{"id":4542,"date":"2025-10-31T11:09:19","date_gmt":"2025-10-31T14:09:19","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=4542"},"modified":"2025-10-31T11:09:19","modified_gmt":"2025-10-31T14:09:19","slug":"o-abandono-de-animais-no-brasil-cresce-e-preocupa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/10\/31\/o-abandono-de-animais-no-brasil-cresce-e-preocupa\/","title":{"rendered":"O abandono de animais no Brasil cresce e preocupa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>[S\u00e9rie @a.um.amigo]\u00a0 Problema atinge milh\u00f5es de gatos e c\u00e3es e acaba por trazer riscos \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Jo\u00e3o Pedro Lara (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O abandono de animais continua sendo um dos maiores problemas de bem estar e sa\u00fade p\u00fablica no Brasil. De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), estima-se que existam cerca de 30 milh\u00f5es de animais abandonados no pa\u00eds sendo aproximadamente 20 milh\u00f5es de c\u00e3es e 10 milh\u00f5es de gatos. No Distrito Federal, calcula-se que cerca de 700 mil desses animais vivam nas ruas, sem acesso a abrigo, comida ou cuidados veterin\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do sofrimento enfrentado por c\u00e3es e gatos, o abandono traz consequ\u00eancias diretas para a sociedade. A presen\u00e7a de animais sem cuidados adequados aumenta o risco de doen\u00e7as zoon\u00f3ticas, como leishmaniose e raiva, que tamb\u00e9m podem afetar os seres humanos. O impacto econ\u00f4mico \u00e9 outro fator preocupante, j\u00e1 que o poder p\u00fablico gastarecursos com o tratamento de doen\u00e7as que poderiam ser evitadas com a\u00e7\u00f5es preventivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo dados da ANDA (Ag\u00eancia de Not\u00edcias de Direitos Animais), mais de 80% dos c\u00e3es em situa\u00e7\u00e3o de rua s\u00e3o adultos sem ra\u00e7a definida, enquanto entre os gatos, o \u00edndice chega a 97,5%. Filhotes e animais de ra\u00e7a acabam tendo mais chances de serem adotados. A protetora Maria Cec\u00edlia Sanches de Assis, fundadora do Projeto Segunda Chance, explica que muitos dos animais acolhidos foram deixados para tr\u00e1s justamente quando mais precisavam. \u201cGrande parte dos nossos resgatados \u00e9 de c\u00e3es idosos ou doentes. Foram abandonados quando mais precisavam de amor. Isso mostra o quanto ainda falta empatia e responsabilidade em quem decide ter um animal de estima\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os motivos do abandono s\u00e3o diversos, mas os mais frequentes est\u00e3o relacionados a mudan\u00e7as de resid\u00eancia, dificuldades financeiras, doen\u00e7as ou falta de tempo. Para Maria Cec\u00edlia, essas justificativas apenas mascaram um problema mais profundo. \u201cA verdadeira causa \u00e9 a falta de amor e consci\u00eancia. Quem ama n\u00e3o abandona. Falta educa\u00e7\u00e3o sobre o que \u00e9 posse respons\u00e1vel\u201d. A protetora tamb\u00e9m defende que campanhas educativas e programas de conscientiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais para mudar essa realidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aumento de abandonos \u00e9 ainda maior no per\u00edodo de f\u00e9rias e festas de fim de ano. Entre dezembro e fevereiro, o n\u00famero de animais deixados nas ruas cresce de forma significativa. De acordo com campanhas como o \u2018dezembro Verde\u2019, 75% dos casos ocorrem em \u00e1reas urbanas e est\u00e3o ligados a viagens de fam\u00edlias que decidem se desfazer dos animais antes de sair de casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema se agrava com a falta de estrutura p\u00fablica para acolher esses animais. Segundo o Instituto Pet Brasil, cerca de 185 mil c\u00e3es e gatos abandonados estavam sob os cuidados de ONGs e protetores independentes em 2023. Essas institui\u00e7\u00f5es atuam com recursos limitados e dependem de doa\u00e7\u00f5es e volunt\u00e1rios para continuar funcionando. Segundo Maria Cec\u00edlia, os abrigos est\u00e3o fazendo muitas vezes o que o Estado deveria fazer e afirma que os abrigos por muitas vezes acabam ficando lotados, mas mesmo assim eles acolhem os animais que s\u00e3o resgatados pois se eles n\u00e3o os acolher esses animais v\u00e3o acabar morrendo nas ruas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de o abandono ser considerado crime ambiental, o tema ainda \u00e9 tratado com descaso. O artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei n\u00ba 9.605\/1998) prev\u00ea puni\u00e7\u00e3o para quem pratica maus-tratos ou abandono. Com a aprova\u00e7\u00e3o da Lei Sans\u00e3o, em 2020, as penalidades ficaram mais severas com a reclus\u00e3o de dois a cinco anos, multa e proibi\u00e7\u00e3o de ter animais. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m a puni\u00e7\u00e3o raramente \u00e9 imposta. Segundo a protetora Maria Cec\u00edlia, as leis existentes raramente s\u00e3o aplicadas, \u201cfalta fiscaliza\u00e7\u00e3o e sensibilidade das autoridades. Sem puni\u00e7\u00e3o real, o abandono vai continuar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O abandono de animais no Brasil \u00e9, acima de tudo, um reflexo da falta de empatia e de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes. Apesar dos esfor\u00e7os de ONGs e protetores que atuam com recursos limitados, o poder p\u00fablico precisa reconhecer que o abandono animal \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica e responsabilidade social. Adotar \u00e9 um ato de amor; abandonar \u00e9 crime. E cada animal nas ruas \u00e9 um lembrete silencioso de que ainda h\u00e1 muito a ser feito.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"527\" data-id=\"4546\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-30-at-14.03.09.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4546\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-30-at-14.03.09.jpeg 720w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-30-at-14.03.09-300x220.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto- Acervo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"708\" 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