Debate político entre alunos de Relações Internacionais simula disputa pela Presidência
Por Laura Barros (Agência Focas – Jornalismo Uniso)
Alunos do quarto semestre de Relações Internacionais realizaram, na terça-feira (7), um debate político no auditório do Bloco D da cidade universitária Professor Aldo Vannucchi, organizado pela professora e jornalista Bianca Didoni, de 37 anos. O evento reuniu seis grupos, que defenderam partidos fictícios, e teve como objetivo familiarizar os alunos com o palco e a postura diante do público. Ao final, a plateia votou para escolher o partido vencedor.

Alunos do curso de Relações Internacionais que atuaram como candidatos à presidência | Foto: Laura Barros
Bianca enxergou o período eleitoral como uma oportunidade para realizar um debate que permitisse aos alunos desenvolver tanto a oratória quanto estimular técnicas de argumentação. Para a professora, seu principal objetivo foi proporcionar aos estudantes “um contato com palco, público e abordar temas pertinentes ao qual eles vão enfrentar na profissão.” Ela também reforçou o quanto estava feliz com o resultado e o engajamento da classe.
Participaram do debate a aluna Isabela Cavichioli, como mediadora, e os candidatos à presidência Jéssica Cerqueira, de 20 anos, pelo Partido VIR; Katherine Alves, de 19 anos, pelo Partido Desenvolvimento Nacional; Kauê Santiago, de 19 anos, pelo Partido Agenda Brasil; Nathan Marçal, de 21 anos, pelo Partido PIL; Vitor Matheus, de 23 anos, pelo Partido Popular do Povo; e Rafael Santana, de 19 anos, pelo Partido União.

Candidato Rafael Santana do Partido União apresentando suas propostas | Foto: Laura Barros
Entre os principais assuntos abordados ao longo do debate estiveram questões relacionadas aos direitos sociais e civis, segurança internacional, além de propostas voltadas à educação e saúde. Também foram discutidos temas como meio ambiente, diplomacia, imigração, industrialização e desenvolvimento econômico, com discussões sobre controle fiscal e exportação de mercadorias.
As propostas foram colocadas em confronto quando os candidatos puderam escolher adversários para responder a questionamentos sobre suas propostas. Jéssica questionou Santiago sobre como o governo pretende ampliar as relações econômicas com outras nações sem comprometer a soberania brasileira.
Em resposta, Santiago defendeu que os recursos minerais extraídos no país sejam processados no próprio Brasil, com o objetivo de gerar empregos qualificados e produtos de maior valor agregado. O candidato também afirmou que buscaria investimentos tecnológicos de parceiros interessados em contribuir para a industrialização brasileira.
Na réplica, Jéssica retomou a questão da soberania e questionou qual seria o limite para a interferência e o controle de outro país sobre o Brasil.
O debate também contou com uma simulação de crise, na qual os alunos tiveram dez minutos para elaborar uma resposta com seus assessores. O tema proposto pela professora Bianca foi “qual educação o nosso país precisa ter para não ficar para trás, já que temos inteligência artificial e não sabemos usá-la?” O tema proposto foi pensado, principalmente, na área da educação. As ideias apresentadas pelos candidatos passaram pela regulamentação da ferramenta, capacitação dos professores e restrições ao uso para os primeiros anos escolares.
Nathan Marçal, do partido PIL, reforçou o argumento de aproximar a IA do ensino, utilizando recursos para implementar Wi-Fi em regiões com menor infraestrutura e afirmou: “Nós devemos colocar nossos estudantes como prioridade do governo, porque eles são o futuro da nação.”
Durante o evento, alguns alunos do oitavo semestre foram assistir ao debate e, como veteranos, comentaram sobre como a proximidade com as eleições influenciou na forma de observar o debate. “Nós acabamos vendo semelhanças entre os candidatos que participaram das eleições e suas propostas com as apresentadas hoje no debate”, afirma Julia Gonçalves, de 21 anos. Os veteranos também comentaram que estavam contentes por alguns partidos levantarem pautas como a escala 6×1 e a estatização, mas contaram que algumas pautas chamaram sua atenção de maneira negativa, como a industrialização do país e os estímulos às importações ao mesmo tempo.

Público acompanhando ao debate no auditório do Bloco D, conta com alunos e estudantes de outras áreas | Foto: Laura Barros
Para os estudantes Vitor, Nathan e Katherine, a experiência foi uma oportunidade de desenvolver a oratória, enfrentar o medo de falar em público e aprender a lidar com perspectivas distintas. Jéssica destacou que o contato com outros pontos de vista permite ampliar a compreensão sobre questões nacionais. “Quando a gente expõe nossas opiniões, a gente consegue ter uma visão diferente sobre o mesmo problema ou situação do país, aprendendo também como outras pessoas observam e analisam determinadas situações”, afirmou. Santiago e Rafael também comentaram sobre a experiência de defender seus argumentos diante do público e sobre as exigências que esse tipo de atividade apresenta.
Para encerrar o evento, uma votação foi realizada para eleger o partido vencedor. Jéssica, do partido VIR, e Nathan, do partido PIL, foram os finalistas da noite. Após a apuração, a mediadora Isabela anunciou Nathan como presidente eleito. “Desejamos ao presidente eleito sabedoria, discernimento e êxito na condução dos destinos do nosso país durante seu mandato.”
Nathan afirmou que se sentiu muito grato pela vitória, agradeceu aos outros membros de sua equipe e ressaltou que “o debate mostrou que a política não se faz apenas com discurso, mas com preparo, coerência e propostas consistentes.”

Equipe do Partido Pil comemora vitória | Foto: Laura Barros

