{"id":6542,"date":"2026-08-14T09:34:19","date_gmt":"2026-08-14T12:34:19","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=6542"},"modified":"2026-08-14T09:34:20","modified_gmt":"2026-08-14T12:34:20","slug":"rachel-loh-a-engenheira-que-abriu-caminho-para-as-mulheres-no-automobilismo-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2026\/08\/14\/rachel-loh-a-engenheira-que-abriu-caminho-para-as-mulheres-no-automobilismo-brasileiro\/","title":{"rendered":"Rachel Loh: a engenheira que abriu caminho para as mulheres no automobilismo brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Primeira engenheira de motorsport do Brasil e \u00fanica mulher na engenharia da Stock Car, Rachel Loh transformou desafios em conquistas e hoje trabalha para ampliar o espa\u00e7o feminino no esporte por meio da Comiss\u00e3o Feminina de Automobilismo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><strong>Por Yasmin Campos (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando Rachel Loh, de 45 anos, entrou na faculdade de Engenharia Mec\u00e2nica, jamais imaginou que encontraria ali o caminho para viver do automobilismo. O que come\u00e7ou como um projeto universit\u00e1rio se transformou em uma carreira pioneira, marcada por conquistas, desafios impostos pelo preconceito e pelo compromisso em abrir portas para outras mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi durante a gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Mec\u00e2nica que Rachel descobriu o automobilismo. Apesar de n\u00e3o ter se identificado inicialmente com o curso, a participa\u00e7\u00e3o em um projeto de extens\u00e3o universit\u00e1ria mudou completamente sua trajet\u00f3ria. A experi\u00eancia despertou uma paix\u00e3o que definiria toda a sua carreira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes mesmo de concluir a gradua\u00e7\u00e3o, Rachel j\u00e1 sabia que queria dedicar sua vida ao esporte a motor. Desde que se formou, nunca trabalhou em outra \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo da carreira, precisou enfrentar um ambiente predominantemente masculino. Segundo ela, a necessidade de provar compet\u00eancia come\u00e7ou ainda dentro da universidade, onde ouviu de professores que aquele n\u00e3o era lugar para mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora afirme que o preconceito no ambiente profissional nem sempre seja expl\u00edcito, Rachel explica que a cobran\u00e7a sobre as mulheres continua sendo muito maior. &#8220;Voc\u00ea aprende desde a faculdade que precisa ser tr\u00eas vezes melhor para ser aceita.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um epis\u00f3dio marcante aconteceu logo no in\u00edcio da carreira. Rachel conta que foi escolhida para participar de um projeto como piloto de testes porque pesava cerca de 20 quilos a menos que os homens da equipe. Na \u00e9poca, a diferen\u00e7a de peso era determinante para os testes e acabou se tornando a oportunidade que abriu uma importante porta em sua trajet\u00f3ria no automobilismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O talento e a dedica\u00e7\u00e3o fizeram Rachel alcan\u00e7ar outro feito hist\u00f3rico: tornar-se a primeira engenheira de motorsport do Brasil. Atualmente, ela tamb\u00e9m \u00e9 a \u00fanica mulher na engenharia da Stock Car, cen\u00e1rio que, segundo ela, demonstra que ainda existe um longo caminho para alcan\u00e7ar maior igualdade dentro das categorias nacionais. Hoje, Rachel atua como engenheira de competi\u00e7\u00e3o da AMattheis Motorsport, uma das principais equipes da Stock Car, al\u00e9m de ser engenheira da piloto Bia Figueiredo na Copa Truck.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"689\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/b1-1-1024x689.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6549\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/b1-1-1024x689.jpeg 1024w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/b1-1-300x202.jpeg 300w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/b1-1-768x517.jpeg 768w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/b1-1.jpeg 1048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><sub>A\u00e7\u00e3o Girls Like Racing durante Etapa de Interlagos na Stock Car (Rachel \u00e9 a de amarelo) | Foto: redes sociais Stock Car<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos momentos mais marcantes da carreira aconteceu justamente na chegada \u00e0 equipe. Ap\u00f3s assumir uma fun\u00e7\u00e3o de maior responsabilidade, substituindo um experiente engenheiro, Rachel viu o trabalho ser questionado por parte do paddock \u2013 o termo remete \u00e0 equipe de pista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na primeira etapa da temporada, a equipe conquistou uma dobradinha. Como reconhecimento, o chefe da equipe, Andreas Mattheis, pediu que Rachel subisse ao p\u00f3dio para representar a AMattheis Motorsport e mostrar que a decis\u00e3o de contrat\u00e1-la havia sido adequada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que ocupar um espa\u00e7o t\u00e9cnico, Rachel acredita que a representatividade possui um papel essencial na transforma\u00e7\u00e3o do automobilismo. Para ela, meninas precisam crescer vendo mulheres ocupando cargos de lideran\u00e7a, na engenharia e em outras fun\u00e7\u00f5es tradicionalmente dominadas por homens. Segundo Rachel, isso contribui para que novas gera\u00e7\u00f5es entendam que tamb\u00e9m pertencem a esses espa\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos avan\u00e7os, ela acredita que ainda \u00e9 preciso mudar a mentalidade da sociedade e incentivar as mulheres a acreditarem que s\u00e3o capazes de conquistar esses ambientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A compet\u00eancia n\u00e3o tem g\u00eanero.&#8221; Essa miss\u00e3o ganhou ainda mais for\u00e7a quando Rachel passou a integrar a Comiss\u00e3o Feminina de Automobilismo da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Automobilismo (CBA).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ela, aceitar o convite para fazer parte da comiss\u00e3o foi uma das decis\u00f5es mais importantes da sua vida. O grupo trabalha para criar pol\u00edticas, fortalecer a presen\u00e7a feminina e construir um ambiente mais respeitoso dentro do esporte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a engenheira, esse talvez seja seu maior legado: deixar um esporte mais inclusivo para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es, onde meninas possam ingressar no automobilismo sem enfrentar as mesmas barreiras que marcaram o in\u00edcio da sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao falar diretamente com jovens que sonham em seguir carreira na engenharia ou no esporte a motor, Rachel deixa um conselho simples, mas carregado de experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela incentiva que ningu\u00e9m permita que outras pessoas determinem seus limites, lembra que fracassos fazem parte do processo e refor\u00e7a que trabalhar no automobilismo exige dedica\u00e7\u00e3o, ren\u00fancias e muito autoconhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, acima de tudo, ela faz quest\u00e3o de deixar uma mensagem que resume toda a sua hist\u00f3ria: correr atr\u00e1s dos pr\u00f3prios sonhos e nunca deixar que algu\u00e9m diga o que uma mulher pode ou n\u00e3o pode conquistar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeira engenheira de motorsport do Brasil e \u00fanica mulher na engenharia da Stock Car, Rachel Loh transformou desafios em 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