{"id":5969,"date":"2026-06-15T09:31:11","date_gmt":"2026-06-15T12:31:11","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=5969"},"modified":"2026-06-15T09:32:31","modified_gmt":"2026-06-15T12:32:31","slug":"quando-o-silencio-fala-terra-memoria-e-resistencia-em-torto-arado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2026\/06\/15\/quando-o-silencio-fala-terra-memoria-e-resistencia-em-torto-arado\/","title":{"rendered":"Quando o sil\u00eancio fala: terra, mem\u00f3ria e resist\u00eancia em Torto Arado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre terra, f\u00e9 e mem\u00f3ria, o romance de Itamar Vieira J\u00fanior revela as cicatrizes da hist\u00f3ria brasileira e as formas silenciosas de resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Sophia Ruivo Pompeu (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"781\" height=\"410\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-11.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5970\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-11.jpeg 781w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-11-300x157.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-11-768x403.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-11-390x205.jpeg 390w\" sizes=\"auto, (max-width: 781px) 100vw, 781px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><sub>Torto Arado de Itamar Vieira Junior | Fonte: Estad\u00e3o<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por entre as p\u00e1ginas de Torto Arado, de Itamar Vieira J\u00fanior, o sert\u00e3o ganha vida no sil\u00eancio e na for\u00e7a de suas personagens. Publicado em 2019, o romance conduz o leitor pela vida dos moradores de \u00c1gua Negra, um vilarejo fict\u00edcio marcado pela mem\u00f3ria, pela terra e pelas cicatrizes da hist\u00f3ria brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Itamar apresenta, com riqueza de detalhes, os pensamentos das personagens que narram os cap\u00edtulos. A narrativa revela as hist\u00f3rias que as conduziram at\u00e9 aquele momento, em um movimento constante entre passado e presente. Ao longo da obra, o autor apresenta figuras centrais da fam\u00edlia das irm\u00e3s, como Donana, Zeca Chap\u00e9u Grande, Salustiana e tantos outros personagens que atravessam suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por meio das experi\u00eancias dos habitantes, o autor nos apresenta a dura realidade da labuta incessante, o cansa\u00e7o, a fome durante a seca e a dor causada pelas enchentes. Itamar tamb\u00e9m aponta com \u00eanfase que as moradias s\u00e3o prec\u00e1rias e ef\u00eameras, refletindo a incerteza e a instabilidade da vida dos descendentes de pessoas escravizadas ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um romance complexo, que demonstra a vida de maneira crua, em suas alegrias e dores, em suas viol\u00eancias e rezas, Itamar apresenta o sert\u00e3o brasileiro de forma fiel e viva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro aborda temas fundamentais como racismo, viol\u00eancia de g\u00eanero, estrutura fundi\u00e1ria do Brasil, sincretismo religioso, trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o, dentre outros. E ainda coloca a educa\u00e7\u00e3o como fator de constitui\u00e7\u00e3o subjetiva e de transforma\u00e7\u00e3o da realidade social e cultural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que a narrativa se desenrola, torna-se evidente que todos esses elementos s\u00e3o consequ\u00eancias da deriva dos negros ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o. Embora livres, muitos continuaram a viver em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o, trabalhando arduamente em troca de terra, mas sem sal\u00e1rio, o que revela uma forma velada de escravid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Terra e mem\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romance, dividido em tr\u00eas partes centrais \u2013 \u201cfio de corte\u201d, \u201ctorto arado\u201d e, por fim, \u201crio de sangue\u201d \u2013 se inicia de forma misteriosa, com um acidente que une as irm\u00e3s Bibiana e Belon\u00edsia, em um pacto de sil\u00eancio. A princ\u00edpio, \u00e9 dif\u00edcil discernir qual das duas carrega esse sil\u00eancio. No cap\u00edtulo \u201cfio de corte\u201d, narrado por Bibiana, a narradora descreve o acidente com a faca da av\u00f3 Donana e como a religiosidade e o trabalho \u00e1rduo moldaram sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia em \u00c1gua Negra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Maria Laura Uliana, coordenadora na Carochinha Editora e criadora do perfil liter\u00e1rio @prefaci.ando, as personagens femininas do romance ocupam papel central na preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e da identidade da comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0\u201cAs mulheres, na hist\u00f3ria, elas est\u00e3o sempre relacionadas com a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria, da identidade, das pr\u00e1ticas espirituais. Ent\u00e3o, seja atrav\u00e9s da luta pol\u00edtica, no caso da Bibiana, seja atrav\u00e9s da preserva\u00e7\u00e3o dos costumes, do contato com a terra, do contato com a natureza, que vem atrav\u00e9s da Belon\u00edsia. Tamb\u00e9m, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas espirituais, elas s\u00e3o sempre mulheres lutando contra o apagamento, porque o apagamento \u00e9 uma coisa muito comum, uma viol\u00eancia muito comum nessas comunidades. Conseguimos perceber como as mulheres sempre tiveram um papel fundamental na preserva\u00e7\u00e3o justamente dessa identidade, dessa mem\u00f3ria, evitando que isso seja apagado. \u00c9 muito bonito como o Itamar constr\u00f3i essas personagens que casam bastante com o que a gente v\u00ea na realidade brasileira das mulheres negras.\u201d, explica Uliana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um sil\u00eancio que grita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Caio Cursini, doutor em Geografia Humana pela USP, o livro traz uma reflex\u00e3o sobre o silenciamento presente na obra como um reflexo dos eventos ocorridos na pr\u00f3pria na\u00e7\u00e3o. \u201cO silenciamento presente no romance tamb\u00e9m \u00e9 acompanhado pelo protagonismo t\u00e1cito das personagens. Se pensarmos na hist\u00f3ria do Brasil, esse silenciamento das mulheres negras sempre caminhou junto com um papel fundamental que elas exerceram na sociedade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um pa\u00eds cuja elite foi formada pelo trabalho de amas de leite, cozinheiras e empregadas dom\u00e9sticas negras, o protagonismo dessas mulheres frequentemente foi apagado da narrativa oficial. Para Cursini, obras como o filme <em>Que Horas Ela Volta?<\/em> e o livro <em>Quarto de Despejo<\/em>, de Carolina Maria de Jesus, ajudam a evidenciar esse processo de silenciamento hist\u00f3rico. \u201cEssas obras mostram como o silenciamento dessas vozes sempre esteve presente, mesmo quando h\u00e1 momentos em que elas parecem ganhar mais visibilidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No final do cap\u00edtulo Torto Arado, o romance reconecta as irm\u00e3s Bibiana e Belon\u00edsia, introduzindo uma nova perspectiva na obra. Al\u00e9m do misticismo religioso e da vida rural, surge a consci\u00eancia sobre a falta de direitos e um olhar atento aos efeitos persistentes da escravid\u00e3o. A mudan\u00e7a de donos da fazenda e o senso de justi\u00e7a de Severo orientam a narrativa para uma den\u00fancia social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vozes que resistem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O empoderamento das personagens \u00e9 um incentivo \u00e0 liberdade de mulheres que passam pelo mesmo. A vida rural \u00e9 cansativa para todos, por\u00e9m a marginaliza\u00e7\u00e3o de um g\u00eanero se encontra nas ra\u00edzes mais profundas da terra, em sua origem escravocrata e passando por latifundi\u00e1ria e, nesse caso, a explora\u00e7\u00e3o da mulher negra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora ambientada em uma vila fict\u00edcia, a narrativa apresenta um recorte que reflete uma realidade mais ampla da sociedade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Uliana, o romance ultrapassa o contexto local ao revelar estruturas sociais mais amplas presentes no pa\u00eds. \u201cO livro revela uma estrutura social bem mais ampla. Acho que ele parte, sim, de uma realidade local, de um microcosmo ali, mas com base na an\u00e1lise dessa realidade a gente consegue entender a estrutura social brasileira de uma forma mais ampla. As trajet\u00f3rias distintas das irm\u00e3s revelam a pluralidade das formas de resist\u00eancia \u00e0 opress\u00e3o. Enquanto Bibiana se articula politicamente para reivindicar direitos, Belon\u00edsia preserva os saberes e a rela\u00e7\u00e3o com a terra, mostrando que manter as tradi\u00e7\u00f5es da comunidade tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de resistir em Torto Arado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cursini tamb\u00e9m cita a preserva\u00e7\u00e3o dos registros feita por mulheres, especialmente m\u00e3es, e av\u00f3s. \u201cSe pensarmos nos registros da fam\u00edlia \u2014 fotografias, hist\u00f3rias e lembran\u00e7as \u2014 quase sempre s\u00e3o elas que sabem onde tudo est\u00e1 e que mant\u00eam viva essa mem\u00f3ria.\u201d Segundo ele, revisitar essas hist\u00f3rias revela formas de resist\u00eancia, muitas vezes, invis\u00edveis, mas fundamentais para compreender o lugar que cada pessoa ocupa hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Entre o mundo dos vivos e dos ancestrais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto chave da hist\u00f3ria \u00e9 a profunda conex\u00e3o dos personagens com a religi\u00e3o Jar\u00ea, conhecida como Candombl\u00e9 Caboclo. Esta religi\u00e3o afro-brasileira, espec\u00edfica da Chapada Diamantina, \u00e9 retratada com riqueza de detalhes e muito respeito, destacando a afei\u00e7\u00e3o pelo sagrado espiritual, a f\u00e9 e o respeito pela terra e seus mist\u00e9rios. O misticismo religioso nos aproxima dos personagens, come\u00e7ando com Zeca, passando por Donana e finalmente Belon\u00edsia, que segue os ensinamentos do pai sobre a terra e a religi\u00e3o, herdando sua intimidade com o Jar\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;\u201cMuitas vezes, o preconceito nasce do desconhecimento. Quando a literatura apresenta essas pr\u00e1ticas religiosas e mostra de onde elas v\u00eam e como funcionam, ela permite que o leitor construa outros imagin\u00e1rios sobre essas tradi\u00e7\u00f5es\u201d, afirma Uliana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ela, esse movimento \u00e9 essencial em um pa\u00eds marcado por s\u00e9culos de repress\u00e3o \u00e0s religi\u00f5es de matriz africana, que desde a escravid\u00e3o enfrentam tentativas de apagamento e, ainda hoje, epis\u00f3dios de viol\u00eancia e intoler\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o soci\u00f3logo e ge\u00f3grafo Caio Cursini, a chamada intoler\u00e2ncia religiosa, muitas vezes, mascara uma quest\u00e3o mais profunda. \u201cQuando falamos em intoler\u00e2ncia religiosa, muitas vezes, estamos usando um eufemismo para falar de racismo.\u201d Segundo ele, as religi\u00f5es de matriz africana n\u00e3o foram apenas marginalizadas ao longo da hist\u00f3ria brasileira, mas tamb\u00e9m criminalizadas em determinados per\u00edodos, o que revela a profundidade desse problema na forma\u00e7\u00e3o social do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor ressalta que a presen\u00e7a das religi\u00f5es na literatura brasileira pode auxiliar para ampliar o conhecimento sobre as tradi\u00e7\u00f5es, principalmente, as que vieram de culturas afrodescendentes. Ainda assim, ele alerta que a simples visibilidade n\u00e3o elimina o problema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;\u201cA difus\u00e3o \u00e9 importante, mas \u00e9 preciso cuidado com discursos excessivamente otimistas. \u00c0s vezes, a exalta\u00e7\u00e3o da diversidade pode esconder viol\u00eancias que continuam existindo\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fala de Cursini dialoga com um debate hist\u00f3rico sobre a forma\u00e7\u00e3o da identidade brasileira. Os discursos otimistas podem gerar percep\u00e7\u00f5es como o mito da democracia racial de Gilberto Freyre, que anos depois foi questionado por intelectuais como Florestan Fernandes, que apontaram os limites dessa suposta harmonia social diante da perman\u00eancia do racismo estrutural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mem\u00f3ria, resist\u00eancia e legado: o sert\u00e3o que fala<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Torto Arado \u00e9 uma narrativa que atravessa a hist\u00f3ria de um pa\u00eds que foi constru\u00eddo por fam\u00edlias como a de Zeca Chap\u00e9u Grande, onde as terras tinham donos brancos e m\u00e3o de obra negra, onde as ora\u00e7\u00f5es eram feitas com a alma para que as gera\u00e7\u00f5es posteriores tivessem um futuro melhor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mulheres como Donana, Salustiana, Bibiana e Belon\u00edsia mantiveram suas mem\u00f3rias, as dores guardadas, e o sentimento de pertencimento em um local que sempre tentou domestic\u00e1-las. \u00c9 uma obra que denuncia a injusti\u00e7a hist\u00f3rica e contempor\u00e2nea e promove uma reflex\u00e3o profunda sobre a resist\u00eancia e a luta por direitos dos descendentes de escravos no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A interseccionalidade do tema sobre a viol\u00eancia demonstra, mesmo que em outro tempo, as sequelas da sociedade atual. Por meio de uma narrativa rica e com personagens multifacetadas, o livro exp\u00f5e as injusti\u00e7as hist\u00f3ricas e contempor\u00e2neas, enquanto celebra a resist\u00eancia e a resili\u00eancia dessas mulheres. O romance de Itamar Vieira J\u00fanior \u00e9, sem d\u00favida, uma leitura essencial para compreender a complexidade e a resili\u00eancia das comunidades negras no sert\u00e3o brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde sua publica\u00e7\u00e3o em 2019, Torto Arado foi premiado com o Jabuti, o Oceanos e recebeu reconhecimento internacional, incluindo indica\u00e7\u00f5es ao The International Booker Prize e ao pr\u00eamio franc\u00eas Montluc R\u00e9sistance et Libert\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>[Texto produzido na disciplina de Jornalismo Especializado, sob orienta\u00e7\u00e3o da Profa. Dra. Georgia de Mattos]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre terra, f\u00e9 e mem\u00f3ria, o romance de Itamar Vieira J\u00fanior revela as cicatrizes da hist\u00f3ria brasileira e as formas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[36,17,99,15,16,9,37,14],"tags":[41,29,28],"class_list":["post-5969","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","category-criatividade","category-cultural","category-jornalismo","category-jornalismo-digital","category-jornalismo-online","category-sorocaba","category-uniso","tag-focas-na-rede","tag-jornalismo","tag-uniso"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/comunicacao\/\" rel=\"category tag\">Comunica\u00e7\u00e3o<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/criatividade\/\" rel=\"category tag\">criatividade<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/cultural\/\" rel=\"category tag\">Cultural<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo\/\" rel=\"category tag\">Jornalismo<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-digital\/\" rel=\"category tag\">jornalismo digital<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/jornalismo-online\/\" rel=\"category tag\">jornalismo online<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/sorocaba\/\" rel=\"category tag\">Sorocaba<\/a> <a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/uniso\/\" rel=\"category tag\">Uniso<\/a>","tag_info":"Uniso","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5969","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5969"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5969\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5971,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5969\/revisions\/5971"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}