Fim da escala 6×1 é comemorado em ato na UFSCar Sorocaba
Com Marina Silva, Sofia Favero e a professora Luciane Cavalcante, ato reuniu estudantes e comunidade local
Por Mar Carrasco (Agência Focas – Jornalismo Uniso)

Foto: Mattheus 2T
Realizada na Vivência do campus da UFSCar Sorocaba na noite da última quinta-feira (15), a “Plenária de Mobilização: o futuro do Brasil em disputa” reuniu centenas de estudantes, moradores da região e diversas lideranças políticas nacionais e locais em um debate político e social.
Um dia após a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 que prevê o fim da escala 6×1 avançar no Congresso, o encontro contou com a presença da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), coautora da proposta, da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (REDE), da deputada estadual Sofia Favero (PSOL-SP) e da deputada federal Profa. Luciane Cavalcante (PSOL-SP).

Público no campus da UFSCar Sorocaba | Foto: Mattheus 2T
Antes dos pronunciamentos das convidadas, representantes da política sorocabana conversaram com o público presente. As vereadoras Iara Bernardi (PT) e Fernanda Garcia (PSOL), o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e região, Leandro Soares, e a ativista Manu Barros abriram a noite com discursos de articulação regional e homenagens aos educadores no Dia dos Professores, em que coincidiu a data. Iara Bernardi, ressaltou a relevância da universidade pública como espaços para a discussão de políticas públicas e direitos sociais. Leandro Soares, reforçou o papel da juventude e dos movimentos estudantis na mobilização comunitária.
Dando início aos pronunciamentos da mesa principal, as oradoras se revezaram trazendo reflexões sobre a conjuntura do país, a educação, as políticas públicas e a necessidade de engajamento popular.

Sofia Favero | Foto: Mattheus 2T
Sofia Favero tomou a palavra primeiro e engajou os estudantes e apoiadores presentes para a participação política. A professora Luciane Cavalcante tratou o significado da data (o Dia dos Professores), destacando a valorização da categoria docente e a resistência democrática dentro da educação. Em seguida, a ministra Marina Silva relatou passagens de sua própria trajetória relacionada aos estudos e à formação.

Marina Silva | Foto: Mattheus 2T
Erika Hilton iniciou sua fala em celebração à aprovação histórica da PEC pelo fim da jornada de trabalho 6×1 na noite anterior, comemorada e repercutida em todo país. Defensora da proposta, a deputada ressaltou a conquista da classe trabalhadora e o simbolismo por trás dela:
“Se de um lado da política brasileira existem figuras que perseguem e atacam e fazem da sua luta os direitos das minorias sociais, o direito das pessoas trans de usarem o banheiro, a dignidade da comunidade LGBTQIA+; do lado de cá, é a comunidade LGBTQIA+ que entrega descanso e políticas públicas aos trabalhadores”.
Na sequência, Erika relembrou sua trajetória pessoal ligada ao município de Sorocaba:
“Eu vim para Sorocaba para conseguir sobreviver me prostituindo nas ruas dessa cidade, porque o meu corpo havia sido empurrado para a mazela social, para um lugar de indignidade. Hoje, eu volto a essa cidade para olhar na cara do sistema e dizer: vocês não foram capazes de me matar e de interromper os meus sonhos. Volto para dizer que eu e a minha comunidade estamos vencendo e que aquela travesti negra jogada na rua se tornou a mulher mais bem votada da história”.

Erika Hilton| Foto: Mattheus 2T
Além do resgate pessoal, a deputada enfatizou a importância da mobilização eleitoral no segundo turno para combater os altos índices de abstenção observados no primeiro turno:
“Essa eleição não é sobre quem eu gosto ou não gosto, é sobre qual país nós queremos e qual é o futuro que acreditamos”.
Ao final do encontro, as oradoras reafirmaram o compromisso com a defesa da democracia, a valorização das instituições públicas e a convocação dos estudantes e movimentos sociais da região de Sorocaba até o dia da votação.

