{"id":4114,"date":"2025-09-22T10:41:36","date_gmt":"2025-09-22T13:41:36","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=4114"},"modified":"2025-09-22T11:16:43","modified_gmt":"2025-09-22T14:16:43","slug":"dia-nacional-da-pessoa-com-deficiencia-como-tornar-a-sociedade-realmente-acessivel-para-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/09\/22\/dia-nacional-da-pessoa-com-deficiencia-como-tornar-a-sociedade-realmente-acessivel-para-todos\/","title":{"rendered":"Dia Nacional da Pessoa com Defici\u00eancia: como tornar a sociedade realmente acess\u00edvel para todos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u201cA defici\u00eancia n\u00e3o limita o ser humano, o que limita s\u00e3o as barreiras sociais, e quando as derrubamos, todo mundo sai ganhando\u201d<\/em>,  a frase foi recuperada pela psic\u00f3loga Let\u00edcia Oliveira Am\u00e9rico, durante entrevista concedida \u00e0 Ag\u00eancia Focas<\/p>\n\n\n\n<p>Por: Let\u00edcia Am\u00e9rico Camargo (Ag\u00eancia Focas: Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"425\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4115\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem1.jpg 567w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Celebrado no dia 21 de setembro, a data traz novo olhar social. Foto: Let\u00edcia Am\u00e9rico Camargo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Celebrado desde 2005, o Dia da Pessoa com Defici\u00eancia tem como objetivo promover a inclus\u00e3o social e a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da acessibilidade \u00e0 sociedade. A data abre espa\u00e7o para a discuss\u00e3o sobre preconceito e como abordar o assunto de forma acolhedora e respeitosa. Por isso, a necessidade de se aprender sobre capacitismo e superar o atraso atitudinal, s\u00e3o essenciais para a cria\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais aberta e agrad\u00e1vel para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoa com defici\u00eancia \u00e9 aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza f\u00edsica, mental, intelectual ou sensorial que, em intera\u00e7\u00e3o com diversas barreiras, podem ter obstru\u00edda sua participa\u00e7\u00e3o plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com as demais pessoas. O conceito est\u00e1 expresso no art. 1\u00ba da Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia, aprovado pela Assembleia Geral da ONU, em 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) o Brasil tem 14,4 milh\u00f5es de pessoas com defici\u00eancia, o que representa 7,3% da popula\u00e7\u00e3o com dois anos ou mais. Al\u00e9m disso, foram identificadas 2,4 milh\u00f5es de pessoas com autismo, dados coletados pela primeira vez. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o parte de dados preliminares da amostra do Censo Demogr\u00e1fico de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tratar de assuntos delicados como a defici\u00eancia de uma pessoa, s\u00e3o necess\u00e1rios o cuidado e a mente aberta para a constru\u00e7\u00e3o de um ambiente saud\u00e1vel. Let\u00edcia Oliveira Am\u00e9rico tem 30 anos e \u00e9 psic\u00f3loga, e atualmente atende em sua cl\u00ednica particular e trabalha na APODET (Associa\u00e7\u00e3o de Pessoas com Defici\u00eancia de Tatu\u00ed).<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de pol\u00edticas p\u00fablicas e os problemas relacionados \u00e0 inclus\u00e3o social impedem que esses grupos possam desfrutar plenamente dos servi\u00e7os e lazeres comuns a todos. A inser\u00e7\u00e3o deve partir de um aprendizado geral, como explica a psic\u00f3loga, \u201cprecisamos aprender a nos comunicar da forma como eles entendem, isso faz parte da n\u00e3o exclus\u00e3o. [\u00c9 preciso] Abrir espa\u00e7o para que eles fa\u00e7am parte da sociedade. Eles precisam de suportes, e n\u00f3s estarmos dispostos como sociedade a abrir esses espa\u00e7os ajuda a n\u00e3o os excluir.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nesse cen\u00e1rio, Lucas Borelli de 33 anos, professor e profissional da \u00e1rea, trabalha na APAE (Associa\u00e7\u00e3o dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de Tatu\u00ed, institui\u00e7\u00e3o que desempenha um papel fundamental no acolhimento das pessoas com defici\u00eancia.<\/strong> Segundo ele, a entidade muitas vezes \u00e9 o \u00fanico espa\u00e7o onde esse p\u00fablico encontra apoio completo, oferecendo desde terapias especializadas na \u00e1rea da sa\u00fade at\u00e9 acompanhamento educacional e social. \u201cEsse acompanhamento cont\u00ednuo faz toda a diferen\u00e7a, pois ajuda a desenvolver habilidades, aumentar a independ\u00eancia e melhorar a qualidade de vida\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas refor\u00e7a que a mudan\u00e7a precisa ir al\u00e9m da discuss\u00e3o e se materializar em a\u00e7\u00f5es concretas. Para ele, s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas p\u00fablicas mais fortes e de longo prazo, que garantam n\u00e3o apenas a acessibilidade f\u00edsica, mas tamb\u00e9m oportunidades reais de estudo e emprego. Isso envolve preparar as escolas para a inclus\u00e3o desde a inf\u00e2ncia, criar programas de capacita\u00e7\u00e3o profissional voltados \u00e0s pessoas com defici\u00eancia e incentivar que empresas realizem contrata\u00e7\u00f5es verdadeiramente inclusivas, indo al\u00e9m do simples cumprimento de cotas. Outro aspecto essencial, segundo ele, \u00e9 a promo\u00e7\u00e3o de campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o social para combater o preconceito e evidenciar que pessoas com defici\u00eancia t\u00eam muito a contribuir em diferentes \u00e1reas da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para pessoas mais velhas, este assunto se torna ainda mais delicado, uma vez que habitualmente a tem\u00e1tica se volta para crian\u00e7as e adolescentes. \u201cHoje, falamos muito mais sobre isso, mas se abre mais espa\u00e7o para falar sobre as crian\u00e7as, e \u00e0s vezes, deixamos de falar sobre os adultos, que por sua vez, n\u00e3o tiveram as mesmas oportunidades que temos atualmente, as pessoas deixam de dar aten\u00e7\u00e3o por serem mais velhos, ou ignoram os problemas, por pensarem ser fruto da velhice\u201d, ressalta Let\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>A data n\u00e3o apenas ressalta a import\u00e2ncia da elimina\u00e7\u00e3o do preconceito, mas tamb\u00e9m nos convida a repensar a forma como enxergamos a diversidade humana. Pessoas com defici\u00eancia n\u00e3o devem ser lembradas apenas em ocasi\u00f5es espec\u00edficas, mas reconhecidas diariamente como parte fundamental da sociedade. Quando as barreiras s\u00e3o derrubadas, n\u00e3o \u00e9 apenas a vida delas que melhora: todos ganhamos em humanidade, empatia e justi\u00e7a social. A verdadeira inclus\u00e3o acontece quando cada pessoa encontra um espa\u00e7o de pertencimento, e esse \u00e9 o futuro pelo qual vale a pena lutar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA defici\u00eancia n\u00e3o limita o ser humano, o que limita s\u00e3o as barreiras sociais, e quando as derrubamos, todo mundo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-4114","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4114","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4114"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4114\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4119,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4114\/revisions\/4119"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}