{"id":3496,"date":"2025-06-03T11:31:29","date_gmt":"2025-06-03T14:31:29","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=3496"},"modified":"2025-06-03T11:31:29","modified_gmt":"2025-06-03T14:31:29","slug":"ancestralidade-jornalistica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/06\/03\/ancestralidade-jornalistica\/","title":{"rendered":"Ancestralidade Jornal\u00edstica"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Ancestralidade<\/strong>. Para o Aur\u00e9lio ela \u00e9 uma \u201c<em>particularidade ou estado do que \u00e9 ancestral (que se refere aos antepassados ou antecessores)<\/em>\u201d ou \u201c<strong>o que se recebeu das gera\u00e7\u00f5es anteriores<\/strong>; hereditariedade\u201d. O Michaelis fala que ela \u00e9 \u201c<em>qualidade de ancestral<\/em>\u201d; \u201c<strong><em>legado de antepassados<\/em><\/strong>\u201d a \u201c<strong><em>linha das gera\u00e7\u00f5es anteriores de um indiv\u00edduo<\/em><\/strong><em> ou de uma fam\u00edlia; proveni\u00eancia de um povo<\/em>\u201d. J\u00e1 o Priberam acredita que ela \u00e9 uma \u201c<em>transmiss\u00e3o de qualidades ou caracter\u00edsticas dos ascendentes aos descendentes<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu costumo falar, de uma maneira bem resumida obviamente, que \u201c<em>ancestral para mim \u00e9 tudo aquilo que existe neste mundo antes de eu conhec\u00ea-lo. Qualquer ser humano que veio antes de mim, eu considero como um ancestral, pois ele tem mais tempo de vida do que eu, viu e aprendeu muitas coisas antes de eu chegar aqui<\/em>\u201d. Falei essa frase esses dias em um bate papo sobre jornalismo em uma escola p\u00fablica de nossa cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por mais que uma ferramenta de busca em um navegador de internet me responda que \u201c<em>ancestralidade jornal\u00edstica se refere \u00e0 maneira como o jornalismo reconhece, investiga e relata hist\u00f3rias e saberes ancestrais<\/em>\u201d, e o conceito possa at\u00e9 existir com esse significado \u2014 eu optei por n\u00e3o pesquisar, pois n\u00e3o gostaria que influenciasse minha escrita \u2014 n\u00e3o \u00e9 esse o ponto que me refiro hoje. Ancestralidade Jornal\u00edstica que falo \u00e9 o respeito e a lembran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0queles que abriram as estradas jornal\u00edsticas para que outros pudessem estar caminhando nela hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea se lembra do primeiro jornalista que ouviu no r\u00e1dio ou visualizou na televis\u00e3o? Que lembran\u00e7as o nome dela(e) te traz? J\u00e1 parou para pesquisar a idade que esse profissional tinha na \u00e9poca, por onde ele passou ou quais <strong>digitais ancestrais<\/strong> ele deixou? Que tal fazer esse exerc\u00edcio? Bora l\u00e1, tenho certeza de que voc\u00ea vai encontrar coisas que nunca imaginou.<\/p>\n\n\n\n<p>No bate papo que tive com o pessoal do ensino m\u00e9dio foquei no jornalismo policial pois a professora havia me alertado que eles gostavam muito. Fiz um breve hist\u00f3rico falando sobre as not\u00edcias dos crimes da mala no in\u00edcio do s\u00e9culo passado. Fui caminhando at\u00e9 os anos 1960 para falar de <strong>Jacinto Figueira J\u00fanior, O Homem do Sapato Branco<\/strong> que em livro hom\u00f4nimo \u00e9 chamado de \u201co inventor do mundo c\u00e3o na televis\u00e3o brasileira\u201d. Mostrei que foi ele o profissional que abriu as portas para um formato de jornalismo que deu origem a outros programas, como O Povo na TV, Aqui Agora, Cidade Alerta, Balan\u00e7o Geral, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Fiz quest\u00e3o de mostrar que o jornalismo policial n\u00e3o era s\u00f3 feito por figuras midi\u00e1ticas como Datena, Marcelo Rezende \u2014 causei espanto na molecada ao mostrar que eles foram rep\u00f3rteres esportivos, literalmente de campo, antes de contarem hist\u00f3rias de crimes na televis\u00e3o \u2014 Luiz Bacci, Reinaldo Gottino, Jorge Lordello e outros. Comentei que o <strong>Percival de Souza<\/strong> n\u00e3o era s\u00f3 \u201cum tiozinho que comentava\u201d, mas um cara que j\u00e1 estava no ramo h\u00e1 muitos anos. Mostrei tamb\u00e9m que Caco Barcellos n\u00e3o era somente do Profiss\u00e3o Rep\u00f3rter e que foi amea\u00e7ado de morte no lan\u00e7amento de seu livro Rota 66.<\/p>\n\n\n\n<p>Indo para o lado do r\u00e1dio, trouxe a eles uma figura mitol\u00f3gica e desconhecida: <strong>Gil Gomes<\/strong> \u2014 foi n\u00edtido e emocionante ver os olhos das duas professoras que estavam na sala brilharem ao recordarem de mem\u00f3rias teler\u00e1dioafetivas que estavam apagadas. Segundo o pesquisador da USP Bruno Paes Manso, no r\u00e1dio do in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970, \u201c<em>Gil Gomes inventaria um jeito pr\u00f3prio de apimentar os crimes mais dram\u00e1ticos, com sua voz de Conde Dr\u00e1cula e m\u00fasicas de terror ao fundo<\/em>\u201d. Como eu tinha medo da voz desse homem! Na televis\u00e3o nem tanto, mas no r\u00e1dio era surreal. Perca uns minutinhos da sua vida procurando os v\u00eddeos dele no YouTube, confesso que tamb\u00e9m vale muito a pena.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembrei-me da figura enigm\u00e1tica de <strong>Afan\u00e1sio Jazadji<\/strong>. Depois que se enveredou pela pol\u00edtica acho que se perdeu um pouco, mas seu jeito de tratar os policiais como \u201cdeuses\u201d, esquecendo de outros atores da produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es \u00e9 replicado at\u00e9 hoje. Ap\u00f3s falar de outro grande \u00eddolo, Roberto Cabrini com suas perguntas contundentes e seus \u201cachados\u201d como o paradeiro do falecido empres\u00e1rio PC Farias, fui para um caminho de alerta: \u201c<em>n<\/em><em>em tudo \u00e9 lindo no Jornalismo Policial!<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse t\u00edtulo abri uma outra etapa da minha fala. Apresentei a eles o triste caso de <strong>Tim Lopes<\/strong>. A dram\u00e1tica hist\u00f3ria do Bar Bodega, trazida por <strong>Carlos Dorneles<\/strong> em livro hom\u00f4nimo e falei de Valmir Salaro e um dos maiores erros do jornalismo nacional: o caso Escola Base. Utilizei esses casos para refor\u00e7ar que a nossa palavra enquanto jornalista pode ter bons e maus resultados, e que \u00e9 preciso ter responsabilidade jornal\u00edstica n\u00e3o somente no policial, mas em todas as \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>E as mulheres e os negros? Fiz essa pergunta aos jovens no dia e repito agora para voc\u00ea que me l\u00ea. Desde que voc\u00ea come\u00e7ou a ler, at\u00e9 agora, quantas personalidades negras e mulheres do jornalismo policial eu citei? H\u00e1 algo para se incomodar, n\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Mostrei para eles, que apesar de j\u00e1 ter existido um programa policial de grande sucesso com uma apresentadora mulher, ela era padr\u00e3o, ou seja, loira, branca e de olhos claros. Me refiro a <strong>Cristina Rocha<\/strong> \u2014 sim, aquela mesma do Caso de Fam\u00edlia \u2014 \u00e0 frente do programa Aqui Agora.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabe aquela rep\u00f3rter loira que aparece no programa do Ratinho, naqueles quadros de reencontro de irm\u00e3os que n\u00e3o se viam h\u00e1 30 ou 40 anos, ou o famoso \u201cDe volta para minha terra\u201d? Ent\u00e3o ela tamb\u00e9m foi rep\u00f3rter de rua cobrindo not\u00edcias policiais no Aqui Agora. E apesar de ser a respons\u00e1vel por formular todo o jornalismo da ent\u00e3o novata no ramo televisivo SBT, <strong>Magdalena Bonfiglioli<\/strong> \u00e9 lembrada como? \u201cA rep\u00f3rter chorona\u201d. Lastim\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso me fez lembrar de uma fala da professora Monica Martinez que li na mat\u00e9ria \u201cEstudos em jornalismo liter\u00e1rio conduzidos no Brasil devem considerar quest\u00f5es de g\u00eanero\u201d na edi\u00e7\u00e3o 14 da Revista Uniso Ci\u00eancias. Apesar de o tema ser diferente do aqui exposto, acredito ser bem pertinente:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cA hist\u00f3ria do jornalismo liter\u00e1rio no Brasil vem sendo narrada predominantemente por vozes masculinas, o que sugere desigualdade e um poss\u00edvel vi\u00e9s de g\u00eanero. H\u00e1 evid\u00eancias substanciais de que as mulheres tiveram uma presen\u00e7a importante no jornalismo brasileiro do s\u00e9culo XIX. Elas escreviam para jornais e revistas e pertenciam a diversos campos do conhecimento, classes sociais e regi\u00f5es. \u201cNo entanto, ignoradas por historiografias jornal\u00edsticas e liter\u00e1rias, a maioria dessas pioneiras \u2014 especialmente as revolucion\u00e1rias que lutavam pelos direitos das mulheres \u2014 foram condenadas ao esquecimento.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o pude deixar de citar tamb\u00e9m a figura de <strong>F\u00e1tima Souza<\/strong>. Seu tipo f\u00edsico e seus cabelos brancos ajudaram no pr\u00e9-conceito formulado pelos alunos. Todos ficaram de boca aberta quando eu disse que aquela \u201csenhorinha\u201d que aparecia nos slides foi quem cobriu e indiretamente contribuiu na ca\u00e7ada ao Man\u00edaco do Parque no fim dos anos 1990 e tamb\u00e9m foi a primeira pessoa a perceber, investigar e denunciar o nascimento do PCC.<\/p>\n\n\n\n<p>Encerrei dizendo a eles que n\u00e3o existe um \u201cmanual\u201d sobre como ser jornalista policial \u2014 exceto para se noticiar situa\u00e7\u00f5es envolvendo suic\u00eddio \u2014 \u00e9 preciso seguir seus instintos e saber principalmente ouvir e checar antes de se contar uma boa hist\u00f3ria. Que a vida jornal\u00edstica n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o glamorosa como vemos nas s\u00e9ries e filmes por a\u00ed. E que o jornalismo n\u00e3o \u00e9 feito somente do policial, esportivo, pol\u00edtico, econ\u00f4mico entre outros, sendo necess\u00e1rio levarmos informa\u00e7\u00e3o para todos, entendendo as particularidades das chamadas \u201cminorias\u201d e ampliando vozes como o que \u00e9 feito no jornalismo das periferias, muito bem trazido pela professora Mara Rovida, no <strong>livro Jornalismo das periferias: o di\u00e1logo social solid\u00e1rio nas bordas urbanas<\/strong> e na <strong>Folkcomunica\u00e7\u00e3o \u2013 A comunica\u00e7\u00e3o dos marginalizados<\/strong>, de Luiz Beltr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o basta ser jornalista, precisamos cada vez lembrar-nos e fazer ser lembrada a nossa ancestralidade jornal\u00edstica. Valorizando os <strong>Gri\u00f4s da not\u00edcia<\/strong> e os \u201c<strong>Exus de microfone na m\u00e3o<\/strong>\u201d, que abriram e ainda abrem \u2014 e tamb\u00e9m protegem \u2014 os caminhos da comunica\u00e7\u00e3o para n\u00f3s passarmos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Artigo \u201cDe Gil Gomes ao True Crime, uma breve hist\u00f3ria do jornalismo policial\u201d. <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/articulistas\/bruno-paes-manso\/de-gil-gomes-ao-true-crime-uma-breve-historia-do-jornalismo-policial\/\">https:\/\/jornal.usp.br\/articulistas\/bruno-paes-manso\/de-gil-gomes-ao-true-crime-uma-breve-historia-do-jornalismo-policial\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Mat\u00e9ria \u201cEstudos em jornalismo liter\u00e1rio conduzidos no Brasil devem considerar quest\u00f5es de g\u00eanero\u201d. <a href=\"https:\/\/uniso.br\/unisociencia\/r14\/jornalismo-literario-genero.pdf\">https:\/\/uniso.br\/unisociencia\/r14\/jornalismo-literario-genero.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"817\" height=\"222\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-08-at-09.40.58.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2969\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-08-at-09.40.58.jpeg 817w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-08-at-09.40.58-300x82.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/WhatsApp-Image-2025-04-08-at-09.40.58-768x209.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 817px) 100vw, 817px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ancestralidade. 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