Pesquisa revela frequência elevada de TEA e TDAH em jovens com diabetes tipo 2
João Aoki (Agência Focas – Jornalismo Uniso)
Uma pesquisa identificou frequência elevada de transtorno do espectro autista (TEA) e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) entre jovens com diabetes tipo 2.
Os resultados chamam a atenção para a presença de condições do neurodesenvolvimento nesse grupo e reforçam a importância de avaliações que os pesquisadores ressaltam, porém, que a presença dessas condições em pessoas com diabetes não significa necessariamente que uma doença cause a outra.
No caso do TDAH, o diagnóstico depende de uma avaliação clínica detalhada, que considera histórico, comportamento e sintomas em diferentes contextos. Não existe um único exame capaz de confirmar o transtorno.
Da mesma forma, a avaliação do TEA envolve a análise do desenvolvimento, da comunicação, da interação social e dos padrões de comportamento.
O diagnóstico adequado permite compreender melhor as necessidades de cada paciente e pode contribuir para um acompanhamento mais completo.
Além do controle da glicemia e de outros fatores relacionados à diabetes, profissionais de saúde podem considerar aspectos emocionais, comportamentais, cognitivos e sociais durante o acompanhamento.
A pesquisa, portanto, amplia a discussão sobre a necessidade de olhar para o paciente de forma integral, evitando que possíveis condições do neurodesenvolvimento passem despercebidas durante o tratamento de doenças crônicas.
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