{"id":5044,"date":"2026-02-11T12:45:27","date_gmt":"2026-02-11T15:45:27","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=5044"},"modified":"2026-02-11T12:45:27","modified_gmt":"2026-02-11T15:45:27","slug":"o-outro-lado-da-gestacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2026\/02\/11\/o-outro-lado-da-gestacao\/","title":{"rendered":"O outro lado da gesta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Entre horm\u00f4nios e noites sem dormir, a gravidez nem sempre \u00e9 um conto de fadas. Tr\u00eas hist\u00f3rias reais mostram o que a maternidade esconde<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Julio Ribeiro (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/texto-gestacao-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5047\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/texto-gestacao-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/texto-gestacao-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/texto-gestacao-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/texto-gestacao-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/texto-gestacao-1.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nem toda gesta\u00e7\u00e3o \u00e9 luz. Mas todas carregam algo que precisa ser contado | Foto ilustrativa: Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ser m\u00e3e \u00e9 o sonho de muitas mulheres, um desejo antigo que floresce antes mesmo de entender sua dimens\u00e3o. Mas a gesta\u00e7\u00e3o raramente se parece com o que se imagina: enjoos que queimam a manh\u00e3, frustra\u00e7\u00f5es que se acumulam como nuvens carregadas, e sensa\u00e7\u00f5es inesperadas que sacodem o corpo e a mente. Essa realidade n\u00e3o passa despercebida. As m\u00e3es a sentem em cada passo, em cada mudan\u00e7a, enfrentando o peso e a beleza de um corpo que se transforma para criar outra vida.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo, muitas vezes, come\u00e7a ap\u00f3s a descoberta da gravidez. A novidade gera uma rea\u00e7\u00e3o que varia de pessoa para pessoa. \u00c9 nesse intervalo entre o ideal e o real que as hist\u00f3rias de Wilma Antunes e Evenize Batista ganham for\u00e7a. No caso de Wilma , gr\u00e1vida de 4 meses, o percurso foi \u2014 e continua \u2014 turbulento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tr\u00eas primeiros meses a derrubaram f\u00edsica e emocionalmente. O al\u00edvio s\u00f3 veio no segundo trimestre, quando o corpo finalmente devolveu a ela algum \u00e2nimo. \u201cSinto que minha ess\u00eancia voltou. Quero aproveitar\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a melhora, veio algo ainda mais importante: a sensa\u00e7\u00e3o de estar gr\u00e1vida de verdade. \u201cAgora consigo sentir afei\u00e7\u00e3o pelo beb\u00ea, tocar na barriga, ficar feliz.\u201d O v\u00ednculo, antes distante, come\u00e7ou a se formar devagar, exatamente como ela acredita que o amor materno \u00e9: constru\u00eddo, n\u00e3o imediato.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os pr\u00f3ximos meses, Wilma deseja algo simples e profundo: criar presen\u00e7a. \u201cQuero um v\u00ednculo entre mim, o beb\u00ea e o pai. N\u00f3s tr\u00eas. Quero focar nisso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Pensar no p\u00f3s-parto ainda parece nebuloso, mas ela sabe que quer tempo exclusivo com o beb\u00ea. \u201cQuero ficar seis meses s\u00f3 com ele. Criar o v\u00ednculo no colo, naquele cheirinho gostoso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A maternidade tamb\u00e9m traz uma chance de romper hist\u00f3rias. Wilma deseja ser diferente da m\u00e3e que teve ausente, e reverencia o pai que tentou preench\u00ea-la. \u201cQuero que meu filho cres\u00e7a sabendo que \u00e9 amado demais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em suas palavras, fica claro que a riqueza que pretende oferecer n\u00e3o \u00e9 material. \u201cQuero que ele seja rico de afeto. Que n\u00e3o se sinta um peso. Quero deixar um legado.\u201d Ela sonha em colocar no mundo uma pessoa boa, com car\u00e1ter, \u201caquela pessoa que tem uma energia boa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas junto do desejo vem o medo. \u201cToda gestante tem medo de doen\u00e7a ou anomalia.\u201d E, ainda assim, ela descobriu dentro de si uma coragem inesperada. \u201cEu fui forte. A gravidez deixa a mulher forte, mesmo quando deixa fr\u00e1gil.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 essa dualidade que define sua trajet\u00f3ria at\u00e9 aqui: sensibilidade e for\u00e7a coexistindo. E, apesar da dureza do in\u00edcio, ela n\u00e3o hesita: \u201cSe n\u00e3o tivesse acontecido, eu repetiria. Est\u00e1 valendo a experi\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/foto-2-2-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5048\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/foto-2-2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/foto-2-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/foto-2-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/foto-2-2-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/foto-2-2.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Teste positivo de Wilma no dia em que descobriu a gesta\u00e7\u00e3o | Foto: Cortesia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um olhar cl\u00ednico sobre o invis\u00edvel<\/h2>\n\n\n\n<p>Assim como Wilma, in\u00fameras mulheres atravessam a gesta\u00e7\u00e3o acompanhadas por sensa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o aparecem em ultrassons. Na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, quem testemunha essas nuances s\u00e3o profissionais como Crislaine Santana, enfermeira da Estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia, que acompanha mulheres desde a adolesc\u00eancia at\u00e9 o climat\u00e9rio. Seu trabalho \u00e9 uma linha cont\u00ednua de cuidado: do pr\u00e9-natal \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es de parto, do planejamento familiar ao apoio emocional.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela observa que a gesta\u00e7\u00e3o, apesar de comum, nunca \u00e9 igual. O corpo reage a um turbilh\u00e3o de horm\u00f4nios (hCG, progesterona, estrog\u00eanio) que explicam boa parte dos enjoos, da exaust\u00e3o e da instabilidade emocional t\u00e3o presentes nas falas de mulheres como Wilma. O in\u00edcio costuma ser o trecho mais \u00e1rduo da travessia: n\u00e1useas, cansa\u00e7o extremo, sono fragmentado e o medo silencioso do que pode dar errado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas Crislaine refor\u00e7a algo que muitas gestantes demoram a perceber: \u201cCada experi\u00eancia \u00e9 individual. A sa\u00fade pr\u00e9via, o estilo de vida, o suporte familiar e at\u00e9 a hist\u00f3ria emocional influenciam diretamente na forma como a gesta\u00e7\u00e3o acontece.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No fundo, n\u00e3o existe gestante \u201cforte\u201d ou \u201cfr\u00e1gil\u201d: existe uma mulher tentando atravessar, do jeito que consegue, a maior mudan\u00e7a da vida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entre sil\u00eancio e o milagre de tr\u00eas batimentos<\/h2>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria de Evenize vem muito antes dos trig\u00eameos. Come\u00e7a no ato de tentar; tentativa, espera e recome\u00e7os. Foram um ano e meio de tentativas frustradas, marcadas por d\u00favidas que pesam: \u201cSer\u00e1 que o problema \u00e9 comigo?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira gravidez chegou em 2011 e desapareceu poucos dias depois. Ela tinha contado para todos, ent\u00e3o, precisou contar sobre a perda tamb\u00e9m. Doeu nela, foi um luto que acaba tamb\u00e9m respingando no casamento. A endometriose, antes tratada como detalhe, finalmente ganhou nome e peso. Entretanto, mesmo ap\u00f3s a cirurgia, a gesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o vinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda perda, o sil\u00eancio pesou mais do que qualquer exame. Foi o sil\u00eancio das pessoas que n\u00e3o sabiam o que dizer, e o das mulheres que, ao v\u00ea-la falar abertamente, quebraram o pr\u00f3prio mutismo. Trinta e tr\u00eas delas procuraram Evenize para confidenciar perdas que nunca haviam dito em voz alta. \u201cN\u00e3o \u00e9 substitu\u00edvel aquele beb\u00ea\u201d, ela afirma com a firmeza de quem transformou a dor em consci\u00eancia. Aprendeu a lidar espiritualmente com o que viveu: \u201cEu dei o meu melhor para eles.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 39 anos, decidiu tentar <em>Fertiliza\u00e7\u00e3o in Vitro<\/em> \u2014 uma \u00fanica vez. Deu certo. Tr\u00eas embri\u00f5es transferidos. Quatro dias depois, um tombo; junto com o medo, uma experi\u00eancia espiritual. \u201cGrudem a\u00ed, fiquem com a mam\u00e3e&#8221;, disse ela em uma conversa silenciosa com aqueles que j\u00e1 considerava filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>O positivo veio. No ultrassom, um saco gestacional. Depois dois. Depois tr\u00eas. O m\u00e9dico respirou fundo e disse \u201ctemos um problema\u201d. O marido n\u00e3o hesitou: \u201cProblema nenhum.\u201d Ela s\u00f3 precisou de uma resposta: \u201cOs cora\u00e7\u00f5es est\u00e3o batendo?\u201d Estavam. Todos eles.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"554\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/foto-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5052\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/foto-3.jpg 720w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/foto-3-300x231.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ultrassom que revelou os tr\u00eas embri\u00f5es em Evenize | Foto: Cortesia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A gesta\u00e7\u00e3o de trig\u00eameos, cen\u00e1rio que os m\u00e9dicos classificam como de alto risco, foi, ironicamente, a fase mais tranquila de sua vida. Pilates, yoga, plenitude. Ela se olhava no espelho e se reconhecia linda, forte, inteira. Sentia que seu corpo, antes t\u00e3o questionado, finalmente respondia. Era como se tudo tivesse entrado no eixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas um atendimento precipitado mudou a hist\u00f3ria. Evenize foi ao hospital apenas para um ultrassom de rotina e recebeu, da m\u00e9dica plantonista, entusiasmo irrespons\u00e1vel para \u201cfazer um parto de trig\u00eameos\u201d. Nada indicava urg\u00eancia: sem contra\u00e7\u00f5es, sem sangramento, sem sofrimento fetal. Mesmo assim, a interna\u00e7\u00e3o virou ces\u00e1rea marcada para aquela tarde. \u201cEu tenho plena consci\u00eancia de que n\u00e3o era pra ter nascido\u201d, diz. \u201cFoi uma viol\u00eancia obst\u00e9trica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Alice nasceu \u00e0s 15h41. Max \u00e0s 15h42. Ol\u00edvia \u00e0s 15h44. Ela n\u00e3o p\u00f4de fotografar os tr\u00eas juntos, como desejava. Mas ouviu os tr\u00eas choros, o que foi o suficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Vieram os dias na UTI neonatal \u2014 rotina exaustiva e milagrosa. Cada grama era vit\u00f3ria. O marido ficou 20 dias ao lado das crian\u00e7as; ela, 33. Aprendeu com todas as m\u00e3es, com todos os profissionais. Entendeu o valor de cada minuto dentro do \u00fatero. E reconheceu que sua maternidade n\u00e3o \u00e9 mais preciosa por ser tripla, apenas diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, nove anos depois, os tr\u00eas est\u00e3o saud\u00e1veis e cheios de vida. Ela cuida deles com amor e limites. \u00c0s vezes, lembra da barriga que n\u00e3o p\u00f4de despedir. Mas \u00e9 grata a sua experi\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a>&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u201cEu amo a minha hist\u00f3ria!\u201d<\/h3>\n\n\n\n<p>diz com convic\u00e7\u00e3o. E, se pudesse falar com a mulher que foi um dia, diria apenas: \u201cContinua. Confia e segue. E, se puder, seja mais leve.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que a t\u00e9cnica revela sobre trajet\u00f3rias como a de Evenize?<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao lidar diariamente com gestantes de alto risco, adolescentes, mulheres soropositivas, m\u00e3es com doen\u00e7as cr\u00f4nicas ou hist\u00f3rico de perdas, Crislaine observa algo que atravessa todas as hist\u00f3rias: o apoio muda tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma gesta\u00e7\u00e3o pode ser marcada por medo, culpa, fragilidade ou for\u00e7a, mas raramente \u00e9 marcada por indiferen\u00e7a. \u201cAs preocupa\u00e7\u00f5es se repetem: medo do parto, mudan\u00e7as no corpo, instabilidade emocional, dificuldade para dormir, incha\u00e7o, dores, ansiedade sobre o futuro\u201d, explica. Mesmo assim, cada mulher reage ao seu pr\u00f3prio ritmo, influenciada pela sa\u00fade pr\u00e9via, pela estabilidade emocional e pela rede que a ampara.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, o que realmente faz diferen\u00e7a \u00e9 o v\u00ednculo que se constr\u00f3i no cuidado. N\u00e3o o gesto t\u00e9cnico em si, mas a presen\u00e7a cont\u00ednua: conhecer a hist\u00f3ria, reconhecer o medo, validar a dor. \u201cEu acompanho cada mulher, conhe\u00e7o cada hist\u00f3ria e, depois, cada beb\u00ea que chega.\u201d Esse tipo de cuidado n\u00e3o termina na \u00faltima consulta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando nasce um beb\u00ea, nasce tamb\u00e9m outra mulher<\/h2>\n\n\n\n<p>O p\u00f3s-parto, segundo Crislaine, \u00e9 um territ\u00f3rio t\u00e3o transformador quanto a gesta\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes at\u00e9 mais. A recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica, a queda hormonal, a priva\u00e7\u00e3o de sono, a adapta\u00e7\u00e3o ao rec\u00e9m-nascido e a constru\u00e7\u00e3o de um v\u00ednculo que ainda engatinha formam um cen\u00e1rio delicado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCoisas pequenas tornam-se enormes. O humor oscila. A culpa pesa\u201d, ela descreve. E, apesar de t\u00e3o comentada, a depress\u00e3o p\u00f3s-parto ainda vive envolta em tabu.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 tamb\u00e9m uma pot\u00eancia que atravessa tudo isso, a mesma que aparece nas hist\u00f3rias de Wilma e Evenize. Uma for\u00e7a silenciosa que n\u00e3o grita, n\u00e3o posa, n\u00e3o se anuncia. S\u00f3 se revela quando passa.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim, \u00e9 assim que a maternidade se constr\u00f3i: entre o que se espera e o que se vive, entre o medo e o milagre, entre o que d\u00f3i e o que transforma. E, para muitas mulheres, \u00e9 justamente a\u00ed, nesse territ\u00f3rio imperfeito, que nasce o amor para toda a vida.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre horm\u00f4nios e noites sem dormir, a gravidez nem sempre \u00e9 um conto de fadas. 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