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Feira Beco do Inferno celebra cultura e arte há 10 anos

Artistas independentes expõem seus trabalhos a céu aberto e agitam a Praça Frei Baraúna.

Por Ana Clara dos Santos Cavalheri e Nataly Zucarello Leite (Agência Focas – Jornalismo Uniso)

A Feira Beco do Inferno, que está no décimo ano, em sua 34ª edição, é realizada no centro de Sorocaba, trazendo arte e cultura para a população sorocabana. A organização da feira preza por artistas independentes e traz visibilidade para a cena local, com participantes de todas as idades, sendo 16 anos a idade mínima, desde que estejam acompanhados de um responsável. A terceira idade também expõe seus trabalhos, e são inúmeras as expressões artísticas exibidas, como pinturas, música e dança.

Foto por Nataly Zucarello

Expositores com trabalhos manuais destacam que a divulgação e o apoio que a organização oferece aos artistas fazem toda a diferença para alguém que está começando. O artista Viktor Magalhães, que expõe pinturas autorais feitas em aquarela, conta que busca inspiração para seus quadros em mulheres negras importantes. “Na Sorocaba em que vivemos, de perfil mais conservador, a feira é importantíssima para esses artistas que vivem de arte. É um pico de esperança que nós temos”, diz Viktor, que considera o evento revolucionário.

Uma das organizadoras do evento, Flávia Antunes Aguilera, explica que o Beco do Inferno surgiu exatamente por essa necessidade de os artistas independentes terem um lugar para mostrar e comercializar seus trabalhos. Atualmente, a feira já ganhou notoriedade e legitimidade. “É um lugar que acolhe todo mundo, todas as idades, todos os estilos, todas as religiões. Todo mundo que está em paz e que tem como objetivo mostrar o trabalho e conhecer os artistas da cidade. Então, acho que é bem diverso”, conclui Flávia.

Foto por Nataly Zucarello

A Feira Beco do Inferno se consolida como um importante espaço de valorização da cultura local, dando voz a artistas que muitas vezes não encontram espaço nos circuitos tradicionais. Em meio às cores, sons e expressões, o evento transforma a praça em um verdadeiro palco de resistência cultural, onde a arte pulsa, conecta pessoas e reafirma sua importância na construção de uma sociedade mais diversa, sensível e consciente.

[Texto desenvolvido na disciplina de Jornalismo especializado, ministrada pela professora Georgia de Mattos]

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