{"id":3301,"date":"2025-05-22T10:29:30","date_gmt":"2025-05-22T13:29:30","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=3301"},"modified":"2025-05-22T10:29:30","modified_gmt":"2025-05-22T13:29:30","slug":"nos-corredores-do-conservatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/05\/22\/nos-corredores-do-conservatorio\/","title":{"rendered":"Nos corredores do conservat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma tarde na capital nacional da m\u00fasica<\/p>\n\n\n\n<p>Por Camila Alves (Ag\u00eancia Focas- Jornalismo)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"940\" height=\"354\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-22-at-10.10.47.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3302\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-22-at-10.10.47.jpeg 940w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-22-at-10.10.47-300x113.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-22-at-10.10.47-768x289.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fachada do Conservat\u00f3rio de Tatu\u00ed. Imagem: Camila Alves<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na lateral da movimentada Rua S\u00e3o Bento, em Tatu\u00ed, j\u00e1 era poss\u00edvel ouvir os sons. Ao passo que caminh\u00e1vamos para dentro do Conservat\u00f3rio de Tatu\u00ed, as notas musicais ficavam cada vez mais aud\u00edveis. Uma mistura de flautas, viol\u00f5es, cavaquinhos e outras dezenas de instrumentos, compunham a trilha sonora na entrada da maior e mais importante escola de m\u00fasica de toda a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>Andando pelo p\u00e1tio, sotaques de diferentes pa\u00edses. O Conservat\u00f3rio Dram\u00e1tico e Musical \u201cDr. Carlos de Campos\u201d de Tatu\u00ed \u2013 ou apenas Conservat\u00f3rio de Tatu\u00ed, criado por uma lei estadual em 1951 e fundado em 11 de agosto de 1954, comemorou, em 2024, 70 anos de exist\u00eancia. De l\u00e1 para c\u00e1, in\u00fameros alunos foram formados, entre eles, v\u00e1rios de outros pa\u00edses, que buscam o local para, principalmente, se aperfei\u00e7oarem em m\u00fasica brasileira. \u201cEstou dando aula para um aluno de interc\u00e2mbio agora. J\u00e1 tive contato com estudantes de v\u00e1rias nacionalidades, at\u00e9 um de Cabo Verde, na \u00c1frica, n\u00e9?\u201d, comentou Felipe Brisola, professor de m\u00fasica formado pela escola, enquanto caminhava e apontava para seu aluno Noruegu\u00eas, que seguia em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrando nos corredores do pr\u00e9dio, as luzes eram baixas. N\u00e3o se ouviam vozes, apenas m\u00fasicas, dos mais diferentes g\u00eaneros. As salas de aula eram diferentes das convencionais. Pequenas e com isolamento ac\u00fastico, acumulavam instrumentos de todas os tipos, alguns at\u00e9 dif\u00edceis de serem identificados, tamanha exoticidade. Numa escola como essa, ningu\u00e9m anda com cadernos e canetas em m\u00e3os. Trazem consigo os suportes instrumentais, muitas vezes, nas costas e, nas m\u00e3os, apostilas com partituras. Quem n\u00e3o pode perder tempo, vai parando em cada canto do conservat\u00f3rio para estudar, e, assim, as melodias se misturam, resultando em uma sonoridade \u00fanica.<\/p>\n\n\n\n<p>A tarde daquele 1 de outubro n\u00e3o decepcionou: c\u00e9u completamente azul, sol forte, dia bonito. A temperatura chegava aos 36 graus celsius. O calor intenso fez o Coordenador da mat\u00e9ria de M\u00fasica Popular Brasileira, e tamb\u00e9m aluno egresso, Jotag\u00ea Alves, se abrigar nas sombras das \u00e1rvores que rodeavam a \u00e1rea de conviv\u00eancia, abanando-se com uma folha sulfite. \u201cNo in\u00edcio dos anos 70, quando comecei a estudar aqui, o foco do conservat\u00f3rio era a m\u00fasica erudita. A ideia inicial, ent\u00e3o, era que todos os alunos entrassem em orquestras renomadas. Tenho muito orgulho de dizer que, hoje, ensinamos diversos g\u00eaneros musicais, inclusive a MPB, que coordeno.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Durante os 70 anos de exist\u00eancia, o Conservat\u00f3rio de Tatu\u00ed passou por diversas mudan\u00e7as estruturais. O pr\u00e9dio foi aumentado, salas anexadas, o teatro Proc\u00f3pio Ferreira constru\u00eddo e polos em outras cidades fundados. Com mais de cinquenta cursos livres e regulares, bolsas de estudos e aux\u00edlio moradia, a institui\u00e7\u00e3o, que fica a 130km da capital paulista, coleciona bons feitos e m\u00fasicos conceituados formados pela escola. \u201cUm dos maiores orgulhos da minha vida \u00e9 ter sido aluno desse lugar e, hoje, poder lecionar e coordenar esse curso que amo\u201d, completa Jotag\u00ea, ainda se abanando.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"777\" height=\"582\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-22-at-10.11.34.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3303\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-22-at-10.11.34.jpeg 777w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-22-at-10.11.34-300x225.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-22-at-10.11.34-768x575.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 777px) 100vw, 777px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">           Teatro Proc\u00f3pio Ferreira. Imagem: Camila Alves.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Dividindo-se entre uma aula e outra, Felipe Brisola, o professor de m\u00fasica brasileira, voltou ao p\u00e1tio. Com a camiseta molhada de suor, pelo calor intenso, seguia caminhando pela escola e sempre sendo parado por alunos que, ora o cumprimentavam, ora abordavam&nbsp; para tirar d\u00favidas.&nbsp; Entre uma conversa e outra, relembra como sua paix\u00e3o pela m\u00fasica come\u00e7ou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMeu pai \u00e9 m\u00fasico, ent\u00e3o, consequentemente, eu e meu irm\u00e3o somos tamb\u00e9m. Cresci em uma casa repleta de instrumentos. Lembro que todos ficavam na sala, espalhados. Vim de Itapetininga para c\u00e1 (Tatu\u00ed) estudar viol\u00e3o cl\u00e1ssico, mas depois me apaixonei pelo contrabaixo, instrumento que me formei e dou aulas at\u00e9 hoje.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por volta das 17h, o sol j\u00e1 era menos intenso. Uma leve briza refrescou a caminhada pela institui\u00e7\u00e3o. Nesse momento, um grupo de crian\u00e7as carregava instrumentos &#8211; alguns, at\u00e9 maiores que elas mesmas &#8211; em dire\u00e7\u00e3o a uma sala. A imagem de uma faculdade, ou de uma escola de curso superior, parecia ficar confusa com aquelas figuras, t\u00e3o pequenas e inocentes, presentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ser indagado, Jotag\u00ea esclareceu: o conservat\u00f3rio tamb\u00e9m oferece aulas para crian\u00e7as, a partir dos oito anos de idade, com o curso de musicaliza\u00e7\u00e3o infantil. \u201cN\u00f3s oferecemos aulas para as crian\u00e7as, elas se preparam e, depois, aos quatorze anos, podem, de fato, escolher um curso espec\u00edfico. Muita gente n\u00e3o sabe disso, e se perguntam o que essas crian\u00e7as est\u00e3o fazendo aqui. \u00c9 importante para n\u00f3s fazer com que essas informa\u00e7\u00f5es, inclusive a de bolsas e aux\u00edlios, cheguem at\u00e9 a popula\u00e7\u00e3o. Assim, a gente consegue atrair cada vez mais estudantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Com o fim da tarde, a noite se aproximava. Sons de buzina e carros acelerando, ocasionados pelo hor\u00e1rio de pico, n\u00e3o ofuscaram a musicalidade do Conservat\u00f3rio de Tatu\u00ed. Era algo quase intr\u00ednseco do local. Os alunos do per\u00edodo noturno iam passando pela catraca, muito caracter\u00edsticos, com seus respectivos instrumentos. Os futuros bons frutos da capital nacional da m\u00fasica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma tarde na capital nacional da m\u00fasica Por Camila Alves (Ag\u00eancia Focas- Jornalismo) Na lateral da movimentada Rua S\u00e3o Bento,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-3301","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3301","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3301"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3301\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3304,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3301\/revisions\/3304"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3301"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3301"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3301"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}