{"id":5138,"date":"2026-02-27T11:06:06","date_gmt":"2026-02-27T14:06:06","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=5138"},"modified":"2026-02-27T11:13:54","modified_gmt":"2026-02-27T14:13:54","slug":"um-recomeco-que-ultrapassa-fronteiras-a-historia-da-familia-samim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2026\/02\/27\/um-recomeco-que-ultrapassa-fronteiras-a-historia-da-familia-samim\/","title":{"rendered":"Um recome\u00e7o que ultrapassa fronteiras: a hist\u00f3ria da fam\u00edlia Samim"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por: Kathleen Moneta (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/WhatsApp-Image-2026-02-27-at-10.55.37-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5139\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/WhatsApp-Image-2026-02-27-at-10.55.37-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/WhatsApp-Image-2026-02-27-at-10.55.37-300x225.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/WhatsApp-Image-2026-02-27-at-10.55.37-768x576.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/WhatsApp-Image-2026-02-27-at-10.55.37.jpeg 1040w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fonte: arquivo pessoal <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Sentados em um tapete vermelho estampado com listras e com almofadas confort\u00e1veis \u00e0 volta, a acolhida \u00e9 vis\u00edvel. \u00c9 dessa maneira que a fam\u00edlia fazia quest\u00e3o de receber todos os clientes no restaurante, como se quisessem que a experi\u00eancia afeg\u00e3 fosse completa. O local pequeno, mas aconchegante, faria qualquer um se sentir imersivo, mesmo que nunca tivesse visitado um pa\u00eds como o Afeganist\u00e3o, como no meu caso. As paredes de cores brancas traziam destaque para as cortinas desenhadas com flores vermelhas que cobriam as janelas, mas n\u00e3o despertavam tanto a aten\u00e7\u00e3o como o cheiro que preenchia o ar: uma mistura de temperos exc\u00eantricos, quase como c\u00edtricos, e o aroma de um ch\u00e1 que variava do doce ao picante, mas que agradariam o olfato de qualquer um.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um portugu\u00eas mais arrastado, mas ainda compreens\u00edvel, Sohrab contava com orgulho sobre seu restaurante. Com a inseguran\u00e7a do idioma, era seu filho de 14 anos, j\u00e1 familiarizado com o portugu\u00eas, que o ajudava a traduzir o que fosse necess\u00e1rio. Mesmo que a linguagem n\u00e3o pudesse traduzir completamente o que Sohrab sentia, era poss\u00edvel perceber nos olhos quase fechados, mas ainda brilhantes, o peso daquela trajet\u00f3ria que resultou em um futuro esperan\u00e7oso para a fam\u00edlia. Zakia, que mantinha um sorriso acolhedor desde o primeiro momento, olhava para o marido como se pudesse reviver a hist\u00f3ria inteira naquele exato momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada palavra contada abra\u00e7ava o ouvinte em um gesto de solidariedade de uma ang\u00fastia inimagin\u00e1vel e desumana. A aten\u00e7\u00e3o distribu\u00edda na minha express\u00e3o era tanta que era poss\u00edvel esquecer que eu estava ali para relatar aquela hist\u00f3ria, mas ao mesmo tempo, era como se um filme passasse na minha cabe\u00e7a. Um filme que n\u00e3o vivi e nem senti, mas que pude mergulhar no relato.<\/p>\n\n\n\n<p>Sohrab era jornalista. Talvez uma das poucas coisas que tiv\u00e9ssemos em comum. Era um rosto conhecido nas televis\u00f5es, apresentando um programa e sendo porta-voz militar do Afeganist\u00e3o. Mesmo com um curr\u00edculo de peso, a fam\u00edlia Samim teve sua paz retirada quando o extremismo invadiu o lar deles.<\/p>\n\n\n\n<p>O Afeganist\u00e3o n\u00e3o era mais o mesmo e a rotina da fam\u00edlia, certamente, n\u00e3o seria mais a mesma. Era agosto de 2021, quando o regime do Talib\u00e3 voltou a pintar o pa\u00eds e desenhar o medo em cada habitante.<\/p>\n\n\n\n<p>Sohrab introduz seu pai na conversa em uma tentativa quase frustrada de n\u00e3o marejar os olhos, mas com um incentivo discreto de cabe\u00e7a da esposa, ele parece puxar todo o ar antes de contar a trag\u00e9dia que o envolvera: o pai era oficial da pol\u00edcia, um homem de farda completamente respeitado pelo pa\u00eds e foi justamente por isso que foi alvo do Talib\u00e3. Sohrab conta que uma bomba foi colocada dentro do carro que estava e ainda acrescenta que a coragem e a dedica\u00e7\u00e3o para com o povo, que infelizmente, o colocaram nessa posi\u00e7\u00e3o terr\u00edvel para o grupo terrorista. Ele ainda complementa que no dia da trag\u00e9dia, al\u00e9m de ter perdido o pr\u00f3prio pai, um s\u00edmbolo de justi\u00e7a tamb\u00e9m se evadiu dele. O luto n\u00e3o teve espa\u00e7o o suficiente para ser sentido e vivido por aquela fam\u00edlia, j\u00e1 que n\u00e3o demorou muito para que Sohrab tamb\u00e9m passasse a ser um rosto procurado entre o grupo terrorista. Por mais que a admira\u00e7\u00e3o pelo pai estivesse estampada nos olhos do afeg\u00e3o, era simples afirmar que a dor escondida na voz era maior.<\/p>\n\n\n\n<p>O extremismo veio de repente, sem um aviso. Um pa\u00eds inteiro foi tomado, em poucos dias, por um controle t\u00e3o cruel que transformou a atmosfera inteira em medo. Qualquer um que fosse contra, era morto. N\u00e3o havia liberdade de express\u00e3o. O direito das mulheres foi enterrado, sem poder ter acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ou simplesmente ir at\u00e9 um restaurante com a fam\u00edlia. Foi no momento que Sohrab contava sobre essa rigidez, se \u00e9 que podemos chamar assim, que sa\u00ed do meu papel de entrevistadora e apenas o escutei. Desfiz a postura ereta e parei de digitar. Me inclinei para escut\u00e1-lo melhor e apenas imaginar a tamanha crueldade com todos os afeg\u00e3os, mas especialmente, as mulheres. Imaginei Zakia, a esposa, sendo privada das m\u00ednimas liberdades que, em qualquer outra parte do mundo, s\u00e3o comuns e que n\u00e3o despejamos o valor devido como simplesmente olharmos para o c\u00e9u ou passearmos sem rumo. Mas aquilo deixou de ser realidade para ela e para milhares de mulheres do Afeganist\u00e3o que teriam que \u2018\u2019viver\u2019\u2019 reclusas, sob uma severidade de um grupo de homens armados, violentos, perigosos e desumanos, a fim de preservarem o pouco de vida que as restava.<\/p>\n\n\n\n<p>Sohrab diz, agora com mais firmeza, que se tornou alvo do Talib\u00e3 justamente por defender publicamente a democracia e os direitos das mulheres. Algo que era evidenciado em seus tempos de imprensa. A partir da\u00ed, os dias da fam\u00edlia n\u00e3o foram mais os mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Talib\u00e3 passou a procurar o rosto de Sohrab em todos os lugares, indo at\u00e9 a casa dele para prend\u00ea-lo, o que segundo o homem, seria sin\u00f4nimo de mat\u00e1-lo. Com profundo terror, a fam\u00edlia Samim precisou viver \u00e0s escondidas, sendo prisioneiros da pr\u00f3pria vida para fugirem de um fim tr\u00e1gico e que dilaceraria ainda mais o cora\u00e7\u00e3o de Sohrab. Ele se viu obrigado a fugir com eles. Com a mulher, privada de qualquer gesto que a denunciasse, e seus tr\u00eas filhos, eles viveram dias e noites repletas de incertezas, mas ainda esperan\u00e7osas, para que conseguissem se abrir em um pa\u00eds novo, precisando deixar para tr\u00e1s hist\u00f3rias, momentos e sonhos no Afeganist\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com muita determina\u00e7\u00e3o e riscos sendo colocados \u00e0 tona, iniciaram a imigra\u00e7\u00e3o para o Ir\u00e3. Sohrab conta que esses dias foram muito doloridos, principalmente por olhar para aquelas crian\u00e7as e n\u00e3o saber como proteg\u00ea-las. N\u00e3o havia o que fazer a n\u00e3o ser se arriscar, ao inv\u00e9s de viver a merc\u00ea de n\u00e3o saber se acordaria vivo no dia seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Da capital do Afeganist\u00e3o para a fronteira do Ir\u00e3, s\u00e3o aproximadamente 10 dias andando, 21 horas de carro e apenas 2 horas de avi\u00e3o. A fam\u00edlia Samim precisou fazer o poss\u00edvel em dez dias para finalmente respirar um ar seguro e aliviado. Atrav\u00e9s de travessias ilegais, os cinco precisaram lidar com dias em montanhas, passando por um frio intenso, sem muitos itens de sobreviv\u00eancia e os poucos que tinham, eram prioridades aos filhos. Tudo era feito com extremo cuidado, afinal, o Talib\u00e3 havia tomado o pa\u00eds inteiro. Que certeza a fam\u00edlia tinha de que n\u00e3o poderia ser capturada a qualquer momento?<\/p>\n\n\n\n<p>Os casacos j\u00e1 n\u00e3o esquentavam e as poucas mochilas ainda seguiam pesadas para quem precisava mudar de vida drasticamente. Para quem enxerga de um mapa, as rotas possuem tra\u00e7os, caminhos e dire\u00e7\u00f5es, as fronteiras s\u00e3o perfeitamente vis\u00edveis e desenhadas, mas para eles, o caminho era tortuoso, dif\u00edcil, sem fim e incerto. Al\u00e9m disso, Sohrab podia encontrar nos trajetos pessoas com as mesmas inten\u00e7\u00f5es, que precisavam de uma segunda chance, de um recome\u00e7o e de um novo lar. Todas com a mesma express\u00e3o carregada de terror, sem saber ao certo se o que estavam fazendo teria um final bom. Mas que todos torciam para que fosse.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando finalmente chegaram ao Ir\u00e3, um peso pareceu ter sido tirado dos ombros de Sohrab, mas a incerteza ainda era companheira de seus pensamentos. A paisagem ainda era parecida ao que estavam acostumados a ver nos \u00faltimos dias, mas sabiam que ali n\u00e3o seria igual aos seus dias no Afeganist\u00e3o. Conseguiram uma garantia de que poderiam testar um novo come\u00e7o para a fam\u00edlia no Ir\u00e3, um pa\u00eds economicamente mais seguro, com costumes semelhantes, mas principalmente, sem persegui\u00e7\u00e3o. Permaneceram l\u00e1 por tr\u00eas meses, mas os vistos logo expiraram, os for\u00e7ando a continuar ali ilegalmente. O receio que um dia pareceu ser deixado na fronteira, apareceu com eles novamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Tentaram outras oportunidades: escapar para a Turquia, tamb\u00e9m ilegalmente, mas logo desistiram pela inseguran\u00e7a que sentiam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas que tinham se comprometido a ajudar. N\u00e3o se podia confiar em qualquer um, mesmo que as esperan\u00e7as e solu\u00e7\u00f5es fossem quase nulas. Tudo era muito arriscado. Decidiram ent\u00e3o buscar um cap\u00edtulo que seria completamente diferente de tudo. Uma virada de chave. Sohrab viu no Brasil uma resposta de consola\u00e7\u00e3o, quase como nascer de novo.<\/p>\n\n\n\n<p>Estavam decididos. Sohrab entrou em contato com a embaixada brasileira na cidade de Teer\u00e3, no Ir\u00e3, quase como um pedido de s\u00faplica. Ele contou toda sua hist\u00f3ria, em uma comunica\u00e7\u00e3o que traduzia supera\u00e7\u00e3o e necessidade. E no meio de toda aquela escurid\u00e3o, uma luz apareceu, como ele gosta de dizer: um telefonema de aprova\u00e7\u00e3o do pedido humanit\u00e1rio da fam\u00edlia Samim.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto Sohrab contava a not\u00edcia da aprova\u00e7\u00e3o, seu filho sorriu simples, como se pudesse lembrar do al\u00edvio ao receber aquela esperan\u00e7a de recome\u00e7ar a sua vida, mesmo ainda t\u00e3o novo. O pai parecia tentar encontrar palavras em portugu\u00eas que pudessem expressar o suspiro descarregado de tens\u00e3o que deu no momento em que recebeu a liga\u00e7\u00e3o. Mas eu assumi que aquilo n\u00e3o seria necess\u00e1rio. Os olhos falam muito e eu pude perceber a tamanha onda de gratid\u00e3o que o rosto dele se transformou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os problemas financeiros foram um impasse para que o sonho brasileiro fosse realizado rapidamente, mas tudo deu certo no final. Em 2022, a fam\u00edlia p\u00f4de respirar aliviada ao pisar no aeroporto de Guarulhos e perceber que todo o sacrif\u00edcio teria uma recompensa, mesmo que eles n\u00e3o fossem merecedores de terem passado por tamanho sofrimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Sohrab contou, ainda com aqueles olhos de gratid\u00e3o, que foram recebidos com muito amor e acolhimento no pa\u00eds, por pessoas que nem os conheciam. Em uma cultura oposta, uma l\u00edngua dif\u00edcil e um pa\u00eds novo, eles come\u00e7aram do zero. As mem\u00f3rias de Sohrab nos levam para Salto de Pirapora, no interior de S\u00e3o Paulo, onde puderam se instalar e entender os costumes dos brasileiros, primeiro vistos como ex\u00f3ticos, mas depois, se tornaram parte deles tamb\u00e9m. Foi ali que come\u00e7aram a levar a comida afeg\u00e3 para a regi\u00e3o, participando de feiras e com a oportunidade de carregar um pouco do lar e espalhar a cultura do pa\u00eds para diferentes lugares.<\/p>\n\n\n\n<p>Com um conselho de um amigo, a fam\u00edlia entendeu que deveria se mudar para uma cidade maior. E foi assim que Sorocaba apareceu na vida dos Samim e os acolheu em 2023. O ramo culin\u00e1rio come\u00e7ou a dar esperan\u00e7as para Sohrab, que se viu feliz em compartilhar o seu pa\u00eds com os outros. Ent\u00e3o, decididos, resolveram abrir um espa\u00e7o para que a culin\u00e1ria afeg\u00e3 fosse conhecida pelos brasileiros, juntando a paix\u00e3o pela comida com um gesto de manterem a cultura do pa\u00eds deles ainda viva na rotina de cada um da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Zakia \u00e9 a principal cozinheira da casa e o talento n\u00e3o se limitou apenas \u00e0s refei\u00e7\u00f5es de fam\u00edlia. Hoje, ela se sente feliz em poder cozinhar para os sorocabanos que visitam o restaurante deles e assim como os outros membros da fam\u00edlia, faz quest\u00e3o de receber cada um com muita simpatia e gratid\u00e3o. Ali\u00e1s, segundo eles, os clientes se tornaram fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim da conversa, Sohrab consegue expressar a felicidade de estar no Brasil e n\u00e3o se cansa de agradecer ao povo, que o acolheu e \u2018\u2019salvaram nossa vida\u2019\u2019. A hospitalidade do brasileiro permitiu que uma fam\u00edlia de cultura diferente pudesse se sentir em casa e principalmente, livre e feliz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 curioso pensar que um grupo possa carregar tanta for\u00e7a como eles. Tentar se colocar no lugar n\u00e3o seria suficiente, n\u00e3o passamos pelas mesmas afli\u00e7\u00f5es, mesmas incertezas, mesmos medos. Mas uma coisa \u00e9 poss\u00edvel perceber e que vai al\u00e9m de qualquer fronteira terrestre: a capacidade de recome\u00e7ar. Quando uma fam\u00edlia como a de Sohrab carrega tanta hist\u00f3ria e mem\u00f3ria em uma mochila e atravessa o mundo com isso, fica evidente que a vida os deu uma segunda chance. E talvez seja da\u00ed que conseguimos entender que um lar \u00e9 onde o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 em paz e transbordando. O Brasil \u00e9 isso para eles. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Kathleen Moneta (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso) Sentados em um tapete vermelho estampado com listras e com almofadas confort\u00e1veis<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,16,37,14],"tags":[30,41,29,28],"class_list":["post-5138","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-digital","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-digital\/\" rel=\"category tag\">jornalismo digital<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5138","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5138"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5138\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5146,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5138\/revisions\/5146"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}