{"id":653,"date":"2013-07-02T20:38:00","date_gmt":"2013-07-02T20:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2013\/07\/02\/sebos-de-portas-abertas\/"},"modified":"2013-07-02T20:38:00","modified_gmt":"2013-07-02T20:38:00","slug":"sebos-de-portas-abertas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2013\/07\/02\/sebos-de-portas-abertas\/","title":{"rendered":"Sebos de portas abertas"},"content":{"rendered":"<p>Cl\u00e1udia Ohana, Tiazinha, Luma de Oliveira&#8230; Percorro a sess\u00e3o de \u2018Playboys\u2019, dispostas em uma prateleira na entrada, enquanto aguardo. S\u00e3o ensaios fotogr\u00e1ficos antigos, mas, apesar das p\u00e1ginas amareladas, todas as retratadas mant\u00eam soberba dignidade ali, em meio ao eminente p\u00f3 e rel\u00edquias de outros tempos. Elvis Presley, em um vinil espetado acima na parede, me encara com olhar incriminador, de quem reprova minha indiscri\u00e7\u00e3o. Olho em volta antes de exibir a ele, provocador, a capa de um exemplar dessas revistas que j\u00e1 povoaram muito mais a imagina\u00e7\u00e3o de adolescentes (e adultos) em uma \u201cera pr\u00e9-internet\u201d do que hoje. O rei do rock parece n\u00e3o se impressionar e seu topete irretoc\u00e1vel me diz que as \u201ccoelhinhas\u201d da Am\u00e9rica talvez fossem melhores que as nossas. Pus-me a pensar, imparcialmente e sem ufanismos, a respeito do assunto at\u00e9 que o bip do leitor de c\u00f3digo de barras soou em minhas costas, me tirando do torpor, indicando o registro de uma nova venda. Pergunto a ele, ent\u00e3o atr\u00e1s do balc\u00e3o, qual havia sido o neg\u00f3cio. \u201cUm livro\u201d, me responde, satisfeito e desconfiado, encarando-me por cima dos \u00f3culos de aros grossos enquanto me apresento. <\/p>\n<p><b>O come\u00e7o<\/b> &#8211; Ele \u00e9 Adevanir \u00c9lzio e tem 63 anos, dos quais 15 dedicados a atividade de livreiro. Seu sebo, localizado na Rua Padre Luiz, centro de Sorocaba, funciona desde 2005. L\u00e1 ele trabalha com a esposa Neide e mais tr\u00eas funcion\u00e1rios. \u201cComecei em Itu, em 97. Meu filho cursava Direito e eu n\u00e3o tinha dinheiro para comprar livros novos. Pensei em outras pessoas na mesma situa\u00e7\u00e3o que a minha e resolvi abrir um sebo. J\u00e1 tinha quatro mil livros que n\u00e3o cabiam mais na minha casa, comecei a\u00ed\u201d, conta. <\/p>\n<p>Hoje s\u00e3o mais de 48 mil t\u00edtulos vergando as prateleiras do local, uma sede em S\u00e3o Paulo e outra em Presidente Prudente, vendas pela internet para o Canad\u00e1, Austr\u00e1lia, Portugal e Inglaterra, al\u00e9m do plano de em pouco tempo ampliar em 40% o acervo da matriz sorocabana. Mas se engana quem pensa que, apesar da prosperidade, tudo s\u00e3o flores para Adevanir, que se queixa da dificuldade em aumentar seu p\u00fablico: \u201cSorocabano \u00e9 desinteressado por leitura se comparado a outras regi\u00f5es, como no Sul do pa\u00eds, em que sempre se encontra pessoas lendo em bosques e parques. O exemplo \u00e9 o \u201cVai-e-Vem\u201d que \u00e9 \u00fatil, mas a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o aproveita. A popula\u00e7\u00e3o usufrui pouco das bibliotecas da cidade\u201d, reclama. \u201cVai-e-Vem\u201d \u00e9 o projeto municipal que disponibiliza em diversos pontos da cidade, inclusive pres\u00eddios e hospitais, livros para loca\u00e7\u00e3o gratuita e sem a necessidade de cadastro. <\/p>\n<p>Abordado o assunto, pergunto a ele qual sua expectativa quanto \u00e0 chamada nova classe C, se sua ascens\u00e3o econ\u00f4mica e maior poder aquisitivo, t\u00e3o aclamada pelos governantes e comentada pela m\u00eddia, pode esquentar tamb\u00e9m o com\u00e9rcio de livros no pa\u00eds, defasado se compararmos a outros itens de consumo. Mais uma vez Adevanir se mostra c\u00e9tico. \u201cH\u00e1 uma falta de interesse dessa nova classe. Ali\u00e1s, ningu\u00e9m hoje em dia abre uma enciclop\u00e9dia, recorrem sempre ao \u2018papai\u2019 Google\u201d, pigarreia e, antes que possa concluir seu racioc\u00ednio, um homem entra de s\u00fabito na loja. <\/p>\n<p>\u00c9 um homem descal\u00e7o e bastante sujo, aparentando uns 50 anos, mas que bem pode ter uns 30, roupas em peti\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria, como se diz, esmolando moedas para almo\u00e7ar. Mais um indigente vagando entre tantos outros em uma na\u00e7\u00e3o que, historicamente, parece prezar por sua desigualdade social. \u201cEntrevista ele, entrevista ele!\u201c, Adevanir agita-se indignado diante da proposta milenar do desconhecido e se dirige a mim agora, \u201cpergunta a ele se ele l\u00ea, quantos livros j\u00e1 leu?\u201d. A \u00fanica pergunta que fa\u00e7o \u00e9 a mim mesmo, e ela \u00e9 se o livreiro era mesmo corajoso para tanto, mas, j\u00e1 \u00e0 vontade e me sentindo meio influente, categoricamente fa\u00e7o a inoportuna pergunta ao homem confuso: afinal, ele se interessa por literatura? Mais categoricamente ainda o sujeito me responde, deixando claro em poucas palavras, que seu \u00fanico interesse \u00e9 comida e sai: sem suas moedas e sem entender l\u00e1 muita coisa. <\/p>\n<p><b>Retorno \u00e0 inf\u00e2ncia<\/b> &#8211; Passado o epis\u00f3dio, Adevanir parece mergulhar em reminisc\u00eancias. Euf\u00f3rico, mostra a cartilha \u201cCaminho Suave\u201d e \u2018a meninice voltou a brincar em seus olhos\u2019, diria Manuel Bandeira. \u201cFoi com esta cartilha que aprendi a ler e escrever, l\u00e1 no Paran\u00e1. Voltava da escola, atirava o guarda-p\u00f3 ao canto e ia ajudar meu pai na lavoura de caf\u00e9. Com 7 anos, eu j\u00e1 limpava tronco de caf\u00e9!\u201d, orgulha-se, ainda se referindo indiretamente ao homem que h\u00e1 pouco havia partido.<\/p>\n<p>Correndo as vogais e consoantes das nost\u00e1lgicas p\u00e1ginas, a impress\u00e3o que se t\u00eam \u00e9 que Adevanir v\u00ea pela primeira vez a cartilha, ainda na inf\u00e2ncia. \u201cOs pais s\u00e3o importantes para que a crian\u00e7a se interesse pela leitura. Muitos deles v\u00eam aqui com os filhos para que eles mesmos escolham livros, vejo isso muito aqui\u201d, e complementa, \u201cCrian\u00e7a que l\u00ea se destaca das demais. Penso que a fun\u00e7\u00e3o de um livreiro \u00e9 ser \u00fatil \u00e0 comunidade, dar a oportunidade a ela de ter acesso a livros. Aqui, todos os livros t\u00e9cnicos, did\u00e1ticos e acad\u00eamicos saem at\u00e9 70 por cento mais barato que um novo\u201d, garante, antes de me mostrar algumas caixas de papel\u00e3o abarrotadas de livros, prontos para as doa\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas que o livreiro faz a asilos, escolas e APAE\u2019s de Sorocaba e de outras cidades da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Tecnologia versus livros<\/b> &#8211; Quanto aos Ipads, tablets e outros suportes eletr\u00f4nicos de leitura, Adevanir n\u00e3o os v\u00ea como amea\u00e7as ao livro impresso. \u201cQuem gosta do livro n\u00e3o vai ficar impressionado com novas tecnologias. O manuseio, o cheiro, o tato&#8230; \u00c9 diferente.\u201d Boa parte de seus clientes s\u00e3o estudantes e os livros que precisam ser constantemente repostos nas prateleiras s\u00e3o os de literatura estrangeira, infanto-juvenil e t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>Das chamadas raridades, artigos dif\u00edceis de serem encontrados em lojas convencionais, mais comuns em sebos. O homem sai apressado de meu campo de vis\u00e3o e retorna exultante com um vinil de Raul Seixas da \u00e9poca em que o cantor ainda atendia apenas por \u201cRaulzito\u201d e tocava com \u201cOs Panteras\u201d. \u201cEsse \u00e9 coisa fina\u201d, exibe com vaidade, e relata. \u201cHouve uma vez em que um cliente encontrou um vinil que procurava h\u00e1 tanto tempo e ficou t\u00e3o feliz de encontrar que saiu da loja beijando o disco. Recebo muitos colecionadores aqui.\u201d Um dicion\u00e1rio morfol\u00f3gico de tupi-guarani, hist\u00f3rias em quadrinhos lan\u00e7adas originalmente na d\u00e9cada de 50 e 60, al\u00e9m de uma s\u00e9rie de fotonovelas que datam de 1953 s\u00e3o, tamb\u00e9m, os coqueluches de Adevanir que, antes de minha partida, me chama em um canto e faz quest\u00e3o de me mostrar um vinil do Roberto Carlos, um entre tantos da cole\u00e7\u00e3o do rei da MPB expostos na loja. \u201cEsse \u00e9 especial porque \u00e9 todo de can\u00e7\u00f5es em italiano, gravadas ap\u00f3s o cantor vencer um concurso na It\u00e1lia em que o segundo colocado, um italiano leg\u00edtimo, frustrado com a derrota, se enforcou&#8230;\u201d, me sussurra o livreiro, em tom confidencial.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o, despe\u00e7o-me de dona Neide e vou embora, pensando no caminho se o tal italiano talvez n\u00e3o tenha exagerado, passando com desinteresse pelo faminto sem moedas em sua jornada.<\/p>\n<p><b>DIVULGADOR CULTURAL <\/b><br \/>\u201cA pessoa que n\u00e3o l\u00ea n\u00e3o sabe escrever, n\u00e3o compreende o mundo. O livro amplia o horizonte de uma pessoa. Os livros tiram a neblina de seus olhos e mostram o mundo a ela. Quem n\u00e3o l\u00ea n\u00e3o fala e n\u00e3o se expressa bem\u201d. Essa senten\u00e7a, que todo mundo j\u00e1 deve ter ouvido ao menos uma vez na vida de um professor no ensino m\u00e9dio, \u00e9 reproduzida por Glauco de Castro, 32 anos, h\u00e1 8 comandando um sebo que tem a cara de um receptivo por\u00e3o de rel\u00edquias.\u201cCome\u00e7ou como um brech\u00f3, mas t\u00ednhamos livros tamb\u00e9m. A parte de livros se desenvolveu mais, transformamos a loja em um sebo e trazemos mais coisas pra c\u00e1\u201d, conta Glauco.<\/p>\n<p>O sebo, localizado na Rua Nogueira Martins, Centro, \u00e9 pequeno. Ali dividem espa\u00e7o in\u00fameros g\u00eaneros de m\u00fasica, literatura e outros artigos culturais, em um ecletismo que lembra uma pequena feira de exposi\u00e7\u00e3o incoerente e ambiciosa, tentando comportar todas as d\u00e9cadas, todos os estilos, todas as vertentes de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica em um espa\u00e7o reduzido. A sess\u00e3o de m\u00fasica cl\u00e1ssica alem\u00e3, por exemplo, fica ao lado da sess\u00e3o de rock; a de jazz comprime-se junto \u00e0 denominada simplesmente como \u201cTropic\u00e1lia\u201d, movimento que abrange o per\u00edodo de um Caetano Veloso ainda mo\u00e7o, Gilberto Gil tentando firmar-se no cen\u00e1rio musical, os Novos Baianos e toda a turma que deu um n\u00f3 na cabe\u00e7a de cr\u00edticos da \u00e9poca. \u201c\u00c9 uma atividade sustent\u00e1vel, tem que trabalhar bastante, \u00e9 preciso organiza\u00e7\u00e3o, atendimento ao p\u00fablico. Quanto mais voc\u00ea trabalha nele, mais voc\u00ea gosta. Pela diversidade, pela possibilidade de entrar em contato com v\u00e1rias culturas. \u00c9 apaixonante estar nesse ramo.\u201d<\/p>\n<p><b>Atemporais<\/b> &#8211; Contam hoje no acervo em torno de 4 mil livros de diversos temas, distribu\u00eddos em prateleiras que formam pequenos corredores no fundo da loja.\u201cOs cl\u00e1ssicos, como Balzac e Dostoi\u00e9vski, ainda vendem muito bem. Gosto muito de Jorge Amado, Arnaldo Jabor, Nelson Rodrigues, Machado de Assis&#8230;\u201d, conta o livreiro, listando alguns de seus autores preferidos que, por princ\u00edpio ou n\u00e3o, s\u00e3o todos nacionais. Pergunto a ele se \u00e9 uma prefer\u00eancia deliberada essa, por autores brasileiros, e ele nega, diz gostar de autores estrangeiros tamb\u00e9m e diz n\u00e3o ter preconceitos quanto ao assunto. \u201cPor exemplo, essas novas sagas que se tornaram famosas, como Crep\u00fasculo e Harry Potter, h\u00e1 um preconceito quanto a elas, mas \u00e9 uma porta aberta para novas leituras. Ainda que sejam livros tidos como comerciais, isso pode instigar o adolescente a ler mais e mais e coisas diferentes tamb\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p>Assim como Adevanir, Glauco n\u00e3o cr\u00ea em um sobrepujamento da tecnologia aos livros palp\u00e1veis. \u201cA tecnologia \u00e9 restrita, n\u00e3o \u00e9 pra todos. O livro f\u00edsico ainda \u00e9 mais vi\u00e1vel. Livros de cem, oitenta anos&#8230; n\u00e3o vai ser a tecnologia que vai acabar com isso. O tato, o olfato&#8230; o papel ainda \u00e9 importante\u201d, diz, acrescentando que a fun\u00e7\u00e3o fundamental de um livreiro, em sua opini\u00e3o, \u00e9 o de ser um divulgador cultural, fazendo a media\u00e7\u00e3o entre as pessoas e os livros, tornando-os mais acess\u00edveis, em uma labuta di\u00e1ria para \u201caproxim\u00e1-las da cultura universal.\u201d<\/p>\n<p>Glauco se mostra tamb\u00e9m otimista com o futuro do pa\u00eds no campo da leitura e cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, tanto importando quanto exportando conte\u00fado e diz confiar que n\u00e3o tarde os brasileiros abrir\u00e3o os olhos para a import\u00e2ncia do conhecimento. \u201cSou entusiasta quanto a isto. O carro vai sempre estar l\u00e1. Bens materiais apenas n\u00e3o adiantam. Essa nova classe C, por exemplo, ser\u00e1 uma classe social estagnada. Ela correr\u00e1 atr\u00e1s de conhecimento at\u00e9 mesmo para manter o seu status. Acredito sim que haver\u00e1, em breve, uma ascens\u00e3o tamb\u00e9m cultural no Brasil.\u201d<\/p>\n<p><b>Colecionadores e raridades<\/b> &#8211; Glauco conta j\u00e1 ter passado por situa\u00e7\u00f5es curiosas em seu trabalho, como quando precisou se comunicar com um comprador atrav\u00e9s de m\u00edmica. \u201cUm sujeito da Su\u00ed\u00e7a vinha passando e entrou na loja. Ele n\u00e3o falava portugu\u00eas nem ingl\u00eas e n\u00f3s come\u00e7amos a conversar s\u00f3 por gestos. O cara era f\u00e3 de Elvis e colecionador de sua obra, levou tudo do Elvis que eu tinha na loja\u201d, relembra aos risos, antes de emendar a hist\u00f3ria a uma ins\u00f3lita venda que fez a um americano que morava em Portugal e encomendou, via correio, um vinil da banda de rock Rush. \u201cVendo aqui compactos de celebridades instant\u00e2neas que gravaram apenas um disco e ca\u00edram no esquecimento. Vendo vinis a partir de um real at\u00e9 alguns mais raros que s\u00e3o, por isso, mais caros. Recebo aqui muita gente que sempre quis ter o disco de seu \u00eddolo, mas n\u00e3o tinham dinheiro para comprar na \u00e9poca em que foram lan\u00e7ados. Hoje, mais baratos, elas fazem a festa.\u201d<\/p>\n<p>Inezita Barroso, coquete e jovem na capa preta e branca de um de seus primeiros vinis, acena para mim na sa\u00edda.<\/p>\n<p><embed flashvars=\"host=picasaweb.google.com&amp;captions=1&amp;hl=pt_BR&amp;feat=flashalbum&amp;RGB=0x000000&amp;feed=https%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2F117328521640441979969%2Falbumid%2F5896119185139447713%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR\" height=\"400\" pluginspage=\"http:\/\/www.macromedia.com\/go\/getflashplayer\" src=\"https:\/\/static.googleusercontent.com\/external_content\/picasaweb.googleusercontent.com\/slideshow.swf\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\"><\/embed><\/p>\n<div style=\"text-align: right;\"><b><br \/><\/b><b>Lucas Montenegro (Ag\u00eanciaJor\/Uniso)<\/b><\/div>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-CZ3CYBTbHCk\/UdM5svUW-_I\/AAAAAAAACS0\/YDop17EtdjQ\/s1600\/Cl%C3%A1ssicos+ainda+est%C3%A3o+entre+os+mais+vendidos,+segundo+Glauco+(foto+de+Lucas+Montenegro).JPG\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"0\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-CZ3CYBTbHCk\/UdM5svUW-_I\/AAAAAAAACS0\/YDop17EtdjQ\/s1600\/Cl%C3%A1ssicos+ainda+est%C3%A3o+entre+os+mais+vendidos,+segundo+Glauco+(foto+de+Lucas+Montenegro).JPG\" width=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><b><br \/><\/b><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cl\u00e1udia Ohana, Tiazinha, Luma de Oliveira&#8230; Percorro a sess\u00e3o de \u2018Playboys\u2019, dispostas em uma prateleira na entrada, enquanto aguardo. 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