA+; pessoas negras com defici\u00eancia; <a><\/a><a><\/a>Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana; e Povos de Terreiro (t\u00f3picos abordados no meu GT).<\/p>\n\n\n\n<p>Foi muito bom encontrar e caminhar ao lado de muitos de meus \u00eddolos pretos e \u00eddolas pretas da minha cidade. Que emo\u00e7\u00e3o! (n\u00e3o citarei nomes para n\u00e3o correr o risco de esquecer de algum).<\/p>\n\n\n\n<p>Encontrei alunas de primeiro semestre de jornalismo j\u00e1 indo \u00e0 campo sem medo. Um jovem negro estudante de Publicidade e Propaganda que fez toda a arte do evento. Dei at\u00e9 entrevista. E para um jornalista preto das antigas que hoje tenho a honra de dividir a sala de aula do mestrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para finalizar, deixo uma mensagem da organiza\u00e7\u00e3o do evento:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Diante de um sistema perverso, que teima em nos desumanizar com palavras, a\u00e7\u00f5es e atitudes, retirando direitos conquistados ap\u00f3s muitas batalhas e normatizando a viol\u00eancia contra uma camada da sociedade denominada como \u201cminoria\u201d, \u00e9 necess\u00e1rio que neste espa\u00e7o democr\u00e1tico de direito que \u00e9 a confer\u00eancia, possamos olhar pra tr\u00e1s, n\u00e3o com saudosismo, mas como um alimento para trazer luz \u00e0s a\u00e7\u00f5es no presente e fomentar a esperan\u00e7a de um futuro melhor, para todos e todas.<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>E assim como na Confer\u00eancia que come\u00e7amos com m\u00fasica (apresenta\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es de terreiro) e terminamos com m\u00fasica (samba da <strong><em>Escola<\/em><\/strong>, aniversariante do dia, <strong><em>Planeta Negro<\/em><\/strong>) encerro a coluna de hoje utilizando o <strong>Canto IX<\/strong> para dizer que independente da lamb\u00e1 (trabalho pesado) que o opressor queira nos impor, ao contr\u00e1rio do irm\u00e3o n\u00e3o pediremos que a morte nos liberte, porque vamos continuar lutando. Somos Baob\u00e1, somos filhos da <strong>RESIST\u00caNCIA<\/strong>!<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ei \u00ea lamb\u00e1,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>quero me cab\u00e1 no sumid\u00f4<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>que me cab\u00e1 no sumid\u00f4,&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>lamba de 20 dia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>ei lamba,&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>quero me cab\u00e1 no sumid\u00f4<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO negro queixa-se do servi\u00e7o duro (lamb\u00e1) e pede a morte\u201d (Machado Filho, 1985, p. 93).<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 que deu para entender a mensagem?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Saiba mais<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>MACHADO FILHO, Aires da Mata. O negro e o garimpo em Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>O Canto dos Escravos: <a href=\"http:\/\/youtube.com\/watch?v=EQ_mWv_dxYo&amp;list=PLjbSv6n9Sa-iGQjsZiOJY_45Dub5e-aZz\">http:\/\/youtube.com\/watch?v=EQ_mWv_dxYo&amp;list=PLjbSv6n9Sa-iGQjsZiOJY_45Dub5e-aZz<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>14 de Maio: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=mjORYovN9iY&amp;t=1s\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=mjORYovN9iY&amp;t=1s<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Eai, ficou mais enegrecido?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"817\" height=\"222\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-08-at-09.40.58.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2969\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-08-at-09.40.58.jpeg 817w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-08-at-09.40.58-300x82.jpeg 300w, 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