{"id":5958,"date":"2026-06-12T10:27:29","date_gmt":"2026-06-12T13:27:29","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=5958"},"modified":"2026-06-12T10:39:31","modified_gmt":"2026-06-12T13:39:31","slug":"para-alem-do-consumo-a-cultura-de-sorocaba-sob-a-otica-de-quem-a-produz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2026\/06\/12\/para-alem-do-consumo-a-cultura-de-sorocaba-sob-a-otica-de-quem-a-produz\/","title":{"rendered":"Para Al\u00e9m do Consumo: A Cultura de Sorocaba sob a \u00d3tica de Quem a Produz"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os desafios da produ\u00e7\u00e3o independente e as viv\u00eancias na periferia, artistas e organizadores locais mostram que a arte pulsa na identidade de quem a faz acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Rafael Barbosa, Maria Clara Emy Nagahara, Vit\u00f3ria Kauana Moreno, Ana Beatriz Flor\u00eancio, Gabriele Feitosa (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-59-768x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5959\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-59-768x1024.png 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-59-225x300.png 225w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-59.png 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><sub>Cr\u00e9dito: arquivo pessoal<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sorocaba \u00e9 uma cidade de contrastes culturais. Diante desse cen\u00e1rio, urge compreender que a cultura n\u00e3o \u00e9 feita apenas por quem a consome, mas sim pelo que e por quem a produz. Enquanto grandes e consolidados centros dedicados \u00e0 arte \u2014 como o Sesc \u2014 encontram-se localizados em regi\u00f5es nobres e de dif\u00edcil acesso para a maior parte da popula\u00e7\u00e3o, como o bairro Campolim, uma efervescente cena independente pulsa nas margens e nos bairros da cidade. Espa\u00e7os como o Tremo\u00e7o, a Feira do Beco e a Feira do Som tornaram-se verdadeiros ref\u00fagios de express\u00e3o e conex\u00e3o comunit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse cen\u00e1rio, o jornalismo cultural deixa de ser apenas um registro de eventos e passa a atuar como um agente de transforma\u00e7\u00e3o, descentralizando a informa\u00e7\u00e3o e amplificando a voz de quem faz a cultura acontecer na pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Da Periferia para o Mundo: A Arte como Passaporte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a DJ e artista Navi, o principal pilar de qualquer movimento art\u00edstico deve ser a democratiza\u00e7\u00e3o. Cria da periferia de Sorocaba, hoje ela vive um estilo de vida n\u00f4made, levando e trazendo refer\u00eancias musicais por onde passa. H\u00e1 quase dois anos na estrada, Navi j\u00e1 percorreu sete dos nove estados do Nordeste brasileiro, mas faz quest\u00e3o de manter os p\u00e9s fincados na sua origem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O primeiro ponto \u00e9 que a cultura tem que ser acess\u00edvel para todo mundo. Quando a gente fala sobre ouvir uma m\u00fasica, um set ou uma grava\u00e7\u00e3o, estamos falando sobre como levar a cultura at\u00e9 as pessoas&#8221;, pontua Navi, em entrevista concedida no Tremo\u00e7o, um dos pontos de resist\u00eancia cultural da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ela, o papel de espa\u00e7os como este \u00e9 crucial: &#8220;O foco ali \u00e9 justamente entender como levar e exaltar a cultura da periferia, mas, ao mesmo tempo, trazer novas refer\u00eancias para que as pessoas da comunidade consigam acessar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Navi destaca que sua trajet\u00f3ria, que passou pelo conservat\u00f3rio e pelo apoio de outras DJs locais como Brandini, Bibi e Nara, foi impulsionada pelo olhar atento da imprensa especializada. &#8220;Muitas pessoas, quando conheceram o meu trabalho, me ajudaram muito \u2014 seja em uma divulga\u00e7\u00e3o, em um post ou me abrindo portas&#8221;, relata, refor\u00e7ando o impacto direto do jornalismo cultural na vida do artista independente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O Hip Hop e o Futuro da Conex\u00e3o Local<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos obst\u00e1culos invis\u00edveis aos olhos do p\u00fablico, o foco de quem produz \u00e9 sempre a renova\u00e7\u00e3o e o acolhimento. Mais do que entretenimento, eventos independentes focados em vertentes como o Hip Hop buscam resgatar a ancestralidade e a identidade do territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A feira foi criada com o intuito n\u00e3o somente de trazer o Hip Hop para a cidade, mas tamb\u00e9m de fazer com que as pessoas se aproximem mais da cultura e conhe\u00e7am a hist\u00f3ria de como tudo isso aconteceu&#8221;, explica a organiza\u00e7\u00e3o das iniciativas locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para as pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es, a promessa \u00e9 de evolu\u00e7\u00e3o constante: &#8220;O p\u00fablico pode esperar que, a cada feira, a gente sempre vai querer entregar algo novo. Nosso objetivo \u00e9 criar um espa\u00e7o onde as pessoas se sintam confort\u00e1veis com elas mesmas e com a gente tamb\u00e9m.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os desafios da produ\u00e7\u00e3o independente e as viv\u00eancias na periferia, artistas e organizadores locais mostram que a arte pulsa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[36,99,11,15,16,9,31,102,37,14],"tags":[41,29,28],"class_list":["post-5958","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","category-cultural","category-diversidade","category-jornalismo","category-jornalismo-digital","category-jornalismo-online","category-projeto-integrador","category-regional","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/comunicacao\/\" rel=\"category tag\">Comunica\u00e7\u00e3o<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/cultural\/\" rel=\"category tag\">Cultural<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/diversidade\/\" rel=\"category tag\">diversidade<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-digital\/\" rel=\"category tag\">jornalismo digital<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/projeto-integrador\/\" rel=\"category tag\">Projeto Integrador<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/regional\/\" rel=\"category tag\">Regional<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5958","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5958"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5958\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5968,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5958\/revisions\/5968"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5958"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5958"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5958"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}