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O Rádio Nunca Vai Acabar: A Perspectiva de Cibelle Freitas Sobre o Futuro da Comunicação em Sorocaba

Em um bate-papo com a revista De repente 30, a jornalista e radialista sorocabana Cibelle Freitas, conta um pouco de sua história na Uniso e fala sobre a evolução do Rádio Sorocabano. 

Por Kauã Rocha (Agência Focas – Jornalismo Uniso)

O rádio sorocabano, como meio de comunicação essencial, tem se destacado ao longo dos anos não apenas pela sua capacidade de informar e entreter, mas também pela representatividade e contribuição das mulheres. As mulheres desempenham papéis fundamentais na construção da identidade do rádio na cidade de Sorocaba (SP), seja na apresentação de programas, ou nas produções de conteúdo. 

Conversamos com a jornalista e radialista sorocabana, Cibelle Freitas, formada na primeira turma do curso de jornalismo noturno pela Universidade de Sorocaba (Uniso), para falar sobre a evolução deste veículo.

Desde muito jovem, a paixão pelo jornalismo já se fazia presente na vida de Cibelle. Aos 14 anos, ainda na 7ª série, ela descobriu o encanto pelas palavras, pela leitura e pela escrita. Foi com o incentivo de um professor de português, que lhe ensinou a amar ainda mais a leitura, que despertou a vontade de se tornar jornalista. 

O interesse pela profissão a levou à Universidade de Sorocaba, onde estudou de 1996 a 1999. Formou-se na segunda turma do curso de Jornalismo no período noturno da instituição, com colação de grau em abril de 2000.          

 “O estúdio da rádio na Uniso era muito bom, baseado nos estúdios das rádios da cidade”, relembrou Cibelle.

O jornalismo, na modernidade, passou por uma transformação significativa impulsionada pela tecnologia e pelas mudanças nos hábitos de consumo de informação. A digitalização e a popularização das redes sociais mudaram a forma como as notícias são produzidas, distribuídas e consumidas. O jornalismo tradicional, especialmente o impresso e radiofônico, cedeu espaço para plataformas online, onde a velocidade e a interatividade dominam. 

Embora o acesso à informação nunca tenha sido tão amplo, a qualidade jornalística e a imparcialidade têm sido constantemente desafiadas, com a proliferação de fake news e o declínio da credibilidade dos meios de comunicação.

“Ao mesmo tempo que a tecnologia é indispensável no nosso trabalho hoje, infelizmente, há pontos negativos. O pior deles é a chamada fake news. É preciso que o profissional não caia no erro de não checar a informação antes de divulgar, essa pressa de querer sair na frente pode ser negativa. É bom demais dar um furo de reportagem, com certeza. Mas a ética e responsabilidade com a notícia, com a repercussão daquilo que noticiamos deve vir em primeiro lugar”, diz Cibelle.

Em Sorocaba, essa revolução no jornalismo também reflete na escassez de oportunidades de trabalho na área. 

“Como eu já entrei na área enquanto estudava, fui me integrando ao mercado de comunicação e fazendo várias coisas: assessoria de imprensa, jornal impresso, empresarial, revistas. O mercado era melhor do que está hoje, pois havia mais veículos de comunicação para trabalhar.”

Apesar das transformações tecnológicas e da ascensão de novas mídias digitais, o rádio continua a ser uma das formas mais antigas e poderosas de comunicação, mantendo sua relevância ao longo dos anos. A popularidade do rádio persiste devido à sua acessibilidade, conveniência e capacidade de alcançar públicos em tempo real, seja em áreas urbanas ou rurais. 

“O rádio é um meio de comunicação que ao longo dos seus mais de 100 anos de existência, vem se reinventando. Quando surgiu a TV falava-se que o rádio iria morrer. Se enganaram completamente! Depois veio a internet, as redes sociais, os podcasts… E o rádio segue firme em seu propósito de levar a informação com agilidade e tendo a confiança do ouvinte. O rádio está hoje não somente no dial, no carro das pessoas seguindo seu trajeto diário, mas também nos sites, nas redes sociais, nos aplicativos, no YouTube com imagens, mesclando áudio e vídeo. O rádio segue firme e se reinventa sempre”, concluiu.

Mesmo com a expansão da internet e dos podcasts, o rádio se adapta, incorporando novas tecnologias como o streaming e os aplicativos móveis, mas sem perder sua essência de levar informação, entretenimento e música aos ouvintes. Sua presença em carros, residências e aparelhos portáteis continua a garantir sua sobrevivência, provando que, ao contrário do que muitos previam, o rádio nunca vai acabar.

Jornalista Cibelle Freitas recebendo a medalha cultural “Guyma Baddini”. Foto- Teófilo Negrão

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