{"id":5838,"date":"2026-06-09T09:25:53","date_gmt":"2026-06-09T12:25:53","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=5838"},"modified":"2026-06-09T09:25:54","modified_gmt":"2026-06-09T12:25:54","slug":"figurinista-ajuda-a-manter-viva-a-tradicao-do-espetaculo-teatro-das-moncoes-em-porto-feliz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2026\/06\/09\/figurinista-ajuda-a-manter-viva-a-tradicao-do-espetaculo-teatro-das-moncoes-em-porto-feliz\/","title":{"rendered":"Figurinista ajuda a manter viva a tradi\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo Teatro das Mon\u00e7\u00f5es em Porto Feliz"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Rosemeire dos Reis fez da costura uma forma de sustentar a fam\u00edlia e hoje ajuda na cria\u00e7\u00e3o de personagens que d\u00e3o vida aos palcos da cidade<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Larissa Tirabassi, Marizete Resende, Mateus Teixeira e \u00cdtalo Gabriel<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"392\" height=\"522\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5839\" style=\"width:760px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image.jpg 392w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 392px) 100vw, 392px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><sub>Rosemeire come\u00e7ou a costurar aos 30 anos de idade | Cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s margens do rio Tiet\u00ea, no Parque das Mon\u00e7\u00f5es, atores entram em cena, refletores se acendem e hist\u00f3rias ganham vida diante do p\u00fablico. Mas antes que qualquer personagem apare\u00e7a no palco, existe algu\u00e9m trabalhando silenciosamente nos bastidores. Entre tecidos espalhados, linhas, agulhas e ajustes de \u00faltima hora, a figurinista Rosemeire dos Reis, de 60 anos, transforma ideias em personagens e ajuda a manter viva uma das tradi\u00e7\u00f5es culturais mais marcantes de Porto Feliz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 mais de cinco anos, Rosemeire participa das produ\u00e7\u00f5es teatrais da cidade e se tornou uma das respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o dos figurinos que ajudam a construir a identidade visual dos espet\u00e1culos. Seu trabalho est\u00e1 presente especialmente no Espet\u00e1culo Teatro das Mon\u00e7\u00f5es, tradi\u00e7\u00e3o de mais de 71 anos que re\u00fane cerca de tr\u00eas mil espectadores, al\u00e9m de outras produ\u00e7\u00f5es culturais do munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a hist\u00f3ria de Rosemeire come\u00e7ou muito distante dos figurinos elaborados e das apresenta\u00e7\u00f5es teatrais. Antes dos palcos, a costura surgiu por necessidade. Para conseguir dinheiro e ajudar a pagar a van escolar dos filhos, ela come\u00e7ou confeccionando pequenas roupas de boneca. O trabalho exigia dedica\u00e7\u00e3o di\u00e1ria e ocupava grande parte do seu tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os filhos cresceram acompanhando essa rotina. Viram a m\u00e3e acordar cedo, dormir tarde e passar horas costurando para garantir uma renda extra para a fam\u00edlia. Hoje, sentem orgulho da trajet\u00f3ria constru\u00edda por ela e fazem quest\u00e3o de prestigiar os espet\u00e1culos que recebem seus figurinos, al\u00e9m de continuarem apoiando seus estudos, projetos e sonhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A filha Karen Adriele, de 36 anos, gerente de hotelaria, afirma que sente orgulho ao observar a dedica\u00e7\u00e3o da m\u00e3e em cada projeto desenvolvido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTenho muito orgulho em ver o cuidado, o carinho e a dedica\u00e7\u00e3o que ela coloca em cada peruca que faz para doa\u00e7\u00e3o. Acho lindo como ela transforma isso em acolhimento para pessoas que est\u00e3o passando por momentos dif\u00edceis. Os figurinos tamb\u00e9m s\u00e3o maravilhosos, porque atrav\u00e9s deles ela consegue contar hist\u00f3rias e transmitir emo\u00e7\u00e3o. Ver tudo o que ela faz me inspira muito\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que come\u00e7ou como uma necessidade acabou se transformando em profiss\u00e3o. Aos poucos, Rosemeire foi estudando, aprendendo novas t\u00e9cnicas e ampliando conhecimentos. Fez cursos, desenvolveu habilidades em modelagem, passou a criar roupas teatrais e tamb\u00e9m aprendeu a confeccionar perucas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMe sinto realizada, feliz da vida. Gra\u00e7as a Deus. O que come\u00e7ou com roupinhas de boneca acabou se transformando em uma profiss\u00e3o e em parte da minha vida\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A habilidade com as perucas ganhou um significado ainda maior. Atualmente, Rosemeire produz pe\u00e7as destinadas \u00e0 ONG Anjos das Perucas, respons\u00e1vel por atender pessoas em tratamento contra o c\u00e2ncer que precisam desse suporte e n\u00e3o possuem condi\u00e7\u00f5es financeiras para adquirir uma. \u201cTenho muito orgulho de pode ajudar\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do trabalho desenvolvido no Espet\u00e1culo Teatro das Mon\u00e7\u00f5es, Rosemeire tamb\u00e9m atua junto a grupos teatrais da cidade, como o Saindo do Conto, colaborando com a cria\u00e7\u00e3o de figurinos para diferentes produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"752\" height=\"456\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5840\" style=\"width:760px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1.jpg 752w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-300x182.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 752px) 100vw, 752px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><sub>Figurinos criados para o espet\u00e1culo \u201cO Rapto da Em\u00edlia\u201d do grupo Saindo do Conto | Cr\u00e9dito: Tha\u00eds Giovanna<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Rosemeire, criar um figurino vai muito al\u00e9m de escolher tecidos ou desenhar roupas. Antes de come\u00e7ar a produzir qualquer pe\u00e7a, ela procura conhecer o personagem e tamb\u00e9m quem ir\u00e1 interpret\u00e1-lo. Para isso, acompanha ensaios, l\u00ea textos e observa detalhes que podem influenciar diretamente na constru\u00e7\u00e3o visual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela explica que gosta de entender como o personagem anda, como se comporta e como a pessoa se movimenta no palco. Alguns atores possuem movimentos mais intensos, outros se movimentam menos, e isso interfere diretamente no processo criativo. Para ela, cada detalhe faz diferen\u00e7a, porque o figurino precisa acompanhar a personalidade do personagem e tamb\u00e9m oferecer conforto para quem estar\u00e1 em cena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o passar dos anos, os desafios tamb\u00e9m cresceram. O que antes eram pe\u00e7as mais simples deu espa\u00e7o para figurinos mais elaborados. Entre os trabalhos produzidos est\u00e3o t\u00fanicas religiosas, roupas hist\u00f3ricas e personagens mais complexos. No Espet\u00e1culo Teatro das Mon\u00e7\u00f5es, ela precisou criar desde vestimentas simples para personagens plebeus at\u00e9 roupas com diversas camadas, tecidos e detalhes para representar personagens ricos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre tantos trabalhos realizados, alguns personagens ocupam um lugar especial em sua mem\u00f3ria. \u201cA fada foi marcante porque era minha filha, e Jesus Cristo, porque foi lindo ver o espet\u00e1culo e como tudo foi feito\u201d, relembra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"564\" height=\"752\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5841\" style=\"width:760px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-2.jpg 564w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-2-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><sub>Figurino confeccionado para o espet\u00e1culo teatral \u201cO Sequestro do Papai Noel\u201d do Grupo Saindo do Conto | Cr\u00e9dito: Arquivo Pessoal<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Rosemeire, o momento mais especial acontece quando as roupas deixam de ser apenas tecidos e passam a ganhar vida no palco. \u201cMe sinto muito orgulhosa quando vejo algu\u00e9m entrando no palco com algo que foi criado por mim. Gosto muito do que fa\u00e7o\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo ap\u00f3s anos de experi\u00eancia, ela acredita que ainda h\u00e1 muito a aprender. Aos 60 anos, continua estudando, buscando novos desafios e iniciando novos projetos. No ano passado concluiu o Ensino M\u00e9dio e agora se prepara para compartilhar o que aprendeu ao longo da vida. \u201cQuero aprender muito mais. Agora vou come\u00e7ar a dar aulas. Terminei meu ensino m\u00e9dio no ano passado e vou ensinar outras pessoas a costurarem perucas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto o p\u00fablico acompanha atores e cenas iluminadas no palco, poucos percebem o trabalho que acontece longe dos refletores. Quando as luzes se apagam e os figurinos retornam aos cabides, permanece algo que vai al\u00e9m do espet\u00e1culo: a hist\u00f3ria de uma mulher que come\u00e7ou costurando roupas de boneca para sustentar os filhos e hoje costura personagens, mem\u00f3rias e parte da cultura de Porto Feliz \u2014 al\u00e9m de usar seu trabalho para acolher e transformar a vida de outras pessoas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rosemeire dos Reis fez da costura uma forma de sustentar a fam\u00edlia e hoje ajuda na cria\u00e7\u00e3o de personagens que<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[17,15,16,9,102,14],"tags":[41,29,28],"class_list":["post-5838","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-criatividade","category-jornalismo","category-jornalismo-digital","category-jornalismo-online","category-regional","category-uniso","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/criatividade\/\" rel=\"category tag\">criatividade<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-digital\/\" rel=\"category tag\">jornalismo digital<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/regional\/\" rel=\"category tag\">Regional<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5838","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5838"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5838\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5842,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5838\/revisions\/5842"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}