{"id":5868,"date":"2026-06-10T10:11:08","date_gmt":"2026-06-10T13:11:08","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=5868"},"modified":"2026-06-10T10:11:09","modified_gmt":"2026-06-10T13:11:09","slug":"entre-views-e-fatos-a-queda-na-busca-por-profissionais-qualificados-na-era-da-informacao-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2026\/06\/10\/entre-views-e-fatos-a-queda-na-busca-por-profissionais-qualificados-na-era-da-informacao-livre\/","title":{"rendered":"Entre \u201cviews\u201d e fatos: a queda na busca por profissionais qualificados na era da informa\u00e7\u00e3o livre\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Alessa Santos, Ana Paula Martins, Lara Candiani e Nicolas Teixeira<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"728\" height=\"633\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-21.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5871\" style=\"width:760px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-21.png 728w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-21-300x261.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><sub>Cr\u00e9dito: Autoria Pr\u00f3pria<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o acesso cada vez mais f\u00e1cil \u00e0 internet, especialmente nos \u00faltimos anos, a forma como a popula\u00e7\u00e3o consome informa\u00e7\u00e3o mudou \u2014 impactando diretamente a valoriza\u00e7\u00e3o de profissionais qualificados, como jornalistas. Em um recente levantamento realizado para a produ\u00e7\u00e3o da reportagem com cerca de 70 participantes, percebe-se que, embora o consumo de not\u00edcias seja frequente, grande parte das pessoas se informa por meios que nem sempre seguem crit\u00e9rios jornal\u00edsticos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que o levantamento revela:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados revelam um p\u00fablico majoritariamente jovem: 47,5% dos entrevistados t\u00eam entre 16 e 18 anos, enquanto 26,2% est\u00e3o na faixa de 19 a 30 anos. Al\u00e9m disso, 100% dos participantes afirmaram acessar a internet v\u00e1rias vezes ao dia, o que refor\u00e7a a influ\u00eancia do ambiente digital na circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar desse acesso constante, a busca por not\u00edcias nem sempre acontece com a mesma intensidade. Enquanto 42,6% dizem se informar diariamente, a maioria (52,5%) consome not\u00edcias apenas algumas vezes por semana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando se trata das fontes utilizadas para obter as informa\u00e7\u00f5es, as redes sociais lideram com folga: 88,5% dos entrevistados afirmam utiliz\u00e1-las como principal meio de informa\u00e7\u00e3o. Em seguida aparecem os sites de not\u00edcias (65,6%) e a televis\u00e3o (34,4%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro dado relevante \u00e9 que 85,2% dos participantes acompanham p\u00e1ginas que n\u00e3o s\u00e3o ve\u00edculos jornal\u00edsticos. O consumo desses conte\u00fados tamb\u00e9m \u00e9 frequente: 42,6% acessam diariamente e 44,3% algumas vezes por semana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O conflito das gera\u00e7\u00f5es ao consumir&nbsp; informa\u00e7\u00f5es:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a na forma de consumir not\u00edcias fica mais evidente quando se comparam gera\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Marcio Aurelio Araujo, de 50 anos, a credibilidade ainda est\u00e1 diretamente ligada aos ve\u00edculos tradicionais. \u201cSe a not\u00edcia for dada por um ve\u00edculo conhecido a n\u00edvel nacional, como telejornais, eu confio\u201d, afirma. Ele tamb\u00e9m demonstra cautela com conte\u00fados das redes, pois, segundo ele, \u201cmuitas dessas p\u00e1ginas n\u00e3o fazem uma apura\u00e7\u00e3o rigorosa, ent\u00e3o vejo mais como entretenimento\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo utilizando redes sociais, ele mant\u00e9m o h\u00e1bito de checar informa\u00e7\u00f5es em ve\u00edculos oficiais quando algo chama aten\u00e7\u00e3o dele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 entre os mais jovens, o comportamento \u00e9 diferente. A estudante Laysa Vit\u00f3ria Ramos dos Santos, de 15 anos, afirma que recorre primeiro \u00e0s redes sociais para se informar. \u201cSempre vou no Instagram, em perfis de not\u00edcia r\u00e1pida, porque \u00e9 mais f\u00e1cil e r\u00e1pido\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ela, a forma\u00e7\u00e3o de quem publica nem sempre \u00e9 prioridade. \u201cN\u00e3o faz tanta diferen\u00e7a se \u00e9 jornalista ou n\u00e3o\u201d, admite. Ainda assim, reconhece os riscos: \u201cJ\u00e1 compartilhei uma not\u00edcia falsa e foi uma experi\u00eancia ruim\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que diz o especialista:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o jornalista Douglas Martins, a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica continua sendo essencial na constru\u00e7\u00e3o da credibilidade. \u201cEla norteia conceitos, \u00e9tica e responsabilidade com a informa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele destaca que o diferencial do jornalista est\u00e1 na apura\u00e7\u00e3o e checagem dos fatos e o compromisso com a verdade, algo que, segundo ele, nem sempre ocorre nas redes sociais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre os influenciadores, Douglas reconhece a for\u00e7a do formato, mas faz um alerta: \u201cS\u00e3o conte\u00fados mais r\u00e1pidos e din\u00e2micos, por\u00e9m, por vezes, rasos e sem aprofundamento\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O jornalista ainda alerta sobre o risco de se informar por profissionais sem forma\u00e7\u00e3o: \u201cSem apura\u00e7\u00e3o, h\u00e1 risco de dissemina\u00e7\u00e3o de fake news\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O papel da universidade nesse debate:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o professor de jornalismo Ranieri Vicente da Costa, o crescimento de conte\u00fados informais e alarmistas nas redes sociais est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 l\u00f3gica de engajamento das plataformas. Em que, muitos desses conte\u00fados n\u00e3o t\u00eam como objetivo informar, mas gerar rea\u00e7\u00f5es como medo, inseguran\u00e7a ou revolta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor destaca que esse cen\u00e1rio n\u00e3o necessariamente diminui a credibilidade do jornalismo profissional, mas cria confus\u00e3o no p\u00fablico. \u201cHoje, muitas pessoas associam credibilidade ao n\u00famero de seguidores, e n\u00e3o ao processo de apura\u00e7\u00e3o\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ambiente acad\u00eamico, esse impacto j\u00e1 \u00e9 percept\u00edvel. De acordo com Ranieri, muitos estudantes chegam \u00e0 universidade com uma vis\u00e3o distorcida do que \u00e9 not\u00edcia. \u201cEles associam relev\u00e2ncia ao potencial de viraliza\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o aos crit\u00e9rios jornal\u00edsticos, como interesse p\u00fablico e checagem\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar disso, ele reconhece que o fen\u00f4meno tem dois lados: \u201cH\u00e1 uma democratiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m um risco maior de distor\u00e7\u00f5es e desinforma\u00e7\u00e3o\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Ranieri, o principal desafio do jornalismo hoje \u00e9 se adaptar sem perder sua ess\u00eancia. \u201c\u00c9 preciso incorporar novas linguagens e plataformas, mas sem abrir m\u00e3o da \u00e9tica, da responsabilidade e do compromisso com a verdade\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O desafio da informa\u00e7\u00e3o na era digital:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um cen\u00e1rio onde qualquer pessoa pode produzir e compartilhar conte\u00fado, a informa\u00e7\u00e3o se torna mais acess\u00edvel \u2014 mas nem sempre mais confi\u00e1vel. Entre a rapidez das redes sociais e o rigor do jornalismo profissional, o desafio passa a ser do pr\u00f3prio p\u00fablico: saber diferenciar, questionar e escolher em quem confiar.\u00a0<br>\u00a0<br>\u00a0<br><strong>Gr\u00e1ficos da pesquisa do Forms:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"913\" height=\"383\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-22.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5872\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-22.png 913w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-22-300x126.png 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-22-768x322.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 913px) 100vw, 913px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"915\" 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