{"id":3853,"date":"2025-08-21T10:24:41","date_gmt":"2025-08-21T13:24:41","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=3853"},"modified":"2025-08-21T10:24:41","modified_gmt":"2025-08-21T13:24:41","slug":"dia-do-feirante-destaca-a-importancia-do-comercio-popular-nas-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/08\/21\/dia-do-feirante-destaca-a-importancia-do-comercio-popular-nas-cidades\/","title":{"rendered":"Dia do Feirante destaca a import\u00e2ncia do com\u00e9rcio popular nas cidades"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O com\u00e9rcio a c\u00e9u aberto \u00e9 comemorado dia 25 de agosto por consequ\u00eancia do Ato 710 de 1914, institu\u00eddo pelo prefeito de S\u00e3o Paulo, Washington Lu\u00eds<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Paola Ferreira e Sabrina Alves (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"586\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-10.20.19-1024x586.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3856\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-10.20.19-1024x586.jpeg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-10.20.19-300x172.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-10.20.19-768x440.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-10.20.19.jpeg 1085w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Feira livre no CEAGESP, em Sorocaba, 13\/08 | Foto: Paola Ferreira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na Idade Antiga, devido ao surgimento das primeiras cidades, as trocas comerciais estiveram localizadas em centros espec\u00edficos onde as pessoas concentravam-se para a venda e a compra de mercadorias de seu interesse. Os centros comerciais apresentam evolu\u00e7\u00f5es diferentes nesse per\u00edodo conforme as civiliza\u00e7\u00f5es, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Todavia, os modelos atuais de feira vieram da Baixa Idade M\u00e9dia, a partir do s\u00e9culo XI.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, colonos portugueses trouxeram o modelo de feira livre e desde a forma\u00e7\u00e3o da Vila S\u00e3o Paulo, no s\u00e9culo XVI, que daria origem \u00e0 cidade de S\u00e3o Paulo, h\u00e1 relatos de grandes bancas com verduras nas ruas comerciais. Al\u00e9m disso, o modelo comercial em pequenos vilarejos denominava-se \u201chortifrutigranjeiro\u201d \u2013 barracas que vendiam verduras, frutas, hortali\u00e7as e animais criados na granja, como aves.<\/p>\n\n\n\n<p>A feira do Largo General Os\u00f3rio tornou-se uma das mais populares em S\u00e3o Paulo em 1914, que, at\u00e9 nesse ano, acontecia de forma desorganizada e n\u00e3o-peri\u00f3dica \u2013 n\u00e3o apenas esta, como outras que ocorriam na cidade. Por isso, o ent\u00e3o prefeito de S\u00e3o Paulo, Washington Lu\u00eds, por meio do Ato 710, de 25 de agosto daquele mesmo ano, instituiu a cria\u00e7\u00e3o de mercados abertos como meio de regulamentar minimamente as feiras livres. Gra\u00e7as ao Ato, o problema da organiza\u00e7\u00e3o e periodicidade foi resolvido e a data passou a ser lembrada e comemorada como o Dia do Feirante em todo o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Hist\u00f3rias de vida na feira<\/h1>\n\n\n\n<p>Na cidade de Sorocaba, o com\u00e9rcio a c\u00e9u aberto ainda tem visibilidade, como a feira da CEAGESP, conhecido como Varej\u00e3o e \u00e9 realizada \u00e0s quartas-feiras \u2013 das 17h \u00e0s 22h \u2013 e aos s\u00e1bados \u2013 das 7h \u00e0s 13h \u2013, sendo considerada refer\u00eancia na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As feiras n\u00e3o s\u00e3o apenas lugares de neg\u00f3cios, elas tamb\u00e9m servem de cen\u00e1rio para hist\u00f3rias de vida, de aprendizagem e de transforma\u00e7\u00e3o. &nbsp;\u201cAprendo muito com as pessoas\u201d, relata Viviane Motta, 43 anos. Viviane trabalha na CEAGESP desde 2007, sua barraca tem como foco o p\u00fablico infantil e a cada quarta-feira vivencia momentos \u00fanicos: \u201clidar com crian\u00e7a \u00e9 maravilhoso, ter mais contato com o cliente e conversar diretamente com ele\u201d. A feirante \u00e9 formada em gastronomia h\u00e1 20 anos, n\u00e3o exerceu a profiss\u00e3o e nem se arrepende disto, ela descobriu uma nova voca\u00e7\u00e3o e afirma ter sido uma das melhores escolhas de sua vida: \u201cadoro trabalhar aqui, estar com meus amigos o per\u00edodo todo de servi\u00e7o. N\u00e3o tem dinheiro que pague isso!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A gera\u00e7\u00e3o atual de jovens tamb\u00e9m se interessa pelo com\u00e9rcio aberto, como \u00e9 o caso dos amigos L\u00edvia de Lima Costa e Caique Morales Sanches, ambos t\u00eam 18 anos. Os dois colegas trabalham em barracas na feira livre. L\u00edvia iniciou sua jornada de feirante este ano, em abril, numa barraca de comida oriental, juntamente com outro colega seu, Leonardo Shimada: \u201ctrabalhar com ele \u00e9 leve e gostoso, nem parece que estou trabalhando\u201d. A jovem fala sobre suas dificuldades no of\u00edcio e a assist\u00eancia que lhe \u00e9 dada por Shimada nos per\u00edodos \u00e1rduos: \u201ctrabalhar na feira n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil quanto parece. H\u00e1 dias em que n\u00e3o vendemos nada e outros em que \u00e9 muita correria \u2013 assim como h\u00e1 a quest\u00e3o do cansa\u00e7o \u2013, mas com o Leonardo ao meu lado isso n\u00e3o \u00e9 um problema. Ele busca olhar o lado positivo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Sanches ingressou no mercado aberto com a finalidade de aprimorar seu desenvolvimento acad\u00eamico, cursa Gest\u00e3o de Marketing e a sociabilidade \u00e9 um dos fatores primordiais na sua \u00e1rea: \u201co contato com as pessoas e fornecer um atendimento de qualidade e educa\u00e7\u00e3o para os clientes \u00e9 algo essencial para um profissional da \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o, isto enquadra-se igualmente com o relacionamento da equipe, principalmente em momentos estressantes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"769\" height=\"556\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-10.20.28.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3854\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-10.20.28.jpeg 769w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-10.20.28-300x217.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 769px) 100vw, 769px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Feira livre do CEAGESP, \u00e0s 17h, 13\/08 | Foto: Paola Ferreira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Gabriel Rodrigues, 18 anos, trabalha atualmente como repositor da parte de hortifr\u00fati no Atacad\u00e3o, antes atuou em uma lanchonete e em uma ind\u00fastria especializada de temperos. Posteriormente a esses tr\u00eas servi\u00e7os, aos 14 anos, trabalhou na CEAGESP, onde adquiriu seu conhecimento sobre alimentos e aprendeu a atender seus clientes: \u201cuma mulher veio elogiar meu servi\u00e7o uma vez, pois fui educado e o produto estava ao seu agrado. Aquilo me marcou muito, porque ela gostou do que eu fiz.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00f3 de amores fraternos e experi\u00eancias profissionais s\u00e3o feitas as feiras, h\u00e1 tamb\u00e9m hist\u00f3rias de amor e legado. Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Ginjo, 71 anos, e Elizabeth Mendes, 66 anos, iniciaram sua hist\u00f3ria em uma barraca de roupas h\u00e1 50 anos. Ginjo trabalhava com seus pais desde os 13 anos. Ele assume que no come\u00e7o n\u00e3o gostava do of\u00edcio, mas, conforme os anos foram passando, adaptou-se \u00e0 feira e se tornou destaque em vendas: \u201cnunca esquecerei do dia que fiz minha maior venda! Vendi mil blusas de l\u00e3 num \u00fanico dia\u201d. J\u00e1 sua esposa, Elizabeth, iniciou aos 16, sendo funcion\u00e1ria de sua futura sogra, trabalhou para manter a m\u00e3e e os irm\u00e3os mais novos e relembra com saudades os tempos de barraca: \u201ceu faria tudo de novo, sem pensar. Eu gostava muito de conhecer pessoas de todos os cantos do Brasil e das amizades que t\u00ednhamos um com o outro na feira \u2013 sem inimizade ou concorr\u00eancia.\u201d O casal permaneceu na feira por longos anos antes de irem para uma loja convencional \u2013 eles montaram um com\u00e9rcio fixo no centro de Sorocaba. Nesse tempo como feirantes, em meio a barracas, viagens \u00e0 Aparecida do Norte e grande fluxo de pessoas, criaram seu filho Jos\u00e9 Augusto Ginjo, 48 anos, tamb\u00e9m conhecido como Guto que, desde novo, trabalhou ao lado dos pais na barraca de roupas. Depois de alguns anos, ele tamb\u00e9m montou sua loja pr\u00f3pria, e, assim como Rodrigues, desenvolveu habilidades para trabalhar com o p\u00fablico: \u201csegui os passos do meu pai\u201d. Guto conta um epis\u00f3dio curioso sobre sua carreira de vendedor, \u201cquando eu tinha 9 anos, um colega feirante nosso foi \u00e0 rodovi\u00e1ria tomar caf\u00e9 e pediu para eu olhar a barraca dele. Ao voltar, toda a mercadoria tinha sumido e eu n\u00e3o estava l\u00e1. Ele desceu \u00e0 barraca do meu pai desesperado achando que o tinham roubado e me sequestrado, mas na verdadeira eu tinha vendido toda a mercadoria e lhe dei o dinheiro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aparecida do Norte, a maior feira do Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"656\" height=\"421\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-10.20.38.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3855\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-10.20.38.jpeg 656w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-10.20.38-300x193.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 656px) 100vw, 656px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Feira da Aparecida do Norte | Arquivo digital<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Inaugurada em mar\u00e7o de 1980 e localizada na Avenida Monumental Papa Jo\u00e3o Paulo II, a feira da cidade de Aparecida do Norte \u00e9 local de refer\u00eancia para turistas e peregrinos no Brasil, assim como para feirantes que buscam abrir seu neg\u00f3cio. Composta por mais de duas mil barracas, os visitantes t\u00eam acesso a diversos produtos como lembran\u00e7as de Aparecida.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 novembro de 2024, a feira funcionava todos os dias da semana. Devido a uma decis\u00e3o judicial, a feira livre passou a funcionar apenas de quinta-feira a domingo e, ap\u00f3s o hor\u00e1rio de funcionamento, as barracas s\u00e3o desmontadas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o documento assinado pela ju\u00edza Rita de C\u00e1ssia Magalh\u00e3es, as barracas foram instaladas permanentemente na avenida, atrapalhando o movimento pela via e tornando o local insalubre. A ju\u00edza tamb\u00e9m aponta que o poder p\u00fablico \u201cpermitiu, de maneira irrespons\u00e1vel, verdadeiro retrocesso na ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico [&#8230;] Lixo acumulado, fezes de animais e [de] humanos, sem ventila\u00e7\u00e3o, coberto por lonas altamente inflam\u00e1veis, com feirantes utilizando-se de energia el\u00e9trica provenientes de \u2018gatos\u2019, sem corredores para viaturas e ambul\u00e2ncias, sem sa\u00eddas de emerg\u00eancias e houve um retrocesso na substitui\u00e7\u00e3o das lonas inflam\u00e1veis por materiais n\u00e3o sujeitos \u00e0 imediata combust\u00e3o.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O com\u00e9rcio a c\u00e9u aberto \u00e9 comemorado dia 25 de agosto por consequ\u00eancia do Ato 710 de 1914, institu\u00eddo pelo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-3853","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3853","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3853"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3853\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3858,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3853\/revisions\/3858"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}