{"id":5414,"date":"2026-03-27T09:40:55","date_gmt":"2026-03-27T12:40:55","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=5414"},"modified":"2026-03-27T09:45:37","modified_gmt":"2026-03-27T12:45:37","slug":"avanco-da-esporotricose-casos-em-humanos-saltam-960-em-sorocaba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2026\/03\/27\/avanco-da-esporotricose-casos-em-humanos-saltam-960-em-sorocaba\/","title":{"rendered":"Avan\u00e7o da esporotricose: casos em humanos saltam 960% em Sorocaba"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Causada por fungos presentes no solo e transmitida, sobretudo, por contato com gatos infectados, a infec\u00e7\u00e3o exige cuidados simples de higiene e responsabilidade dos tutores para ser contida.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por Larissa Tirabassi e Marizete Resende (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<p>A esporotricose \u00e9 uma micose, ou seja, uma infec\u00e7\u00e3o causada por fungos, que afeta principalmente a pele e pode atingir tanto humanos quanto animais, especialmente gatos. A doen\u00e7a \u00e9 provocada por fungos do g\u00eanero <em>Sporothrix<\/em>, encontrados no solo, em plantas, espinhos, madeira e materiais org\u00e2nicos em decomposi\u00e7\u00e3o. A infec\u00e7\u00e3o ocorre quando o fungo entra no organismo por meio de pequenos ferimentos na pele ou nas mucosas. Isso pode acontecer em acidentes com espinhos, lascas de madeira ou contato com plantas contaminadas, al\u00e9m de arranh\u00f5es, mordidas ou contato com secre\u00e7\u00f5es de animais infectados.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a m\u00e9dica veterin\u00e1ria Fernanda de Figueiredo Beda, 47 anos, a esporotricose se tornou uma zoonose crescente no Brasil nos \u00faltimos anos, principalmente devido \u00e0 transmiss\u00e3o envolvendo gatos dom\u00e9sticos. De acordo com a especialista, o aumento dos casos est\u00e1 relacionado a fatores como o crescimento da popula\u00e7\u00e3o de felinos sem acompanhamento veterin\u00e1rio, o abandono de animais e a falta de diagn\u00f3stico precoce da doen\u00e7a. \u201cA pessoa v\u00ea um gatinho com uma les\u00e3o, mas n\u00e3o conhece, n\u00e3o sabe que pode ser esporotricose. A falta do diagn\u00f3stico precoce tamb\u00e9m contribui para o aumento dos casos no Brasil. O acesso limitado ao tratamento e a desinforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m influenciam\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A veterin\u00e1ria afirma que os gatos t\u00eam um papel central na dissemina\u00e7\u00e3o do fungo, pois costumam desenvolver les\u00f5es profundas na pele com grande quantidade de microrganismos. \u201cNos gatos, o fungo est\u00e1 presente em grande quantidade nas feridas e pode ser transmitido por arranh\u00f5es, mordidas ou pelo contato direto com secre\u00e7\u00f5es dessas les\u00f5es\u201d, afirma. Segundo ela, os sinais mais comuns da doen\u00e7a s\u00e3o feridas que n\u00e3o cicatrizam, les\u00f5es ulceradas com crostas, n\u00f3dulos na pele e perda de pelos, geralmente na face, orelhas, patas e cauda. O comportamento territorial dos felinos, as brigas frequentes e o acesso \u00e0 rua tamb\u00e9m favorecem a dissemina\u00e7\u00e3o do fungo entre os animais e aumentam o risco de transmiss\u00e3o para humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da transmiss\u00e3o da doen\u00e7a, a especialista alerta que o abandono de animais infectados ainda \u00e9 um problema frequente no pa\u00eds e contribui para o aumento dos casos. Segundo ela, muitos tutores deixam de continuar o tratamento por causa do tempo ou do custo, o que agrava a dissemina\u00e7\u00e3o do fungo. \u201cInfelizmente, o abandono de animais diagnosticados ainda acontece. Em muitos casos, as pessoas n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de manter o tratamento ou simplesmente negligenciam a sa\u00fade do animal\u201d, afirma. A veterin\u00e1ria lembra que abandonar um animal \u00e9 considerado crime de maus-tratos. \u201cQuando voc\u00ea adota um animal, precisa assumir a responsabilidade por toda a vida dele, principalmente quando ele est\u00e1 doente\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as principais medidas de preven\u00e7\u00e3o, a especialista recomenda manter os gatos dentro de casa, realizar a castra\u00e7\u00e3o e buscar diagn\u00f3stico veterin\u00e1rio ao identificar feridas suspeitas. O uso de luvas ao manipular animais com les\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 indicado. Para ela, ampliar a informa\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a \u00e9 fundamental. \u201cUma quest\u00e3o muito importante \u00e9 ampliar a divulga\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es, o que chamamos de Educa\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade. A popula\u00e7\u00e3o precisa ter mais acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre casos que ocorrem em cada munic\u00edpio, sobre como prevenir, e \u00e9 fundamental aumentar tamb\u00e9m a divulga\u00e7\u00e3o sobre essa zoonose\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem tamb\u00e9m buscou contato com os setores de zoonoses da regi\u00e3o de Sorocaba para ampliar a apura\u00e7\u00e3o, mas at\u00e9 o fechamento desta mat\u00e9ria n\u00e3o houve retorno.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"498\" height=\"622\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-5415\" style=\"width:608px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><sub>Entre 2023 e 2025, os casos aumentaram 960% em humanos e 383,7% em animais.<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p>Dados da Secretaria Municipal da Sa\u00fade de Sorocaba indicam crescimento dos casos na cidade. Entre humanos, foram registrados cinco casos em 2023, 26 em 2024 e 53 em 2025. Entre os animais, principalmente gatos, foram 49, 152 e 237 casos nos mesmos per\u00edodos.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento local acompanha uma tend\u00eancia observada em todo o estado de S\u00e3o Paulo. Desde a primeira notifica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, em 2011, mais de 7,8 mil casos de esporotricose humana foram registrados no estado at\u00e9 2025, evidenciando crescimento expressivo ao longo dos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos epidemiol\u00f3gicos tamb\u00e9m apontam que a doen\u00e7a afeta mais frequentemente mulheres adultas, especialmente entre 30 e 59 anos, com destaque para as faixas de 40 a 49 e 50 a 59 anos. Esse padr\u00e3o pode estar relacionado \u00e0 maior exposi\u00e7\u00e3o no ambiente dom\u00e9stico e ao contato com animais, j\u00e1 que muitas mulheres assumem os cuidados di\u00e1rios com os pets.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"753\" height=\"564\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-14.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5417\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-14.jpg 753w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-14-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 753px) 100vw, 753px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><sub>Mais de 90% dos casos de esporotricose humana ocorrem em \u00e1reas urbanas e est\u00e3o associados ao contato com gatos infectados.\u00a0<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p>A auxiliar veterin\u00e1ria Rog\u00e9ria Tozadori, 48 anos, conhece bem os riscos da doen\u00e7a. Ela descobriu que estava com esporotricose ap\u00f3s notar uma pequena les\u00e3o na m\u00e3o. \u201cEu descobri quando come\u00e7ou a sair uma bolinha vermelha na minha m\u00e3o e essa bolinha come\u00e7ou a co\u00e7ar. Eu achava normal e nem dava bola, parecia uma picada de mosquito, como se fosse uma alergia. Mas ela come\u00e7ou a aumentar, e eu comecei a co\u00e7ar. Quando apertei, saiu \u00e1gua\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Rog\u00e9ria acredita que o cont\u00e1gio aconteceu ap\u00f3s ser arranhada por uma gata chamada Bibi enquanto trabalhava em uma cl\u00ednica veterin\u00e1ria. \u201cEla me arranhou na unha, saiu um pouco de sangue, algo comum para quem trabalha com animais. Ningu\u00e9m sabia que ela tinha a doen\u00e7a, porque n\u00e3o apresentava sintomas\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>A ferida apareceu em outro ponto da m\u00e3o e foi aumentando com o tempo. \u201cDepois descobrimos que ela tinha esporotricose, mas era como se fosse uma forma silenciosa da doen\u00e7a\u201d, diz. A recupera\u00e7\u00e3o foi longa, \u201cdemorou cerca de oito ou nove meses para cicatrizar totalmente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O diagn\u00f3stico tamb\u00e9m apresentou dificuldades. O primeiro exame deu resultado negativo devido a um erro na coleta. \u201cA profissional ficou com d\u00f3 de retirar um peda\u00e7o da ferida e pegou s\u00f3 algumas casquinhas. O resultado demorou mais de 40 dias e deu negativo\u201d, lembra. Somente ap\u00f3s procurar uma m\u00e9dica dermatologista foi feita uma nova coleta, que confirmou a infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento durou cerca de seis meses com medicamentos antif\u00fangicos. \u201cAssim que comecei a tomar o rem\u00e9dio j\u00e1 fui vendo a diferen\u00e7a, a ferida foi secando bastante\u201d, afirma. Apesar da recupera\u00e7\u00e3o, algumas cicatrizes permanecem.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos desafios m\u00e9dicos, Rog\u00e9ria tamb\u00e9m enfrentou a desinforma\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a. \u201cUma vez uma pessoa viu meu bra\u00e7o e perguntou o que era. Quando falei que era esporotricose, ela come\u00e7ou a se afastar de mim\u201d, conta. Segundo ela, muitas pessoas acreditam que a doen\u00e7a pode ser transmitida apenas pelo contato pr\u00f3ximo, o que n\u00e3o \u00e9 verdade. A transmiss\u00e3o entre humanos \u00e9 rara e, para ocorrer, seria necess\u00e1rio contato direto entre feridas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"352\" height=\"881\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-1.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-5416\" style=\"width:506px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><sub>Fonte: Arquivo pessoal Rog\u00e9ria Tozadori<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p>Rog\u00e9ria ainda apresenta sequelas da doen\u00e7a, com cicatrizes no local da ferida e a unha, onde foi arranhada pelo gato, com colora\u00e7\u00e3o roxa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo uma enfermeira da rede p\u00fablica de sa\u00fade, que pediu para n\u00e3o ser identificada, os casos de esporotricose costumam chegar \u00e0s unidades quando as les\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o mais avan\u00e7adas. \u201cOs sintomas mais comuns s\u00e3o feridas ou n\u00f3dulos na pele, vermelhid\u00e3o, incha\u00e7o e les\u00f5es que podem se espalhar ao longo do bra\u00e7o ou da perna\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A profissional tamb\u00e9m destaca que o diagn\u00f3stico inicial pode ser dif\u00edcil, principalmente porque muitas pessoas n\u00e3o reconhecem os sinais da doen\u00e7a. \u201cEm muitos casos, o paciente acha que \u00e9 apenas uma ferida simples e demora para procurar atendimento. Al\u00e9m disso, nas fases iniciais, a doen\u00e7a pode ser confundida com outras infec\u00e7\u00f5es de pele\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, um dos principais desafios no enfrentamento da esporotricose ainda \u00e9 a falta de informa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a. A profissional ressalta que a preven\u00e7\u00e3o depende de a\u00e7\u00f5es simples, mas que precisam ser amplamente divulgadas. \u201cO mais importante \u00e9 informar a popula\u00e7\u00e3o, incentivar o tratamento dos animais doentes, evitar o abandono de gatos e buscar atendimento logo no in\u00edcio das les\u00f5es\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m destaca que o controle das doen\u00e7as transmitidas por animais faz parte das atribui\u00e7\u00f5es da vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica dos munic\u00edpios. No entanto, avalia que ainda faltam iniciativas de educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade em algumas cidades. Para a enfermeira, a aus\u00eancia de a\u00e7\u00f5es preventivas faz com que muitas doen\u00e7as s\u00f3 recebam aten\u00e7\u00e3o quando os casos j\u00e1 est\u00e3o mais avan\u00e7ados. \u201cHoje, \u00e9 preciso que dezenas de casos sejam registrados para que haja algum alerta das autoridades\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-2.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-5418\" style=\"width:662px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><sub>Medidas de preven\u00e7\u00e3o contra a esporotricose recomendadas pela Secretaria da Sa\u00fade, dispon\u00edveis em materiais informativos e boletins epidemiol\u00f3gicos do \u00f3rg\u00e3o.<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p>[Texto desenvolvido na disciplina de Jornalismo especializado, ministrada pela professora Georgia de Mattos]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Causada por fungos presentes no solo e transmitida, sobretudo, por contato com gatos infectados, a infec\u00e7\u00e3o exige cuidados simples de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[15,16,9,37,14],"tags":[41,29,28],"class_list":["post-5414","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornalismo","category-jornalismo-digital","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-digital\/\" rel=\"category tag\">jornalismo digital<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5414","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5414"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5414\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5420,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5414\/revisions\/5420"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}