{"id":4860,"date":"2025-12-01T09:25:52","date_gmt":"2025-12-01T12:25:52","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=4860"},"modified":"2025-12-01T09:25:52","modified_gmt":"2025-12-01T12:25:52","slug":"o-cansaco-da-pressa-na-sociedade-que-nunca-desacelera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2025\/12\/01\/o-cansaco-da-pressa-na-sociedade-que-nunca-desacelera\/","title":{"rendered":"O cansa\u00e7o da pressa na sociedade que nunca desacelera"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando o desempenho ultrapassa o limite humano<\/p>\n\n\n\n<p>Por Yumi Cugler (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea se sente cansado\/a, mas culpado\/a ao descansar?<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com um dos maiores levantamentos internacionais sobre descanso, o <em>The Rest Test<\/em> (2016) \u2014 com mais de 18 mil participantes de 134 pa\u00edses \u2014, embora a maioria das pessoas associe descansar a sensa\u00e7\u00f5es positivas, uma parcela dos participantes relaciona o descanso a aspectos negativos, como ansiedade, estresse e at\u00e9 mesmo culpa. O estudo tamb\u00e9m revela que mulheres relatam esse sentimento de culpa com maior frequ\u00eancia do que os homens, indicando que, para alguns grupos, o ato de descansar ainda vem acompanhado de cobran\u00e7as e conflitos internos.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje vivemos em uma realidade marcada pela hiperprodutividade. O estudo de Byung-Chul Han \u2014 fil\u00f3sofo sul-coreano que estuda a sociedade contempor\u00e2nea e os efeitos da hiperprodutividade na sa\u00fade mental \u2014 mostra que habitamos uma sociedade em que a <em>enfermidade do s\u00e9culo<\/em> est\u00e1 ligada ao esgotamento mental, resultado direto do excesso de produtividade e da aus\u00eancia de limites, aquilo que ele chama de <em>falta de negatividade<\/em>. Em um contexto neoliberal, que valoriza a liberdade econ\u00f4mica e a responsabilidade individual, essa press\u00e3o para produzir o tempo todo se intensifica, refor\u00e7ando a sensa\u00e7\u00e3o de que nunca estamos fazendo o suficiente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>O sistema que contribui para a enfermidade do s\u00e9culo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga Lucimara Souza, especialista em psicologia cl\u00ednica, psicanalista e atuante como psic\u00f3loga cl\u00ednica e psicoeducadora, defende que \u201cN\u00f3s vivemos em um sistema capitalista em que a pol\u00edtica e a economia s\u00e3o neoliberais\u201d. Esse sistema faz com que a sociedade siga, mesmo que inconscientemente, um padr\u00e3o que assimila a hiperprodutividade \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o pessoal, fazendo com que o excesso de desempenho se torne algo comum, desvalorizando o descanso necess\u00e1rio. Essa percep\u00e7\u00e3o dialoga com a an\u00e1lise de Han, que aponta como a <em>sociedade do desempenho<\/em> contribui para o esgotamento mental contempor\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s j\u00e1 crescemos com essa ideia de que tem que ser produtivo, tem que se desempenhar ao m\u00e1ximo, tem que ter sucesso na produ\u00e7\u00e3o, conseguindo se realizar cada vez mais. Tirando boas notas, sendo um bom funcion\u00e1rio\u2026 No sistema neoliberal hoje, essa l\u00f3gica de empresa, essa l\u00f3gica empresarial est\u00e1 na cabe\u00e7a de todo mundo\u201d, explica a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela acrescenta: \u201cVoc\u00ea \u00e9 um empreendedor de si mesmo, que voc\u00ea tem que melhorar sempre, se aprimorar cada vez mais, que voc\u00ea tem que ser proativo, que voc\u00ea tem que ser multitarefa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>E refor\u00e7a que \u201cN\u00f3s temos algumas caracter\u00edsticas que os seres humanos adotam hoje em dia por causa disso: ser competitivo, se comparar com os outros, ter que produzir&#8230; A autoexig\u00eancia exige de si mesmo, de uma forma absurda, cada vez mais. N\u00e3o se permite descansar, n\u00e3o se permite ser 99%, 98%, 97%; ou \u00e9 100%, ou se sente derrotado, se sente fracassado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>A mente que n\u00e3o desliga e os est\u00edmulos constantes que agravam<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O ritmo acelerado da sociedade imp\u00f5e uma percep\u00e7\u00e3o desconexa da realidade, como se o tempo estivesse passando de maneira r\u00e1pida, n\u00e3o deixando espa\u00e7o para que o descanso aconte\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia, os est\u00edmulos causados pelas telas contribuem para as enfermidades relacionadas \u00e0 sa\u00fade mental, como explica Roger Santos, graduado em Hist\u00f3ria, mestre em Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura e doutor em Educa\u00e7\u00e3o, com pesquisas voltadas para hist\u00f3ria, sociedade e cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 porque \u00e9 tanta tecnologia, \u00e9 um c\u00e9rebro s\u00f3 [&#8230;] \u00c9 muita aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 muita criatividade, \u00e9 um volume de horas interessante, mas fomos educados pela m\u00e1quina, para pensar na <em>velocidade el\u00e9trica<\/em>, coisa que n\u00f3s nunca fomos\u201d, defende.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFran\u00e7ois vai cantar essa bola pra gente l\u00e1 nos anos 70 [&#8230;] Aprender a pensar de forma <em>telem\u00e1tica<\/em>, a gente n\u00e3o consegue dar conta, n\u00f3s estamos diante de enfermidades, ansiedade \u00e9 a primeira delas, \u00e9 um c\u00e9rebro s\u00f3, que demora para aprender\u201d, ele finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor citado, Jean-Fran\u00e7ois Lyotard, foi um dos principais fil\u00f3sofos pensadores da p\u00f3s-modernidade. Ele apresenta a ideia de que aprender de maneira <em>telem\u00e1tica<\/em> \u2014 adquirir conhecimento em redes digitais r\u00e1pidas e fragmentadas \u2014 faz com que a sociedade passe a pensar e agir a partir da l\u00f3gica das m\u00e1quinas, de maneira r\u00e1pida, funcional, utilit\u00e1ria e sem profundidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"430\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-30-at-22.34.28-1024x430.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4861\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-30-at-22.34.28-1024x430.jpeg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-30-at-22.34.28-300x126.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-30-at-22.34.28-768x323.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-30-at-22.34.28.jpeg 1480w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O ritmo que gera culpa<\/strong>O conceito da hiperprodutividade faz com que a sociedade acredite que \u00e9 necess\u00e1rio estar o tempo todo produzindo, tornando-se uma <em>autoexplora\u00e7\u00e3o inconsciente<\/em>, de maneira que pode levar ao adoecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre isso, a psic\u00f3loga Lucimara comenta: \u201cS\u00f3 que como a gente introduz esse conceito de ter que estar sempre produzindo, a gente \u00e0s vezes at\u00e9 confunde o estar produzindo com o estar ocupado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela explica que a mente humana n\u00e3o \u00e9 capaz de aguentar o ritmo ininterrupto de cobran\u00e7a que ocorre quando estamos produzindo sem ter o privil\u00e9gio da pausa, do descanso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCada vez as horas de sono diminuem mais [&#8230;] Quando a gente est\u00e1 no escuro, a gente produz melatonina e a gente tem que descansar, repor as energias, tem um monte de fun\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas que o nosso corpo cumpre na hora que a gente est\u00e1 dormindo, para no outro dia funcionar bem\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Roger finaliza: \u201cExistir \u00e9 produzir. Produzir para consumir. N\u00e3o existir para viver, isso vai se perdendo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>Redes sociais para descansar sem o descanso<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Embora as redes sociais sejam vistas como entretenimento, elas n\u00e3o oferecem o descanso que o corpo e a mente realmente precisam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo \u00e9 que vou vencer o t\u00e9dio? Com criatividade. Mas a gente tem muitas possibilidades para evitar o t\u00e9dio, posso estar sentado no sof\u00e1, mas o celular \u00e9 uma ferramenta estimulante para eu fazer algo. Se eu cansei do celular e tenho uma TV com streaming, s\u00e3o recursos. O que n\u00e3o est\u00e1 acontecendo \u00e9 a necess\u00e1ria pausa para apreciar o tempo\u201d, comenta o historiador, Roger.<\/p>\n\n\n\n<p>As redes sociais acabaram se tornando tamb\u00e9m um produto do sistema neoliberal, estimulando o excesso sem pausa, a compara\u00e7\u00e3o constante e a autocobran\u00e7a: \u201cVoc\u00ea est\u00e1 mostrando sempre o que \u00e9 legal, o que \u00e9 o m\u00e1ximo, o que voc\u00ea est\u00e1 fazendo, o que voc\u00ea est\u00e1 conseguindo [&#8230;] Ent\u00e3o, esse est\u00edmulo incentiva para estar nesse esquema, no esquema da produ\u00e7\u00e3o\u201d, finaliza Lucimara.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><strong>&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>As enfermidades do s\u00e9culo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo Byung-Chul Han, cada \u00e9poca possui suas enfermidades fundamentais. O s\u00e9culo passado foi marcado pelas doen\u00e7as imunol\u00f3gicas, causadas por agentes externos; j\u00e1 o s\u00e9culo atual \u00e9 marcado pelas <em>doen\u00e7as neuronais<\/em> \u2014 como depress\u00e3o, ansiedade, transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o, hiperatividade, <em>burnout<\/em> e esgotamento \u2014 produzidas pelo excesso de desempenho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s estamos diante de enfermidades, ansiedade \u00e9 a primeira delas, \u00e9 um c\u00e9rebro s\u00f3\u201d, comenta o historiador Roger Santos. Ele exemplifica: \u201cAprender a jogar xadrez&#8230; Aprender a mover as pe\u00e7as \u00e9 um processo r\u00e1pido, mas para fazer as jogadas, as estimativas de vit\u00f3ria, \u00e9 muito tempo jogando xadrez. Esse muito tempo \u00e9 o que est\u00e1 faltando na equa\u00e7\u00e3o atual.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a especialista em psicologia cl\u00ednica, a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz artificial reduz a libera\u00e7\u00e3o da melatonina e diminui as horas de sono. Esses fatores s\u00e3o essenciais para o bom funcionamento da sa\u00fade mental e f\u00edsica: \u201cVai acumulando esse cansa\u00e7o, acumulando esse estresse e isso se torna v\u00e1rias doen\u00e7as, depress\u00e3o e ansiedade como carro-chefe dessas doen\u00e7as.\u201d E ela finaliza: \u201cChegar em um ponto \u2014 que hoje em dia est\u00e1 tendo muito \u2014 \u00e9 a <em>s\u00edndrome de burnout<\/em>, onde a depress\u00e3o, a ansiedade e o estresse chegam em um limite m\u00e1ximo e a pessoa tem um colapso mesmo, n\u00e3o consegue mais funcionar, como se fundisse o motor da m\u00e1quina, vamos dizer assim.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><strong>Vidas que sentem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cPorque a gente s\u00f3 vive pelo trabalho, n\u00e3o \u00e9 gratificante [&#8230;] a vida deveria ser vivida e n\u00e3o viver s\u00f3 para sobreviver\u201d, afirma Victor Gabriel, 23 anos, auxiliar de tr\u00e1fego.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Han, o tempo moderno \u00e9 marcado por uma vida acelerada e, devido \u00e0 produtividade excessiva, a <em>fragmenta\u00e7\u00e3o do tempo<\/em> faz com que a percep\u00e7\u00e3o seja a de que os dias simplesmente escorrem \u2014 n\u00e3o h\u00e1 profundidade, apenas instantes que se sucedem sem pausa.<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Casanho, 34 anos, motorista de \u00f4nibus, alega que tenta n\u00e3o viver no autom\u00e1tico, mas percebe como \u201ctudo est\u00e1 acelerado\u201d, onde as pessoas demonstram impaci\u00eancia no dia a dia e, como dito por ele, \u201cn\u00e3o esperam nem o sinal vermelho\u201d. \u201cEu tenho um casal de filhos e, \u00e0s vezes, a gente chega cansado do trabalho, acaba descansando e acorda arrependido por n\u00e3o ter dado tanta aten\u00e7\u00e3o para eles\u201d, comenta Eduardo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"941\" height=\"643\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-30-at-22.34.40.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4862\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-30-at-22.34.40.jpeg 941w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-30-at-22.34.40-300x205.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-30-at-22.34.40-768x525.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-30-at-22.34.40-130x90.jpeg 130w\" sizes=\"auto, (max-width: 941px) 100vw, 941px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Eduardo acessando as redes sociais | Foto por Yumi Cugler<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A normaliza\u00e7\u00e3o do descanso<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A vida acelerada e a l\u00f3gica do desempenho mostram que n\u00e3o basta falar sobre descanso \u2014 \u00e9 preciso reconstruir uma rela\u00e7\u00e3o mais equilibrada com o pr\u00f3prio corpo. Se o sistema exige velocidade, \u00e9 o corpo que sente os impactos desse ritmo e, muitas vezes, \u00e9 ele quem primeiro pede socorro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, pr\u00e1ticas que devolvem presen\u00e7a, respira\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia corporal tornam-se essenciais para reorganizar o <em>tempo interno<\/em> e aliviar a mente. Uma dessas pr\u00e1ticas \u00e9 o movimento, que tem se mostrado um aliado importante no cuidado da sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender como a atividade f\u00edsica pode contribuir nesse processo, ajudando a reduzir a exaust\u00e3o e fortalecer o bem-estar emocional, <em>pesquisas sobre movimento e sa\u00fade mental<\/em> t\u00eam mostrado caminhos importantes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o desempenho ultrapassa o limite humano Por Yumi Cugler (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso) Voc\u00ea se sente cansado\/a, mas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,9,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-4860","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4860"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4860\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4863,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4860\/revisions\/4863"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}