Jornalismojornalismo digitaljornalismo onlineUniso

Jornalismo Científico é tema de palestra na Uniso

Por Juliano Rosa (Agência Focas – Jornalismo Uniso) 

Foto por Maria Eduarda Carrilho Martins

Alunos do 7° período do curso de Jornalismo da Universidade de Sorocaba receberam a produtora de televisão sorocabana Maíra Fernandes, que ministrou uma palestra sobre jornalismo científico. A atividade, que ocorreu no último dia 14, faz parte do componente curricular Agência Universitária de Notícias de Ciência, Tecnologia e Inovação, lecionado pela professora Mônica Cristina Ribeiro Gomes.  

Maíra contou que desde a sua formação na Uniso sempre sonhou em fazer Jornalismo Cultural, chegando até mesmo a abrir um jornal sobre cultura, mas foi ao trabalhar no jornal Cruzeiro do Sul que se encontrou em uma nova área, na científica. Inicialmente, ficou na editoria de previsão do tempo, e ao longo da carreira, chegou até mesmo, em 2009, embarcar em uma viagem à Antártica pelo jornal. 

A jornalista atualmente é produtora na TV Tem Sorocaba, e exibiu para os alunos a reportagem “Desigualdade climática: estudo aponta que grupos sociais sentem calor de formas diferentes”, que aborda o jornalismo científico a partir de uma pauta gerada a partir da 29ª edição da revista Uniso Ciência, sobre as ilhas de calor na cidade. 

A matéria serviu para a palestrante mostrar suas teorias na prática; o nível de rigor e apuração é a grande diferença do jornalismo comum para o jornalismo científico. Contando com entrevistas da presidente da Central Única das Favelas (Cufa), de um professor de sociologia da Unesp, uma especialista em saúde pública, duas moradoras de favela e até da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; a reportagem, de 12 minutos, tempo muito maior que o habitual, mostra a profundidade que a área deve atingir para alcançar o grande público.  

Também foi debatida a diferença entre divulgação científica e jornalismo científico, definição que para muitos pode parecer algo semelhante. “O jornalismo científico sempre é uma divulgação científica, mas a divulgação científica não é jornalismo científico. Para ser jornalismo, precisa ter método, método criterioso, rigor. Precisa de apuração, ouvir pessoas, precisa fazer sentido para a população comum.”  

A produtora ainda revela que a pandemia de Covid-19 foi um marco para a área, pois antes a função do jornalismo científico era informar, e neste período passou a ser de desmentir as muitas fake news que circulavam na época. A chuva de desinformação obrigou exigiu que método jornalístico fosse ainda mais rigidamente aplicado.  

“Eu adoro voltar para cá e falar sobre o assunto. É um tema de extrema importância, e nesse momento faz muito mais sentido tratar o jornalismo científico com o rigor exigido por ele, que tem um lado muito importante, pois um erro nessa área é capaz até mesmo de matar. Esse olhar de rigor jornalístico é o que faz a diferença”, concluiu Maíra.  

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *