{"id":3352,"date":"2025-05-28T09:29:24","date_gmt":"2025-05-28T12:29:24","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=3352"},"modified":"2025-05-28T09:29:24","modified_gmt":"2025-05-28T12:29:24","slug":"entre-cadernos-e-redes-um-novo-olhar-sobre-as-mulheres-na-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/05\/28\/entre-cadernos-e-redes-um-novo-olhar-sobre-as-mulheres-na-historia\/","title":{"rendered":"Entre cadernos e redes: Um novo olhar sobre as mulheres na hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Entre salas de aula e o mundo digital, estudantes e educadoras desafiam o apagamento hist\u00f3rico e refor\u00e7am o protagonismo feminino na arte, na ci\u00eancia e na sociedade<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por Gabriela Dias, Samyra Alves e Stefany Lima (Focas na Ci\u00eancia&nbsp; e Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<p>Numa sala de aula, onde adolescentes de 14 e 15 anos desenhavam o mundo com perguntas ainda sem respostas, emergiu uma indigna\u00e7\u00e3o comum: a aus\u00eancia de vozes femininas nos livros did\u00e1ticos. Entre cadernos abertos e olhares atentos, foi Helena Soares, professora de Arte e Hist\u00f3ria, quem testemunhou o despertar cr\u00edtico daquela turma. Aos 25 anos, formada pela Universidade de Sorocaba (Uniso) e, atualmente, mestranda em Educa\u00e7\u00e3o pela mesma institui\u00e7\u00e3o, Helena estava ali, no exato momento em que seus alunos, com a curiosidade pr\u00f3pria da idade, come\u00e7aram a questionar o sil\u00eancio imposto \u00e0 representatividade feminina nas narrativas oficiais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"886\" height=\"499\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.30.16.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3353\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.30.16.jpeg 886w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.30.16-300x169.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.30.16-768x433.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 886px) 100vw, 886px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Helena Soares, estudante do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Sorocaba | Foto: LabCom<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O trabalho se desenvolveu em 2023, mas foi em 2024 que ele se tornou um projeto de pesquisa. A iniciativa partiu dos pr\u00f3prios estudantes em criar uma rede social para divulga\u00e7\u00e3o de artistas mulheres, como Tarsila do Amaral e Rita Lee: \u201c[&#8230;] como a maioria deles quis falar sobre a falta de representatividade de mulheres, eles j\u00e1 tinham certa consci\u00eancia sobre a falta de espa\u00e7o que muitas mulheres encontram, tanto no meio art\u00edstico quanto em qualquer outra carreira profissional\u201d, comenta Helena.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, hora de colocar a m\u00e3o na massa para este trabalho ser desenvolvido. Foi quando Helena notou que as redes sociais eram um meio muito utilizado por eles para lazer e para pesquisa. Esta \u00faltima parte foi o momento em que a professora precisou intervir e instru\u00ed-los em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pesquisas em redes sociais: \u201c[&#8230;] eles conseguiam e utilizavam muito bem, e tinham muito costume de utilizar a rede social. Ent\u00e3o, fazer pesquisa no TikTok, no Instagram e acessar v\u00eddeos no YouTube, isso eles faziam sem problema algum, com muita facilidade, mas pegar e entrar no Google e fazer uma pesquisa acad\u00eamica, eles n\u00e3o sabiam\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final do trabalho, Helena percebeu uma mudan\u00e7a significativa: os alunos se tornaram mais cr\u00edticos. Diante de qualquer informa\u00e7\u00e3o na internet, j\u00e1 surgiam perguntas fundamentais: quem postou? De onde veio essa informa\u00e7\u00e3o? Qual o conhecimento da pessoa sobre o assunto? Esse comportamento foi o reflexo de um trabalho constru\u00eddo ao longo de todo o semestre.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, para a professora foi importante os retornos dos alunos ao fim da pesquisa: \u201c[&#8230;] alguns outros trabalhos foram marcantes, n\u00e3o pela pesquisa, porque as artistas que foram trazidas eu j\u00e1 conhecia. Mas a fala de alguns estudantes, principalmente das meninas [&#8230;]. As viv\u00eancias deles, as experi\u00eancias que eles tiveram, para eles, acabam sendo marcantes para n\u00f3s, quanto professores [&#8230;]\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mulheres nos laborat\u00f3rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo uma pesquisa publicada em 2018 pela revista <em>Science<\/em> \u2014 uma das publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas mais respeitadas do mundo, editada pela Associa\u00e7\u00e3o Americana para o Avan\u00e7o da Ci\u00eancia (AAAS) \u2014, as crian\u00e7as est\u00e3o cada vez mais associando a imagem do cientista \u00e0s mulheres. O estudo foi baseado em 20.860 desenhos feitos por crian\u00e7as e adolescentes, entre 5 e 18 anos, ao longo de cinco d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1960 e 1970, o percentual era inferior a 1%, e este crescimento ao longo dos anos \u00e9 reflexo das pr\u00f3prias mulheres terem tomado a iniciativa de estudar e se tornarem cientistas. Segundo a pesquisa, fazendo uma rela\u00e7\u00e3o do mesmo per\u00edodo de 1960 at\u00e9 2013, o percentual de mulheres neste ramo cient\u00edfico foi de 28% para 49% em ci\u00eancias biol\u00f3gicas, de 8% para 35% em qu\u00edmica, e de 3% para 11% nas \u00e1reas de f\u00edsica e astronomia. Ainda que a grande maioria seja formada por homem, o tempo vem mudando estes dados e at\u00e9 mesmo para as crian\u00e7as, em seus rabiscos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mulheres na arte&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com uma mat\u00e9ria publicada em mar\u00e7o de 2020 no <a href=\"https:\/\/centrocultural.sp.gov.br\/a-representatividade-da-mulher-na-arte\/\">Centro Cultural de S\u00e3o Paulo<\/a>, a presen\u00e7a de artistas mulheres em acervos e exposi\u00e7\u00f5es \u00e9 menor que comparado aos homens. No Brasil, a presen\u00e7a feminina ocupa 6% de exposi\u00e7\u00e3o no MASP (Museu de Artes de S\u00e3o Paulo Assis Chateaubriand), levantando inquieta\u00e7\u00f5es e questionamentos, principalmente pelo fato de que a porcentagem de presen\u00e7a feminina \u00e9 baixa, mas a representa\u00e7\u00e3o do nu feminino ocupa 60% dos materiais em acervo expostos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essas inquieta\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes, pois geram reflex\u00f5es e projetos para mudar essa perspectiva e trazer mais visibilidade para essas artistas, assim como os alunos de Helena fizeram.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mulheres em cena<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto os estudantes de Helena Soares abriam caminhos para enxergar o protagonismo feminino na arte e na ci\u00eancia, outra frente de resist\u00eancia e valoriza\u00e7\u00e3o das mulheres se consolidava nos palcos de Sorocaba. Ana Carolina Santana Barbosa, professora de Teatro do Sesi-SP, vive no cotidiano a tarefa de reescrever a hist\u00f3ria silenciada das mulheres nas artes c\u00eanicas, uma hist\u00f3ria de resist\u00eancia que atravessa s\u00e9culos. Desde a Antiguidade, o teatro tem sido um espelho da sociedade, refletindo seus preconceitos, normas e avan\u00e7os. Na Gr\u00e9cia Antiga, por exemplo, mulheres sequer podiam participar das encena\u00e7\u00f5es, seus pap\u00e9is eram interpretados por homens mascarados. Esse padr\u00e3o de exclus\u00e3o se manteve em diversas culturas teatrais, incluindo na Inglaterra elisabetana do s\u00e9culo XVI. Ana lembra que &#8220;no tempo de Shakespeare, as mulheres sequer podiam atuar, sendo substitu\u00eddas por homens nos palcos&#8221;, refor\u00e7ando como as estruturas sociais da \u00e9poca moldaram a arte. Ainda assim, o teatro sempre carregou em si o potencial da subvers\u00e3o. Dramaturgos como Shakespeare, mesmo dentro das limita\u00e7\u00f5es de sua era, inseriram personagens femininas complexas e desafiadoras. Em \u201cA Megera Domada\u201d, por exemplo, a protagonista rompe expectativas com discursos potentes e ousados, antecipando o que viria a ser, s\u00e9culos mais tarde, as primeiras express\u00f5es feministas nas artes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"370\" height=\"525\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.30.58.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3354\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.30.58.jpeg 370w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.30.58-211x300.jpeg 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ana Santana durante o processo do m\u00f3dulo \nEncena\u00e7\u00e3o do N\u00facleo de Artes C\u00eanicas do \nSesi-SP | Foto: Gabriela Dias\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ana tamb\u00e9m relembra sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria acad\u00eamica, marcada pela predomin\u00e2ncia de refer\u00eancias masculinas nas disciplinas de hist\u00f3ria e teoria teatral. &#8220;Foi necess\u00e1rio um esfor\u00e7o pessoal para descobrir dramaturgas, atrizes e diretoras que haviam pavimentado o caminho para futuras gera\u00e7\u00f5es&#8221;, destaca. Este apagamento n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno isolado, ao longo da hist\u00f3ria, mulheres foram sistematicamente exclu\u00eddas dos registros oficiais das artes, da ci\u00eancia e da cultura. Hoje, Ana busca romper esse ciclo de invisibiliza\u00e7\u00e3o. Em suas aulas, promove debates, pesquisas e reflex\u00f5es que destacam o papel das mulheres na dramaturgia. Em 2025, o tema \u201cDramaturgas Brasileiras\u201d ser\u00e1 trabalhado no N\u00facleo de Artes C\u00eanicas do Sesi-SP, refor\u00e7ando o compromisso com a valoriza\u00e7\u00e3o de trajet\u00f3rias femininas. Iniciativas como essa s\u00e3o fundamentais para corrigir distor\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e oferecer \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es uma vis\u00e3o mais justa e diversa do legado art\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"493\" height=\"331\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.31.06.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3356\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.31.06.jpeg 493w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.31.06-300x201.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 493px) 100vw, 493px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Alunos do m\u00f3dulo Encena\u00e7\u00e3o de 2024 lendo roteiros Foto: Gabriela Dias<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"886\" height=\"464\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.31.14.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3357\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.31.14.jpeg 886w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.31.14-300x157.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.31.14-768x402.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.31.14-390x205.jpeg 390w\" sizes=\"auto, (max-width: 886px) 100vw, 886px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Alunos do m\u00f3dulo Encena\u00e7\u00e3o em uma palestra com a dramaturga Ana Paula Lopez | Foto: Ana Santana<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Entre as artistas que Ana admira est\u00e3o gigantes como Fernanda Montenegro, primeira atriz brasileira indicada ao Oscar, al\u00e9m das inovadoras diretoras Bia Lessa e Duda Maia, e das dramaturgas Grace Pass\u00f4 e S\u00edlvia Gomez. &#8220;S\u00e3o mulheres que ousaram pensar al\u00e9m do seu tempo, enfrentando os desafios de uma sociedade historicamente patriarcal para conquistar reconhecimento e inspirar novas gera\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>A trajet\u00f3ria dessas mulheres mostra que, apesar dos obst\u00e1culos, o teatro \u00e9 tamb\u00e9m um espa\u00e7o de liberta\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o. Seja nas salas de aula da hist\u00f3ria e das artes, seja nos palcos e nas redes sociais, uma certeza se desenha: as novas gera\u00e7\u00f5es, munidas de olhar cr\u00edtico e vontade de mudan\u00e7a, est\u00e3o reescrevendo as narrativas, desta vez, com as mulheres no centro da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LEMBRE DE SEUS NOMES!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"457\" height=\"257\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.30.28.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3355\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.30.28.jpeg 457w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-27-at-23.30.28-300x169.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 457px) 100vw, 457px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tarsila do Amaral e Rita Lee | Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>RITA LEE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com cabelos lisos, franja caracter\u00edstica e sempre em tons de vermelho, Rita Lee foi uma das maiores cantoras e compositoras do Brasil, eternizada como a \u201crainha do rock brasileiro\u201d. Em sua obra, abordava de forma direta e aut\u00eantica temas como liberdade, amor, feminismo e sexualidade. Marcou \u00e9poca ao se tornar a primeira mulher a comandar uma banda de rock no pa\u00eds, \u201cOs Mutantes\u201d, rompendo com os padr\u00f5es de g\u00eanero e transformando a cena musical nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes: <a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/628813-pautas-de-brasilidade-toda-mulher-e-meio-rita-lee#65tkdvid2247\">Instituto Humanistas Unisinos<\/a>; <a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/biografia\/rita-lee.htm\">Brasil Escola<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TARSILA DO AMARAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pinc\u00e9is, tintas e telas se tornaram palco de uma revolu\u00e7\u00e3o protagonizada por mulheres. Entre elas, destaca-se Tarsila do Amaral, um dos principais nomes do Modernismo \u2014 movimento cultural, liter\u00e1rio e art\u00edstico marcado pela ruptura com as tradi\u00e7\u00f5es e pela busca de novas formas de express\u00e3o. Tarsila \u00e9 autora de \u201cAbaporu\u201d, considerado o quadro mais valioso da hist\u00f3ria da arte brasileira. Embora a obra n\u00e3o possa ser comercializada e n\u00e3o tenha um valor oficial estimado, seu seguro foi avaliado em 45 milh\u00f5es de d\u00f3lares quando viajou para uma exposi\u00e7\u00e3o no MoMA (Museu de Arte Moderna) em Nova York, em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes: <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/lifestyle\/os-valores-das-obras-milionarias-dos-artistas-modernistas-e-o-legado-do-movimento\/#x810u1vq5fl3\">CNN Brasil<\/a>; <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/universa\/noticias\/redacao\/2019\/04\/06\/por-que-tarsila-do-amaral-foi-uma-mulher-a-frente-do-seu-tempo.htm\">UOL<\/a>; <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-47808327#r2qpqgiycj2f\">BBC<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre salas de aula e o mundo digital, estudantes e educadoras desafiam o apagamento hist\u00f3rico e refor\u00e7am o protagonismo feminino<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-3352","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3352","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3352"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3352\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3358,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3352\/revisions\/3358"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}