{"id":5682,"date":"2026-05-20T09:13:06","date_gmt":"2026-05-20T12:13:06","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=5682"},"modified":"2026-05-20T09:13:06","modified_gmt":"2026-05-20T12:13:06","slug":"producao-artesanal-de-quitutes-permanece-viva-em-coracoes-tatuianos-que-regam-tradicao-e-constroem-legado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2026\/05\/20\/producao-artesanal-de-quitutes-permanece-viva-em-coracoes-tatuianos-que-regam-tradicao-e-constroem-legado\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o artesanal de quitutes permanece viva em cora\u00e7\u00f5es tatuianos que regam tradi\u00e7\u00e3o e constroem legado"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Isaac Sarti, Jo\u00e3o Vitor Casagrandi, Juliano Rosa, Maria Luiza Weiss e Victor Bezerra (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"707\" height=\"468\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-13.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5684\" style=\"width:760px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-13.jpeg 707w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-13-300x199.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 707px) 100vw, 707px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><sub>Em cerca de 10 anos, a Feira do Doce de Tatu\u00ed j\u00e1 atraiu mais de um milh\u00e3o de visitantes | Reprodu\u00e7\u00e3o\/Prefeitura de Tatu\u00ed<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p>Conhecida como a \u201cTerra dos Doces Caseiros\u201d, Tatu\u00ed leva desde 1952 a tradi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o dos cl\u00e1ssicos doces ABC (ab\u00f3bora, batata-doce e cidra). Essa tradi\u00e7\u00e3o foi iniciada por pessoas como Belarmina de Campos Oliveira, que cozinham os doces em sua pr\u00f3pria casa. O costume da produ\u00e7\u00e3o caseira caracterizou Tatu\u00ed como uma vitrine regional de sobremesas. Hoje, essa arte faz parte da identidade cultural da cidade e se transformou em receitas que atravessam gera\u00e7\u00f5es. No entanto, sua origem se deve \u00e0 necessidade que a antiga popula\u00e7\u00e3o tinha de aproveitar o plantio dessas mat\u00e9rias-primas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o tempo, a pr\u00e1tica foi se consolidando em narrativas sobre o munic\u00edpio, por escritores como Paulo Set\u00fabal (1893-1937) e Chiquinha Rodrigues (1896-1966), e mais recentemente, ganhou maior visibilidade proporcionada pela \u201cFeira do Doce\u201d. Criada em 2013, inicialmente como \u201cFesta do Doce\u201d, por meio de uma parceria da Prefeitura com a Associa\u00e7\u00e3o Produtores de Doces de Tatu\u00ed (Aprodoce), \u00e9, atualmente, reconhecida como a maior feira de doces caseiros do Estado de S\u00e3o Paulo. Somente em sua 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o, realizada em 2025, a mostra recebeu 235.727 visitantes em cinco dias. Tem reunido h\u00e1 13 anos pelo menos 50 produtores locais, com mais de 250 variedades de quitutes artesanais.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o secret\u00e1rio-adjunto de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer, Rog\u00e9rio Vianna, a cria\u00e7\u00e3o do evento surgiu como uma forma de honrar essa voca\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e os profissionais do munic\u00edpio. \u201cHavia um entendimento de que Tatu\u00ed j\u00e1 possu\u00eda uma identidade consolidada na produ\u00e7\u00e3o de doces caseiros, mas faltava um espa\u00e7o estruturado para apresentar isso ao p\u00fablico de forma organizada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada de exist\u00eancia, a Feira ocupa, hoje, um posto importante no calend\u00e1rio municipal, como um importante vetor de turismo e de gera\u00e7\u00e3o de renda \u2013 movimentando cerca de R$ 3,5 milh\u00f5es na edi\u00e7\u00e3o de 2025, segundo dados da Prefeitura. Al\u00e9m do aspecto econ\u00f4mico, a Feira valoriza a cultura e a gastronomia local. \u201cEla movimenta a economia, fortalece os pequenos produtores e projeta Tatu\u00ed para toda a regi\u00e3o, at\u00e9 em n\u00edvel estadual. Para o futuro, a expectativa \u00e9 de crescimento cont\u00ednuo como refer\u00eancia em todo o Estado, tanto na estrutura quanto na qualifica\u00e7\u00e3o dos participantes e fortalecimento da identidade cultural\u201d, explica Vianna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"608\" height=\"405\" src=\"blob:https:\/\/focas.uniso.br\/b4791627-7aca-42d6-bb21-ff30cd14714b\"><br><sub>Amostra de doces vendidos durante a 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o do evento (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Prefeitura de Tatu\u00ed)<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p>A itapetiningana Vit\u00f3ria Mendes, de 23 anos, frequentou a Feira nos dois \u00faltimos anos e alega o desejo de voltar em futuras edi\u00e7\u00f5es. \u201cEu adoro doces e achei muito interessante uma feira totalmente dedicada a isso, com tantas op\u00e7\u00f5es diferentes. Al\u00e9m disso, eu j\u00e1 tinha ouvido falar muito bem do evento v\u00e1rias vezes, ent\u00e3o tinha bastante curiosidade de conhecer, principalmente para experimentar os doces das confeitarias mais tradicionais da cidade, como a Pingo Doce\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela exp\u00f5e ainda que em Itapetininga, localizada a 45 minutos de \u00f4nibus, n\u00e3o \u00e9 comum encontrar docerias tradicionais, com op\u00e7\u00f5es de sabores t\u00edpicos como ab\u00f3bora, coco e rapadura. \u201cAqui, vejo uma tend\u00eancia maior aos doces gourmetizados, com ingredientes industrializados como Nutella e esses sabores \u2018virais\u2019 que, sinceramente, j\u00e1 est\u00e3o muito enjoativos. Por isso aproveitei para consumir principalmente os doces caseiros, que s\u00e3o infinitamente mais gostosos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tenha considerado os pre\u00e7os um pouco altos, Vit\u00f3ria conta que o que a incomodou foram as filas e a falta de lugares para sentar ao longo do dia. \u201cEstava bem cheio, o que mostra que a Feira tem crescido bastante, e por isso acredito que a Prefeitura poderia acompanhar esse crescimento, talvez ampliando o espa\u00e7o ou oferecendo mais estrutura para o p\u00fablico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos respons\u00e1veis por manter a tradi\u00e7\u00e3o dos doces ABC vivos na cidade \u00e9 Rafael Rosa, neto de Jo\u00e3o de Almeida Rosa e Benvinda Prestes de Almeida, os fundadores da doceria Estrela Dalva, ativa desde 1970. Ele relata que naquela \u00e9poca havia uma mulher na cidade que fazia doces, por\u00e9m n\u00e3o havia um com\u00e9rcio para isso. \u201cEnt\u00e3o surgimos n\u00f3s, mais o Pingo Doce, com o doce de ab\u00f3bora, batata-branca, batata-roxa e cidra, e a\u00ed Tatu\u00ed come\u00e7ou a ficar famosa como a terra dos doces caseiros.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"512\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5683\" style=\"width:760px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image.jpg 512w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-300x300.jpg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><sub>O tradicional doce ABC, vendido pela Estrela Dalva | Reprodu\u00e7\u00e3o\/Prefeitura de Tatu\u00ed<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p>Rosa destaca que as sobremesas mais antigas ainda possuem um grande p\u00fablico, e o t\u00edtulo que o munic\u00edpio recebeu de \u201cEst\u00e2ncia Tur\u00edstica do Estado de S\u00e3o Paulo\u201d tem acentuado a voca\u00e7\u00e3o da cidade como roteiro tur\u00edstico que abrange e valoriza essas receitas antigas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Rosa, o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 como esses quitutes passaram a ser mais apreciados durante a pandemia do Covid-19, havendo um aumento nas vendas, que eram realizadas por <em>delivery<\/em>. \u201cEu acho que as pessoas, devido a toda aquela situa\u00e7\u00e3o, come\u00e7aram a valorizar mais a vida, passear, comer ou beber, ent\u00e3o, acabou que a doceria se fortaleceu. Acho que, no geral, o setor de alimentos e de turismo foi bem impulsionado por conta da Covid\u201d, reflete, se referindo ao movimento p\u00f3s-pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, a equipe da Estrela Dalva se prepara para participar da 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Feira do Doce, apontada pelo dono como o principal motivo do t\u00edtulo que a cidade recebeu de Est\u00e2ncia Tur\u00edstica. \u201cNo ano passado gerou em torno de 300 mil pessoas em cinco dias. Ent\u00e3o, em 2025, ela foi considerada o maior evento do Brasil\u201d, conta Rosa.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento tem crescido tanto que outras cidades como Cerquilho, Tiet\u00ea e Sorocaba tem promovido a sua pr\u00f3pria vers\u00e3o, e Rosa revela que os prefeitos desses locais t\u00eam procurado pela Associa\u00e7\u00e3o Produtores de Doces de Tatu\u00ed (Aprodoce) e tentado firmar acordos para que os doceiros tradicionais de Tatu\u00ed participem das festas na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Festa fez surgir novas docerias na cidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a doceira Lucilene Sperandio conta que iniciou sua carreira por meio dos dois filhos, que desejavam levantar um dinheiro no culto da igreja que frequentavam. Com o tempo, ela come\u00e7ou a gostar tanto que, de um hobby, se tornou a sua profiss\u00e3o. \u201cA marca Chocolucia nasceu a partir da nossa primeira participa\u00e7\u00e3o na Feira, na quarta edi\u00e7\u00e3o, pela necessidade de dar um nome e profissionalizar a empresa\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, Lucilene enxerga a sua produ\u00e7\u00e3o como uma forma de arte. \u201cDecorar e criar \u00e9 uma arte. As pessoas comem primeiro com os olhos, \u00e9 vendo na vitrine um doce bonito, admirando, que elas querem\u201d, afirma. Em suas participa\u00e7\u00f5es na mostra, ela sempre busca maneiras criativas de inovar e lan\u00e7a anualmente um doce. \u201cUm dos nossos mais famosos \u00e9 o brigadeiro de bacon, que foi um estrondo na Feira do Doce. E temos agora o de pipoca, batata frita e o de p\u00e3o de queijo, lan\u00e7ado na edi\u00e7\u00e3o passada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela destaca que para ela a festa s\u00f3 tem ponto positivo e que, atualmente, o evento realizado todo m\u00eas de julho durante cinco dias, \u00e9 a data mais lucrativa para a marca; ultrapassando at\u00e9 mesmo a P\u00e1scoa que, h\u00e1 d\u00e9cadas, \u00e9 considerada a melhor \u00e9poca para vendas de chocolates e outros alimentos do setor no Brasil. \u201cO forte \u00e9 o doce do dia, ent\u00e3o a maior parte da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 na semana do evento, mas s\u00e3o pelo menos 15 dias de planejamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"518\" height=\"374\" src=\"blob:https:\/\/focas.uniso.br\/51b18740-0509-4fb9-ace9-41ef3f2498a7\"><br><sub>Fernanda Sperandio, filha de Lucilene, atuando na 11\u00aa Feira do Doce | Reprodu\u00e7\u00e3o\/Chocolucia<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio-adjunto, Rog\u00e9rio Vianna, acrescenta que a exposi\u00e7\u00e3o apresenta um papel fundamental de equil\u00edbrio entre essa tradi\u00e7\u00e3o, a base que deu for\u00e7a para o crescimento econ\u00f4mico e tur\u00edstico da cidade, e inova\u00e7\u00e3o, que os doceiros mais novos representam com for\u00e7a. \u201cEla abre espa\u00e7o para as novas tend\u00eancias, que atraem o p\u00fablico mais jovem, mas mant\u00e9m como ess\u00eancia a valoriza\u00e7\u00e3o dos doces caseiros, feitos de forma artesanal. Os tradicionais ABC continuam sendo grandes s\u00edmbolos desse legado. Ao mesmo tempo, vemos os doceiros inovando sem perder a raiz, o que fortalece ainda mais essa tradi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>T\u00edtulo estadual<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro de 2025, o munic\u00edpio interiorano foi elevado \u00e0 categoria de Est\u00e2ncia Tur\u00edstica do Estado de S\u00e3o Paulo pela Assembleia Legislativa de S\u00e3o Paulo (Alesp).&nbsp; Com a aprova\u00e7\u00e3o, Tatu\u00ed passou a integrar o grupo de 78 cidades consideradas como \u201cEst\u00e2ncias do Estado\u201d \u2013 um t\u00edtulo concedido aos munic\u00edpios que apresentam alto potencial tur\u00edstico, seja com atra\u00e7\u00f5es naturais, culturais, hist\u00f3ricas ou religiosas.<\/p>\n\n\n\n<p>A cidade conquistou o t\u00edtulo ap\u00f3s participar de um ranqueamento t\u00e9cnico, onde alcan\u00e7ou o 5\u00ba lugar no processo estadual, que avalia todos os 214 Munic\u00edpios de Interesse Tur\u00edstico (MITs) classificados. Na \u00e9poca, conforme o site da Prefeitura, \u201cO resultado tatuiano \u00e9 ainda mais significativo, pois as quatro cidades colocadas \u00e0 frente de Tatu\u00ed j\u00e1 eram Est\u00e2ncias Tur\u00edsticas anteriormente, e Tatu\u00ed foi a 1\u00aa colocada entre os MITs que subiram para Est\u00e2ncia Tur\u00edstica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os crit\u00e9rios estabelecidos pela legisla\u00e7\u00e3o paulista, para que um MIT seja elevado \u00e0 categoria de Est\u00e2ncia Tur\u00edstica \u00e9 necess\u00e1rio cumprir uma s\u00e9rie de requisitos que avaliam n\u00e3o apenas os atrativos tur\u00edsticos, mas tamb\u00e9m a qualidade da gest\u00e3o p\u00fablica e a capacidade do munic\u00edpio de oferecer infraestrutura adequada aos visitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Vianna, um evento do porte da Feira do Doce possuiu um papel estrat\u00e9gico nessa conquista, pois foi ela que demonstrou a capacidade de Tatu\u00ed em organizar grandes a\u00e7\u00f5es, atrair um elevado n\u00famero de p\u00fablico e ainda promover a sua pr\u00f3pria identidade cultural e regional diante de outros 214 potenciais tur\u00edsticos que estavam sendo avaliados. \u201cA Feira evidencia uma voca\u00e7\u00e3o tur\u00edstica consolidada, baseada na cultura, na gastronomia e na experi\u00eancia do visitante. Esse conjunto de fatores contribui diretamente para o reconhecimento de Tatu\u00ed como Est\u00e2ncia Tur\u00edstica, fortalecendo sua posi\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio estadual e ampliando suas oportunidades de atua\u00e7\u00e3o\u201d, reitera.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o secret\u00e1rio, agora, com este passo, um dos principais objetivos da administra\u00e7\u00e3o local \u00e9 preservar o saber e a produ\u00e7\u00e3o tatuiana. H\u00e1 um compromisso em manter essa caracter\u00edstica, incentivando inclusive a participa\u00e7\u00e3o de novas gera\u00e7\u00f5es para que essa heran\u00e7a n\u00e3o se perca. \u201cA continuidade da Feira est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dessas pessoas, que s\u00e3o as verdadeiras guardi\u00e3s dessa cultura\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><em>[Texto produzido na disciplina <\/em><em>Jornalismo&nbsp;Regional, ministrada pela professora&nbsp;M\u00f4nica&nbsp;Ribeiro]<\/em><em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Isaac Sarti, Jo\u00e3o Vitor Casagrandi, Juliano Rosa, Maria Luiza Weiss e Victor Bezerra (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso) Em<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[99,18,15,16,9,14],"tags":[41,29,28],"class_list":["post-5682","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultural","category-gastronomia","category-jornalismo","category-jornalismo-digital","category-jornalismo-online","category-uniso","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/cultural\/\" rel=\"category tag\">Cultural<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/gastronomia\/\" rel=\"category tag\">Gastronomia<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-digital\/\" rel=\"category tag\">jornalismo digital<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5682","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5682"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5682\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5685,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5682\/revisions\/5685"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}