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Clique para Comunicar: Jornalismo na Era Moderna

Por Gabriela Vasconcelos

Na era digital, os veículos de comunicação enfrentam o desafio de se adaptar rapidamente às novas demandas do público, migrando para plataformas online e explorando formatos interativos. Com a ascensão das redes sociais e o consumo de conteúdo em tempo real, essas instituições buscam inovar na entrega de notícias, equilibrando a necessidade de precisão com a velocidade da informação, enquanto lutam contra a desinformação e a saturação de conteúdo.

Foto: Reprodução

Nos últimos anos, a comunicação digital transformou radicalmente a forma como consumimos e compartilhamos informações. O advento da internet e das redes sociais criou um ecossistema dinâmico, onde veículos tradicionais e novas plataformas competem por atenção. Com o surgimento de blogs, sites de notícias, podcasts e canais de vídeo, o acesso à informação se democratizou. 

Com a popularização da internet e dos dispositivos móveis, as barreiras geográficas foram praticamente eliminadas. Hoje, é possível se comunicar em tempo real com alguém do outro lado do mundo por meio de mensagens instantâneas, videoconferências ou redes sociais. Esse fenômeno coletivizou o acesso à informação e proporcionou uma conectividade sem precedentes, permitindo que pessoas de diferentes culturas e regiões compartilhem ideias e experiências com rapidez e facilidade. 

Qualquer pessoa com uma conexão à internet pode se tornar um produtor de conteúdo, desafiando a hegemonia dos veículos tradicionais, como jornais e emissoras de televisão. De acordo com dados do Centro de Estudos de Jornalismo (Reuters Institute), cerca de 60% das pessoas obtêm notícias online, e as redes sociais são uma das principais fontes.

Em entrevista para a revista “De Repente 30”, que fala sobre os 30 anos de comunicação na Universidade de Sorocaba (Uniso), o coordenador do laboratório de convergência de mídias da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Márcio Carneiro dos Santos, 61, conta sobre como as redes sociais se tornaram um meio indispensável para a busca de informações, mas acabaram afetando os veículos de comunicação. 

“Os veículos de comunicação têm sofrido para se adaptar a essa nova comunicação digital. Os veículos tradicionais têm perdido receita. Eles têm uma concorrência, na minha opinião, ‘desleal’ das plataformas de mídias sociais, como Instagram e Google News, por exemplo. Essas plataformas pegam o conteúdo que os veículos de comunicação, veículos esses que pagam a conta e pagam o salário do jornalista, geram e fazem uma ‘enxugada’ desse conteúdo para oferecer de isca para seus usuários. Hoje, as pessoas se informam pelas redes sociais, e essa transposição de importância acaba impactando o conteúdo das redações jornalísticas”, diz.

Em seu e-book, “Comunicação Digital e Jornalismo de Inserção”, Márcio apresenta como o ambiente digital funciona, e mostra diferentes maneiras para produção de um espaço mais prático para seus leitores. O livro foi lançado em 2016 no congresso nacional da Intercom e na SBPJor, e está disponível para download gratuito.

Foto- Reprodução

O futuro dos veículos de comunicação na era digital parece promissor, mas exige inovação constante. A personalização do conteúdo, a utilização de inteligência artificial para análise de dados e a diversificação de formatos (como vídeo e áudio) são tendências em ascensão. Além disso, a preocupação com a ética na comunicação e a busca por fontes confiáveis continuam a ser questões relevantes.

A ética digital envolve a reflexão sobre o uso responsável das tecnologias e a proteção dos direitos fundamentais, como a privacidade, a segurança e a integridade da informação. Neste cenário, a sociedade se vê obrigada a lidar com questões que afetam a maneira como interagimos, tomamos decisões e protegemos o que é considerado moralmente aceitável.

Formada pela Universidade Federal do Estado do Acre (Ufac), a jornalista e artista visual, Hellen Lirtêz, 23, mostra otimismo com os novos formatos multimídia, mas apresenta também a necessidade de ética para praticar jornalismo. 

“O jornalismo se tornou multimídia, foi muito inesperado a velocidade que isso aconteceu. Hoje, existem podcasts, reportagens em áudio, documentários; e isso é maravilhoso, podemos adaptar o formato de notícias e reportagens para o nosso público, temos um leque muito maior para fazer jornalismo. Mas não é pelo conteúdo ser multimídia, que qualquer um pode fazer jornalismo. O jornalista apura, investiga, têm acesso a pessoas que podem ajudar com a pauta daquele dia. Por isso, todo esse conteúdo precisa ser feito com ética, aos poucos e sem pressa, sem violar dados pessoais ou manipular informações para uso próprio”, aponta.

“O público, querendo ou não, é mais nichado, o conteúdo é mais personalizável e temos a oportunidade, através dessa comunicação que você consegue interagir com quem está ali, oferecer algo maior para as pessoas que consomem nosso conteúdo, por isso precisamos nos adaptar a esse novo formato digital. O leitor precisa entender você, precisa saber e quer saber sobre a informação que você traz para ele”, ressalta. 

Na era digital, a comunicação é mais rápida, acessível e interativa. No entanto, essa nova realidade traz desafios que requerem uma adaptação contínua dos veículos de comunicação. A capacidade de inovar e manter a credibilidade será determinante para o sucesso desses veículos no futuro. Compreender suas nuances é essencial para navegar neste novo cenário, onde a conexão humana ainda é o que mais importa. À medida que avançamos, a reflexão sobre o uso consciente e responsável dessas ferramentas será fundamental para garantir que a comunicação digital enriqueça nosso cotidiano. 

Foto- Reprodução

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