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Um Dia da África Nucabiano

Voltamos a nossa programação normal. E no dia a África. O primeiro sem nossos mais velhos: professor Ademir Barros (falecido em outubro de 2025) e professora Ana Maria Souza Mendes, que nos deixou em abril desse ano. Nossas atividades enquanto Nucab (Núcleo de Cultura Afro-Brasileira de Sorocaba) estiveram paradas devido a saúde do nossos ancestrais e posteriormente às suas partidas.

Precisamos voltar com nossas reuniões, nem que seja uma vez por mês”, pontuou minha Madrinha nucabiana, a professora Eloísa Gonçalves Lopes. “E por que não aproveitarmos o dia da África?”, foi a sugestão da professora Gleice Barbara Marciano, ambas integrantes do núcleo há mais de 30 anos.

E fizemos. Com direito a lembrancinha para cada um dos espectadores.

Por meio da palestra intitulada “Dia da África – História e Herança Cultural”, foi explicado para os presentes que a data é comemorada em alusão a criação da Organização da Unidade Africana (OUA) em 1963, e foi instituída pela ONU em 1972 para celebrar a independência do continente, sua cultura e resistência, fortalecendo a identidade dos povos africanos e reforçando a importância da cultura africana no mundo e no Brasil.

Segundo Gleice, no Brasil, a data é importantes para: reconhecimento das raízes africanas na formação da sociedade brasileira; valorização das tradições, saberes e expressões culturais afro-brasileiras; combate ao racismo e promoção da igualdade racial; e fortalecimento de políticas de memória e identidade.

A professora comentou sobre algumas influências que o território brasileiro recebeu da Mãe África como Herança Cultural:

  1. Diáspora – A cultura africana espalhou-se pelo mundo, enriquecendo civilizações com sua sabedoria;
  2. Música & Dança – Ritmos ancestrais que deram origem ao jazz, samba, blues e inúmeros gêneros musicais;
  3. Artes Visuais – Esculturas, pinturas e cerâmicas que influenciaram movimentos artísticos modernos;
  4. Comunidade – Ubuntu: “eu sou porque nós somos”. A filosofia da coletividade e respeito mútuo.

Sobre o papel do Nucab, a professora explicou que o trabalho do núcleo visa:

  1. Promoção da cultura afro-brasileira na universidade;
  2. Desenvolvimento de ações educativas, culturais e acadêmicas;
  3. Incentivo à pesquisa e à produção de conhecimento sobre africanidades;
  4. Articulação com movimentos sociais e instituições parceiras.

Ao final, Gleice aproveitou a reunião para listar algumas das ações e projetos do Nucab:

  1. Oficinas culturais e artísticas;
  2. Ciclos de debates e palestras;
  3. Produção de materiais educativos;
  4. Eventos comemorativos e formativos;
  5. Parcerias com escolas e comunidades;
  6. Atuação em políticas educacionais e culturais;
  7. Compromisso com a valorização das identidades afro-brasileiras;
  8. Engajamento em ações de formação e inclusão.

Além da palestra tivemos Eloísa recitando poesias, uma intervenção teatral com o aluno de artes visuais e estagiário do Nucab Viktor Rosa Magalhães, depoimentos e diálogos por parte dos espectadores, e muita música negra com Neizinho Marciano, violonista sorocabano e irmão de Gleice.

Ao deixar falar os nossos e aos que contribuem conosco, como meu marido que disse que a noite lhe agregou valor, aprendizado e conhecimento, cumprimos nossa missão de abrir caminhos e arrebanhar, acolher. Na Soka Gakkai – Budismo Nichiren, dizemos: A emoção é passageira, contudo, o juramento é eterno. Vamos juntos já trilhar novos caminhos”, pontuou Gleice.

Agradeço a minha mais velha [Eloísa] e ao meu mais novo [Rafael] pelo maravilhoso Dia da África no Nucab. Foi tudo muito leve, porém profundo e de grande significado. Celebrar este dia, é reconhecer a força, a história e a contribuição de um continente que pulsa em nossa identidade. Que esta data inspire consciência, respeito e transformação. Que fortaleça nossa luta por equidade e justiça social”, reforçou a professora.

Acho que hoje demos mais um passo para o retorno das nossas reuniões na Sala do Nucab. Ocupar, de fato, esse espaço, que sempre foi nosso, desde a criação da Universidade. E dar espaço para os que vierem para somar. Precisamos arrebanhar mais pretos e pretas que, como eu, um dia, lá atrás, queria saber de si e dos outros irmãos”, comentou Eloísa.

Confira imagens do evento:

UBUNTU – Eu sou porque Nós somos!

Axé.

E ai, ficou mais enegrecido?

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