{"id":662,"date":"2013-05-16T23:11:00","date_gmt":"2013-05-16T23:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2013\/05\/16\/muito-alem-da-musica\/"},"modified":"2013-05-16T23:11:00","modified_gmt":"2013-05-16T23:11:00","slug":"muito-alem-da-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/2013\/05\/16\/muito-alem-da-musica\/","title":{"rendered":"Muito al\u00e9m da m\u00fasica"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;\"><i>J\u00falio Bataiote, o Zorel, professor de hist\u00f3ria e nome importante da cena roqueira da regi\u00e3o, fala sobre como a ideologia punk surgiu em sua vida, de religi\u00e3o, lecionar e vegetarianismo&nbsp;<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u201cCara, aceita ch\u00e1?\u201d \u00c9 com essa singela pergunta que sou recebido na cozinha da casa do m\u00fasico e professor de hist\u00f3ria J\u00falio Cezar Bataiote. Poucas pessoas conhecem J\u00falio por seu nome de batismo. Zorel, apelido que ganhou num campeonato de skate por ser muito parecido com um participante que se chamava assim, pegou e \u00e9 por essa alcunha que ele atende.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Zorel \u00e9 figura carimbada dentro da cena punk de Sorocaba e regi\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. J\u00e1 gravou e tocou com v\u00e1rias bandas, organiza shows, esteve em turn\u00ea pela Europa com a banda paulistana \u2018Execradores\u2019 e se define como anarquista, vegetariano e ateu.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Primeiro contato<\/b> &#8211; \u00c9 em 1988, aos 12 anos de idade que, influenciado por sua prima Mariana, Zorel come\u00e7a a entrar em contato com o punk, estilo musical bastante politizado que defende em suas letras a aboli\u00e7\u00e3o da hierarquia, do corporativismo comercial parasit\u00e1rio e a liberdade de cada ser o que quiser ser e, por que n\u00e3o, a divers\u00e3o, entre outras coisas. Ramones, Sex Pistols, C\u00f3lera e Ratos de Por\u00e3o foram as primeiras bandas a lhe fascinar. Mas, como ele conta, foi a batida alucinante do ritmo que o fisgou a princ\u00edpio. \u201cEu comecei a curtir como m\u00fasica, independentemente de quest\u00f5es relacionadas \u00e0 pol\u00edtica, at\u00e9 porque eu era muito novo.\u201d&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Zorel explica que seu envolvimento pol\u00edtico e ideol\u00f3gico come\u00e7a a partir de 1992, quando conhece v\u00e1rias pessoas ligadas ao movimento. Pelo grupo circulavam livros anarquistas como Utopia e Paix\u00e3o (Roberto Freire), Textos Escolhidos (Leon Tolstoi) e O que \u00e9 Anarquismo (Caio T\u00falio Costa). Poucos meses depois estava fundado o Movimento Consci\u00eancia Punk de Sorocaba (MCPS).&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O primeiro evento organizado por eles foi um protesto contra o carnaval. Depois disso, nasceram as primeiras bandas do c\u00edrculo de amigos de que o hoje professor fazia parte. \u201cN\u00f3s ensai\u00e1vamos todos os s\u00e1bados em Brigadeiro Tobias, na casa do Cleiner [integrante do grupo]\u201d. \u2018Sobreviventes da Katastrofe\u2019 e \u2018Fator HC\u2019 s\u00e3o algumas dessas bandas. \u00c9 a partir desses esfor\u00e7os iniciais que eles criam o fanzine [revista artesanal de baixo custo] \u2018Coluna Punk\u2019, que tinha como objetivo difundir ideias do grupo, entre outras coisas.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para Zorel, 1994 \u00e9 um ano decisivo. Foi quando teve a oportunidade de assistir o show da banda Ramones, em S\u00e3o Paulo. \u00c9 nessa apresenta\u00e7\u00e3o que ele come\u00e7a a ter um contato maior com pessoas de fora da regi\u00e3o de Sorocaba. Principalmente pessoas de S\u00e3o Paulo e ABC Paulista, al\u00e9m de punks de outros pa\u00edses.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>\u201cFa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d<\/b> &#8211; Depois do gole de ch\u00e1 gelado para hidratar as cordas vocais, Zorel fala sobre o momento em que come\u00e7a a se corresponder por carta (sim, aquelas de papel que s\u00e3o colocadas no correio) com pessoas da Col\u00f4mbia e Finl\u00e2ndia. \u00c9 quando o pilar fundamental do movimento punk, o \u201cFa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo\u201d [conceito que, como o nome sugere, prega a independ\u00eancia financeira e art\u00edstica de bandas] ganha corpo. \u201cEm 1996, come\u00e7o a participar do \u201cFa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo\u201d de forma mais efetiva, os primeiros contatos foram com pessoas da Col\u00f4mbia e o \u2018For\u00e7a Macabra\u2019, banda da Finl\u00e2ndia que canta em portugu\u00eas\u201d.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Paralelo a isso \u00e9 lan\u00e7ada uma colet\u00e2nea chamada \u2018SP Punk\u2019 que conta com duas bandas de Sorocaba, \u2018Anarphabetos\u2019 e \u2018Por que?\u2019. Esta \u00faltima contando no vocal e guitarra com Raul Marcelo, ele mesmo, vereador por duas vezes, deputado estadual e candidato derrotado \u00e0 prefeitura de Sorocaba pelo PSOL nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Essa intensa troca de informa\u00e7\u00f5es com punks de diversos lugares faz com que ele receba e envie muito material, principalmente discos. O contato com selos [pequenas gravadoras] se estreita e no mesmo per\u00edodo, em 1999, \u00e9 convidado para tocar bateria na banda paulistana \u2018Execradores\u2019. Em 2000, eles saem em turn\u00ea pela Europa.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em abril de 2000, junto com a banda \u2018Amor, Protesto e \u00d3dio\u2019, eles chegam ao velho continente para uma estadia de 35 dias e, simplesmente, 31 shows em 10 pa\u00edses. Holanda, B\u00e9lgica, Alemanha, \u00c1ustria, Su\u00ed\u00e7a e Eslov\u00eania s\u00e3o alguns deles. O contato todos estes estrangeiros constr\u00f3i uma rede de troca de experi\u00eancias. A ponte Sorocaba\/Europa estava estabelecida. A cena do interior paulista ganha uma cidade refer\u00eancia e o n\u00famero de shows internacionais \u00e9 cada vez maior. Outro reflexo \u00e9 o nascimento de v\u00e1rios grupos na regi\u00e3o, como enaltece Zorel: \u201cAs bandas de fora que vinham tocar no Brasil passavam obrigatoriamente por Sorocaba, acabou virando rota\u201d.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em 2002, quando os olhos dos brasileiros est\u00e3o voltados \u00e0 Copa do Mundo Jap\u00e3o\/Cor\u00e9ia, o \u2018Execradores\u2019 volta \u00e0 Europa. Desta vez, s\u00e3o dois meses de turn\u00ea e 55 apresenta\u00e7\u00f5es, passando por 14 pa\u00edses.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Fazer tudo isso sem o patroc\u00ednio de grandes gravadoras ou sem ter nascido rico \u00e9 uma conquista no m\u00ednimo respeit\u00e1vel. Eles n\u00e3o deviam, nem devem, nada a ningu\u00e9m.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Sobre lecionar<\/b> &#8211; Final dos anos 90, um jovem anda de bicicleta pelas ruas da cidade a trabalho. Ele \u00e9 funcion\u00e1rio de uma empresa de telemensagens GLS [gays, l\u00e9sbicas e simpatizantes, \u00e0 \u00e9poca] e seu dever era cobrar os clientes de porta em porta. Essa ocupa\u00e7\u00e3o incomum foi uma das primeiras profiss\u00f5es de Zorel antes de se tornar professor. Os postos de office-boy e balconista de uma das lanchonetes da Universidade de Sorocaba tamb\u00e9m est\u00e3o inscritos em sua carteira de trabalho. Foi trabalhando na universidade que ele come\u00e7a a interagir com estudantes de uma forma mais experiente e isenta do que quando era, ele tamb\u00e9m, estudante. Influenciado por esse conv\u00edvio, por amigos e por um professor do ensino m\u00e9dio, decide estudar Hist\u00f3ria: \u201cTive um professor de Hist\u00f3ria no ensino m\u00e9dio que tinha um modelo de aula diferente e ideias de esquerda, isso me estimulou.\u201d&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Seu objetivo era entrar no \u201csistema\u201d para tentar semear entre seus alunos as ideias em que acredita. A relativa autonomia que um educador tem tamb\u00e9m foi fundamental na escolha dessa profiss\u00e3o. \u201cTem um car\u00e1ter ideol\u00f3gico, porque se fosse s\u00f3 pela quest\u00e3o financeira eu j\u00e1 estaria fazendo outra coisa\u201d. Sua postura com rela\u00e7\u00e3o a determinados temas j\u00e1 se transformaram em problemas em uma escola pela qual passou, \u00e9 em fun\u00e7\u00e3o disso que jamais revela o partido pol\u00edtico, o time que torce e nem a que religi\u00e3o segue em sala de aula. J\u00e1 deu aula escolas do Estado, escolas particulares, em pres\u00eddios, Ongs e etc.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>\u201cDeus n\u00e3o existe\u201d<\/b> &#8211; Bakunin, fil\u00f3sofo e soci\u00f3logo russo, expoente do anarquismo, acreditava que Deus era o Estado. Uma institui\u00e7\u00e3o absoluta que quer aumentar, crescer, conquistar. Uma organiza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a. \u00c9 influenciado pelas palavras do te\u00f3rico que Zorel se define como ateu. Existem outros motivos como, por exemplo, a frase \u201c\u00e9 porque Deus quer\u201d, dita por seus familiares para explicar qualquer dificuldade pela qual passassem. Para ele, Deus n\u00e3o tinha nada a ver com aquela situa\u00e7\u00e3o e sequer existe.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Dentro do movimento punk, a religi\u00e3o raramente \u00e9 pautada e se recebe todos os tipos de cren\u00e7as no meio, sem distin\u00e7\u00e3o. Zorel j\u00e1 foi defensor obstinado do ate\u00edsmo. Discutia, promovia o tema e vestia uma camiseta com as palavras \u201cDeus n\u00e3o existe\u201d. Talvez mais maduro e para n\u00e3o \u2018chocar tanto o lar\u2019, ele admite que atualmente esse tipo de preocupa\u00e7\u00e3o foi deixada de lado: \u201cHoje eu n\u00e3o me importo nem um pouco se Deus existe ou n\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Vegetarianismo<\/b> &#8211; H\u00e1 12 anos, quando trabalhava na lanchonete da Universidade de Sorocaba. Era domingo e fazia quase 40 graus. Para piorar, a Universidade recebia centenas de o vestibular da Fuvest. Ao meiodia, todos foram almo\u00e7ar numa churrascaria ali perto. L\u00e1, Zorel observava todos aqueles \u201cestudantes burgueses\u201d atacando a carne de forma selvagem em um \u201cbanquete nefasto\u201d. Rapidamente percebeu que compartilhava e fazia parte de tudo aquilo. Inevitavelmente seu est\u00f4mago come\u00e7ou a pesar por causa da carne, assim como sua consci\u00eancia. Passou o dia todo muito mal. Quando chegou em casa refletiu sobre o assunto e sobre as quest\u00f5es pol\u00edtico-ideol\u00f3gicas envolvidas nele. Concluiu o seguinte: \u201cEu n\u00e3o fa\u00e7o parte disso\u201d. A partir do dia seguinte, nunca mais comeu carne.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ficou bem claro que a op\u00e7\u00e3o pelo vegetarianismo \u00e9 fundamentada numa quest\u00e3o pol\u00edtica e \u00e9tica. Atualmente, declara que esses h\u00e1bitos alimentares est\u00e3o mais pr\u00f3ximos ao que se costuma chamar de veganismo. Ou seja, a restri\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas \u00e0 carne, mas tamb\u00e9m \u00e0 ovos, leite, couro, cosm\u00e9ticos e etc., tudo que derive direta ou indiretamente de animais e seu sacrif\u00edcio.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Cen\u00e1rio atual <\/b>&#8211; Zorel me mostra sua cole\u00e7\u00e3o de discos com entusiasmo e aten\u00e7\u00e3o. Entre vinis, CDs e fitas cassete encontram-se bandas dos quatro cantos do mundo. Israel, Mal\u00e1sia, Eslov\u00eania, Maced\u00f4nia e Nepal, fora os nacionais, lan\u00e7ados por ele mesmo. Em seguida a conversa toma o rumo do cen\u00e1rio atual. Ele considera que o sentimento e a proposta punk do \u201cFa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo\u201d simplesmente est\u00e3o morrendo. A preocupa\u00e7\u00e3o coletiva n\u00e3o existe mais, o que importa agora \u00e9 quantos amigos as pessoas t\u00eam nas redes sociais. Quando o assunto \u00e9 a nova gera\u00e7\u00e3o, o pessimismo \u00e9 ainda maior. Com o tom de voz elevado, ele reclama do desinteresse dos mais novos. \u201cA molecada diz coisas que n\u00e3o viveram e sem a preocupa\u00e7\u00e3o de pesquisar direito o assunto. Eles arrotam na sua cara verdades absolutas, com uma arrog\u00e2ncia absurda e apoiada numa ignor\u00e2ncia extrema\u201d.&nbsp;<\/div>\n<div><\/div>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-hCO_5J2cOgQ\/UZVnEfXK4tI\/AAAAAAAACGI\/1CL-nVbgIMI\/s1600\/Aos+35+anos,+Zorel+se+orgulha+do+passado,+do+presente+e+do+que+ainda+pode+ser+feito+pelo+punk.jpg\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-hCO_5J2cOgQ\/UZVnEfXK4tI\/AAAAAAAACGI\/1CL-nVbgIMI\/s1600\/Aos+35+anos,+Zorel+se+orgulha+do+passado,+do+presente+e+do+que+ainda+pode+ser+feito+pelo+punk.jpg\" height=\"400\" width=\"323\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">Aos 35 anos, Zorel se orgulha do passado, do presente e do que ainda pode ser feito pelo punk.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/p>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-k0jaWDjySNs\/UZVnHmmLxqI\/AAAAAAAACGQ\/T6foWiPsgSU\/s1600\/Cds,+vinis+quadrados+e+capas+artesanais+comp%C3%B5em+a+cole%C3%A7%C3%A3o+do+m%C3%BAsico.JPG\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-k0jaWDjySNs\/UZVnHmmLxqI\/AAAAAAAACGQ\/T6foWiPsgSU\/s1600\/Cds,+vinis+quadrados+e+capas+artesanais+comp%C3%B5em+a+cole%C3%A7%C3%A3o+do+m%C3%BAsico.JPG\" height=\"300\" width=\"400\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">Cds, vinis quadrados e capas artesanais comp\u00f5em a cole\u00e7\u00e3o do m\u00fasico<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><b>Wemerson Ara\u00fajo (Ag\u00eanciaJor\/Uniso)<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00falio Bataiote, o Zorel, professor de hist\u00f3ria e nome importante da cena roqueira da regi\u00e3o, fala sobre como a ideologia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-662","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagens-especiais"],"featured_image_urls":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","1536x1536":"","2048x2048":"","colormag-highlighted-post":"","colormag-featured-post-medium":"","colormag-featured-post-small":"","colormag-featured-image":"","colormag-default-news":"","colormag-featured-image-large":""},"author_info":{"info":["focas"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/category\/reportagens-especiais\/\" rel=\"category tag\">Reportagens Especiais<\/a>","tag_info":"Reportagens Especiais","comment_count":"4","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=662"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/662\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/focas.uniso.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}