ColunaFocando em

Mês de mulheres ou um mês qualquer?

Será que fecho feliz o Mês da Mulheres?

Ainda dói a frieza dos que as não sabem amar

Esses seres obrigarão a invocação das Keres?

Até quando outras como Vitória de Cajamar?

Adianta eu de dia a Bíblia respeitar

A Quaresma ou o Preceito guardar

E ao longe dos olhos dos outros

A noite, minha amada destratar?

Mas ainda posso do amor maternal me armar

Adrenoleucodistrofia, o nome é difícil de falar

Mas a Deusa Mulher é capaz de outro filho gerar

Trazendo o mineirinho Noa, para o irmão salvar

Abrindo o mês, no Sesc da terra rasgada

Vi, por Mulheres do Axé, escada sendo lavada

Teve falas daquela que apita sem ser respeitada

E a que narra, sem reconhecimento na jornada

Teve muita Mulher Preta sendo lembrada

Mulheres de Nosso Território, essa foi a chamada

de Rosângela Alves, pelo Quilombinho lembrada

Até professora Ondina Seabra e a eterna Zilá Gonzaga

Mas também vi Maria Tereza do Unegro

No Instagram ser ataca, a torto e a direto

Por denunciar o racismo e o preconceito

Daquele que só grava vídeos, e se diz prefeito

No Mulheria teve Teatro para mulheres e literatura pretinha

Do Baque Mulher veio um Maracatu de respeito

Se correr, ainda dá tempo de ver Mulheres na Cozinha

E a Thara Wells na lutando contra o preconceito

Só com flores, lembranças ou promoções nada vai mudar

Sem o fim do feminicídio, o mês das mulheres vai continuar

sendo apenas um mês como os outros

sem termos o que comemorar

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