{"id":659,"date":"2013-05-18T13:19:00","date_gmt":"2013-05-18T13:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2013\/05\/18\/jiu-jitsu-a-suave-arte-marcial\/"},"modified":"2013-05-18T13:19:00","modified_gmt":"2013-05-18T13:19:00","slug":"jiu-jitsu-a-suave-arte-marcial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2013\/05\/18\/jiu-jitsu-a-suave-arte-marcial\/","title":{"rendered":"JIU-JITSU  A suave arte marcial"},"content":{"rendered":"<p>Esque\u00e7a a ideia popular de que o mais forte levar\u00e1 sempre vantagem sobre o mais fraco em um embate f\u00edsico. O jiu-jitsu (do japon\u00eas j\u016b, &#8220;suavidade&#8221;, e jutsu, &#8220;arte\u201d) dispensa o uso exclusivo de m\u00fasculos e busca atrav\u00e9s da t\u00e9cnica reverter o estigma de que o brutamonte far\u00e1 \u201cpicadinho\u201d do, digamos, mais mirrado. Por\u00e9m, \u00e9 fundamental ressaltar que o objetivo da arte n\u00e3o \u00e9 estimular a viol\u00eancia gratuita entre seus adeptos. Pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Praticado por monges budistas na \u00cdndia, pa\u00eds em especula-se que a arte tenha germinado, eles desenvolveram uma t\u00e9cnica baseada nos princ\u00edpios do equil\u00edbrio, do sistema de articula\u00e7\u00e3o do corpo e das alavancas, evitando assim o emprego da for\u00e7a desmedida e de armas em batalhas. A preocupa\u00e7\u00e3o era a autodefesa, n\u00e3o ferir o oponente desnecessariamente.<\/p>\n<p><b>Filosofia<\/b> &#8211; \u201cAprendi que fortes e fracos vivem num mundo onde todos t\u00eam chance de vencer e que, antes de tudo, deve haver lealdade e respeito ao seu advers\u00e1rio.\u201d A fala \u00e9 de Murillo Gracia, praticante da arte marcial que enaltece sua filosofia como um ensinamento extremamente importante, tanto quanto a parte t\u00e9cnica e pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Prestes a ganhar sua gradua\u00e7\u00e3o em faixa preta, o professor de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e jiu-jitsu, Carlos Monteiro, comenta sobre o que aprendeu de mais importante: \u201cAprendi a ter disciplina, mais humildade, hierarquia e muito respeito pelo advers\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p><b>Hist\u00f3ria<\/b> &#8211; Com a expans\u00e3o do budismo, o jiu-jitsu percorreu o sudeste asi\u00e1tico, a China, e chegou ao Jap\u00e3o, onde se desenvolveu e se tornou popular. A partir do final do s\u00e9culo XIX, alguns mestres de jiu-jitsu migraram do Jap\u00e3o para outros continentes, vivendo do ensino da arte marcial e das lutas que promoviam.<\/p>\n<p>Maeda Koma, mais conhecido como Conde Koma, foi um desses mestres. Ap\u00f3s fazer viagens ensinando e lutando pelo Europa, ele chegou ao Brasil em 1915 onde conheceu Gast\u00e3o Gracie, que levou seu filho mais velho Carlos para conhecer o mestre e sua luta. Anos mais tarde, Carlos Gracie se tornou profissional e abriu a primeira academia da arte no Brasil, a Academia Gracie de Jiu Jitsu.<\/p>\n<p><b>Evolu\u00e7\u00e3o<\/b> &#8211; Assim como outras artes marciais, o jiu-jitsu tem sua pr\u00f3pria gradua\u00e7\u00e3o e crit\u00e9rios para mudan\u00e7a de faixa. O processo, dependendo da intensidade dos treinos, costuma demorar anos.<\/p>\n<p>Todos os iniciantes come\u00e7am com a faixa branca. Na sequ\u00eancia vem a azul, a roxa, a marrom e, finalmente, a t\u00e3o almejada faixa preta. A paci\u00eancia \u00e9, portanto, uma virtude indispens\u00e1vel para quem pretende ingressar no esporte.<\/p>\n<p>Mas a luta, al\u00e9m de todos os benef\u00edcios supracitados, atua tamb\u00e9m como um poderoso antiestressante: \u201cAcredito que se n\u00e3o praticasse o jiu- jitsu ficaria maluco com tantas coisas do dia-a-dia. Quando entro no tatame, tudo o que acontece no mundo fica do lado de fora\u201d, comenta Bruno Kuwabara, que al\u00e9m de \u201climpar a mente\u201d, como ele mesmo diz, ainda emagreceu muito com a luta: \u201cUma das melhores decis\u00f5es que tomei, com certeza. Treino h\u00e1 dois anos e emagreci 24 quilos com a ajuda do Jiu.\u201d<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 no Brasil que o esporte se tornou bastante popular e difundido. \u00c9 o que conta entusiasmado o praticante Raphael Santos, que quando saiu do pa\u00eds rumo \u00e0 Irlanda n\u00e3o imaginava que conheceria em solo estrangeiro tantos outros aficionados pelo esporte: \u201cAssim como no Brasil, h\u00e1 em Dublin algumas academias com professores brasileiros ensinando a luta. N\u00e3o esperava encontrar outros apaixonados l\u00e1 tamb\u00e9m!\u201d<\/p>\n<p><center><embed flashvars=\"host=picasaweb.google.com&amp;captions=1&amp;hl=pt_BR&amp;feat=flashalbum&amp;RGB=0x000000&amp;feed=https%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2F117328521640441979969%2Falbumid%2F5879307791668984545%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR\" height=\"400\" pluginspage=\"http:\/\/www.macromedia.com\/go\/getflashplayer\" src=\"https:\/\/picasaweb.google.com\/s\/c\/bin\/slideshow.swf\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\"><\/embed><\/center><\/p>\n<div style=\"text-align: right;\"><b>La\u00eds Alves (Ag\u00eanciaJor\/Uniso)<\/b><\/p>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-5a1cFtaJQ4k\/UZd_t8HHJ_I\/AAAAAAAACNY\/Y_vnJmzfCaQ\/s1600\/Raphael+Santos+(em+cima)+durante+aula+de+jiu-jitsu+em+Dublin,+Irlanda.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"0\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-5a1cFtaJQ4k\/UZd_t8HHJ_I\/AAAAAAAACNY\/Y_vnJmzfCaQ\/s320\/Raphael+Santos+(em+cima)+durante+aula+de+jiu-jitsu+em+Dublin,+Irlanda.jpg\" width=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<p><b><br \/><\/b><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esque\u00e7a a ideia popular de que o mais forte levar\u00e1 sempre vantagem sobre o mais fraco em um embate f\u00edsico.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-659","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagens-especiais"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/reportagens-especiais\/\" rel=\"category tag\">Reportagens Especiais<\/a>","tag_info":"Reportagens Especiais","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/659","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=659"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/659\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}