{"id":6577,"date":"2026-08-19T08:30:00","date_gmt":"2026-08-19T11:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/focas.uniso.br\/?p=6577"},"modified":"2026-08-19T10:00:38","modified_gmt":"2026-08-19T13:00:38","slug":"bienal-repensar-sorocaba-promove-encontros-e-debates-sobre-memoria-e-direito-a-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2026\/08\/19\/bienal-repensar-sorocaba-promove-encontros-e-debates-sobre-memoria-e-direito-a-cidade\/","title":{"rendered":"Bienal Repensar Sorocaba promove encontros e debates sobre mem\u00f3ria e direito \u00e0 cidade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Primeira edi\u00e7\u00e3o do evento aproximou pesquisadores, artistas, educadores e movimentos sociais para discutir e questionar as narrativas que atravessam a cidade<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><strong>Por Mar Carrasco (Ag\u00eancia Focas \u2013 Jornalismo Uniso)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como fazer com que as pessoas sintam que a cidade tamb\u00e9m pertence a elas? A 1\u00aa Bienal Repensar Sorocaba partiu dessa inquieta\u00e7\u00e3o para reunir diferentes vozes interessadas em torno da hist\u00f3ria e do patrim\u00f4nio do munic\u00edpio. Realizado nos dias 15 e 16 de agosto no N\u00facleo ETC da UFSCar, no Jardim Santa Ros\u00e1lia, a iniciativa n\u00e3o s\u00f3 provocou uma reflex\u00e3o acerca da hist\u00f3ria e de formas de ocupa\u00e7\u00e3o da cidade, mas tamb\u00e9m sobre maneiras de se relacionar e transformar o territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Bienal surgiu do encontro entre os cinco organizadores: Bruno Lottelli, Carlos Rufini, C\u00edcero Santos, Fernanda Ikedo e Pedro Carvalho, todos j\u00e1 envolvidos em iniciativas culturais espalhadas por Sorocaba. Segundo Pedro, a ideia inicial era realizar um evento durante o anivers\u00e1rio da cidade, mas a conversa ganhou propor\u00e7\u00f5es maiores e se tornou uma programa\u00e7\u00e3o dedicada a pensar, ou melhor, repensar o munic\u00edpio a partir de diferentes perspectivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um momento de homenagem foi reservado ao historiador Jos\u00e9 Rubens Incao, reconhecido pelos organizadores como algu\u00e9m que dedicou a vida a disseminar a hist\u00f3ria de Sorocaba. O tributo reconheceu d\u00e9cadas de trabalho voltado \u00e0 mem\u00f3ria da cidade, feito de forma acess\u00edvel e aberta a qualquer pessoa interessada em conhecer o passado do munic\u00edpio, um esp\u00edrito que, segundo os organizadores, dialoga diretamente com a proposta da pr\u00f3pria Bienal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente sabe que esse evento n\u00e3o come\u00e7ou agora. Ele vem de v\u00e1rios outros eventos que n\u00f3s fazemos, de outras atividades que n\u00f3s fazemos. Mas tamb\u00e9m de atividades que outras pessoas fizeram antes de n\u00f3s e que nos inspiraram a fazer isso.\u201d O professor PedroCarvalho conta que a Bienal Repensar Sorocaba \u00e9 resultado de uma trajet\u00f3ria de experi\u00eancias anteriores. Pesquisas sobre a hist\u00f3ria da cidade, trabalhos ligados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o audiovisual e outros encontros culturais e acad\u00eamicos que, juntos, foram moldando o que o evento se tornaria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"753\" height=\"502\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-7.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6582\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-7.jpeg 753w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-7-300x200.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 753px) 100vw, 753px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><sub>Mesa de abertura do s\u00e1bado (15\/08) com a p\u00f3s-doutora em Geografia, <a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?sca_esv=f45b6ea3982c2aeb&amp;rlz=1C1GCEU_pt-BRBR1168BR1168&amp;sxsrf=APpeQntm-SmohkI56N0unQzLriv2Bgx1ew:1787062768195&amp;q=Maria+Encarna%C3%A7%C3%A3o+Beltr%C3%A3o+Sposito&amp;si=APenkKlEWCSbiLWvwjNWrhQ81KBrS2tticvZzDku8RfARFi5XfZEzXS0_QQOxFn0vqL2L4a7ABumtLU0sV1mXg79Vz896H0-tbZiL5ZLiUGs7j_4OelNNrYJH4tKaOPYyrVEk6q0ZlQqHQq53W98G3qkaQ_FUJK9W4vUjPnuYaM3rum4dC6Skj4%3D&amp;sa=X&amp;sqi=2&amp;ved=2ahUKEwjI9fTLr6qWAxUgrpUCHfODMGsQ_coHegQIEhAB&amp;ictx=0\">Maria Encarna\u00e7\u00e3o Beltr\u00e3o Sposito, media\u00e7\u00e3o de Carlos Rufini <\/a>| Foto: Monalisa Ferreira<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estruturada entre os organizadores em dois eixos principais: Mem\u00f3ria e Narrativas da Cidade e Direito \u00e0 cidade e Pr\u00e1ticas Sociais, o conceito dedireito \u00e0 cidade desenvolvido pelo fil\u00f3sofo franc\u00eas Henri Lefebvre, orientou parte das discuss\u00f5es sobre a rela\u00e7\u00e3o dos moradores com o territ\u00f3rio e a participa\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No s\u00e1bado, a abertura da Bienal foi marcada pela presen\u00e7a de Maria Encarna\u00e7\u00e3o Beltr\u00e3o Sposito (UNESP), refer\u00eancia nacional nos estudos sobre geografia urbana e produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. O debate prop\u00f4s a reflex\u00e3o sobre as desigualdades que atravessam os espa\u00e7os da cidade, pensando os caminhos para um territ\u00f3rio mais justo, acess\u00edvel e democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir desses eixos, os organizadores abordaram temas como patrim\u00f4nio, constru\u00e7\u00e3o das narrativas tradicionais sobre Sorocaba e o apagamento hist\u00f3rico de grupos marginalizados. A escolha dos participantes levou em considera\u00e7\u00e3o pesquisadores, artistas e integrantes de movimentos que j\u00e1 desenvolvem trabalhos relacionados a essas quest\u00f5es, incluindo Daia Moura (UFSCar), Potyra Kambeba (CCI-UFSCar), Wellington Ataide (Baob\u00e1 Grupo de Estudos Negros) e Marta Rovai (UNIFAL\/USP).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudante de fisioterapia, Matheus Medeiros, de 19 anos, compareceu aos dois dias do evento principal e contou que o incentivo para a presen\u00e7a foi o tema das mesas de debate acerca do apagamento hist\u00f3rico de popula\u00e7\u00f5es que participaram ativamente da constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria da cidade. \u201cEssas pessoas que est\u00e3o vivendo o cotidiano da cidade h\u00e1 muito tempo n\u00e3o tem a palavra escutada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme a organiza\u00e7\u00e3o avan\u00e7ava, a programa\u00e7\u00e3o foi ampliada. O que inicialmente seria um evento concentrado em um fim de semana, passou a incluir outras atividades. Esse crescimento \u00e9 resultado da participa\u00e7\u00e3o de pessoas que se aproximaram da proposta e contribu\u00edram com novas ideias, de acordo com Pedro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos debates, a Bienal integrava no espa\u00e7o do N\u00facleo ETC da UFSCar outras atra\u00e7\u00f5es culturais, como a experi\u00eancia do curta-metragem \u201cRevolta!\u201d em realidade virtual cinem\u00e1tica 360\u00b0 &#8211; dirigido por Bruno Lottelli e produzido por Sttefania Mendes, sobre o epis\u00f3dio hist\u00f3rico da Revolta Liberal de 1842, quando Sorocaba foi brevemente declarada capital da Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo durante um levante contra o governo imperial -; e as exposi\u00e7\u00f5es Ocupa Ondina Seabra &#8211; projeto fotogr\u00e1fico documental sobre luta e pertencimento assinado por Monalisa Ferreira com produ\u00e7\u00e3o do LabCine &#8211; e Terra Rasgada: mem\u00f3ria e resist\u00eancia ind\u00edgena, tamb\u00e9m exposta no Museu Hist\u00f3rico Sorocabano. No domingo, o encerramento do evento principal contou com a discotecagem da DJ Bibi Rodrigues e com o coletivo SLAM 015, que declamou poesias de resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"752\" height=\"564\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-6.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6581\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-6.jpeg 752w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-6-300x225.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 752px) 100vw, 752px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><sub>Exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica Ocupa Ondina Seabra | Foto: Matheus Medeiros<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A variedade de atividades buscou garantir que a Bienal n\u00e3o se limitasse ao formato tradicional de palestras e mesas de debate. A inten\u00e7\u00e3o foi estabelecer diversas formas de intera\u00e7\u00e3o com a cidade e suas narrativas, ligando o pensamento acad\u00eamico a viv\u00eancias culturais, art\u00edsticas e sociais. Entre os organizadores, a cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de encontro \u00e9 uma das principais motiva\u00e7\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o do evento. Para o educador e coordenador do Laborat\u00f3rio de Cinema Experimental Sorocaba, Bruno Lottelli, a Bienal tamb\u00e9m busca reunir iniciativas que muitas vezes acontecem de forma isolada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lottelli liga a ideia a outras experi\u00eancias de mobiliza\u00e7\u00e3o social que ocorreram em Sorocaba, como o Sorocaba Lado B, de 2016. O evento juntou movimentos sociais da cidade e possibilitou que v\u00e1rios coletivos compartilhassem suas pautas, viv\u00eancias e formas de atua\u00e7\u00e3o. Ele afirma que oportunidades assim possibilitam que indiv\u00edduos com interesses diversos descubram novas jornadas e criem v\u00ednculos. A partir da\u00ed, um interessado em cinema, por exemplo, pode se conectar a outros que trabalham na \u00e1rea, ou algu\u00e9m que atua em uma causa social pode descobrir novos referenciais para sua atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C\u00edcero Santos, tamb\u00e9m professor e um dos organizadores da Bienal, afirma que os debates podem servir como ponto de partida para a participa\u00e7\u00e3o em movimentos sociais e para a cobran\u00e7a por pol\u00edticas p\u00fablicas. Entre os temas levantados est\u00e3o a representa\u00e7\u00e3o de diferentes grupos no Legislativo, as condi\u00e7\u00f5es de crian\u00e7as e idosos e a participa\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es historicamente sub-representadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"753\" height=\"502\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-4.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6579\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-4.jpeg 753w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-4-300x200.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 753px) 100vw, 753px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><sub>Mesa de encerramento no domingo (16\/08) com as pesquisadoras Marta Rovai e Viviane Melo de Mendon\u00e7a, media\u00e7\u00e3o de Pedro Carvalho | Foto: Monalisa Ferreira<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A proposta, segundo C\u00edcero, n\u00e3o \u00e9 apresentar respostas definitivas para os desafios da cidade, mas estimular o questionamento. Para ele, os participantes j\u00e1 possuem seus pr\u00f3prios conhecimentos e experi\u00eancias, e o papel da Bienal \u00e9 criar condi\u00e7\u00f5es para que essas diferentes perspectivas se encontrem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, o evento tamb\u00e9m \u00e9 pensado como uma forma de transformar insatisfa\u00e7\u00e3o em organiza\u00e7\u00e3o coletiva. C\u00edcero utiliza a express\u00e3o <strong>\u201c<\/strong>organizar o pessimismo<strong>\u201d<\/strong> para definir essa perspectiva: reconhecer os problemas existentes, mas n\u00e3o permanecer apenas na constata\u00e7\u00e3o deles. \u201cA gente est\u00e1 pessimista, vive um tempo pessimista, mas eu acho que \u00e9 fundamental a gente se organizar coletivamente sempre e reivindicar esses direitos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A continuidade das discuss\u00f5es \u00e9 um aspecto previsto pela organiza\u00e7\u00e3o. O nome Bienal indica a inten\u00e7\u00e3o de realizar novas edi\u00e7\u00f5es a cada dois anos. C\u00edcero defende que o intervalo \u00e9 necess\u00e1rio para que as reflex\u00f5es produzidas durante o evento possam amadurecer. \u201cA reflex\u00e3o das Ci\u00eancias Humanas precisa de tempo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"753\" height=\"577\" src=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-5.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6580\" srcset=\"https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-5.jpeg 753w, https:\/\/focas.uniso.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-5-300x230.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 753px) 100vw, 753px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><sub>Apresenta\u00e7\u00e3o do grupo Maracatu Terra Rasgada na segunda-feira (17\/08) | Foto: Mar Carrasco<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante esse per\u00edodo, a organiza\u00e7\u00e3o pretende manter as atividades por meio da Bienal em Movimento, iniciativa que leva parte da proposta para outros espa\u00e7os e regi\u00f5es da cidade. Nesta segunda-feira (17\/08), em conjunto com o coletivo Sozinho N\u00e3o D\u00e1, a Bienal realizou a festa \u201cSem Festa N\u00e3o D\u00e1\u201d com a interven\u00e7\u00e3o do grupo Maracatu Terra Rasgada, ap\u00f3s os dois dias de debate. Ainda na quinta-feira (20\/08) ocorrer\u00e1 uma sess\u00e3o de cinema pelo Cine Farol, al\u00e9m de uma caminhada hist\u00f3rica prevista para a manh\u00e3 de s\u00e1bado do dia 30 de agosto. Tudo em planejamento para sustentar o di\u00e1logo ativo at\u00e9 a segunda edi\u00e7\u00e3o, em 2028.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, a primeira Bienal Repensar Sorocaba estende sua programa\u00e7\u00e3o sem a inten\u00e7\u00e3o de oferecer uma \u00fanica resposta sobre os caminhos do munic\u00edpio, mas deixando em aberto as quest\u00f5es relacionadas \u00e0 mem\u00f3ria, ao pertencimento e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o, permitindo que elas continuem a ser discutidas na cidade. Afinal, para os organizadores, repensar Sorocaba tamb\u00e9m significa descobrir novas formas de fazer com que os habitantes da cidade reconhe\u00e7am o territ\u00f3rio como um espa\u00e7o que tamb\u00e9m lhes pertence.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeira edi\u00e7\u00e3o do evento aproximou pesquisadores, artistas, educadores e movimentos sociais para discutir e questionar as narrativas que atravessam 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