{"id":55,"date":"2019-10-29T22:52:00","date_gmt":"2019-10-29T22:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2019\/10\/29\/equidade-projetos-no-campo-da-computacao-derrubam-estereotipos\/"},"modified":"2019-10-29T22:52:00","modified_gmt":"2019-10-29T22:52:00","slug":"equidade-projetos-no-campo-da-computacao-derrubam-estereotipos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2019\/10\/29\/equidade-projetos-no-campo-da-computacao-derrubam-estereotipos\/","title":{"rendered":"Equidade: Projetos no campo da computa\u00e7\u00e3o derrubam estere\u00f3tipos"},"content":{"rendered":"<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-wrZilU4_zpo\/XbjCeBpG0TI\/AAAAAAAAIm4\/rd4mBe-p3VQxXN05-bHej7DEZb8rK8RwgCLcBGAsYHQ\/s1600\/WhatsApp%2BImage%2B2019-10-29%2Bat%2B11.34.07.jpeg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"850\" data-original-width=\"1280\" height=\"424\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-wrZilU4_zpo\/XbjCeBpG0TI\/AAAAAAAAIm4\/rd4mBe-p3VQxXN05-bHej7DEZb8rK8RwgCLcBGAsYHQ\/s640\/WhatsApp%2BImage%2B2019-10-29%2Bat%2B11.34.07.jpeg\" width=\"640\" \/><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Qual \u00e9 a primeira imagem que lhe vem \u00e0 cabe\u00e7a quando voc\u00ea pensa em programadores? Se voc\u00ea imaginou um t\u00edpico homem <i style=\"mso-bidi-font-style: normal;\">nerd<\/i>, de \u00f3culos fundos, digitando rapidamente num teclado alfanum\u00e9rico, ou um magnata do Vale do Sil\u00edcio, \u00e9 porque diariamente s\u00e3o essas as refer\u00eancias estereotipadas refor\u00e7adas pelas m\u00eddias. Mas a analista de sistemas Jullia Saad, 23, atualmente mestranda em Ci\u00eancias da Computa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), \u00e9 mulher, tem cabelos curtos tingidos de azul e j\u00e1 ganhou campeonatos como patinadora. Talvez ela n\u00e3o seja o ideal de programadora que viria \u00e0 sua cabe\u00e7a num primeiro momento. E \u00e9 exatamente por isso que Jullia, junto a outras mulheres que trabalham com computa\u00e7\u00e3o, decidiram criar o Rails Girls Sorocaba, <span style=\"background: white; mso-highlight: white;\">um evento anual de dois dias, sem fins lucrativos, inspirado nos eventos desse mesmo projeto que acontece no mundo inteiro.<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">O Rails Girls \u00e9 destinado a mulheres de todas as idades, com o objetivo de oferecer uma experi\u00eancia em desenvolvimento de softwares, inspirar a criatividade e desenvolver a autonomia.<\/span><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Al\u00e9m de Jullia, o projeto conta com mais seis organizadoras e a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do evento, realizada em julho deste ano, teve em torno de 30 participantes e 10 mentoras, n\u00famero que cresceu desde a primeira edi\u00e7\u00e3o do Rails Girls, em 2017. \u201cAqui em Sorocaba, a ideia surgiu com as organizadoras Amanda Vilela e Ana Gabriel, que, no final de 2016, participaram de um Hackathon na IBM e voltaram super inspiradas, com vontade de conduzir algum projeto na regi\u00e3o para mulheres, j\u00e1 que aqui nunca tinha acontecido um evento de tecnologia totalmente voltado para o p\u00fablico feminino\u201d, conta Jullia. Ela tamb\u00e9m relata que, na maioria dos eventos de computa\u00e7\u00e3o que acontecem por aqui, o p\u00fablico \u00e9 predominantemente masculino, j\u00e1 que existe uma lacuna de g\u00eanero na \u00e1rea, e que isso pode ser um intimidador para muitas mulheres que querem iniciar na computa\u00e7\u00e3o.<span style=\"background: white; mso-highlight: white;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Uma pesquisa mundial conduzida este ano pelo site americano de pesquisas sobre desenvolvimento de softwares, Stack Overflow\u2019s, mostra que aproximadamente 8% dos profissionais que comp\u00f5em a \u00e1rea da computa\u00e7\u00e3o no mundo s\u00e3o mulheres. Dessas 1,2% s\u00e3o mulheres trans. Os Estados Unidos ocupam a primeira posi\u00e7\u00e3o no ranking de pa\u00edses com mais mulheres na computa\u00e7\u00e3o, com 11,7%. J\u00e1 o Brasil est\u00e1 na 13\u00aa posi\u00e7\u00e3o, com 5,2% em rela\u00e7\u00e3o ao total de profissionais da \u00e1rea no pa\u00eds. A pesquisa tamb\u00e9m aponta que, em todos os lugares do mundo, os cargos mais altos s\u00e3o ocupados por homens. Al\u00e9m disso, a pesquisa tamb\u00e9m mostra que as mulheres t\u00eam mais probabilidade de deixar seus empregos na \u00e1rea.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">A mestra em ci\u00eancias da computa\u00e7\u00e3o Maria Angelica Calixto, que leciona no curso de An\u00e1lise e Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade de Tecnologia de Sorocaba (Fatec) e trabalha h\u00e1 38 anos na \u00e1rea, conta que, quando come\u00e7ou na computa\u00e7\u00e3o, havia muitas mulheres trabalhando nesse meio, principalmente como programadoras da linguagem Cobol, que \u00e9 uma linguagem para fins comerciais. Entretanto, por algum motivo, as mulheres foram levadas a crer que esse n\u00e3o era um lugar para elas. \u201cEu vi uma diminui\u00e7\u00e3o das mulheres envolvidas na programa\u00e7\u00e3o, mas ultimamente noto que elas est\u00e3o redescobrindo a Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o, e que h\u00e1 um esfor\u00e7o muito grande de comunidades femininas da \u00e1rea, assim como de diversas empresas em fazer essa inclus\u00e3o acontecer. Al\u00e9m disso, noto que h\u00e1 um interesse crescente entre as mulheres. Mas ainda n\u00e3o \u00e9 o ideal.\u201d<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">A professora tamb\u00e9m afirma que n\u00e3o h\u00e1 um fator espec\u00edfico para a evas\u00e3o das mulheres nos cursos relacionados \u00e0 computa\u00e7\u00e3o. \u201cUm fator alarmante \u00e9 a falta de outras mulheres em sala de aula. Quando h\u00e1 mais mulheres, veteranas principalmente, as novas alunas tem em quem se inspirar. Portanto, \u00e9 muito importante que o p\u00fablico feminino se ajude, para que haja um apoio de ex-alunas que j\u00e1 est\u00e3o no mercado de trabalho, dando motiva\u00e7\u00e3o para as iniciantes\u201d, diz a professora. <o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Segundo a aluna de An\u00e1lise e Desenvolvimento de Sistemas, Sth\u00e9ffane Rodrigues, 21, que participou da edi\u00e7\u00e3o de 2018 do Rails Girls, em sua sala de 40 pessoas na faculdade, apenas 10 eram mulheres, mas ao longo do curso o n\u00famero caiu para tr\u00eas. A jovem conta que nunca sofreu qualquer tipo de preconceito em sua turma, contudo admite que o ambiente para uma mulher pode ser bem desconfort\u00e1vel, desde o in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o. Apesar de tudo, a estudante est\u00e1 motivada a seguir a carreira que escolheu e conta como a sua experi\u00eancia no evento foi um divisor de \u00e1guas. \u201cGostaria de crescer na \u00e1rea, me tornar uma UX designer e ajudar no movimento de inclus\u00e3o das mulheres no campo de tecnologia, para que um dia essa n\u00e3o seja mais uma quest\u00e3o em aberto\u201d.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\"><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">Dica de filme para quem quer saber mais<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">No cinema, o filme \u201cEstrelas Al\u00e9m do Tempo\u201d, baseado em fatos reais e dirigido por Theodore Melfi, ilustra a dificuldade das mulheres nesse meio desde meados do s\u00e9culo XX. O longa-metragem \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria de Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, tr\u00eas cientistas negras que trabalharam na NASA durante a d\u00e9cada de 1960. A trama aborda a dedica\u00e7\u00e3o do grupo formado por mulheres negras no empenho \u00e0 programa\u00e7\u00e3o, o sonho de um cargo reconhecido e a import\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o feminina nos bastidores da miss\u00e3o espacial que levou os Estados Unidos a sair \u00e0 frente da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica na corrida espacial. Tudo isso em um contexto hist\u00f3rico da Guerra Fria, durante a luta pelo fim da segrega\u00e7\u00e3o racial nos EUA e o in\u00edcio do movimento feminista.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<p><span style=\"background-color: white; color: #444444; font-weight: 700;\">Ag\u00eancia Focs \/ Jornalismo Uniso<\/span><br \/><span style=\"color: #444444;\"><span style=\"background-color: white;\">Texto: Monique Nunes<\/span><\/span><br \/><span style=\"color: #444444;\"><span style=\"background-color: white;\">Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o | Facebook Rails Girls Sorocaba<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qual \u00e9 a primeira imagem que lhe vem \u00e0 cabe\u00e7a quando voc\u00ea pensa em programadores? 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